História O plano perfeito - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Kai Convencido, Kaisoo, Kyungsoo Maligno
Visualizações 67
Palavras 4.467
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁ! OLÁ!!! PERDÃO PELA DEMORA.
Explicações nas notas finais <3
(sorry pelos erros de pt/br)
Ah e desculpa se o capitulo não ficou legal. A odisseia do capitulo quatro foi maravilhosa, serio. #ironia

Capítulo 4 - Aquele que não deve ser nomeado.


Lord Voldmort voltou do mundo dos mortos na forma de um moreno que se acha para fazer da minha vida um inferno

 

Todo mundo sabia que eu, Do Kyungsoo, odiava Kim Jongin. Poucas pessoas sabiam o motivo.

Algumas especulavam. Tipo o meu primo, que pensava que o fato de eu odiar aquele idiota, era por que o dito cujo conseguia ser mais convencido que a Taeyeon do G.G, ou a Hwasa do Mamamoo, ou ate mesmo a CL do 2ne1 ( e olha que todas elas podem, diferente do modelo dançarino do campus. ) na verdadeira história, a auto estima e esse traço da personalidade do traste até entram, mas é em um percentual mínimo.

O motivo óbvio por eu odiar Kim Jongin, era o  simples fato dele ser um babaca. Um acéfalo, um idiota, um cabeça dura. Kim Jongin conseguia ser igual um camarão – infelizmente, devo resaltar. Já peço desculpas adiantadas a todos os camarões existentes nesse planeta galáctico que chamamos de terra. Sinto muito. Ele não merece ser comparado a vocês. Vocês, pobres camarões, são dez vezes mais evoluídos do que o individuo que eu cito nesse texto. – joga a cabeça fora e come o resto. Levem no sentindo que vocês quiserem, eu realmente não ligo. Oh i dont' care... Call me baby feels

Kim Jongin conseguia ser o pior idiota de todos os tempos. Juro que se não estudássemos no mesmo campus, eu juraria de pé juntinho que ele era debilitado mentalmente. Fico com pena dos pais dessa criança.

A historia começa quando eu, seis meses depois de estar incluso na faculdade, fui receber alguns dos calouros. Alguns de outros cursos. E sem querer, entrei em uma audição. Meu maior erro. Uma musica tocava, docemente, um piano fazia a melodia. Eu sabia que não devia espiar. A audição para novos integrantes do curso de artes era muito, muito oculta. Era completamente proibido olhar. Mas eu sempre fui curioso. Como quem não quer nada olhei por cima daquela janelinha, tive que ficar na ponta dos pés admito, e me encantei com o que vi.

Ele dançava como se todo seu corpo fosse feito de gelatina. Ele tinha total controle pelos seus pés, mãos e pernas. O invejei por minutos. Havia uma suavidade em seus passos ao mesmo tempo em que tinha a masculinidade predominante... Ele conseguia ser doce mesmo quando não precisava e isso me encantou. Poderiam se passar horas que eu não perceberia. Estava tão encanto com aquela apresentação. Havia tanto amor nos seus passos, tanta paixão pela dança que me esqueci de onde estava. Meus olhos não saíram de si. E foi por isso que sem perceber o que estava fazendo, me apoiei mais na porta e pela força, cai dentro do salão.

Já da pra imaginar o que aconteceu não é? Apareceram dois seguranças de dentro da sala e me puxaram pelos meus braços, como se eu fosse um criminoso.

Minhas bochechas esquentaram e eu orei muito para que aquele menino no palco, não tivesse marcado o rosto de quem atrapalhou a sua audição. Ou eu estaria muito ferrado.

*~~*

Ele marcou.

Descobri uma semana depois do acontecido, que ele havia marcado meu rosto. Quando o novo semestre começou, voltei às aulas tranquilamente esquecendo o que havia acontecido. Até por que, meu rosto queimava toda vez que lembrava como fiquei vidrado nos passos do dançarino. A minha sorte era que eu raramente me encontraria com o dançarino, já que estudávamos em partes diferentes do campus. Claro que ela não duraria muito, não é? Não seria eu se durasse. Então em uma quinta feira frienta no inicio de janeiro, um Luhan muito chato e apaixonado acabou por me arrancar do meu delicioso esconderijo, para ir até a outra parte do campus. Eu como um cabeça de vento, havia esquecido o real motivo de não frequentar o lado negro e aceitei (fui obrigado, mas não deixe o Luhan saber disso) ir até ocara de fuinha.

Segundo meu primo, o garoto havia se machucado e como todo idiota apaixonado e rejeitado, meu primo “tinha” que ir até lá.A cena era te meio icônica, eu todo encapuzado, com apenas os olhos para o lado de fora do casaco e um Luhan que sequer sentia frio, me puxando.

Quando chegou à enfermaria do prédio do garoto, simplesmente me esqueceu. Bufando e cheio de ódio no coração, sentei–me em uma das cadeiras que ali tinham e puxei meu celular para terminar a fase de candy crush da qual eu já estava fazia semanas. O meu erro foi ter tirado a parte do casaco que tampava a minha boca e me escondia do mundo. Pois assim que eu fiz, Kim Jongin, que na época eu nem sabia o nome, saiu da sala que meu primo havia acabado de entrar. Distraído com meu joguinho, na percebi quando o garoto se aproximou de mim, olhando–me com extrema curiosidade e abrindo um daqueles sorrisinhos irônicos, que eu aprendi a odiar e evitar, quando percebeu que era eu, garoto que o quase havia feito com que ele perdesse a bolsa da faculdade.

Só percebi que havia alguém parado a minha frente, quando senti um cheiro forte de perfume e a falta de luz aonde estava. Olhei para cima a procura da minha sombra recente e quase enfartei ao perceber quem era. Minhas bochechas coradas me denunciaram, fazendo o sorriso daquele imbecil crescer ainda mais.

– Então é você mesmo...– ele tinha uma voz meio sedutora, tenho que admitir. Mas se qualquer pessoa me perguntar isso hoje, negarei até a morte.

– Q–que?– gaguejei de nervoso, tentando me fazer de desentendido, mas é muito obvio que não deu certo.

–Você – apontou – O garoto que estava me espionando na sala de dança.

– Não sei do que está falando. – Meu Deus, eu já disse que sou um péssimo mentiroso?

– Ah sabe sim, – ele riu – Eu marcaria essas bochechas coradas para sempre. E seus olhos são gigantescos, impossível não marcar.

QUE?

Levantei-me revoltado. Fala sériooooo, sei que havia dado uma mancada daquelas, mas falar do meu ponto fraco é sacanagem.

– Olha aqui garoto, eu sei que o que fiz foi errado, mas você não tem o direito de me ofender! – seria engraçado se não fosse trágico, eu com um metro e setenta e três, quase gritando com aquele menino bem mais alto. Eu parecia o mais novo ali! E tinha certeza que não era! – E não fala dos meus olhos!

Ele riu, não, riu não, gargalhou, bem assim na minha cara. Fiquei mais puto ainda, quem ele achava que era? Idiota!

Resolvi que esperar Luhan e sua paixão platônica por Kim Minseok não valia a pena, eu estava prontinho para aplicar uma chave de pescoço naquele individuo, mas me limitei a lhe mandar um olhar fulminante e sair daquele lugar pisando fundo. O idiota não me seguiu, ele continuou rindo da minha cara, enquanto secava algumas lagrimas que saiam dos seus olhos.

Pensei que havia me livrado do babaca, mas como eu sou iludido, não é mesmo? Além de gravar meu rosto, o idiota havia descoberto o meu nome então foi uma questão de tempo para descobrir meu curso, aonde eu dormia e até o numero do meu armário de livros.

No inicio não era nada. Ele começou a me seguir nos seus horários vagos, com aquele bando de amigos babacas da parte sombria do campus, ficava cochichando para lá e pra cá e soltava risadas escandalosas em meio a corredores lotados. Eu só respirava, ignorava e mandava mensagens para Baekhyun, o xingando de todos os nomes pejorativos que ainda havia no meu vocabulário. E olha que era bem vasto. Ganhei um apelido também, ele me chamava de corujinha, coruja, big eyes, olhudo, tudo que tinha a ver com olhos, ele associava a mim. Mas eu me segurei, sabia que estava na corda bamba com a reitoria depois do incidente, então se eu socasse a cara bonita dele até afundar o crânio, provavelmente seria expulso e nenhuma faculdade em Seul me aceitaria, nunca mais na minha vida.

Então um dia, quando estava prestes a explodir, depois do meu armário estar coberto de figurinhas de corujas, com passos largos fui até a parte de artes novamente, em menos de um mês.

O achei rindo com um grupo de babacas no meio. Tenho certeza que ark Chanyeol estava lá, mas não reparei. Parei bem na sua frente, mais irritado do que jamais estive.

– Posso falar com você? – Acreditem meus amigos, eu estava fazendo uma força descomunal para não voar do pescoço do moreno.

Ele apenas me olhou, com aquele maldito sorriso de canto, dando um selinho em uma garota ao seu lado e fazendo mil promessas que eu jamais gostarei de saber, levantou–se, e faz um sinal para que eu fosse na frente. Assim eu fiz, pisando fundo, quando parei em um canto isolado para que ninguém nos ouvisse joguei na roda.

– Quero que você me deixe em paz.

O babaca teve a ousadia de rir! Ri!

– E o que eu ganho com isso? – ele perguntou, cruzando os braços naquela pose “hétero-topzeira-wheyprotein”.

– O que você quer? Dinheiro? Tudo bem, eu passo por cima do meu orgulho e peço minha mãe...

–Não, não quero dinheiro. – ele interrompeu meu falatório meio sem coerência.  O olhei descrente. Eu quase morria de inanição (to exagerando mãe, eu sei) para não ter que pedir dinheiro a minha mãe e meu pai, e ele estava lá, negando isso. Minha vontade de socar a cara  bonita dele ficou ainda mais forte. – Eu quero que você admita.

Que?

– Que? – perguntei verdadeiramente confuso.

– Admita que você quase me fez perder a bolsa porque está apaixonado por mim.

Ok é nessa hora que entra aquele monte de câmeras e um apresentador excêntrico gritando “É PEGADINHA”? É não é? Eu ainda fiquei esperando, sério, mais isso não aconteceu.  E quando ele continuou olhando para mim, sem mover um músculo, eu só pude gargalhar. Alto, rindo tanto que minha barriga doeu. Sequei meus olhos, com lagrimas reais e quando enfim, a graça passou só pude olhar para ele, desacreditado.

– Você ta brincando certo?

– Não.

– Garoto! Você é louco, só pode! – fiz escândalo desnecessário, sim, mas problema. – Por Zeus, pelo amor! Eu? Apaixonado por você! Fala sério! Você já se olhou no espelho? Não tá com essa bola toda não.

Ele tava sim, mas ninguém precisa saber não é? Eu até achava ele atraente, mas depois dessa, toda a atração dói substituída com pura descrença.

– Me olho sim e acredite gosto muito do que vejo.

– Ah, eu não tenho duvidas nenhuma quanta a isso – revirei os olhos, aquele papo já estava me saturando e ver que o sorrisinho dele não saia do rosto, me dava ainda mais raiva.

– Olha, vamos fazer assim, ou você me deixa em paz sem pedir nenhuma declaração sem pé nem cabeça, ou– ele arqueou a sobrancelha, como se não estivesse acreditando. Sorri. – Eu vou te denunciar para a policia como stalker.

– Você não faria isso. – ver seu sorriso vacilar foi minha vitoria.

Aproximando-me dele, com o meu sorriso crescendo a cada passo, ditei:

– Você não sabe do que sou capaz.

E sai.

Duas semanas depois a intimação chegou ao seu armário e eu fiquei livre de todas as suas implicâncias. Claro que eu não fui a policia de verdade, isso ficaria feio para mim. Fiz uma falsificada na Lan House e esperei consegui o carimbo do pai do JB emprestado, nem me pergunte como, para mandar.

Ele finalmente me esqueceu e eu pude viver em paz. Lógico que depois ele descobriu que era falso, mas deixou de me atormentar.

*~~*

Até agora.

Eu taquei pedra na cruz. Eu taquei, tenho certeza que naquela reencarnação lá quando cristo estava na cruz, eu estava lá, rindo diabolicamente e tacando pedra, areia e qualquer coisa que estivesse por perto, devo ter tacado até merda. Heresia ou não, eu estava muito puto.

 O meu azar só não é maior que a minha falta de vontade de voltar a estudar. Na verdade não sei o que é pior, voltar a estudar e ter que olhar para os meus adoráveis companheiros de sala ou, se é ter que aguentar Kim Jongin pelo resto das minhas férias.

Aguentar Kim Jongin obviamente ganha de lavada, mas eu tinha que comparar com alguma coisa ruim o suficiente não é? E acreditem quando eu digo, eu estava sendo possuído por algum espírito da paz aqueles últimos dias, por que só assim mesmo para explicar  a minha paciência com aquele ser enfezado.

Agora que aquele imbecil havia lembrado a minha existência, qualquer lugar que me via, parava para implicar. Chamava-me de baixinho pelos corredores, deixava bilhetes na porta e voltou a me chamar de corujinha e até disse para suas amigas que eu era seu novo colega de vela encalhado – coisas que a gente descobre por ai Cof cof Yeri Cof cof –  o garoto estava tornando minha vida, antes muito calma, num verdadeiro inferninho.

– Fala para o seu namorado falar para aquele idiota do amigo dele me deixar em paz. – entrei no quarto do meu primo, sem pedir licença, arrombando a porta

– Para chegar ao ponto de você mandar recado é porque a coisa está feia.

– Eu to estressado. Eu to a ponto de enfiar a pancada nele da próxima vez que encontrar ele no corredor e ele me chamar de baixinho.

– Porque não fala com ele? Seria mais fácil...

– Por que eu não quero dar confiança para ele, eu não gosto dele. Eu não o suporto, na verdade. Ele é convencido, arrogante, idiota, paga de hétero e ainda é rico! Existe coisa mais irritante do que isso? Existe coisa mais irritante do que a pessoa ser RICA?

– É bonito também, muito simpático e apesar de parecer arrogante e soberbo é muito fofo.

– Fofo? Fofo? Kim Jongin fofo? Baekhyun, faça–me o favor.

– Além do que, é ruim ser rico? Quer dizer, isso devia ser uma qualidade, não?

– Ah com certeza, dinheiro é uma qualidade. Qualidade uma ova. O dinheiro dele só faz dele um babaca arrogante.

– Kyung você só precisa dizer, oi Jongin, pare de me irritar ou eu vou te matar. Acabou.

– Não quero! E o seu namorado está doido para me agradar então fala para dizer ao imbecil do Kim para me deixar em paz!

E como todas as vezes que eu entrava no quarto do Baekkie puto, sai fazendo uma saída triunfal.


*~~*
 

A universidade é um canto isolado do mundo social onde existe um monte de jovens idiota que bebem mais café do que o normal e tem vários problemas mentais.

Quando as aulas voltam, ninguém consegue dormir direito à tarde e muito menos a noite.  

A vida social se torna um buraco escuro que você definitivamente não quer entrar. Minha professora de Historia da Coreia II já havia repetido um milhão de vezes a mesma sentença, mas o meu querido colega de turma não conseguia entender. Claro, afinal, ninguém merece ter que escutar sobre a guerra das coreias, mas Custava Jackson, ter lido o texto? Não, não custava. E agora ele alugava o ouvido da minha professora fazendo perguntas sem sentido e quase me fazendo arrancar os cabelos.

Estava prestes a ir ao banheiro vomitar todas as minhas tripas, porque a única coisa que essa aula me dava era enjoo, quando ouvi meu telefone apitar.

Luhan

Kyung, porque você não me responde mais?

Na hora de alugar meu ouvido com as historias do Baekhyun você aluga, mas para ajudar seu primo você não quer ajudar.

 Estranhei a mensagem um pouco... Violenta do meu primo. Logo ele, tão calmo.

Só que não.

Luhan,você ta bêbado?

                           

Ham? Não! Idiota! Você não recebeu minha mensagem?

 

Que mensagem Luhan, minhas aulas voltaram faz duas semanas e eu já tenho 3 trabalhos marcados.

Não to com tempo nem de respirar.

                                                                                                                              

É serio?

Bom, foda-se.

Preciso da sua ajuda.

Baek não esta disposto, pois ele esta namorando.

Você não.

É aquele ditado, se não tem tu, vai tu mesmo.

 

Nossa...

Vai se ferrar.

Não vou te ajudar em nada.

 

Ah, você vai sim.

Você não tem escolha.

 

Eu sempre tenho escolha Luhan.

E eu escolho não te ajudar.

Vivemos em um país livre.

 

Não. Não vivemos não. Na verdade, o livre é subjetivo, afinal estamos em países diferentes.

 

O ignorei.

 

Ah Kyung, por favor! É serio! Por favooooooor!!

 

Olhei para o meu celular. Mesmo não sabendo o que era, ja podia ter uma ideia. E não iria gostar. Mas, é aquele ditado... O que não fazemos pela nossa família?

 

 Tudo bem. Pode falar.

 

*~~*

Eu odeio Luhan. Odeio. Odeio.

Ter uns primos desses deviria ser uma blasfêmia, um pecado.

La estava eu, depois de uma aula encapetada daquela professora nojenta, indo até a parte mais... Cheirosa da nossa faculdade, sim, se você entendeu a ironia por favor, vamos nos casar. E se você descobriu para onde eu estava indo, não vamos mais, muito inteligente.

A parte mais difícil de entrar do campus, os prédios de artes que ficavam de frente para onde sol batia, sim, para eles aplaudiram o sol. E não venha me chamar de preconceituoso cheio de estereótipo, eu não sou. Quando construíram era justamente com essa intenção. E os macon... não, os artistas do campus adoravam isso. Sempre tinha as exceções é claro, nada que o mundo não pudesse aceitar.

Enfim, lá estava eu indo para a parte mais clara do campus, a procura de uma pessoa em especial. Kim Minseok. A historia dele e Luhan era longa, desde o inicio do curso do meu primo (há dois anos) até quando Luhan foi fazer seu intercambio na China. Eu achava que ele havia finalmente esquecido o cara de esquilo, mas ao que tudo indicava, não havia.

Minha missão era simples, ir até o prédio de Cinema e entregar o seguinte recado : Minseok, Luhan disse que gostaria de encontrar com você na china, por favor, encontre com ele lá.

– É sério isso? – foi a resposta que eu ganhei de Kim Minseok

Respirei enfim, depois de ter entrado naquela parte do campus, me jogando no primeiro sofá que achei. Eu estava no lugar de recanto dos amantes do cinema, uma salinha bem bonitinha chama CA no prédio do lugar.

– Nunca falei tão sério na minha vida – respondi tentando soar convincente, mas no fundo estava segurando a risada. Por favor, Luhan corria atrás de Minseok desde que tinha ingressado no curso de psicologia e eu até entendia a fascinação do meu primo pelo cara de fuinha, mas ele já havia tomado tantos foras do cinéfilo que eu não conseguia entender como sua dignidade ainda estava de pé. Pelo jeito estava afinal, lá estava eu, tentando convencer o garoto a encontrar com meu primo no país estrangeiro. Era quase certo que ele tomaria um não daqueles ( ou eu, se você pensar que quem estava fazendo a proposta era eu) e eu poderia fugir dali antes de ter encontros indesejados com uma pessoa que começava com Kim e terminava com Jongin. Mas não, contrariando todas as minhas esperanças o garoto depois de soltar um suspiro daqueles, simplesmente disse:

– Tudo bem.

A minha cara de assustado só não foi pior quando Kim Minseok, um tanto acanhado, me deu um papel com seu numero de telefone.

– Admiro a persistência do seu primo. – ele me disse, parecendo verdadeiramente envergonhado. – Diz para ele me mandar uma mensagem, dessa vez é sério. Eu vou me encontrar com ele na China. – e simplesmente saiu, me deixando ali, paradinho com a cara no chão.

É meus amigos, eu estava chocado. Muito mesmo. Principalmente depois de ver a cara de envergonhado da paixão–não–tão–platônica–assim do meu primo. As únicas vezes que eu tive o prazer ( ou desprazer, tanto faz) de encontrar com o veterano em Cinema era quando estava acompanhado de Luhan e todas as vezes o rosto do mais baixo estava vermelho também. De raiva.

Fiquei ali uns quinze minutos divagando de como o mundo da voltas. Depois dessa, se eu me apaixonasse por Kim Jongin não seria uma surpresa.

Nossa. Eca. No que diabos eu to pensando?

Presumi que a fumaça densa do campus estava me afetando e saiu o mais rápido que pude da salinha.

Desci as escadas normalmente, como qualquer pessoa normal, encantado com as pinturas nas paredes e tirando altas fotos dos desenhos que ali continham que nem percebi que já estava no térreo e que tinha alguém vindo tão distraído quanto eu, vindo bem na minha direção.

Já dá pra imaginar o que aconteceu, não é? Bati de frente com a tal pessoa distraída, e em como um daqueles clichês adolescentes de filmes ruins era bem obvio com quem eu havia batido.

Vamos as contagens das obviedades:

1° Estou no lado podre do campus. Aonde vivem boas pessoas, mas a maioria se acha “inteligente e intelecto demais para socializar com a outra parte”

2° Aqui também vivem os exibicionistas, os ricos e idiotas.

3°Eu sou azarado para um caralho. Porque pedi a deus, por favor, não deixe que eu encontre o idiota, por favor. Mas é obvio que eu não fui ouvido, eu nunca fui.

4° Isso aqui já virou clichê adolescente, vou vender para Hollywood porque o roteiro ta previsível. Minha vida daria um ótimo filem de quebra de bilheteria, olha que maravilha.

QUERO DIREITOS AUTORAIS!

– Ora, ora se não é Do Kyungsoo na parte podre do campus. – ele teve a audácia de rir. O filho da puta. Ele estava em pé, enquanto eu havia me desequilibrado e caído de bunda no chão. Clichê Adolescente, eu te odeio. – Pensei que você tivesse dito que odiava esse lugar.

Bufei, me levantando, limpando minha – agora – doída bunda.

– E eu odeio. Vim aqui por uma causa importante, nada mais.

– Kim Minseok, to certo? – retrucou, soltando uma daquelas suas risadinhas irônicas. Aish, eu quero afogar esse menino. Ele é muito bem informado, puta que pariu.

– Como você sab... Não deixa, não quero saber. Tenho a sensação que não vou gostar da resposta.

– Minseok é meu primo. – ele soltou a tão temida resposta e eu só queria não ter ouvido.

Clichê adolescen...

Cala a boca consciência!!

– Nossa agora é certo, meus primos têm péssimos gostos para homens.

Ele soltou uma risadinha irônica e eu resolvi ignorar, finalmente caminhado para fora daquele ninho de gente estranha.

Mas antes de sair, claro que Jongin tinha que mandar uma daquelas suas frases totalmente sem cabimento e coesão.

– Isso é porque você não está escolhendo certo.

Quando me virei para trás, prontinho para mandar ele para o buraco mais escuro do mundo, ele havia evaporado, como um fantasma, um dementador ou coisa do tipo.

Ou será que Kim Jongin seria Lord Voldemort?

Corri para fora daquele lugar, pois a única varinha que eu tinha estava guardadinha dentro das calças e não dava para mandar um crucio com ela.

Nem se eu quisesse.

*~~*

Depois do incidente, eu pude finalmente contar para Luhan o que havia acontecido. Ele ficou sem me responder uns quinze minutos, provavelmente a causa foi desmaio-após-não-ser-rejeitado-pelo-senpai. Quando ele resolveu me responder, pediu tantos obrigados que senti meu ego ser elevado só naquele momento. Prometeu que faria qualquer coisa que eu pedisse quando ele voltasse para coreia.

Perguntei se ela podia se livrar daquele que não deve ser nomeado para mim.

Lord Voldmort?

Já disse Kyung, essas nerdisses não vão te levar a nenhum lugar.

Desde quando Harry Potter é coisa de nerd?

Ter cultura é diferente de ser nerd.

Tudo bem

Não vou falar mais de Luke Skywalker

Juro

Do que você falando...?

Desculpe, eu to nervoso.

Por Zeus...

Ah, antes de ir, saiba que eu vou cobrar a promessa.

Espero que você caia quando o Minseok estiver bem ao eu lado.

Bom encontro, primo! Boa sorte!

Vai se fuder.

Também te amo

 

E assim a conversa super saudável com meu primo terminou. Depois de voltar do lado negro do campus, resolvi tomar um banho, porque vai que algum vírus paz e amor barra vamos aplaudir o sol estivesse se alojado no meu corpo, como um parasita?

Percebi que estava mortinho de fome, quando depois de sair do banheiro dei de cara com um Jaebum comendo algum doce enquanto assistia a uma partida de futebol esquisita. Senti meu estomago roncar e o dito cujo apenas arqueou uma das suas sobrancelhas para mim.

– Fome? – perguntou

– Uhum.

– Vai para o bandejão?

– Pretendo.

– Me espera, vou com você.

E eu esperei pacientemente, enquanto mandava uma mensagem para Baekhyun,  meu colega arrumar a cama, ajeitar o cabelo, trocar de chinelos, passar perfume para finalmente conseguirmos sair do quarto em direção ao tão amado bandejeco da faculdade. Comida de graça, quem não quer não é? A vantagem de uma faculdade publica, sabe comé.

Estava todo feliz, porque havia olhado no cardápio online mais cedo que seria coxa sobre coxa, aquele frango maravilhoso que só acontecia uma vez por ano, mas toda minha animação foi por água abaixo quando eu finalmente cheguei ao restaurante e ao invés de ver meu primo na nossa mesa habitual, com os nossos amigos, lá estava ele, sentado na mesa do Park e do Kim, rindo como se jamais estivesse sido mais feliz. Aquilo me machucou um pouco. Admito. Era mais aquele sentimento de traição, sabe? Afinal ele já havia falado tanto mal do Park e seus amigos que parecia meio falso que estivesse justamente sentando  naquela mesa. Ignorei prontamente quando ele acenou para mim da dita cuja, sentando com JB e sua trupe, que infelizmente continha Jackson Wang, mas tudo bem não é. O que a gente não faz para não se sentar com um bando de idiotas. Mesmo que aqui tivesse um.

Jongdae sentou ao meu lado e ele e Jackson começaram uma conversa super saudável sobre a aula da megera que eu prontamente ignorei. Costumávamos–nos sentar juntos na hora do almoço, era uma tradição, por causa do curso e porque ele era amigo de Baekhyun, mas se nem ele ousou sentar–se à mesa dos idiotas, quem seria eu?

Olhei para a famigerada mesa, só a tempo de ver Kim Jongin olhando para mim e sorrindo ironicamente, como se ele tivesse ganhado um jogo que eu sequer sabia que estávamos jogando. Limitei-me a ignora-lo e também ignorar as mensagens do meu primo.

Se eu estava sendo abandonado por um par de orelhas, um babaca egocêntrico e um bando de novos amigos faria o mesmo com ele. Ele poderia continuar acenando até morrer que eu nunca colocaria meus lindos pezinhos perto daquela mesa.

O ressentimento por ser trocado era demais, mas aquele sorriso irônico do Kim, eu tinha vontade de arranca–lo na base do soco.

Se Kim Jongin achava que tinha ganhado naquele jogo que eu nem sabia a existência, ele estava, com toda certeza, muito enganado.

Porque quando eu jogo é pra vencer.

 

Continua...


Notas Finais


É ISSO AI
FINALMENTE POSTEI DEPOIS DE UM MÊS E MEIO( exagerei) EU POSTEI!
Desculpem-me, serio. Cês não tem ideia da quantidade de vezes que eu já reescrevi esse capitulo. Nada ficava bom, tava tudo uma droga, para adiantar a faculdade chegou, roubou meu tempo, sugou minha vida e levou meu dinheiro. #filosofei
Enfim, não teve muita interação do otp*chora* mas no próximo eu prometo que terá!
AH, infelizmente ou felizmente, não sei. Apesar de eu mesma me cobrar muito com essa fic, na semana passada eu simplesmente escrevi 10 mil fucking palavras de BAEKSOO, sim, ship indie, porém conceitual. E você gosta de Baeksoo, não deixe de passar nas minhas dez mil palavras divididas em duas fics totalmente diferentes.
Uma é narrada pelo Kyung (me mijei escrevendo essa merda, por favor não se assuste com a sinopse, não é isso que você está pensando!!! Ou talvez seja, rsrsrsrs.): https://spiritfanfics.com/historia/ce-me-ajuda-10220060
E a minha linda Fem!Exo,narrada pela Baekhyun, que eu amo de coração, meu pai Jesus cristinho. Eu amo esse couple mais do que amo minha faculdade ( cabou de sair do forno): https://spiritfanfics.com/historia/primeira-e-unica-10350670
Beijinhos e desculpe a demora, a previsão de postagem é de 15 dias <3
Amo vocês :*


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