História O preço de uma marca - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Abo, Abo Universe, Chanbaek, Drama, Exo, Kaisoo, Kristao, Lemon, Novela, Romance, Saga, Sehoxing, Sulay, Xiuchen, Yaoi
Exibições 373
Palavras 3.472
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


여러분, 안녕하세요!

Me perdoem pela demora, peço que vocês resistam e não cheguem a concretizar os pensamentos homicidas que vocês estão tendo em relação a mim. -q

Tem algo relativamente importante nas notas finais, pfvr, leiam-nas.

AVISO: No prólogo, eu mencionei que o cio da Seoyeon chegaria dentro de três meses. De qualquer forma, eu revi meus planos para a fic e eu decidi que três meses é pouco tempo para a sequência de acontecimentos que eu quero colocar nos capítulos. Por essa razão, o cio da Seoyeon vai chegar dentro de QUATRO meses. Já alterei o capítulo que menciona isso e eu vou explicar melhor sobre os cios da minha fic num próximo capítulo. O período de gestação do Baek também mudou. Ele está agora com quatro meses de gestação. Vocês vão entender o motivo dessa mudança lá na frente.

*O # indica mudança de personagem e o * transição de tempo.
Boa leitura.

Capítulo 5 - Ataque DDoS


Fanfic / Fanfiction O preço de uma marca - Capítulo 5 - Ataque DDoS

- O QUÊ? – Gritei igualmente desesperado. – COMO?

- Alguém entrou no nosso sistema e parece estar sobrecarregando o fluxo de dados, Kyungsoo. Vamos logo!

 

 

Kyungsoo’s pov

 

Aquilo não podia estar acontecendo, eu mesmo havia me certificado de que o servidor da empresa estava seguro, era impossível que estivessem invadindo o sistema.

Meu pensamento estava em Jongin dentro da cabine, eu ainda rezava baixinho para que ele não saísse de dentro dela agora, mas a notícia trazida por Yixing era importante ao extremo. Então não fiquei tão surpreso quando ele saiu da cabine, questionando preocupado o que estava acontecendo.

- Vocês... estavam na mesma cabine? – Yixing perguntou pendendo a cabeça para o lado como os cachorros fazem quando não entendem algo, dando um risinho maldoso quando se deu conta do que aquilo poderia significar.

- NÃO! – Eu berrei.

- Na verdade, sim. Eu passei mal e o Kyungsoo me ajudou. – Jongin falou, me acalmando por ter dado uma desculpa bem plausível, na verdade.

- Sei, sei... – Yixing disse demonstrando o quanto não estava convencido.

- Yixing, vamos lá, me mostre o que está acontecendo com o sistema. – Disse o arrastando para fora do banheiro.

Assim que sentei na minha cadeira, todos os computadores ao meu lado reiniciaram. Jongin, que havia nos seguido, me olhou preocupado.

- Um homem precavido sempre tem um computador reserva. – Eu disse sacando meu notebook de dentro da mochila no pé da mesa e conectando à CPU da empresa.

- Alô? – Yixing atendeu o telefone. – Claro, claro, eu chego aí em um minuto. Kyung, estão me chamando no setor de finanças, eu já volto.

- Okay.

- O que acha que está acontecendo, Kyungsoo? – Jongin perguntou receoso. Eu não tinha visto ele com aquela expressão ainda. Parecia preocupado, parecia ter medo.

Me mantive em silêncio, enquanto me concentrava em descobrir o que diabos estava havendo naquela empresa.

 

                       ##

 

Os tec-tecs das teclas do notebook estavam deixando Jongin maluco. Kyungsoo não o respondera e ele estava começando a entrar em pânico. Kyungsoo era o responsável por tudo o que dissesse respeito à segurança das informações da empresa. Nos servidores da firma, detalhes de contratos, informações sigilosas sobre os contribuintes e acionistas e diversas informações de pagamentos estavam armazenados.

Aquilo não só colocava em risco a empresa, colocava em risco a carreira e a vida de Kyungsoo. Se ele não fosse capaz de proteger o sistema e o servidor da empresa, seria arruinado pelos seus pais. Ninguém em todo o mundo voltaria a contratá-lo e sua carreira estaria fodida. E ele não queria que nada daquilo acontecesse justo agora que estava se aproximando. Não queria perder Kyungsoo antes mesmo de poder tê-lo. Estava aterrorizado com a mais superficial possibilidade de que Kyungsoo sofresse ou precisasse ir embora.

Impaciente, Jongin grunhiu, chamando a atenção de Kyungsoo.

- Ei, não se exalte, okay? Eu já descobri o que está acontecendo.

Jongin relaxou os ombros, fitando atentamente as irises escuras do pequeno que estava sentado à sua frente.

- Fale, Kyungsoo. – Disse mostrando sua calma.

- É um ataque DDoS. – Disse voltando a mexer nas teclas do notebook.

A tela estava branca e só conseguia identificar várias coisas sendo digitadas. Kyungsoo estava usando linguagem de programação, estava tentando parar seja lá o que estivesse acontecendo.

- Desculpa a minha burrice, pequeno, mas o que é um ataque DDoS?

Kyungsoo riu anasalado.

- Eu não esperava mesmo que você soubesse. Bom, DDoS vem de Denial of Service. É quando alguém sobrecarrega o fluxo de dados de um servidor afim de tornar ele disfuncional.

- Como conseguiram fazer isso, Kyungsoo? Você tomou todas as providências possíveis para proteger nosso sistema. – O alfa franziu a testa, estava confuso.

- Não é tão simples prever um ataque DDoS. Até porque eles não são comuns em empresas como a nossa. São mais comuns em prestadoras de serviços, jogos online. Basicamente, alguém infecta milhares de computadores com um comando fantasma. Esse comando “zumbifica” os computadores e os programam para realizar determinada ação na mesma data, no mesmo horário. Assim, com um clique ou dois, o “Master” da rede faz com que milhares ou até milhões de computadores zumbis acessem um determinado servidor de uma só vez, sobrecarregando os slots disponíveis. Há um número limite de acessos simultâneos nos servidores, Jongin. E quando esse limite é alcançado, o servidor sobrecarrega e para. Também pode acontecer de outra forma. Ao invés de atacar o servidor, eles atacam a memória e o espaço da rede de computadores ligados ao servidor, tornando o servidor inoperável.

- Certo, mas porque usariam esse tipo de ataque com a gente? Não prestamos nenhum serviço online.

Kyungsoo parou um pouco. Cerrava levemente os olhos e encarava a tela do pequeno computador.

- Não usariam... a menos que o ataque DDoS fosse apenas uma distração!

Jongin arregalou os olhos.

- Hoje é dia de transação entre a empresa e os acionistas!

O celular de Kyungsoo tocou.

- Alô?

- Kyungsoo, sou eu. O pessoal do setor de finanças me chamou para avisar que há alguma coisa de erada nas transações dos acionistas.

- O ataque era uma distração, Xing! Peça para que eles parem as transações IMEDIATAMENTE! Estão tentando roubar o dinheiro dos acionistas através do servidor bancário!

- Eu temo que que não é possível parar a transação, Kyung. Não conseguimos acessar o nosso sitema.

Kyungsoo desligou o telefone e voltou a teclar impiedosamente no notebook.

- Kyungsoo, por favor, me diga que há uma maneira parar isso.

- Se eu conseguir entrar no servidor do banco que realiza as transações, eu posso tentar cancelar a troca.

- E isso é difícil de se fazer?

- Muito, Jongin. O ataque DDoS serviu para nos distrair e tirar nosso acesso ao servidor. Dessa forma a conta da empresa está em posse do hacker, ele vai fazer a transação sem nenhum problema e depois desviar a grana para uma outra conta. A única maneira de eu conseguir impedir ele é se eu conseguir acessar o servidor. DROGA! – Disse socando a mesa com as duas mãos. – O CANALHA JOGOU UM VÍRUS NO SERVIDOR E BLOQUEOU O ACESSO.

- É o nosso fim? – Jongin perguntou apreensivo. Sentia o cheiro da agonia do pequeno e aquilo lhe perturbava.

- Eu vou tentar quebrar a criptografia da senha dele, mas não sei se serei capaz. Esse cara parece ser muito bom no que ele faz. – Kyungsoo disse sem interromper seus dedos de digitarem.

- Você também é muito bom no que faz, Kyungsoo. Vamos, você consegue, eu acredito em você. – O alfa disse colocando a mão direita na nuca do pequeno, sentindo-o estremecer com o toque quente.

No segundo seguinte, Yixing entrou no andar gritando o nome do pequeno Kyungsoo.

- Kyung, o hacker está tentando realizar a transação!

Uma gota de suor começou a escorrer pela testa do baixinho. Aquele era um momento decisivo, todos da empresa estavam contanto com ele. Literalmente, pois após a fala de Yixing, parecia que todos os empregados haviam rumado àquele andar e estavam agora olhando atentos o pequeno digitar apressado no computador.

Ninguém fazia um barulho sequer, todos prestavam atenção no grande monitor de plasma que estava na parede. O monitor mostrava a transação em tempo real, era uma forma de fazer com que todos os funcionários vissem a transação e até apontassem algum erro que eventualmente percebessem. Estranhamente, aquele monitor havia sido o único não afetado pelo ataque.

Jongin nem piscava. Estava com os nervos à flor da pele. Sentia uma gotícula de suor frio descer pela sua coluna e ir de encontro à sua traseira, fazendo-o se remexer na cadeira pela inquietude.

Yixing tinha os dedos na boca, parecia estar roendo as unhas por puro nervosismo. Até Sehun estava presente, olhando de longe a situação. Jongin conseguiu perceber o grunhido dado pelo amigo ao ver o mesmo alfa que conversava com Yixing na cantina da empresa abraça-lo na tentativa de acalmar os nervos do ômega. Viu Sehun se retirar da sala, visivelmente incomodado com a cena que vira, mas não havia sido notado por mais ninguém. Todos estavam concentrados naquele momento de tensão, sua saída era tão relevante quando saber soletrar a palavra bola.

Jongin conseguia literalmente ver todos da empresa ali, mas faltava alguém. Havia alguém que ainda não tinha chegado, mesmo já sendo quase hora do almoço. Park Chanyeol não era de se atrasar. Por alguns momentos, Jongin suspeitou do amigo. Era estranho a empresa ser atacada justo no dia em que Chanyeol se ausentou, mas logo caiu na real. Baekhyun estava grávido e Chanyeol era alfa do rapaz. Poderia ter acontecido alguma coisa, afinal, Baek estava com quatro meses de gestação. Provavelmente Chanyeol o levou ao médio após algum sintoma comum, o alfa era muito espalhafatoso e extremamente preocupado. Se Baekhyun sentisse um pinicão na unha do pé, Chanyeol o levaria às pressas para o primeiro hospital que encontrasse.

Jongin afastou tais pensamentos de sua cabeça e voltou a se focar na tela da transação. Tudo continuava rolando e a contagem do dinheiro disponível na conta passava gradativamente para a conta hackeada da empresa de maneira imparável. Todos estavam em silêncio, apreensivos.

O silêncio, de repente, se fez ainda mais presente. Kyungsoo parou de digitar no computador e tinha agora sua cabeça baixa. A sala parecia uma cena de uma televisão que havia sido colocada no mudo. Ao encarar a grande tela na parede, constatou o que menos queria.

“Transação realizada com sucesso”

 

 

Junmyeon’s pov

 

Eu estava tentando me concentrar no trabalho. Tentando e fracassando miseravelmente. Eu não sou nem de longe esse louco apaixonado que aparento ser. Eu amo o Yixing. O amo tanto que respeito sua vontade. Respeito sua falta de sentimentos por mim. Respeito sua decisão de só me ver como amigo. Mas mesmo assim eu o amo. Talvez faça parte da natureza dos alfas. Achar um ômega para amar e devotar-se a ele pelo resto da vida. Mas ninguém nunca fala de amores não correspondidos. Meu pai não me ensinou o que fazer quando um ômega não sentir por mim o mesmo que eu sinto por ele. Então eu continuo aqui, cuidando dele enquanto posso, me mantendo por perto e sempre tendo a quieta esperança de que ele pode abrir os olhos num belo dia de domingo e se dar conta de que me ama também.

É lógico que isso não passa de um delírio meu. A vida é mesmo injusta, não é? Yixing é apaixonado por Sehun, que de uma forma ironicamente sádica é o meu irmão mais novo. Ora, Sehun é só um alfa imaturo e inconsequente. Eu tenho vinte e dois anos. Mesmo não sendo uma grande diferença entre mim e Sehun, que tem vinte, a maturidade realça o quanto somos divergentes.

É injusto, completamente injusto. Como Yixing pode amar alguém que não faz questão de amá-lo de volta? Por que não amar alguém que está disposto a fazê-lo feliz? Por que não retribuir meu sentimento?

São questões tão abstratas que me dão enxaqueca. Não há nenhuma lógica nesse triângulo amoroso, e talvez nem deveria.

O fato é que o cio de Sehun se aproxima. Eu não deveria ter nada a ver com isso, mas dessa vez ele deixou bem claro que vai passar o cio com alguém. E eu sei que Yixing não vai gostar disso. Na verdade, isso vai magoá-lo tanto que talvez ele não queira me ver nunca mais só por ter o sangue de Sehun em minhas veias.

Seria tão mais fácil se eu conseguisse simplesmente virar as costas para eles dois e procurar seguir minha vida. Seria tão mais simples se eu não fosse perdidamente viciado no cheio cítrico daquele maldito ômega. Seria tudo maravilhoso se eu não me sentisse tão apaixonado a ponto de querer levar mil rosas na saída do trabalho dele para simbolizar todos os mil beijos que eu anseio em receber de sua boca.

Por mais que eu tente negar, eu sou apenas um idiota que morre de amores por alguém que não me quer. O maior clichê dessa peça de teatro cruel que é a vida.

Meus pensamentos foram interrompidos pelo celular que vibrou em meu bolso. Estava em horário de serviço, eu provavelmente ficaria bem encrencado se fosse pego ao telefone. Mesmo assim, atendi sem olhar quem estava me ligando.

- Alô?

- Junmyeon?

- Sehun? – O que ele queria me ligando? Sabia muito bem que eu estava trabalhando. – Eu não posso falar agora, Sehun.

- O ômegazinho que você tanto idolatra está sendo tranquilizado por outro alfa, Junmyeon.

- O QUÊ? – Senti meu sangue subir todo para a cabeça e meu rosto queimar. – COMO ASSIM?

- Heackearam o servidor da empresa, está o maior climão aqui. Yixing está uma pilha de nervos, mas antes que eu pudesse pensar em ir acalmá-lo, outro alfa o fez.

- E você não teve a mínima coragem de ir lá falar umas verdades?

- Eu não tenho nada com ele, garotão. Só estou te ligando porquê... sei que você não gosta que outros alfas encostem nele.

- Você é um idiota, Sehun.

- Sou realista, Junmyeon. Yixing claramente só está brincando comigo. E claramente está brincando com você também.

- Ah é? Você está desistindo dele muito fácil, meu querido irmão. Mas eu não vou cometer o mesmo erro. Eu vou lutar pelo Yixing, porque eu sei que ele vale a pena.

- Boa sorte, Junmyeon. – Disse debochado.

- Boa sorte para você, Sehun. Eu espero que você não faça nada que possa te fazer ficar arrependido depois.

O telefone ficou mudo.

- Alô?

- tututututu...

O safado desligou na minha cara.

Eu não posso deixar que outro alfa conquiste o Yixing. Se há alguém que pode fazer aquele ômega feliz, esse alguém sou eu. E se Oh Sehun é idiota o suficiente para desistir antes mesmo de tentar, que seja. Yixing vai ser meu, eu vou fazer ele se apaixonar por mim.

 

 

 

 

 

                                                    ##

 

 

O silêncio era sepulcral. Todos encaravam a cadeira de Kyungsoo com um semblante assustado. Alguns pareciam tristes e compadecidos pelo ocorrido, outros não hesitavam me mostrar sua satisfação pela falha do humano.

Jongin encarou o pequeno Kyungsoo, cogitando a possibilidade de se aproximar e abraça-lo. Mas todos foram pegos de surpresa pela risada baixinha do pequeno.

- Eu estou ficando louco ou esse idiota está mesmo rindo da merda que acabou de acontecer? – Alguém teve a audácia de dizer, culpando-o pelo ataque. Jongin rosnou em resposta e encarou confuso o semblante de Kyungsoo.

O baixinho levantou a cabeça, sorrindo largamente enquanto encarava Jongin com um olhar completamente indecifrável. O silêncio deu lugar a sussurros, que combinados acabaram virando um grande tumulto. Ninguém estava entendendo o porquê da risada de Kyungsoo, nem mesmo Jongin.

Foi então que Kyungsoo tossiu fraco, limpando a garganta, chamando a atenção de todos.

- Eu sei que grande parte de vocês me odeia. Eu entendo, sinceramente. Foi muito difícil para mim também ter perdido um mercado de trabalho inteiro para uma raça melhor e mais promissora. Deve ser um tanto ameaçador para vocês ter um humano na empresa. Deve ser aterrorizante a possibilidade de não ser melhor que um humano só porque os genes de vocês são modificados e aperfeiçoados.

- Aonde você está tentando chegar, Kyungsoo? – Jongin interrompeu, estava mais confuso ainda.

- Aqui, senhor Kim. – Ele disse, apertando F5 no teclado do computador.

A grande tela que exibia a mensagem da transação foi atualizada. Na grande tabela, a aba que mostrava o saldo zerado por conta da transação estava agora com a quantia que deveria ter normalmente. Todos então encararam Kyungsoo duplamente abismados e confusos.

- O hacker era esperto... – Começou dizendo. – Mas eu não fiquei cinco anos na faculdade brincando. O que eu fiz hoje, no entanto, não foi ensinado na sala de aula. Mas isso não vem ao caso.

- Senhor Do? Você poderia explicar o que acaba de acontecer aqui? – Kim Yifan, pai de Jongin, disse entrando no escritório de segurança virtual da empresa.

- Claro, senhor Kim. Nós fomos atacados por alguém que sobrecarregou nosso servidor com envio simultâneo de dados. Mas o objetivo do ataque era apenas camuflar uma fraude, um roubo. Eles tomaram posse do servidor da empresa e barraram o nosso acesso ao mesmo. Eles usaram a conta bancária da empresa para realizar a transação mensal dos acionistas. A intenção deles era recolher o dinheiro com a nossa conta e passa-lo para uma conta deles depois. – Kyungsoo disse calmo.

- Mas isto claramente não ocorreu. Pode explicar porquê? – O senhor Kim insistiu.

- Bom, eu tentei acessar o servidor. Apesar da barricada pesada que eles colocaram nele, eu consegui quebrar a criptografia na senha que bloqueava o acesso, mas eu percebi que não daria tempo de interromper a transação. Então eu usei o veneno contra a própria cobra. Eu invadi o servidor onde as contas estavam armazenadas e modifiquei a moeda de troca. Nosso hacker achou que estava levando embora bilhões de wons, mas na verdade levou embora bilhões de doces de uma conta minha num jogo online. – Kyungsoo disse simplista e todos caíram na real. Ele tinha realmente salvado a empresa de um grande prejuízo financeiro.

- Você, Senhor Do, provou que sua raça não define sua competência. Nos livrou de um prejuízo enorme e de uma grande vergonha midiática perante nossos acionistas. Por este motivo, eu estou lhe dando um aumento gordo e justo. – O Senhor disse indo até Kyungsoo para apertar sua mão.

- Eu lhe agradeço, senhor Kim... – Disse se curvando – mas eu não fiz nada além do que me foi atribuído quando aceitei este emprego. Meu trabalho é manter as informações da empresa seguras e eu acho que falhei não prevendo um ataque deste tipo.

- Você é modesto, pequeno Do. Lembra muito o seu pai. – O homem disse pondo a mão no ombro de Kyungsoo. – Eu insisto que você aceite o aumento, é mais que merecido.

- Aceita, Kyunggie... – Jongin sussurrou no ouvido do baixinho.

- Tudo bem, senhor Kim. Muito obrigado. – Disse se curvando.

- Hoje sou eu quem agradece, senhor Do. – O homem disse se retirando da sala e voltando para seu escritório.

Aos poucos os outros funcionários foram se dissipando para seus lugares. Alguns cumprimentavam Kyungsoo pela inteligência, outros torciam o nariz, ainda enraivecidos pela competência de um reles humano. Yixing abraçou o amigo e o parabenizou pelo feito, alegando estar orgulhoso do pequeno e honrado por ser seu amigo.

Já Jongin, não reprimiu sua felicidade de ter acertado sobre Kyungsoo. Ele era um homem competente, forte e inigualável. Toda a coragem que ele teve de confrontar o pessoal da empresa e desabafar sobre como se sentia foi quase erótica para o alfa. Kyungsoo, o pequeno e tão aparentemente frágil Kyungsoo, era uma caixinha de surpresas.

- Ei, pequeno. Eu posso te dar um abraço também? – Pediu perto do ouvido de Kyungsoo.

- P-pode, eu acho...

E Jongin o abraçou, inalando aquele cheiro maravilhoso que ele já amava. Novamente, não era como o cheiro dos ômegas, era um cheiro natural, cheiro de pele, um cheiro viciante e delicioso que o atiçava.

- Esse seu cheiro... – O alfa sussurrou.

- Jongin? – O baixinho perguntou ainda abraçado ao alfa. – Não queria ser inoportuno, por isso não falei nada. Seu pai mencionou o meu pai, mas eu não tenho a menor ideia de como eles dois se conhecem. – Terminou de dizer, tendo o abraço separado e um Jongin agora interessado naquele fato o olhando nos olhos de maneira séria.

- Você me bateria muito forte se eu roubasse um beijo seu agora? – O alfa perguntou encarando os lábios rosados à sua frente.

Kyungsoo corou. Só agora se deu conta de que todos que trabalhavam naquela sala com ele estavam ouvindo aquilo, agora seria duplamente julgado.

- Jongin! – Uma voz se fez presente no local.

- Sim papai? – Jongin respondeu. Era Tao, que estava com uma cara de pouquíssimos amigos.

- Será que você pode largar a barra da calça desse rapaz por um momento? Eu gostaria de conversar com você. – Kyungsoo empurrou o alfa ao ouvir a acidez na fala do outro pai de Jongin.

O alfa bufou.

- Já estou indo. – E foi.

Kyungsoo voltou a sentar em sua cadeira, tentando não olhar para os lados, pois não conseguiria encarar seus colegas de trabalho depois daquela situação constrangedora. Jongin havia se insinuado descaradamente na frente de todos. Se havia um limite, ele estava sendo extrapolado.


Notas Finais


Kyungsoo surpreendeu a todos com a sua inteligência e coragem. Nosso baixinho está farto de ter que baixar a cabeça por ser humano. Mas se vocês acham que isso vai vir com um preço, vocês estão muito certos.
Eu trouxe nosso Kristao para a fic <3, eles vão ser os pais do Jonginho e o Tao já chegou mostrando que não é osso mole de roer.
O que vocês acham que aconteceu entre Yifan e o pai de Kyungsoo? Seria uma treta mal resolvida? E o Junmyeon, será que vai conseguir conquistar o Yixing?

Pessoal, me perdoem mesmo pela demora. Eu finalizei minha outra fic, vou ter tempo para focar nessa quase que integralmente. Portanto, esperem que a história ande um pouco mais.

Eu postei um jornalzinho despretensioso explicando as razões pelas quais eu demoro pra postar às vezes, os meus planos para as minhas fanfics e etc. Se vocês estiverem interessados, aqui está o link: https://spiritfanfics.com/perfil/zombie01/jornal/explicacoes-planos-e-so-6717393

Eu acabei de finalizar uma fanfic Yoonmin, então se você gosta de BTS e de Yoonmin, aqui está o link: https://spiritfanfics.com/historia/vizinhanca-triste-5788397
É uma fic que eu escrevi com muito carinho porque trata de assuntos sérios, então a atmosfera é um tanto pesada em boa parte da história. Foi inspirada na trilogia Blue Neighbourhood, do Troye Sivan, então se você gosta dele é mais um motivo pra você ir ler.

Quero agradecer a vocês que favoritaram a fic, está com quase 100 favoritos. Amo vocês. Obrigado pelo carinho nos comentários também, vocês são uns amores.

Até breve e fiquem bem.

안녕! ^-^/


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