História O Prazer por trás dos Contos - Capítulo 18


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Categorias 50 Tons de Cinza, A Bela e a Fera, A Rainha da Neve, Branca de Neve, Cinderela, Delírio
Personagens Personagens Originais
Visualizações 91
Palavras 679
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Capitulo 2


Certo dia, tudo pareceu demais para Cinderela suportar e, numa crise de ansiedade, ela

escancarou as portas do castelo e saiu correndo. O sol tinha um brilho encorajador, e os

pássaros cantavam uma canção que fazia tudo parecer possível e isso tomou seu coração e ela

começou a correr. Mas seu desconforto logo atropelou tudo, forçando-a a parar e se sentar

num tronco próximo. Ela começou a chorar desesperadamente.

Subitamente, um som suave e tilintante, acompanhado por pequenas luzes piscantes

envolvera o ar ao seu redor. Ela olhou acima com uma sensação de reconhecimento e, bem ali,

à sua frente, estava a fada madrinha de sua infância.

-O que a incomoda tanto, Cinderela? -perguntou a gentil senhora. -Oh, fada madrinha! -

exclamou ela. -Eu

não estou vivendo feliz para sempre!

Sua fada madrinha estava chocada. Não era comum que ela fosse chamada de volta pelas

lágrimas de um afilhado a quem já agraciara com seus encantos. Na verdade, isso jamais

acontecera com ela. Ela sentou perto de Cinderela e ternamente pegou suas mãos, decidida a

achar a causa de tudo isso. Será que alguma bruxa malvada teria lançado uma maldição sobre

sua afilhada?

Diga-me, querida, o que a está deixando tão infeliz?

Cinderela pensou por um instante. Como poderia explicar aquilo? Não era nada

específico que estava causando a sua infelicidade. Era algo além do vazio. Então ela se

lembrou dos sapatinhos de cristal. Estes certamente eram uma fonte de infelicidade que ela podia identificar claramente.

-Os sapatinhos de cristal que você me deu estão me tornando muito infeliz, madrinha -

choramingou ela.

A fada madrinha respirou fundo.

-Por que, minha querida? -ela gritou, na defensiva. -Eu estava certa de que eles serviriam

perfeitamente! -Como é que a garota se atrevia a questionar suas habilidades?

-Bem, sim, mas são tão confinantes! -respondeu Cinderela.

A fada madrinha caiu em silêncio profundo, estarrecida. O que poderia dizer? Quem poderia

imaginar que um sapato de cristal, ou o reino de um príncipe, ou qualquer outra aspiração de

conto de fadas não seriam confinantes?

-É como se eu não pudesse ser eu mesma nesses sapatos -continuou Cinderela. -Eu nem me lembro mais quem sou.

Ah -disse a sábia fada madrinha. Ela não podia compreender a relação entre essa reclamação e os adoráveis sapatinhos de cristal, mas, por acaso, conhecia intimamente a eterna questão de identidade pessoal. Hoje em dia, que fada madrinha não conhecia? Com sapos que acreditavam ser príncipes e lobos que imitavam vovozinhas? E, por sorte, a cura recomendada veio na forma de dois sapatinhos feitos da mais macia pele de orelhas de carneiro, costurados com os tendões de asas de morcego,e tudo isso vinha sobre solas emborrachadas de milhares de dedinhos de sapo. Além de enfatizar os desejos daquele que os calçasse, os sapatos eram, acima de tudo, confortáveis, então, com um pouco de sorte, eles curariam Cinderela de todos os males que a assolavam. -Eu tenho a cura -anunciou a fada madrinha -, mas preciso lhe dar um aviso: a descoberta pessoal é uma atividade solitária, e o descobridor tem de ter cuidado para não alienar aqueles que são importantes para ele.

Cinderela concordou com a cabeça, impacientemente. O alerta de sua fada marinha era ambíguo demais para preocupá la excessivamente, principalmente porque ela estava tão descontente a ponto de experimentar qualquer coisa nova, apesar das consequências. Então, sem mais delongas, a fada madrinha brandiu a varinha de condão, batendo suavemente sobre os pés de Cinderela, um de cada vez. As duas assistiram fascinadas enquanto os sapatos de cristal se desintegraram no ar. Quase imediatamente o vidro foi substituído por um material super macio em tom de rosa claríssimo. O material exótico teceu a si mesmo envolvendo os pés de Cinderela, a começar pelas pontas dos dedos, continuando por todo o pé e finalmente chegando ao calcanhar. Os olhos de Cinderela se arregalaram de encanto conforme os sapatos incríveis tomaram forma no mais belo desenho ao redor de seu pé. Ela arqueou o tornozelo e o girou de um lado para o outro, admirada, sem jamais ter visto algo tão extraordinário na vida.



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