História O Plano Perfeito - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias AnticLove
Personagens James Palentir, Personagens Originais, Richard
Tags Adolescente, Anticlove, Drama, Game, Jamespalentir, Jovem, Mistério, Richard, Romance
Visualizações 8
Palavras 1.939
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá leitores,
estou tentando postar os capítulos um dia sim, um dia não. Acho que não vou conseguir fazer isso sempre, mas o tempinho que eu tiver livre irei dedicar à fanfic.

Capítulo 5 - Garotos e Dormitórios


Tear You Apart - She Wants Revenge 

Depois de um longo dia cheio de tarefas, escavações e aprendizagem teórica, Mistye voltou ao seu local de descanso por volta das sete horas da noite preparada para tomar um belo banho e relaxar um pouco. Por mais que se sentisse bem conversando com Oscar, o assunto era um pouco pesado, portanto a desgastou.

Abriu a porta entrando no cômodo e jogando sua bolsa em qualquer canto.

 - Ai! Tenha cuidado. – Charlie pronunciou-se.

 - O que ainda faz aqui?! Já não devia ter trocado de dormitório?! – perguntou em tom acusador como se fosse um crime.

 - Não entendo qual é o seu problema comigo, garota! – respondeu exaltado.

 - Olha, não é nada pessoal. Eu só não quero ter que dormir no mesmo lugar que um cara! É tão difícil de entender?! – cruzou os braços abaixando o tom de voz sem vontade de brigar.

 - Eu fico no meu quarto e você fica no seu! – explicou impaciente. – Não é como se dividíssemos a cama!

 - Aff! Se você não vai sair, eu saio! – declarou sem nenhum humor determinada a não permanecer junto com garoto algum em seu dormitório.

Entrou no quarto abrindo o armário e pegando algumas peças de roupa para levar ao seu novo destino. Colocou tudo o que precisaria para uma noite de sono e o dia seguinte, já que provavelmente voltaria ao quarto no outro dia para conversar com Lyne e explicar a situação. Aquilo era realmente incômodo.

“Por que o rapaz não podia simplesmente entender que não era adequado e se retirar?!”

Saiu do quarto batendo a porta e olhando sem paciência para Charlie que retribuiu o gesto. Mas na verdade ele só estava cansado do comportamento histérico de sua colega nada amigável. O garoto era intercambista assim como as outras duas, portanto quando ele chegou à habitação esperava encontrar pessoas receptivas, não uma paranóica maluca. Era completamente frustrante!

 - Avise Lyne que irei dormir em outro lugar, não quero que ela se preocupe. – ordenou seca, encarando a porta a sua frente preparada para partir.

 - Sabe, você podia se esforçar um pouquinho só, pra tentar se dar bem comigo... – declarou em tom frustrado com os olhos baixos.

 - Já disse que não é pessoal. Acontece que eu já convivi em um mesmo ambiente com rapazes... e sei que não acaba muito bem. – revelou com um certo peso nas palavras, o que fez Charlie se por a pensar no motivo dela agir de forma tão defensiva.

 - Entendo, eu aviso sim. – levantou o olhar e acenou em despedida tentando não tornar aquele momento mais estranho do que já estava sendo.

Ela trancou a porta pelo lado de fora e se pôs a penar com mais clareza no que estava fazendo. Em alguns momentos ela sabia ser uma perfeita irresponsável, nem tinha cogitado um local em que poderia passar a noite. O que ela faria se não achasse nada?

“Não vou voltar!”

Foi a única coisa que se passou em sua cabeça. Seu orgulho era um defeito que até então não havia sido reparado. Ela poderia dormir em uma das poltronas do anfiteatro, mas não voltaria ao quarto como uma derrotada por não ter para onde ir. Dirigiu-se até perto das portas do edifício onde estava e viu alguns folhetos. Ao lado pregado na parede tinha uma espécie de planilha ou mapa de onde cada aluno se hospedava. Nomes e mais nomes que ela nem sequer conhecia, inclusive percebeu que muitos pareciam conter homens e mulheres juntos, o que não a deixou de forma alguma mais contente. Aquilo só significava que seria difícil mudar a situação com seu colega masculino. Porém, também notou que alguns dormitórios não tinham três nomes de alunos. O 146 tinha dois nomes anotados, dois garotos; 187 tinha só um nome, também parecia ser de homem; o 253 também tinha um nome aparentemente feminino, só que Mistye achou que talvez pudesse causar incômodo a essa garota, portanto continuou procurando até achar um dormitório, que por sinal se localizava no mesmo corredor que o dela e que não tinha nenhum nome escrito, o que indicava que não haveria ninguém nele. E como os lugares desocupados geralmente ficavam destrancados, ela não teve dúvida.

A garota foi rapidamente para esse tal lugar, só que quando estava quase alcançando a porta ouviu vozes e avistou a luz de uma lanterna prestes a dobrar o corredor e encontrá-la fora do dormitório após o toque de recolher. Em um pulo de gato, saltou para dentro do dormitório que como esperado estava aberto.

As vozes só aumentavam e ela apressou-se em trancar a porta silenciosamente com a chave que já estava encaixada na fechadura.

Dando um suspiro de alívio pôs-se a relaxar assim como estava planejando no início da noite e foi até o banheiro para tomar um belo banho. Deixou a água morna escorrer por seu corpo liberando uma onda de paz e tranqüilidade que ela tanto necessitava. Sem pressa nenhuma para terminar passou longos minutos com o pensamento vago esvaziando sua mente em baixo do chuveiro, como se a água tivesse o poder de lavar seus pensamentos e tirar tudo o que a estava atormentando.

Fechou a torneira cessando a liberação da água e saiu do “Box” para se trocar e preparar para dormir. Abriu a porta já meio sonolenta e se direcionou para entrar em um dos quartos e ter seu tão merecido descanso. Só que ela não contava com uma coisa...

Sentindo uma mão quente e forte a conduzir rapidamente até o leito não de forma bruta, mas ágil, se viu deitada em questão de segundos com um certo ser que se posicionava praticamente em cima dela, sem encostar em um centímetro de seu corpo além das mãos que ainda estavam segurando seus pulsos de uma forma mais leve do que antes. O quarto estava escuro e ela não podia identificar quem era, pois estava com o rosto abaixado de forma proposital.

 - Me solte! – ordenou quase sem ar, estava prestes a entrar em desespero. – Eu não estou brincando, se não me soltar eu irei... – sem poder terminar a frase foi interrompida por uma voz familiar.

 - O que?! – riu sarcasticamente. – Primeiro relaxe, está muito irritada, além de que foi você quem invadiu meu dormitório, carrancuda! – levantou a cabeça mostrando seu rosto que expressava divertimento.

“Richard!”

 - Ah! Tinha que ser você né! – mexeu seus braços para se soltar. – Mas que droga! Largue-me! – gritou estressada.

Soldando-a ele se ajeitou sentado na cama próximo a ela e começou a rir enquanto a colega tentava arrumar o pijama curto para que cobrisse melhor seu corpo.

 - É impressionante como eu não consigo ter paz nesse lugar! – comentou alto ainda irritada, porém com o rosto vermelho de constrangimento pelo garoto vê-la vestida com tão pouca roupa.

 - Como já falei, foi você quem invadiu meu dormitório sorrateiramente. – inclinou-se na direção dela encostando a ponta do dedo indicador sobre o nariz de Mistye.

 - No painel não fala que você “mora” aqui! Não tinha o nome de ninguém, então pensei que estaria vazio. – explicou.

“Mas porque estou dando explicações para um pervertido que há poucos me agarrou?!”

 - E saia de perto de mim, ou irei gritar! – ameaçou com medo do que poderia acontecer com ela já que os dois estavam a centímetros de distancia.

 - Relaxa lindinha, ou acha que eu sou do tipo covarde?! – perguntou com humor na voz, mas Richard parecia realmente querer saber se ela estava com medo. E para seu desgosto notou que o temor estava presente no olhar da garota a sua frente, ou seja, ela realmente tinha receio de que ele fizesse algo contra sua vontade. O que o fez enrijecer os músculos para liberar uma irritação que surgiu, por alguém pensar algo tão terrível dele. – Eu mudei de quarto. Não gostei do meu último colega e decidi mudar, porque não tenho que ficar aturando ninguém! – disse sério.

 - Ah, então somos dois. – contou um pouco mais relaxada, pois Richard havia se afastado o suficiente para que pudesse respirar. – Tinha um garoto no meu quarto, e eu me recuso a dividir o dormitório com um cara desconhecido, não sei quais são as intenções dele! – mandou uma indireta pra mostrar que aquilo também servia para ele que estava sentado na cama.

 - Que bom que não é só comigo. – falou soltando o ar dos pulmões ao perceber que o problema não era exatamente ele, era mais expressamente seu sexo. – Você tem algum tipo de complexo com homens?! – questionou de forma acusatória justamente para provocar.

 - Mas que tipo de pergunta indelicada é essa? – ela respondeu indignada. – Eu não tenho nada! E já que entramos nesse assunto, acho que saí de um quarto por causa de um garoto e fui para outro quarto que também tem um garoto! Ou seja, acho que vou embora...

 Terminou seu raciocínio pronta para se levantar da cama, pegou sua bolsa com os pertences e quando estava prestes a sair do quarto para fugir daquele dormitório, a mão dele a segurou transmitindo uma corrente elétrica por todo seu corpo.

“Mas que raios está acontecendo?!”

 O rapaz chegou perto, e vendo que ela não se movia foi chegando mais perto até parar com o rosto a poucos – muito poucos – centímetros do dela. Disfarçadamente, enquanto se olhavam nos olhos ele tirou a chave da fechadura e escondeu atrás de si.

 - Sabe, os vigias estão por aqui, não vai ser bom se te virem por ai depois do toque de recolher. – argumentou para tentar convencê-la a ficar.

 - Tudo bem, ficar aqui ou no meu quarto da na mesma, pois nos dois lugares estarei perto de homens. Então vou embora, e se me pegarem invento uma desculpa, não é nada tão grave. – insistiu em sair se virando para porta e procurando a chave que Richard tinha pego. – Onde está?

 - Você não entendeu minha cara. Não é como se você só estivesse fora do seu quarto tarde da noite. Eles vão te ver saindo do meu quarto tarde da noite, e vamos pensar juntos. O que se passará na cabeça dos vigias?! Uma bela garota vestida com roupas tão curtas saindo do quarto de Richard. O que qualquer um que ficar sabendo disso irá pensar?! – sugeriu com razão, pois seria muito suspeito, e tudo o que Mistye não queria era ficar conhecida como uma vadia, ou uma garota fácil que em seu primeiro dia já estava dormindo com outro aluno. Ah isso não seria nada bom, nada bom mesmo.

 - Que ótimo! Ok, você venceu... – desistiu sentindo-se derrotada.

Richard virou de costas e caminhou até a porta de seu quarto privado dando uma olhada para sua mais nova – e muito provavelmente temporária – colega de dormitório. Em um movimento rápido lançou as chaves no ar em direção de Mistye.

 - Talvez eu não compareça às primeiras aulas da manhã, é melhor eu te dar isso, ou ficará presa aqui comigo, e nós dois sabemos que você não quer... pelo menos ainda! – deu um último sorriso satisfeito. – Durma bem, linda!

 Ela ouviu o comentário como uma provocação, aquele cara estava a fim de arranjar briga! E briga era uma coisa que não a agradava, porém também não recusava. Ou seja:

“Se quer guerra! Terá guerra!”

E apesar de ficar irritada com o comportamento abusivo do garoto, não se sentia tão insegura como em alguns minutos antes. Na verdade, no fundo ela também estava satisfeita em ter encontrado um lugar para passar a noite, e ter encontrado ele ao invés de alguém que pudesse lhe fazer mal de verdade.

“Parece um garoto mau, mas não é tanto assim...”


Notas Finais


Gostaria muito que comentassem suas opiniões para eu saber se estão gostando e o que precisa melhorar.

Obrigada por lerem!


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