História O Plano Perfeito - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Hentai, Kohana, Naruto, Romance, Sakura, Sakusasu, Sasuke, Sasusaku, Uchiha
Visualizações 492
Palavras 3.836
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá! Olha eu aqui, linda e bela com mais um capítulo de OPP.

Espero que gostem. Beijos!

Capítulo 3 - A Punição da Senhora Uchiha


O Plano Perfeito

Escrito por Kohana

Capítulo Três: A Punição da Senhora Uchiha 


Eu agradeci os dois anos de direito o qual eu me saí muito bem na faculdade; sem eles, eu não teria mais ou menos uma noção de onde estava me metendo e estaria muito mais intimidada com esse jantar.

A tatuagem no meu antebraço, que levava uma sereia de longos cabelos negros, eu fiz quando descobri que fui aceita. Eu estava com Hino, meu ex-namorado. Depois de me apoiar e esperar pacientemente que o tatuador terminasse a tatuagem, nós transamos feito loucos dentro de sua picape.

Aquela sensação de mágoa que eu guardava a sete chaves dentro de mim – mas sempre escapa facilmente quando eu pensava em Hino – me abateu por um momento. Mas não era hora para isso, então foquei meu olhar no meu prato e levei uma grande garfada do que quer que fosse o que estava nele a boca.

Tinha gosto de camarão, mas levava um leve sabor cítrico ao fundo.

– Gostou, senhora Uchiha?

Olho para Sophie, a governanta, com um vinco entre as sobrancelhas. Um leve pigarrear vindo da direção do senhor Uchiha me faz lembrar que eu sou a senhora Uchiha.

Nota mental: você é a senhora Uchiha, idiota.

– Oh, sim. Muito obrigada, está maravilhoso.

– Ah, que alivio. Não sabia qual era o seu prato preferido, então decidi arriscar. – ela coloca a mão em seu peito, com um sorriso de orelha a orelha e se aproxima mais. – Depois irei ao seu quarto e nós resolveremos esse problema.

Felizmente, Ino tinha avisado que os empregados do senhor Uchiha eram muito simpáticos, e estavam loucos para agradar a nova “senhora” Uchiha. Se eles soubessem que um ovo mexido com bacon já me satisfazia, não estariam assim.

– Tudo bem, Sophie. Pode se retirar.

E com essa ordem direta do senhor Uchiha, ela faz uma leve mesura e, me dando mais um sorriso de alegria, se vai.

A porta bate levemente e então estou sozinha novamente com ele. Sinto meu estômago reclamar, e imagino que nem a comida maravilhosa conseguirá alegrá-lo de novo. Tento soar calma, sorrindo levemente e encarando a comida; manter contato visual com ele por muito tempo era uma tortura.

Ainda sim, podia sentir seus olhos cravados em mim.

– Me fale sobre as tatuagens.

Ouvir sua voz seca, desprovida de qualquer emoção, como se ele não quisesse realmente saber o que perguntava, me surpreendeu. Ainda sim, mastiguei minha comida e sorri com leveza – assim como Ino me ensinou.

– Gosto de tatuagens.

– Só isso?

Acenei com a cabeça, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

– Não há como se ter tantos significados para tantas tatuagens; sim, algumas levam significados os quais eu guardo, ou até algum livro e letras de músicas, mas nada realmente relevante.

Seus olhos são tão negros; eu não conhecia nada tão negro e profundo quanto eles. Enquanto me olham, parecem atravessar toda a camada de tatuagens e pele do meu corpo – olhando bem no fundo. Isso me intimidava, mas também me deixava... instigada.

Então desviou o olhar, bebendo de sua taça de vinho e ponderando; até que acenou, crispando os lábios e encerrando o assunto.

Voltei a comer, e o silencio reinou. Ele não estava mais me observando, então aproveitei para eu mesma observá-lo. O cabelo negro bagunçado, a camisa branca com não apenas dois, mas três botões abertos e a barba por fazer, dava a imagem perfeita de final de expediente.

Que ele era um pedaço de mau caminho, ninguém poderia negar.

Além tudo, tinha aquela cicatriz. Em um rosto normal, aquilo seria no mínimo incomodo – mas no rosto dele não. Parecia apenas mais uma característica que o tornava ainda mais atrativo aos meus olhos. E eu estava louca para saber o que ocorreu para ela estar em seu rosto.

– Então é isso que faremos? – comento, começando a me sentir incomodada com o silencio. – Jantaremos em silencio todos os dias?

– Você é minha esposa, jantar comigo é a sua tarefa mais simples.

Ele que pensa! Só estar num mesmo cômodo que Sasuke Uchiha tornava, então, a minha tarefa mais complicada. Limpei minha boca com um guardanapo, olhando-o diretamente.

– A senhora gostaria de me falar alguma coisa?

Gelei. Uau... será que ele leu meus pensamentos? Endireitei os ombros, numa tentativa em vão de me livrar da tensão que se formava em meu corpo.

– Na verdade, sim.

– Prossiga.

– Sério?

– Sim, senhora Uchiha. – ele toca um dispositivo pequeno ao seu lado e, antes que eu sequer me pergunte o que é, as portas se abrem e duas empregadas aparecem. – Retirem a mesa. 

Uchiha. A palavra rodeou a minha mente, juntamente a “senhora”. E lá estava, mais uma vez, uma insinuação de sorriso. Porque até onde eu sabia, Sasuke Uchiha não sorria, só insinuava sorrisos, e era o máximo que poderia ter dele.

Respirei fundo, mas sutilmente enquanto uma empregada distraiu os olhos do senhor Uchiha para longe de mim. Não posso estragar as minhas chances. Preciso parecer o mais profissional possível.

Eu me endireito até a outra cadeira, esticando minha mão para pegar o contrato que trouxe até aqui.

– Eu sei que eu assinei o contrato, e que por esse motivo, concordei com todos os termos, mas... – pauso, tentando trazer drama. Me arrependo assim que o vejo de novo. – Bem, hmm, Ino me avisou que eu poderia discutir sobre o que me incomodava. E há alguns termos... alguns termos não me parecem plausíveis, para não dizer que são realmente exagerados.

Uh. Com calma, Sakura, minha mente grita como um sinal de alerta. Eu não podia exagerar. Aquilo era basicamente um pedido desesperado, que ele tinha a opção de acatar ou não.

– Quais? – ele pergunta, raspando seu polegar pelo queixo áspero; o movimento prende minha atenção por um momento, até eu perceber que ele parece realmente interessado.

Eu procuro a pagina que quero do contrato e o passo para o centro da mesa, que agora se encontra livre de qualquer coisa. Aponto com o dedo indicador em cima uma clausula.

– Em obrigações; clausula cinco/sete: abre aspas: “A contratada concorda em jantar todos os dias com o contratante, afim de discutir agenda, viagens, etc... evitando assim a presença de seus filhos.” Fecha as aspas.

– Qual o problema com essa clausula?

Volto a encostar em minha cadeira, mordendo levemente o lábio inferior e tirando uma caneta do bolso da minha camisa – que felizmente peguei em cima da cômoda antes de vir.

– Eu entendo que nós devemos ter um momento a sós para discutir qualquer que seja minhas obrigações. – pausei, puxando o contrato. Fiz um circulo em volta daquela clausula e apertei a ponta da caneta no lábio. – Mas não acha exagerado?

– Há certos assuntos que não devemos falar na presença de crianças, eu imagino que a senhora saiba disso. – ele desdenha de mim, como se tivesse jogando na minha cara a minha falta de noção.

Mas eu sabia disso, idiota!

– Sim, bem... mas todos os dias?

Pela primeira vez, ele pareceu confuso. Se inclinou na mesa e apoiou os antebraços sobre ela. – Cinco dias?

– Ainda é muito. Dois dias.

– Quatro me parece apropriado.

– Um dia sim, outro não? – tentei, vendo sua face ficar um pouco mais leve. – Caso precise me dizer algo que seja muito urgente, pode me chamar. E da minha parte, eu tenho a Ino.

Ele ponderou, passando a mão pela mandíbula áspera pela barba por fazer. – Pode riscar essa clausula.

Senti como se um peso tivesse saído das minhas costas. Risquei aquela clausula como se isso dependesse da minha vida. Seria um inferno não jantar com meus filhos. Sorri, me permitindo isso, porque me senti vitoriosa.

– Ainda em obrigações, o senhor diz que eu devo acompanhá-lo em todas as viagens que forem precisas.

– Isso é algo que não posso abdicar. – ele diz, irredutível; eu tremo por um momento, porque o som da sua voz é realmente amedrontador. – Você perceberá que eu precisarei muito de você em minhas viagens.

Mordi o lábio, sentindo um frio na barriga – será que...? Bem, o senhor Uchiha conseguiria qualquer mulher que quisesse, em qualquer lugar do mundo, disso eu não tinha duvidas. Sexo certamente não era o problema principal para eu ter que acompanhá-lo tanto.

– Certo, isso eu entendi. – voltei a pressionar a ponta da caneta, encarando as letras. – No entanto, você deixa claro que não importa a ocasião, eu preciso segui-lo.

– Exato.

– Obviamente eu compreendo, no entanto, devo deixar claro que, caso em qualquer uma dessas viagens um dos meus filhos precise de mim, eu não as farei.

– Então estaria quebrando o contrato.

Tremi. Sabia que se precisasse levantar naquele momento, cairia naquele chão de mármore negro. Ainda sim, me mantive determinada, com meu queixo erguido.

– Eu tenho completa ciência disso.

A sala de jantar dois parecia um campo minado. Certeza que eu conseguiria sentir a tensão nas palmas do dedo se me levantasse.

O senhor Uchiha fechou os olhos por um breve momento, insinuando aquele sorriso que chegava apenas em um canto de seus lábios.

– Tentarei levar em conta, dependendo dos seus motivos. O que mais?

Eu honestamente achei que ele me mandaria embora aquele momento. Se eu fosse ele, faria isso. No entanto, me surpreendeu e eu me senti aliviada.

– Sobre roupas. – estava nervosa, mas forcei a minha voz a sair firme. – Eu não posso esconder minhas tatuagens, são muitas! Você acha mesmo que eu vou sobreviver tendo que colocar blusas gola role, manga comprida e calças todos os dias?

Isso é maldade até para o senhor – completei, mas em mente. Eu ainda tinha uso perfeito das minhas capacidades mentais para não chegar a tanto.

Além do mais, ele me escolheu. O que ele achou? Que eu as tiraria? Idiota.

– Bem, você tem razão. – ele estava sério, mas em seus olhos eu podia ver que estava cansado, embora não quisesse, com certeza, mostrar isso. – Me desculpe, minha advogada tem certos... problemas com a minha imagem. Ela pode ser bem rigorosa.

Ela deve ser uma velha que não transa.

Conversamos sobre mais algumas clausulas, que eram bem absurdas mesmo. Como horários para banho, palavras que devo e não devo usar – sim, tinha isso – e roupas que meus filhos deveriam usar no dia-a-dia. Para todas essas clausulas eu tinha uma boa justificativa, porque certamente eu seria uma ótima advogada caso tivesse tido a oportunidade.

E aparentemente, eu não era a única que pensava isso.

– Vejo que seus dois anos em Havard foram muito bem aproveitados, senhora Uchiha.

Me senti confusa por um momento, mas depois balancei a cabeça, tentando entrar no jogo que ele impunha. Eu sabia que, de alguma forma, ele queria me intimidar me chamando pelo seu sobrenome – que só era meu no legalmente mesmo. Só não sabia seu motivo.

– Eu imagino que você não se casaria com uma pessoa desconhecida. É meio estúpido até. – comentei, cheia de graça. Seu sorriso insinuado elevou um por cento, mas eu percebi.

– Como conseguiu estudar lá?

– Bolsa integral.

– Bolsa integral? – ele repetiu, cheio de surpresa fingida. Por algum motivo, aquilo estava me ameaçando. – Não imagino como uma mulher como você, que veio dos bairros mais pobres de Nova York, conseguiu uma bolsa de estudos em Harvard.

– Acredite, se pode conseguir muita coisa com muito esforço. – disse, determinada e um pouco irritada.

– Certamente.

Eu o encarei por mais um tempo, até decidir que não queria mais conversar. A mesa já tinha sido retirada e eu tentei lembrar se havia alguma clausula que me obrigava a ser educada ao me despedir dele.

– Mais alguma coisa?

Senti que havia uma insinuação em sua voz, principalmente por aquele sorriso ladino continuar ali assim que me afastei. Pensei, pensei e pensei de novo. Encolhi os ombros, me levantando.

– Acho que nós dois concordamos que eu já exigi demais do senhor. Aliás, eu agradeço. Não era sua obrigação ceder em nenhum dos termos e eu teria que aceitar caso não quisesse fazer isso.

– Teria mesmo. – ele fala, todo convencido, como se dissesse: “é, sua vaca, eu sou seu dono agora”. – Mas achei realmente que você fosse falar sobre a clausula quatorze. Confesso que estou um pouco surpreso.


14/18 - A contratada deverá assumir seu posto de esposa avidamente durante as terça-feira’s e quinta-feira’s. Mantendo, então, a relação sexual entre ambos ativa.


Inspiro. A clausula me vem a cabeça levemente, me deixando nervosa. Eu já sabia sobre isso, ele não precisava me lembrar. Ele esperava que eu desse para trás? Ah, ele que pensava.

– Nada a reclamar sobre essa clausula. Eu já tinha em mente que faríamos sexo.

Pela primeira vez, ele ri. E... caraca! Não é uma grande risada, mas sim um leve riso que mostra seus dentes perfeitos e acentua levemente a cicatriz enquanto ele encara sua taça de vinho e a balança. O som parece fazer uma junção melódica com o solo de piano que agora toca ao fundo e eu fico fascinada.

– Você é bem interessante, Sakura. – é a primeira vez que ele me chama pelo meu nome também; eu sinto que perdi a capacidade de andar. Por que ele é tão lindo?

– Obrigada... eu acho. – acho minha voz em algum lugar e engulo o seco, tentando melhorar a minha garganta – Bem, se me permite, eu vou indo. Preciso dar uma olhada em meus filhos.

– Te esperarei em meu quarto, ás vinte e duas horas. Esteja exatamente como Ino te explicou, entendido?

E as estrelinhas, a música de fundo de comercial de jeans e a imagem perfeita se vai rapidamente, num.. puuf. Mas o que eu poderia fazer? Eu já sabia dessa condição e era seu brinquedo novo, para todos os efeitos. Balancei a cabeça, forçando um sorriso.

– Sim, senhor.

– E use seda preta. Eu acho que preto lhe cai bem.

– Sim, senhor.

– E eu acho que deve ser um pouco óbvio que tanta formalidade entre nós não é precisa, né? – ele me olha com uma careta que o deixaria engraçado se não fosse quem é. – Como minha esposa, não é bom te verem me chamando de senhor. Não no dia-a-dia.

A sua insinuação teve uma continuação na minha mente: “mas talvez eu deixe você fazer isso entre quatro paredes”. Me repreendi, porque não queria ficar excitada com aquele cretino.

– Sim, sen... Sasuke. – minha voz tremeu um pouco em seu nome e seu olhar me fez tremer ainda mais. – Sasuke.

– Muito bem. Pode se retirar.

Sim, senhor arrogante.



Corri para o quarto de meus filhos. Eu precisava de um momento de paz e sabia que só teria com eles. Pedi para que os deixassem juntos, por causa de Daisuke. Assim que abri a porta, ele veio correndo em minha direção e abraçou as minhas pernas com força. Embora não pudesse falar, tampouco ouvir, ele era bastante expressivo.

Também. Senti. Sua. Falta. – fiz sinais com as mãos e falei devagar, para que ele compreendesse, logo então alisando seu cabelo loiro e ondulado, um pouco grande – eu precisava urgentemente cortar o cabelo dele, assim como o de Mia.

– Vocês comeram?

Aham! A comida tava tããããão boa. E essa casa é tão linda! – Mia veio em minha direção também. Seu cabelo curto e negro estava todo arrepiado e eu nem queria saber o que ela fizera. Ela estava usando um pijama novo, um vestido de bolinhas vermelhas e pretas. – Nós vamos ficar aqui para sempre, né? Eu comi torta de banana! 

Mia parecia não ter passado daquela famigerada idade de questões. Ela sempre questionava tudo.

Que legal, meu amor! E sim, ficaremos aqui — disse, tentando achar qualquer explicação plausível para a série de perguntas que eles fariam – Vocês confiam em mim, não é?

Sim – Mia disse e Daisuke acenou, com um sorriso realmente reconfortante quando eu terminei de fazer os sinais.

Não incomodem o senh... Sasuke, ele é realmente um homem bom e... hmmm, eu gosto muito dele.

– Ele será nosso pai agora? Eu quero ter um pai!

A pergunta de Mia me fez tremer. Seus olhos me encaravam ansiosos por uma resposta.

– Bem, também não é assim... vocês já tem um pai.

– O Daisuke disse que quer um pai de verdade, que fique com a gente. O Sasuke vai ficar com a gente todo dia, né?

Estreitei os olhos, apertando seu queixo levemente. Mia aprendeu a falar por ela e por Daisuke – e fazia esse trabalho bem melhor do que deveria. Olhei para Daisuke, que tentava nos acompanhar e, por estar fazendo os sinais, ele entendeu o que Mia disse e fez uma careta de reprovação

– Estando aqui ou não, vocês continuam tendo um pai. Eu já expliquei, não? O pai de vocês está em um lugar onde precisam dele muito mais do que nós.

Ela acena, não muito conformada, mas empolgada demais com a nova casa para fazer muitas perguntas.

– Obedeçam a Sophie, Ino e também o Tom, ou qualquer outro empregado. Ás vezes eu terei que viajar ah... huum, a trabalho. No entanto, eles cuidarão de vocês, certo?

Dessa vez, eles acenaram, mais resignados do que eu esperava. Meu coração se encheu de orgulho. Meus filhos eram realmente crianças incríveis, que mesmo sem saber, compreendiam mais a situação do que acreditavam. Eu tinha muita sorte.

– Nós podemos ir á piscina? Sophie disse que vai ensinar a gente a nadar!

Eu sorri, limpando sua boca que estava suja no canto de pasta de dente com o polegar. – Sim, meu amor. Mas só se tiver um adulto por perto, tá?

Daisuke se remexeu em meu colo, me olhando com as sobrancelhas juntas. Eu suspirei, acenando para ele. Ele fez alguns sinais e parecia agitado. Eu ri quando ele fez uma careta, semelhante a um homem malvado.

Esse é o Sasuke? – eu ri uma forte gargalhada, fazendo Mia rir também. Daisuke se encolheu envergonhado, mas tinha um sorriso também – Certo, certo... continue.

“Sasuke mau?”

Não amor, eu já disse, ele é um homem bom... só... – eu respirei, encolhendo os ombros – Quem vê aquela cara de gato que tomou banho, acha que ele é mau. Mas ele só chupou uma laranja azeda e a cara dele ficou assim.

Então, mamãe, se eu chupar uma laranja azeda, eu vou ficar com cara de mau? – Mia perguntou, tocando seu rosto assustada com a possibilidade de ter a cara de Sasuke.

Eu não aguentei. Joguei a cabeça para trás e gargalhei novamente. Mia e Daisuke só tinham visto Sasuke uma vez, logo depois de nos casarmos, e não tiveram muita interação com ele, Obviamente eles não enxergavam aparência Sasuke como eu enxergava.

Eu apontei um dedo em seu nariz, acenando positivamente. – Aham. Vai ficar com a cara feia do Sasuke. – Os juntei em um abraço, apertando eles dentro dos meus braços até fazerem careta. – Agora, vamos todos dormir, tá?

Daisuke disse que quer que você faça a gente dormir. – Mia abriu um sorriso sapeca, enquanto Daisuke não fazia ideia do que ela estava falando.

Olhei em volta, para um quarto do tamanho do meu. A cama de cada um era gigante, cabia possivelmente três de nós.

Huum... será? – eu fingi que estava pensando, tirando meus sapatos com os pés e os jogando para longe. – Só se prometerem que não irão jogar essas pernetas em cima de mim! E só um pouco, tá?

Ambos abriram um sorriso sapeca e acenaram. Ah! Como eu amava esses dois. Quando estava com eles, tudo parecia ser perfeito. Sem casamento de mentira, sem planos e sem Sasuke Uchiha.


Eu acordei sentindo meu corpo doer. Olhei para baixo e as pernas de Daisuke estavam em minha barriga, enquanto a cabeça de Mia estava afundada em meu pescoço e seus braços me sufocando em um abraço apertado. Me desvencilhei deles com calma, para não acordá-los e eles se mexeram levemente, até se emaranhar um no outro.

As cortinas do quarto balançavam com o forte vento frio entrando pelas janelas. Fui até elas e as fechei. O relógio indicava 22h05. Merda, Sasuke iria me matar! Observei mais uma vez meus lindos filhos e saí as pressas do quarto.

Caminhei pelo corredor escuro e silencioso. A casa parecia assustadora de noite. Tudo ainda não era familiar, e aquela sensação de recém mudança ainda permeava minha mente. Ainda acreditava que a qualquer momento eu acordaria.

Parei em frente a porta do meu quarto tentando tirar meu vestido, que era muito mais fácil colocar quando tinha um zíper nas costas. Me inclinei desesperada e consegui puxá-lo um pouco, quando a porta do quarto se abriu.

Eu tomei um susto com a imagem a minha frente. O rosto de Sasuke parecia confuso quando me viu, mas ao passar seus olhos por todo meu corpo e se dar conta do que eu estava fazendo, me deu aquele sorriso ladino.

– Quer ajuda?

– Sasuke... – minha garganta ficou seca. Ele estava sem camisa e minha nossa senhora das garotas desavisadas! Que abdômen. Nada exagerado, mas perfeito. Perfeito para mim. – O que está fazendo aqui?

– Estava te esperando, afinal você não foi ao meu quarto como o combinado. – respondeu casualmente, como se não fosse nada.

– Me desculpe, acabei adormecendo com Daisuke e Mia. Eu já estava indo me arrumar...

Eu mordi o lábio sem querer, só então, quando seus olhos se moveram para uma parte em especial do meu corpo, percebendo que o vestido estava folgado pelo zíper quase aberto.

– Vire-se.

Eu não hesitei, embora quisesse. Eu não era o tipo de mulher que gostava de receber ordens, mesmo que aquela situação fosse especial. Ainda sim, me virei e esperei; e pior, fechei os olhos ao sentir suas mãos tocarem em minha pele, em cada lado do meu ombro.

Embora estivesse com medo, uma parte minha também queria aquilo.

– Esse vestido realmente ficou bem em você. Preto realça a sua pele, ainda que seja tão marcada pelas tatuagens. – ouvi sua voz baixa no pé do meu ouvido, enquanto seus dedos tocavam minha pele quando ele fez um caminho desnecessário –  ao menos para a ocasião, mas eu estava adorando –  sob a alça do vestido até chegar no zíper e o puxá-lo para baixo.

Senti meu estomago rodopiar e vários arrepios correrem meu corpo – o pior é que a sensação não era ruim como eu esperava. A medida que seu corpo se aproximava mais do meu, eu me sentia mais quente.

– Eu acho que estou um pouco atrasada. – falei, odiando o fato da minha voz soar tão tremula.

– Talvez eu devesse te punir por isso. – sua voz sussurrada em meu ouvido me fazia pensar em várias outras coisas que ele poderia falar daquela maneira.

Talvez eu queira ser punida.

Eu estava molhada. Puta que o pariu, como alguém pode ter esse dom? Isso não é normal. Já estava me aplaudindo por realizar o melhor plano da minha vida: casar com um bilionário, jovem e maravilhoso — que podia deixar uma mulher de pernas bambas quando quisesse. Como transar com um homem desses poderia ser um martírio? Mas então, contrariando todos os meus pensamentos, ele se afastou. Todas as sensações diminuíram-se até se transformarem em frustração.

– Bem, então considere-se punida.

Quando eu me virei, dei de cara com sua expressão mais séria; não me intimidei, talvez porque estivesse confusa demais para isso.

– Como assim? – eu estava, no mínimo, chocada.

Ele se virou, sem mais nem menos, avançando pelo corredor. Só quando estava quase perto das escadas, é que ele me respondeu:

– Nós não vamos transar, Sakura. Considere essa clausula fora do seu contrato. Tenha uma boa noite.

Eu queria ter tido forças para perguntar qualquer coisa, mas ele me deixou plantada ali, quase nua, brochada e bem mais frustrada do que gostaria de admitir.

Oh sim, minha noite seria maravilhosa, senhor Filho da Puta.


Notas Finais


Vocês me perguntaram quando que vai sair os capítulos. Por enquanto, acho que toda semana, mais provavelmente de sábado ou domingo.


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