História O Preço da dúvida - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Xerife Graham Humbert (Caçador)
Tags Swan Queen
Visualizações 225
Palavras 3.450
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey bebês!
Sim eu sei que demorei pra caramba com este e realmente não deu para mim postar todos os dias, eu fiquei com um bloqueio tentando escrever esse capítulo e também estou muito ocupada estudando igual uma desgraçada por causa de vestibular :(
Espero que apreciem o capítulo pois foi feito com amor, afinal é aqui que começa a jornada da família Swan Mills!
Boa leitura! Mmmmwah! 💋

Capítulo 18 - Me dêem uma segunda chance!


Fanfic / Fanfiction O Preço da dúvida - Capítulo 18 - Me dêem uma segunda chance!

A noite já se fazia presente quando a passos calmos e confiantes Emma se dirigiu para o quarto de uma das pessoas que para ela significavam muito e que ela sabia bem estar chateada com suas atitudes. A porta estava entreaberta então ela apenas colocou a cabeça para dentro e observou sua melhor amiga sentada na cama tentando escolher a cor do esmalte da semana com dois tipos de vermelho diferentes na mão.

Um sorriso singelo nasceu em seus lábios e sem permissão ela adentrou o cômodo sentando-se ao lado da amiga, descansando sua cabeça no ombro dela. Não fora repelida apontando como um bom sinal, Ruby lhe evitou o dia inteiro, mas ela sabia que uma hora iriam ter que conversar.

- Eu gosto do vermelho vibrante – apontou para um vidrinho.

- Eu também – ofereceu o vidro para a loira se virou de frente para ela estendendo as mãos.

Prontamente Emma deslizou o pincel pelas unhas perfeitas e simétricas de sua amiga as pintando de vermelho concentrada em sua tarefa. Ruby observou sua amiga com atenção, ela estava... diferente. Mas de um modo bom, havia um brilho suave em seus olhos e um sorriso divino em seus lábios, ela estava mais leve, parecia até que os dias em que passou enfurnada no quarto em total melancolia não haviam acontecido, parecia apenas uma lembrança distante. E mesmo estando chateada com a loira ela se permitiu ficar feliz por ela, afinal os dias ruins haviam passado.

- Eu quero me desculpar – começou a loira procurando os olhos da amiga – pela forma como te tratei a noite passada.

Ruby respirou fundo, ela não conseguia ficar brava por muito tempo com sua amiga.

- Emma... Não precisa você tem razão eu não posso me intrometer na sua vida, nas sua decisões.

- Rubs eu te tratei te modo rude e peço que aceite minhas desculpas – suspirou – você estava tentando me proteger, e eu agradeço por isso, afinal uma loba protege sua princesa não?

Elas riram, pois em outros tempos fora a morena que disse as mesmas palavras para a loira, logo que se conheceram Ruby logo apelidou Swan de princesa pois sempre a achou parecida com uma, tanto na aparência, como na delicadeza de seus atos que mesmo doces eram firmes e fortes. Quando algumas detentas ameaçaram Swan na prisão Lucas a protegeu e as outras mulheres a chamaram de cão de guarda, mas ela não se abalou com as palavras e até fez piada sobre ser uma loba feroz que acabaria com a raça de quem tocasse em sua amiga.

Emma nos primeiros dias na prisão estava assustada e Ruby a acolheu com suas palavras de conforto:

“- Não se preocupe princesa, a sua loba está aqui e vai te proteger de todo perigo – sorriu para a loira reconfortante.

- Como você vai fazer isso? – Emma perguntou secando as lágrimas de sua face.

- ora você não vê? – rodopiou o corpo e flexionou os braços – Eu sou forte e muito apta para proteger a realeza – afirmou com convicção arrancando risadas da loira."

E elas não precisavam dizer mais nada, se entenderam com olhar ao se recordarem do momento em que começaram a amizade, desde o começo foi assim, uma estaria ali para a outra e apoiariam as decisões da outra mesmo a contragosto, se no final desse errado, tudo bem, pois sabiam que tinham uma a outra para qualquer momento. Trocaram sorrisos e se abraçaram, apesar de algumas discórdias sempre se entenderam e se amavam demais para ficarem muito tempo separadas uma da outra, eram como irmãs que nunca tiveram, não de sangue, mas de coração e alma, se completavam e tinham certeza de que mesmo que se passasse mil anos, a amizade ainda estaria viva. Pode se passar muitos amores, mas amizade verdadeira e única sobrevive a tudo.

- Bonito! Que bonito hein?! Que cena mais linda será eu estou atrapalhando o casalzinho aí?

Emma e Ruby paralisaram com o estrondo na porta e lentamente voltaram seus olhos para a figura loira de braços cruzados e uma carranca na face mostrando uma falsa indignação. Tinker caminhou a passos duros pelo quarto parando em frente a cama.

- Que lixo! – falou desdenhosa – vocês ai no amorzinho e eu forever alone no meu quarto.

A loirinha mostrou um biquinho emburrado olhando para as amigas. Emma e Ruby se entreolharam e voltaram o olhar pra a amiga loira.

- mais é um neném mesmo – Emma falou com uma vozinha fina e cutucou a barriga da amiga que agora se esforçava para não rir.

- se também quer amorzinho é só falar meu amor – Ruby se pronunciou puxando a amiga para se sentar na cama e Tinker recebeu um ataque de cócegas.

- Para! – gargalhava – Não.... me.... façam rir.... quando to com raiva de... vocês!

Ruby distribuiu beijinhos pelo rosto da loirinha e depois a soltou deitando-se na cama.

-Ruby sei que sou irresistível mas eu sou hétero – Tinker disse risonha levando um tapa da morena – Ai sua selvagem!

Swan revirou os olhos com o aparente ego inflado da amiga e acabou deitando também sendo acompanhada por Tinker, as três amigas agora encaravam o teto sentindo aquele momento bom que se instaurou no quarto arrancando sorrisos. Muita coisa havia passado para que agora elas estivessem ali sentindo que finalmente estavam felizes e em paz, com a sensação de que estavam em casa. Os anos na cadeia não haviam sido os melhores para elas, mas em seus íntimos agradeciam pela amizade construída, pela confiança, carinho e amor.

Emma que estava deitada ao meio procurou pela mão das amigas e entrelaçou seus dedos, ela nunca iria saber agradecer o suficiente pelo apoio que suas amigas lhe deram. Ruby, Tinker e Camila foram seu Porto Seguro em meio a tempestade que era sua vida, graças a elas agora Swan estava ali, se reconstruindo, recuperando tudo aquilo que lhe foi tirado e podendo enfim viver de maneira plena com sua família.

Chegou até a agradecer pelos momentos ruins pelo qual passou, pois se tudo não tivesse acontecido, não teria conhecido suas irmãs de alma e também não teria sua linda filha além de ter se tornado uma pessoa completamente diferente, que agora sabia da valor aos momentos e procurava levar a vida sem nenhum ressentimento e também por ter crescido, amadurecido e se tornado forte.

- E então como foi com a Mills? – Tinker sussurrou virando-se de lado apoiando a cabeça em sua mão.

Emma sorriu, relembrou os pequenos momentos passados com Regina.

- Já vi quem foi ótimo – Ruby falou irônica – esse sorrisinho aí...

Com um risinho divertido Swan falou tudo nos mínimos detalhes sobre como tinha se permitido perdoar a morena e que mesmo após longos anos o sentimento arrebatador que sentia por ela ainda se fazia presente em seu peito, ele só estava esperando o momento certo para se deixar transparecer e transbordar, e isso aconteceu exatamente quando tocou novamente nos lábios da morena, ela percebeu que ele nunca morreu só estava lá esperando o momento certo para resplandecer novamente em seu peito. Descreveu a ela a ao momento como a última peça do quebra cabeça, que estava perdida, foi reencontrada e colocada no lugar que estava faltando a fazendo se sentir completa novamente.

Mesmo que receosas Ruby e Tinker escutaram tudo atentamente, elas tinham certa aversão pela morena Mills e por tudo o que ela havia feito Emma passar. Suas inseguranças eram justificadas e plausíveis pois haviam presenciado de perto o sofrimento de Swan a cada acontecimento e sempre se dispuseram a ajudar a amiga a recolher seus caquinhos e se reconstruir de modo lento até que novamente estivesse pronta para encarar os problemas sem nenhum abalo. Amavam Emma e sabiam que era recíproco, juntas construíram sua pequena família e fariam de todo o possível para proteger seus membros, ficaram felizes ao ganharem novos sobrinhos, encantadores e sagazes e já não podiam negar que os laços do coração eram mais fortes do que qualquer laço de sangue. Por pedido da loira prometeram dar um voto de confiança para Regina, afinal podia-se ver como sua amiga estava novamente apaixonada pela morena e não há como negar um pedido de Emma Swan.


Suas mãos tremiam, seu coração estava freneticamente agitado em seu peito e ela tentava inutilmente acalmar seu nervosismo apertando o volante deixando os nós de seus dedos brancos com a força que estava fazendo. Apenas alguns quilômetros faltavam para que estivesse enfim no seu destino final, onde encontraria seus motivos de felicidade, estava receosa de como iria ser tratada quando chegasse lá, com os momentos de sua expulsão ainda frescos em sua mente, apertou os lábios em uma linha fina e respirou fundo.

- Estou esperando o momento em que você vai ter um ataque.

A voz de sua irmã, Zelena, assim como a mão suave sobre a sua a fez acalmar-se um pouco.

- Estou nervosa – Regina disse simplesmente.

- Eu vejo – respondeu a ruiva risonha – se acalme são apenas seus filhos – fez uma pausa e pensou um pouco – sua futura enteada e ao que parece suas cunhadas que por sinal não vão muito com a sua cara...

- Zelena! – repreendeu – você não está ajudando muito.

A ruiva levantou as mãos.

- Foi mal! Mas fique tranquila eles não irão te morder... talvez a Emma – sussurrou recebendo um olhar raivoso da morena.

- Por que eu te trouxe mesmo?

A morena perguntou depois de estacionar seu carro e sair sendo imitada por Zelena.

- Porque a minha querida cunhadinha pediu e você toda mansinha como está acatou ao pedido dela – riu – o que não se faz pra reconquistar a amada?

Regina bufou enquanto se dirigia a porta e tocava a campainha, ela e a irmã escutaram passos e vozes abafadas assim como latidos. Um sorriso involuntário surgiu em seu rosto e ele se alargou quando Emma abriu a porta as recebendo com sorrisos iluminados.

- Olá – saudou – finalmente chegaram, estávamos esperando vocês, entrem!

Zelena foi a primeira a cumprimentar a loira que a recebeu com um caloroso abraço, Regina entrou carregando agora um sorriso tímido nos lábios olhando para Emma sem saber o que fazer, elas trocaram olhares por um período de tempo se perdendo por um momento, trocando palavras silenciosas que gritavam através de suas íris, Emma abriu os braços e Regina com muito agrado se jogou ali sendo inundada no mesmo instante pelo sentimento de paz e proteção, apertou os braços na cintura da loira e se escondeu na curva seu pescoço inspirando o perfume característico da amada. O sentimento de finalmente estar em casa assolou seu coração quando sentiu carinhos suaves em seu cabelo assim como um beijo cálido no canto de seus lábios. Emma fechou seus olhos prolongando as sensações que passavam por seu ser e apertou ainda mais a morena contra seu corpo, estar com Regina fazia o tempo parar e seu coração acelerar, se deleitou com esse pequeno momento apreciou o calor reconfortante daquele abraço e sentiu novamente aquelas tão conhecidas borboletas em seu interior que a fez se questionar se a sensação sempre fluiria desse modo sempre que estivesse com Regina, esperava que sim, logo findou o abraço pois pessoas as esperavam, com um sorriso travesso juntou seus lábios aos da morena com as mãos em suas bochechas fazendo Regina tremer da cabeça aos pés com o ato.

Ela realmente não esperava.

Foi carinhoso, amável, doce, calmo e singelo despertando todos os sentidos do casal, mas não foi prolongado pois já estavam indo em direção a sala de estar. Regina hesitou ao ouvir os risos de seus filhos e outros mais, fechou os olhos por um momento, não sabia o que esperar, o nervosismo novamente lhe abateu e o medo de ouvir novamente palavras de ódio de quem tanto amava a paralisou. Emma percebendo o nervosismo de Mills se aproximou dela e lentamente deslizou sua mão de encontro a da morena, entrelaçou seus dedos e quando Regina abriu os olhos lhe dedicou um sorriso confiante.

- Eu estou aqui – sussurrou – não precisa ficar nervosa, vai ficar tudo bem.

Com a outra mão acariciou a bochecha de Regina e depositou um beijo na pontinha do nariz dela. Regina sorriu, Emma sempre teve esse poder de acalma-la com gestos simples, mas ela precisava de algo mais, olhou para os lados se certificando de que estavam sozinhas então pegou a outra mão da loira e também entrelaçou seus dedos, sorriu insinuante e com mais um passo a frente colou seus corpos, os olhos verdes de Emma percorreram cada detalhe da face da morena parando em seus lábios escarlates tão convidativos, mordeu seus inferiores e voltou seu olhar para os castanhos, Regina ergueu as sobrancelhas, Emma se aproximou mais tocando seus narizes em uma carícia leve, respirações compartilhadas, elas estavam entorpecidas pelo seus perfumes misturados junto a vontade de sentirem o gosto da outra. Aproveitando os lábios entreabertos a sua frente, Regina colou sua boca a de Emma e mergulhou sua língua ali, que foi recebida de bom grado, a dança era lenta e sedenta, com carícias leves e pequenas chupadas, se encaixando perfeitamente, arrancando suspiros e sorrisos, estavam matando a saudade de um noite separadas ou até de anos perdidos, não se sabia ao certo. O beijo foi tomando forma e as mãos inquietas acharam seus caminhos, Emma espalmou suas mãos na costa de Regina a trazendo mais perto e Regina acariciou e apertou os braços fortes de sua loira subindo uma de suas mãos até a nuca e ali dando leves arranhões a puxando mais contra si. Respirações aceleradas, corações abertos e Almas entregues ao momento, o sentimento fervilhando em seus âmagos dando a certeza de que sempre se amaram, apesar de tudo.

Se perderam no tempo apreciando seus gostos, a maciez dos lábios, o roçar entre as línguas e reconhecendo cada cantinho das bocas. Os risos da sala ao lado as tirou de sua bolha particular e as fez findar o beijo, ofegantes colaram suas testas e sorriram uma para a outra, os dedos trêmulos limparam os resquícios do batom rubro em suas bocas, trocaram olhares ardentes de paixão. Lembraram-se que ainda tinham assuntos pendentes a resolver e se apegaram a promessa de que ainda haveriam muitos momentos pela frente, regados de beijos e toques, com um último selar dos lábios se separaram para então procurarem suas mãos e entrelaçarem seus dedos novamente.

- Esta mais calma? – Swan perguntou risonha.

Regina riu e balançou a cabeça afirmativamente.

Emma a conduziu finalmente a sala de estar onde encontraram as três crianças sentadas ao chão olhando para Zelena, assim como Ruby que observava a ruiva com certo Q de interesse. Tinker estava esparramada no sofá e Granny numa poltrona ao canto lendo um livro. Os risos cessaram quando o barulho dos saltos de Regina ecoaram no ambiente, a atenção de todos fora voltada ao casal e suas mãos juntas, a morena olhou para seus filhos com mesmo brilho no olhar que sempre carregou, dedicou-os um sorriso sincero vendo que eles estavam um pouco acuados, Henry e Helena dividiram olhares entre a mãe morena e a mãe loira, estavam apreensivos quanto a receber o perdão da mãe morena. Emma por sua vez encorajou-os com o olhar para que se aproximassem, e assim eles o fizeram, com passos incertos os Mills se aproximaram de Regina.

Corações acelerados, um silêncio de expectativas, nesse momento a atenção fora voltada para os três Mills.

Helena com lágrimas nos olhos e um bico triste assim que chegou perto o suficiente não se conteu e abraçou a mãe com todas as suas forças deixando que as lágrimas viessem livremente. O sentimento de culpa por ter deixado sua mãe triste e machucada lhe apertava o peito e a enchia de dor, queria poder reverter isso é mais uma vez trazer sorrisos aos lábios de Regina, o primeiro passo estava sendo dado:

- Me desculpa mãezinha! – murmurou contra o pescoço de sua mãe – mãezinha eu não te odeio, eu te amo, amo muito.

Sorrindo de orelha a orelha Regina retribuiu o abraço acolhendo a loirinha chorosa em seus braços, beijou os cachos loiros e em seguida fez com que a garota olhasse em seus olhos precisava que ela visse que sempre a desculparia e que nunca deixaria de ama-la ou amaria menos, isso seria impossível, limpou suas lágrimas com vários beijos e lhe dedicou seu olhar amoroso junto de um sorriso reconfortante.

- Eu também te amo minha princesa, e te desculpo, só não faça mais isso com a mãezinha aqui porque meu coraçãozinho dói – Regina falou de modo manhoso e fez um biquinho arrancando uma risadinha de sua filha que a abraçou fortemente de novo.

Helena agora percebeu que apesar de ter o calor do abraço de sua mãe loira, ela sentia falta do aconchego da mãe morena, era como se fossem duas partes, desejou poder estar num abraço onde poderia sentir o amor das duas em conjunto, para assim se sentir completa.

Henry chegou de mansinho, envergonhado pelos seus atos, estava cego tentando proteger uma mãe que acabou machucando outra, por sorte tinha agora a loira que o fez repensar e ver que o que fez não estava certo, como era um pouco mais alto que a mãe morena a abraçou por trás, depositou um beijo na cabeleira escura e por fim afundou a cabeça na curva do pescoço de Mills.

- me perdoe mãe – sussurrou – Eu agi de forma errada e te machuquei, e-eu deveria ter te ouvido ao invés de falar tantas besteiras – suspirou – me perdoe...

Regina se virou e acolheu também o menino em seus braços, como sentia falta disso, de ser o porto para seus amores, de abraça-los, de ama-los seu corpo foi tomado por uma onda de alívio, talvez não aguentasse ser mais uma vez desprezada, ficou feliz. Seus filhos estavam lhe dando uma segunda chance assim como pediam uma segunda chance a ela. Beijou a bochecha de Henry depositando ali todo o amor que conseguisse demonstrar.

- Eu te perdoo Príncipe, mas vocês também perdoam a mamãe? – perguntou sendo prontamente respondida com acenos afirmativos de cabeça – por favor não façam mais isso comigo, eu amo muito vocês e tudo que fiz foi para protegê-los, mesmo que de forma errada – sorriu sem graça.

- Nós entendemos – Helena falou.

- Pode ter certeza que não vamos mais fazer isso – Henry se pronunciou timidamente – A Emma cuidou muito bem para não deixar a gente de fazer essa burrada de novo.

Os irmãos fizeram uma careta e juntamente com Regina olharam para a loira. Emma deu de ombros, ela estava abraçada a Camila desde o momento em que os filhos se aproximaram de Regina, deu espaço para que se entendessem da maneira deles, seu olhos brilhavam com lágrimas de felicidade contidas por vê-los novamente próximos, era tudo o que ela mais queria, não gostava de ver que estavam separados, por mais que os tivesse próximos ela não teria a mesma intimidade que eles tinham com a morena, havia um laço construído desde que eram nascidos e ela não o cortaria, pelo contrário ela mesma fazia questão de mantê-lo intacto.

Renovada e cheia de atitudes Regina olhou para Ruby, Tinker e Camila, agora era a hora em que ela mostraria que estava arrependida de seus atos, que mostraria todo seu amor, que pediria uma segunda chance e um voto de confiança para que pudesse fazer a loira feliz dessa vez, mostraria seu desejo de formar uma família e que esperava ser aceita pelas pessoas que cuidaram de Emma quando ela não cuidou. Limpou a garganta recebendo em troca olhares curiosos.

- Eu... eu sei que não começamos com o pé direito e que provavelmente vocês não gostem de mim por causa de minhas atitudes, no passado eu errei e errei feio em não acreditar em quem apenas queria meu bem e que fazia de tudo para me ver feliz, fui cega e me deixei levar pelas circunstâncias, sei também que não deveria ter o seu perdão Emma – olhou nos olhos dela mas logo voltou para as três – mas quero pedir que, assim como ela que vocês me dêem uma chance, para que eu possa mostrar que estou arrependida e que a quero ao meu lado, uma segunda chance para que dessa vez eu possa fazer tudo certo.

Um silêncio caiu sobre a sala enquanto Regina esperava pela resposta das três pessoas que ela percebeu serem muito importantes para Emma, ela olhou para cada uma ali esperando o pronunciamento de que tanto precisava, não queria entrar na família de Swan causando discórdias e desentendimentos, queria fazer tudo da maneira mais certa que se podia imaginar e para isso ela precisava saber que teria uma segunda chance, para amar a loira de forma livre.

Continua...


Notas Finais


Bora ser malvada e deixar vocês na expectativa kkkk

Até a próxima u.u


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