História O preço para a liberdade - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alastor Moody, Blásio Zabini, Cedrico Diggory, Dobby, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Hermione Granger, Neville Longbottom, Ronald Weasley, Viktor Krum
Tags Fem!harry
Visualizações 212
Palavras 7.367
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


(●♡∀♡) Boa madrugada, Spirit's felizes
Trazendo a última das fanfic's - pelo menos das 5 primeiras, que foram escolhidas pelo público na pesquisa de leitores - {Mas informações nas notas de baixo}
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Pois é, vamos conversar! - É o seguinte, galerinha, essa fanfic foi uma surpresa no resultado final da pesquisa dos leitores, por quê? - Simples, eu recebo MP ou inbox no facebook sobre essa fanfic em especial, então, eu pensei - " Essa é uma das histórias de HP que irá entrar na atualização, com certeza! - Resultado: Entrou raspando, só conseguiu em razão dos votos na fanpage, porque se fosse baseado apenas na participação do Nyah! ou do Spirit, não tinha nem entrado entre as 8 fanfics gerais para atualização. Então, gente, tá ai o aviso justo! Querem a fanfic para atualizar, participa, contribui, vota, porque caso não faça, eu vou ser justa e manter a minha palavra de seguir a ordem dos leitores. Eu venho tentando deixar o processo de escolha das fanfics para atualização mais democrático possível, sempre escuto e leio os e-mails que me mandam, então, eu serei fiel a isso e seguir o resultado que apresentar, o(-`д´- 。) mesmo porquê seria uma sacanagem eu mudar, simplesmente, porque não bateu com que eu imaginava, não é mesmo? - A todos que participaram da votação, e Nyah! Spirit com seus comentários, favoritos, apoio em geral para as minhas histórias, muito obrigada. ♥ ♥
Segundo aviso: o voto sobre Hermione encerra no próximo capítulo, até o momento são o seguinte, 8 votos, 4 para ficar com Ron, 2 para não e 2 para ficar sozinho/indeciso. - Participe porquê a escolha determinará a linha que irá seguir dentro da história, vote nos comentários.
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Sem beta, então qualquer erro avise, por favor. ok?
Boa leitura e cuide bem ♥

Capítulo 5 - Ato I - Equívocos de Draco Malfoy - 05


Fanfic / Fanfiction O preço para a liberdade - Capítulo 5 - Ato I - Equívocos de Draco Malfoy - 05

O preço para Liberdade - Ato I

 

"Bom, sem a menor dúvida eu entendo porque estamos tentando manter esses bichos vivos. Quem não iria querer animaizinhos de estimação que podem queimar, picar e morder, tudo ao mesmo tempo?” Draco Malfoy

 

05- Equívocos de Draco Malfoy

Por Lika Nues

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O som de ofêgos e lamúrias seriam os únicos barulhos ouvidos, naquela manhã pelo resto dos alunos no Den das cobras, se não existisse um feitiço silencioso sobre o quarto de Draco Malfoy que impedisse isso, em verdade, a permissão para as Ala de feitiços de silêncio, anti-rastreamento e anti-espionagem, presentes no dormitório da Sonserina como um todo, foram sancionados pelos Governadores da escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, como um pedido especial do Patriarca da família Malfoy para segurança e proteção de seu herdeiro, porém é certo que o pai de Draco não faz ideia de que suas precauções estão sendo utilizadas de maneiras inapropriadas no momento, pois, no vasto quarto do príncipe da Sonserina  - Status conquistado pelo próprio Draco  e não pelo seu pai, como as más línguas costumam acusá-lo - o jovem herdeiro Malfoy está em sua cama, nu, suado e com um pau duro, masturbando-se enquanto imagina que é boca rosada, língua e dentes de uma determinada pessoa levando-o à loucura, alguns minutos mais de trabalho apressado de sua mão e o rapaz descabelado solta um grito de gozo e verifica as provas de seu prazer, para raivosamente limpá-los com um toalha de seda, levantar-se e ir em direção ao banheiro para ficar pronto para o dia - Afinal, nós Malfoy não somos nada, senão perfeitos. - Afirma enquanto analisa sua imagem no espelho mágico, apenas para chocar-se com a resposta bem humorado do espelho mágico

 

-Se você pensa assim querido, quem sou eu para questioná-lo, contudo, acredito que um banho é necessário depois das suas atividades, não acha? - Meio que provoca e repreende a forma indireta de um rosto presente no espelho.

 

Suspirando e com as bochechas vermelhas, Draco vai em direção ao boxe para tomar um banho rápido, com um feitiço de tempo verifica que ainda tem horas extras para poder tomar café e ver aqueles abutres babar sobre Harry Potter, pensar em Potter sempre deixa o humor de Draco Malfoy para baixo e por isso o menino tenta, eu disse ele tenta, não lembrar do menino de olhos verdes com frequência -” Porém, isso é, praticamente, impossível quando todo o mundo mágico não sabe falar sobre outra coisa que não o menino maravilha.” reflete com amargura.

 

No início deste ano, quando seu pai avisou-lhe sobre o torneio Tribruxo e a vinda das delegações de outros países, Draco, ingenuamente, pensou que seria capaz de dominar a escola pela primeira vez nesses três anos, já que informação é poder, quem controla a notícia tem o controle, do poder e consequentemente, sobre a escola, contudo os planos não saíram como o jovem loiro imaginado, porquê, novamente, Harry Potter entrou na figura. Às vezes, Draco desconfia que Harry existe apenas com o único propósito de provocá-lo, irritá-lo, fazê-lo louco e também a contragosto, admirá-lo, invejá-lo, querê-lo, é tão porra irritante esse sentimentos conflituosos.

 

No primeiro ano, quando o conheceu na loja de uniformes, Draco sequer lhe deu devida atenção, era claro para o herdeiro Malfoy que o menino era um trouxa - “ Malfoy não se associam com sangue de lama” então era óbvio que Draco desconsiderou tudo sobre o menino, sua magia provocante e seus olhos característicos, apenas para chocar-se ao descobrir que o tal menino, não era outro senão Harry Potter, o rapaz que seu pai indiretamente pediu para que fizesse amizade -” Porque Malfoy não está em qualquer lugar, senão o vencedor” o que aconteceu? foi rudemente esnobado, porém o que isso importava para a dinâmica da escola, -”Nada!” pensou a princípio, que ingênuo foi, é claro que ter como residente no castelo o menino de ouro, salvador do mundo bruxo, iria alterar a droga dos espectros de poderes no castelo, e então, Draco Malfoy, herdeiro da sua família, teve que se concentrar em conquistar o posto mais alto dentro da Casa Sonserina e se conformar com o fato que não estaria reinando, absolutamente, como seu pai antes dele, no Castelo de Hogwarts.

 

Em seu segundo ano, com atraso de Harry Potter e Weasley, e a promessa de expulsão, por um minuto muito curto, Draco pensou que poderia recuperar seu poder total, entretanto, isso não aconteceu e a situação se tornou pior ao longo do ano, com as petrificações e com o dom das línguas de cobras em campo aberto, Draco Malfoy teve que lutar duramente para manter seu posto como príncipe e pior de tudo, seu inimigo era Harry Potter, o porra do garoto da Grifinória, estava tentando usurpar seu lugar sem nem mesmo tentar, tudo porquê possuía o dom de Salazar Sonserina. Ah! não se engane, Draco Malfoy foi, completamente, viçoso para esses idiotas que acharam que poderiam eleger Potter em seu lugar e assim, ficou conhecido para todos dentro da casa Sonserina que Draco Malfoy não é para ser contrariado em qualquer assuntos quando o foco for um Harry Potter.

 

Apesar de manter as duras penas seu poder nos primeiros anos, no início do terceiro, o Herdeiro Malfoy estava, logicamente, impaciente, pois, Malfoy tem riqueza, status, poder mágico, linhagem, imagem certa, então, porquê, pelas bolas de Merlin, não conseguia dominar sobre a escola de magia, pelo pouco que sabia a respeito, Grifinória não era sequer dividida em castas, ou hierarquias em geral, - “Bando de macacos rudes e iletrados” então, como? Por que Harry Potter ainda mantinha o controle sobre grande parte do castelos e outras casas? Resultado? Em um ato, completamente, imprudente para um aluno sonserina, Draco Malfoy aproveitou a fraqueza de seu rival sem considerar todos os fatos, somente para lamentar depois quando percebeu que o que Harry sofreu ao ver Dementador não era o que ele desejava para o menino da Grifinória. Sonserina são astutos, dissimulados, rápidos para tirar proveito do que desejam, porém, eles não são insensíveis, ou mal, por mais que a opinião do público em geral diga o contrário, no final, não importa a raça, o sangue, riqueza, o amor de um mãe é algo que nunca se ridiculariza. -”Eu nunca deixaria ninguém sair vivo se tivesse ofendido minha querida mãe, Narcissa Black Malfoy”  Envergonhado por seu comportamento - e, internamente, temendo as repercussões de suas ações caso sua querida mãe descobrisse - Draco tentou desculpar-se com o garoto maravilha, apenas para ser impedido a cada turno com a presença constante de Ron Weasley e a sabe-tudo Hermione Granger, no fim, quando em mais uma tentativa Hermione socar-lhe o nariz e Harry-Porra-Potter ri de sua humilhação, Draco Malfoy mandou-o às favas, ele já não iria mais se desculpar e agora era guerra, a escola seria dele, não iria mais ser leviano com seu rival - “ De um jeito ou de outro irei recuperar meu poder e controle”

 

Tão preso em seu pensamentos, o herdeiro Malfoy atira a toalha de qualquer jeito no banheiro, ignorando completamente a reclamação do espelho e vai em direção ao seu quarto, veste seu uniforme feito sob medida, passa os produtos em sua pele e cabelo, verifica a sua imagem e atira os feitiços de cuidados adequados, um para não enrugar as roupas ou adquirir qualquer sujeira a vista, outro para manter sempre arejado e assim eliminar qualquer sudorese e o último para manter o cabelo sempre controlado não importa o clima, ou temperatura.  E vai em direção a saída de seu quarto, enquanto passava pela a porta e a trancou com alguns feitiços adicionais - uns muito criativos destinado para seres curiosos -  Draco voltava a pensar sobre a questão original de seus pensamentos naquela manhã, não Harry Potter, e sim, a divisão de poderes na escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Qualquer estudante, ou família sem classe, pensaria que o comportamento do herdeiro Malfoy era exagerado e desnecessário, porém essas pessoas não tem um lugar significativo dentro da sociedade magia e portanto, desconhecem a estrutura interna do seu próprio ministério, que é dividido entre funções e castas hierárquicas, querendo ou não,  o molde da divisão em casas no castelo é um reflexo para a sua vida adulta, quando mais aliados conseguir na escola, mais chances tem de ter um bom e respeitado trabalho.

 

As casas também ajudam na divisão de poderes e trabalhos já que é baseado  nas características de personalidade, Sonserinos, normalmente, envolvem-se com a política, diplomacia, trabalhos que exigem certo nível de liderança; Grifinórios, são encontrados com frequência em trabalhos que exigem força bruta e mental, Auror, exploradores, Domadores; Corvinal, são os eruditos, pesquisa, estudos, acadêmicos, leis e por último, os Lufa-lufa são os que assumem os papéis de cuidadores dentro da sociedade, pelo seu princípio de lealdade e mente aberta, hospitais, assistente social, regularização das criaturas;  -” Mas nem sempre, há sempre exceções à regra” pensa enquanto assistia Zacharias Smith tentar acertar um feitiço pernas de geleia sobre Harry Potter que estava entrando no salão para café da manhã naquele momento. Sem controle de seus atos, Draco envia um feitiço de choque para o rapaz, que acaba dando um grito de desespero para todo o salão ouvir e cair em gargalhada pela humilhação do Lufalufa, o loiro, muito rapidamente, se esconde para não ser visto, no entanto, seu olhos encontram o olhar tempestuoso de um Blaise Zabini, que sem mais levanta-se e sai do salão sem sequer reconhecer a sua presença, ou de seus companheiros de casa. -” Droga, o que está havendo com ele, está estranho a semanas já, preciso prestar mais atenção aos meus aliados e poucos amigos, se quero recuperar o controle sobre a escola este ano” suspira o rapaz enquanto ia em direção a mesa da Sonserina.

 

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O café da manhã estava no final quando Pansy Parkinson  abordou-o com um sorriso nos lábios vermelhos e o jornal do dia na sua mão esquerda, ali inocentemente, na capa do Profeta diário, era um matéria de Rita Skeeter sobre a pesagem de varinhas e os três candidatos do torneio Tribruxo, contudo,  o texto depreciativo é dirigido, principalmente, a um Harry Potter, ou melhor, a não presença do rapaz para apresentar a sua varinha para ser regularizada para a competição, em todo o momento, Rita Skeeter lembra que Potter foi inserido na taça como uma tentativa de chamar atenção para si mesmo, pois provavelmente tem um trauma, ou “miolos” a menos, por ter sobrevivido a maldição da morte, todo o enredo é sem classe e um afronta direta ao herdeiro da família Potter, muitas vezes, Rita questiona a capacidade mental de Potter, faz alegações sobre sua arrogância, enumera as suas falhas e caprichos e termina com um apelo para a sociedade bruxa para reeducar o menino. Em qualquer momento Draco Malfoy teria rido dessa situação, mas a forma como essa mulher degradante toda uma classe de herdeiros de Hogwarts, apenas para poder atingir Potter no processo estava-o deixando nervoso e irritado, segurando o jornal com forças na mão Draco olha em volta e percebe que muitos alunos, da Grifinória, Lufalufa e Corvinal estão concordando com as besteiras escritas pela repórter e verificando a mesa dos professores percebe que grande parte dos adultos não tem intenção nenhuma de impedir que essa calúnia continue.

 

- “ E isso são os adultos responsáveis por uma escola cheia de alunos impressionáveis, tenho medo do que seríamos se tivéssemos professores realmente negligentes” seus pensamentos de zombaria são interrompidos por um gargalhada limpa que toma conta de todo o salão principal, olhando em direção a mesa de grifinória, Draco precisa usar todos os seus ensinamentos de conduta para não escancarar diante de todos, ali, estava Harry Potter gargalhando enquanto lia o jornal do dia, porém o herdeiro Malfoy nota uma pequena borda escura na risada, um nota de uma promessa e prazer vingativo é quase escorrendo por todo aquele som, sem conseguir conter-se sente um arrepio nas suas costas e olha diretamente para Dumbledore que parece estar tentando recuperar o controle da situação, apenas para ser impedido, repetidamente, por um Neville Longbottom, no fim, Draco só consegue assistir a cena desenrola-se à sua frente, sem forças para fazer, praticamente, nada, tendo que usar toda a sua vontade para não levantar e aplaudir de pé um aluno Grifinória, de todas as coisas, e acabar danificando a sua imagem muito bem construída ao longo dos anos.

 

No entanto, isso não impediu de verificar seus companheiros de casa e perceber, que não foi só ele que precisou se conter. Quando todos os alunos, mas Harry Potter e Neville Longbottom, foram convidados a seguir a diante para as suas aulas, por uma Minerva Mcgonagall muito raivosa, Draco não foi capaz de impedir-se de olhar para trás e inconscientemente sorrir ao perceber que Harry Potter estava colocando Hermione e Ron Weasley em seu lugar, quando ambos tentaram atacar Neville para que ficasse quieto e não ofendesse o grande Alvo Dumbledore. -” Como eu daria tudo para escutar o que o cabeça de cicatriz está dizendo aqueles dois” sem querer o loiro acaba esbarrando em alguém, porém antes que pudesse pedir desculpas por sua grosseria e surpreendido por um grunhido, quase animalesco, de seu companheiro de casa e amigo Blaise Zabini.

 

-Perdeu alguma coisa lá atrás Draco? - Indaga com olhos tempestuosos azuis voltados para ele.

 

Sem saber porque o menino está tão nervoso, o jovem desconversa - Não, nada demais, apenas assistindo o drama entre o trio de ouro, parece que a lacuna é agora definitiva - Termina com seu tom de zombaria normal, muitos do alunos que estavam seguindo em direção a aula, param e começam a rir quando confirmam que o que Draco havia dito era verdade, entretanto, olhando para seu amigo de anos agora, Draco nota que suas palavras não amenizaram o desconforto do outro, seja por qualquer motivo, parece que o rapaz moreno  ficou ainda mais tenso enquanto encarava tanto Draco e um Potter repreendendo seus amigos.Dando de ombros, o loiro resolveu ignorar e seguir para a primeira aula do dia. -” Afinal, quando ele estiver pronto irá me  dizer a respeito”

 

Já haviam se passado 15 minutos quando Harry Potter e Neville Longbottom chegaram para a sala de aula, Draco não foi capaz de esconder sua curiosidade quando percebeu que Neville estava tomando o lado mais exposto do rapaz menor e estava servindo de tampão para o resto dos alunos da sua própria casa . Com um sorriso de escárnio - “Provavelmente a discussão não terminou bem para os rapazes” , ainda, disfarçadamente, olhando para o duo da Grifinória, Draco começa a refletir sobre tudo que sabia sobre amizade improvável entre Neville Longbottom e Harry Potter, desde primeiro ano quando foi preterido em função de Weasley, o herdeiro Malfoy guardou rancor a respeito, não pelo fato de não ter cumprido uma ordem indireta de seu pai e assim falhado com os deveres com a sua família, - “ Minha primeira falha sempre”, mas sim, em um âmbito muito mais pessoal, Draco desejava fazer amizade com Harry Potter, não só pela clara posição que o rapaz seria obrigado a assumir quando chegasse em Hogwarts, mas também, pela chance de ter um amigo, ele ousa até dizer verdadeiro, que não iria sempre se abaixar para qualquer das suas demandas porque tem medo das repercussões que suas crenças poderiam causar nas relações com sua família.

 

Durante meses, e anos, Draco Malfoy, pacientemente, esperou o momento onde Harry Potter perceberia seu erro e pedir-lhe desculpas por seu comportamento atroz, no entanto, isso nunca aconteceu e a cada ano, Draco foi obrigado a escutar as muitas aventuras do trio - apesar de não acreditar em metade delas - e sentir-se raivoso e enciumado com fato de não poder estar presente. Esse ano, quando Ron Weasley mostrou suas verdadeiras cores, Draco regozijou-se ao saber que seu pedido tão esperado viria logo, apenas, para chocar-se ao encontrar no café da manhã Harry com Neville em bons termos, e novamente, aquele sentimento tão mesquinho tomou conta do herdeiro Malfoy. -” Porque Harry não conseguia perceber que algumas famílias eram melhores que outras, porém Neville é um herdeiro apropriado ao menos” esse era o único consolo para o loiro, Neville o tímido e covarde grifinória, era pelo menos, um herdeiro puro-sangue digno o suficiente, nos seus livros.

 

No entanto, conforme as semanas passavam e a relação parecia ficar mais profunda entre Neville e Harry Potter, Draco Malfoy começou a ser curioso, porquê anos observando seu rival de escola deram-lhe certas vantagens, porém agora, parecia que Harry Potter estava, enfim, em seu elemento, pela primeira vez parecia que o menino havia aceitado a sua realidade e seu patrimônio mágico, e Draco já não conseguia mais prever suas reações e atitudes, por essa razão o loiro começou a seguir o duo sempre que era possível, foi em uma dessas andanças que Draco encontrou com Neville e Harry saindo da biblioteca, olhando para dentro da antiga sala de livros encontrou uma Hermione Granger em lágrimas, motivo mais do suficiente para despertar sua atenção e curiosidade e então, o loiro começa a caçar para os dois grifinórias inseparáveis, apenas para parar nas suas trilhas com o comportamento livre e despreocupado em Harry Potter e a presença confiante, ousada e provocadora de Neville Longbottom, e por um momento muito curto o loiro pensou que havia entrada em uma realidade alternativa, porém verificando seu arredores o jovem notou que não, ele estava em Hogwarts quarto ano, onde Harry Potter era o 4 campeão não desejável do torneio tribruxo, ele ainda era o príncipe da sonserina, e por um segundo Draco reviu tudo que sabia a respeito dos meninos da grifinória, anteriormente, tinha planos para humilhar o herdeiro Potter, no entanto, com essa pequena revelação que as coisas não eram como ele pensava antes, que  trouxeram mais dúvidas do que respostas, o melhor caminho, o mais astuto e auto-prevenção seria desconsiderar as ideias do Bottons encantados para o verdadeiro campeão de Hogwarts e observar por um tempo.

 

-” E observar foi o que eu fiz…” Draco é, surpreendentemente, abalado de seus pensamentos, por um chocalho em seus ombros, de um nervoso Theodore Nott  - Ei, - Sussurrou o garoto de cabelos loiros cor de mel - Você sabe porque Zabini parece querer tirar sua pele e comer seu fígado em uma bandeja de ouro? - Questiona.

 

Finalmente, Draco olha na direção que o rapaz está indicando e percebe que está sentado a uma cadeira de distância de Zabini e que Theo Nott está sentado entre os dois, olhando fixamente para o rapaz de pele morena, indaga silenciosamente, com as sobrancelhas levemente arqueadas, o que está acontecendo, apenas para ser encarado por alguns segundos para depois ser desconsiderado em função de Neville Longbottom que estava rindo e um Harry Potter com beicinho irritado ao lado da grifinória, quando seu amigo voltou seus olhos azuis escuros e raivosos em direção do Grifinória, Draco quase, praticamente quase, caiu da cadeira ao perceber que Neville Longbottom sequer pestanejou e devolveu o olhar na mesma medida, apenas para ser contido por uma cotovelada de Harry Potter de todas as pessoas

 

- “ Ok! Pare o Knight bus que eu quero descer, em que realidade alternativa eu estou? como é possível que o covarde e tímido leãozinho da Grifinória responda aos famosos encaras de Blaise, sendo que nenhum dos alunos da Sonserina, nem mesmo eu, consigo sobreviver por muito tempo” o sinal toca indicando o final da aula, olhando para trás encontra a mesa de seu amigo vazia, Blaise está longe de ser visto e Neville e Harry Potter também sumiram. “ Acho que é você que eu preciso começar a seguir Blaise, se eu quero saber o quê está realmente acontecendo nesta escola este ano, você parece saber o que está acontecendo” sentindo um peso no seu braço o herdeiro Malfoy olha, apenas para dar de cara com, Pansy Parkinson sorrindo vitoriosamente para ele.

 

-Vamos, vamos Draco, eu tenho de um fonte confiável, que iremos nos divertir muito no almoço de hoje! - Diz animadamente a menina que está arrastando-o para o salão principal.

 

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Draco Malfoy estava procurando, ele estava preocupado, e o culpado para isso não era ninguém menos que, seu melhor amigo Blaise Zabini. Zabini sempre foi uma incógnita para o herdeiro Malfoy desde crianças, enquanto todas as outros jovens buscavam sua companhia para assim estreitar os laços com a sua família, Zabini era aquele que ficava sempre para trás, sempre lendo algo, ou, simplesmente, entediado, enquanto observava de longe, de alguma forma, no princípio, apesar de seus status, Blaise Zabini era um pária entre as outras crianças assistentes, tudo em razão das fofocas que sempre girou em torno de Gabriela Zabini e seus muitos maridos, contudo, apesar dos cochichos e falatórios o menino nunca demonstrou nada além de dignidade e foi esse comportamento que dirigiu o jovem Herdeiro Malfoy a tentar fazer amizade com Blaise Zabini quando pequenos, não que o resultado tenha sido muito promissor na época, lembra com carinho.

 

-” Talvez, eu deva agradecer a Harry Potter para, finalmente, ter encontrado um amigo verdadeiro em Zabini” Zomba de seu próprios pensamentos, engraçado como as coisas funcionam, não? Draco Malfoy desejava a amizade real, e pensou que conseguiria com Harry Potter que em nível de poder era igual a ele, no entanto, encontrou-o na forma de um antigo conhecido, quando debatendo sobre o interesse de Dumbledore, Ron Weasley e Hermione Granger em relação ao herdeiro Potter, foi nessa conversa que Draco percebeu o quão equivocado foi, já que para o ter o conhecimento que moreno sonserina ostentava, era claro que o rapaz conhecia sua história, seu legado e era confortável em sua própria pele e poder, e sim, Zabini pode sofrer com cochichos e falatórios a respeito de sua mãe a sua infância inteira, porém, a família Zabini é respeitado por muitos outras famílias bruxas em todos os aspectos diferentes mágicos, sua riqueza é maior do que o Malfoy - o que lhe dói muito admitir - e seu poder mágico é no controle sempre, então, ele sempre tivera um amigo real e igual bem ao seu lado, mas precisou de todo aquele fiasco com Harry Potter e Ron Weasley para perceber.

 

Draco Malfoy cruza, novamente, um labirinto de entradas e salas vazias, apenas para suspirar - “Onde será que Blaise se meteu? Ele vem agindo estranho a semanas, agora”, se Draco tivesse seguido logo após o final da aula de feitiço, talvez, fosse mais fácil para o loiro ser capaz de encontrá-lo, porém, Pansy com a sua mania irritante de sempre estar por dentro das fofocas queria mostrar para Draco o resultado do confronto entre o trio de ouro, Neville Longbottom e Dumbledore, no entanto, os planos da menina saíram, praticamente, pela culatra quando sequer Harry Potter ou Neville Longbottom apareceram para o almoço no salão principal, alguns minutos se passaram e Blaise Zabini, também,  não entrou no salão para a sua refeição e a mente de Draco começou a ir a mil com as possibilidades, no entanto, apesar de toda aparência de garoto mimado e arrogante, Draco se esforça para ser um bom amigo, razão pela qual estava, verdadeiramente, preocupado com as reações do moreno em sua direção durante todo o dia.

 

Um pouco antes de sair da sala que acabava de verificar e recomeçar a sua busca, Draco nota com os cantos dos olhos o professor Severo Snape seguindo o diretor Karkaroff pelo corredor adjacente, sem pensar duas vezes desvia do caminho e volta para o corredor que tinha acabado de sair em uma tentativa de evitar ser visto pelos dois bruxos das trevas e chamar a sua atenção. Particularmente, Draco Malfoy não tinha nada contra o professor de poções Severo Snape e, até certo ponto, reconhece que o homem apesar de sisudo tentou em muitas maneiras diminuir a questão do preconceito das outras casas em relação a sonserina, suas lições são apreciadas, suas diretrizes de casa desde que se tornou chefe da Sonserina são justas e promovem a unidade entre os alunos, mesmo com diferença de crenças e sangue, -” Não tenho ideia de porque as outras casas pensam que na Sonserina não há nascidos trouxas, a diferença deles para os outros sangue de lama, é que quando se tornam Sonserinas eles se tornam família, e portanto e nossa obrigação instruí-los sobre seu sangue, suas história e seu legado” Talvez, essa seja a principal razão que muitos dos alunos da sonserina aprenderam a respeitar Severo Snape apesar do seu status como espião.

 

Recordar sobre a posição de vida de seu chefe de casa, fez Draco lembrar-se também porquê estava tão arredio este ano em direção ao homem mais velho, simplesmente, porque antes de sair de casa em direção a estação de trem seu pai lhe deu instruções específicas para tomar cuidado este ano, não só com Dumbledore e suas muitas armações, com Karkaroff bem, pois havia traído a sua própria magia para safar-se da prisão, porém o surpreendente foi o aviso sobre Severo também - “ Draco, um espião é sempre um espião, por isso nunca devemos confiar-os segredos particulares ou da família, pois nunca sabemos ao certo que lado eles tomarão no final, muitos dizem que a epítome de um Sonserino é um bom espião, contudo enquanto nós sonserinos temos nossas próprias crenças e diretrizes para seguir, um espião só tem uma lei universal, sobrevivência. Tome o devido cuidado, você já não é mais um menino de escola e precisa começar a ser instruído para ocupar seu lugar no futuro”  de toda forma o aviso que recebeu de seu pai foi o suficiente para não abrir completamente a guarda em qualquer situação.

 

Suspirando para si mesmo, quando entra em mais um corredor, Draco bufou ao lembrar da sua mãe linda revirando os olhos enquanto assistia seu pai avisá-lo dos perigos para o ano, além é claro de dar a recomendação de sempre, honre o nome de família, seja um bom aluno e lembre-se o quê o Malfoy representam - “ Fale de pressão aqui, às vezes é difícil encaixar em tantas expectativas como filho e herdeiro de Lúcio Malfoy” as pessoas seriam amedrontadas se descobrissem a família Malfoy não é o bicho de sete cabeças que os bruxos de luz tentam pintar para o público geral, afinal, essa impressão verdadeiramente, só começou depois que a rixa entre a família Weasley e a família Malfoy estourou, tentando salvar a face pelo menos diante do público geral, o patriarca da família Weasley começou a espalhar rumores sobre os Malfoy, para que assim as suas transgressões não fossem vistas de forma muito pesada, apesar de ter surtido efeito para o público bruxo, na câmara do lorde, na corte e tribunal  a família perdeu seus status como família nobre, seu títulos, parte de sua riqueza e foram rotulados como traidores de sangue, somente depois de entregar o que antes foi roubado de sua família, duas vidas inocentes, a família Weasley recuperaria a sua honra.

 

Não que os Malfoy não souberam aproveitar toda a propaganda negativa ao seu favor, afinal como seu pai mesmo já lhe repetiu muitas vezes, não existem notícias ou fatos negativos, existem notícias e fatos mal manipulados e aproveitados, toda a questão de bruxos das trevas, serviu para criar uma proteção extra para os segredos da família, e indevidamente, aumentar o status da família Malfoy entre outras famílias bruxas tradicionalistas. É engraçado, como o público bruxo apenas supõe as coisas já que todos esperam que seja de determinado modo. -” Os outros dois avisos também estavam dentro do esperado” reflete o herdeiro Malfoy enquanto descia um lance de escadas, afinal, tomar cuidado com Alvo Dumbledore, suas postura avô-look e suas muitas manipulações e jogos de poder é um conselho que Draco escuta desde de criança, ainda quando pequeno e estudava religiosamente a história de sua família, de seu povo, seu legado e as leis principais que poderiam influenciar seus próprios direitos como herdeiro. -” Uma das razões extras que meu pai queria que eu fizesse amizade com Potter era para evitar que seus assentos caíssem em desuso ou fosse indevidamente apropriado por Alvo Dumbledore, no fim parece que o menino maravilha está se rebelando”

 

Igor Karkaroff é um fator que Draco Malfoy prefere não pensar muito, pois o homem não passa de um traidor na sua opinião - “ Ambos são, Dumbledore e Karkaroff são traidores de sua magia, Karkaroff ao entregar todos os seus companheiros para conseguir ser livre, Dumbledore ao se aliar com trouxas e sangue de lama, derespeitando nossa história e nossas próprias leis” os nascidos trouxas pensam que as famílias tradicionais, ou puristas de sangue como eles chamam, na verdade vê a todos da mesma maneira, mas isso é mentira, afinal não há magia que seja a mesma, completamente igual, em dois bruxos, a mesma coisa acontece quando aplicado aos nascidos trouxas, porém aqueles que vêm para o mundo mágico ignorante e que em vez de abraçar seu legado, sua magia e se sentir um com a mesma, prefere continuar com seus valores e ainda por cima impregná-los dentro de um cultura já estruturada a centenas de anos, a esses nascidos trouxas foram dados o nome de sangue de lama, sangue sujo, porquê o sangue trouxa era muito mais grosso do que o sangue assistente, o termo só começou a ser usado de forma depreciativa depois que as aulas de cultura bruxa, costumes puro-sangue e história foram cortados do programa de Hogwarts, Adivinhem por quem? Alvo-muitos-nomes-Dumbledore.

 

Apesar que Draco Malfoy precisa reconhecer que nem tudo são flores e rosas dentro da cultura assistente, afinal, ele é filho de Lúcio Malfoy, porém tem sangue Black correndo em suas veias, e segundo a sua mãe Narcissa a sua família era puristas de sangue ao extremo, porque para eles nada mais sangue assistente era válido, propositalmente esquecendo-se de seus ancestrais que procriaram com criaturas mágicas ao longo da história -” Eu tenho uma teoria que foi essa busca por sangue puro que trouxe a loucura para grande parte dos filhos da casa Black” bufa o jovem loiro, só para parar aos seus pés e olhar para direita onde via claramente a silhueta de Potter passando pelo 5 corredor em direção a direção contrária de sua sala comunal. Por um momento ele pensa em desconsiderar por completo e continuar com a sua busca por seu amigo, no entanto, algo chama atenção do herdeiro Malfoy, um intuição momentânea, que até agora, não havia se dado conta, afinal Blaise Zabini mudou muito nessas últimas semanas, mas isso não foi um caso isolado, Harry Potter e Neville Longbottom também, três pessoas que não apareceram para o almoço no grande salão, três indivíduos que estavam se comportando fora do estereótipo pintado para cada um, e por isso que Draco jogou sobre si mesmo o conjunto de feitiços de ocultação mais poderosos que sabia e seguiu atrás de Potter -” De um jeito ou de outro eu irei descobrir o que diabos está acontecendo com todos” mal sabe, o loiro arrogante que essa escolha selaria seu destino e levaria o nome Malfoy para os livros de história como nunca imaginados antes.

 

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Faziam alguns minutos que Draco estava seguindo Harry-Porra-Potter, de todas as pessoas, e a cabeça de cicatriz parecia estar fazendo um ganso selvagem tentando distrair algum perseguidor imaginário - “ Apesar que da forma como ele é pessoa não grata nesse momento, talvez, as suas preocupações não são completamente erradas” analisa para si mesmo, quando estava prestes a dar as costas para o garoto da grifinória e voltar a perseguir seu amigo escorregadio, é surpreendido pelo som alto de um corpo sendo batido na parede.

 

Pensando que algum aluno, de uma das 4 casas de Hogwarts, conseguiu chegar até o garoto de ouro, menino que sobreviveu, antes que o rapaz pudesse correr e se esconder em qualquer buraco que havia fugido durante essas últimas semanas. Draco Malfoy virou-se de volta na direção contrária, apenas para parar escancarado em seus dois pés, ali na frente dele era Blaise Zabini, seu amigo que estava buscando segundos antes, e na parede, era Harry Potter, completamente contido e sendo pressionado com muita força por seu amigo moreno. Querendo entender do que se tratava esse comportamento estranho, Draco verifica seus muitos encantos de ocultação e corre para um Alcova para se esconder e quem sabe escutar o que ambos estão falando, já que parece que estão discutindo entre si. -” Desde quando Blaise fala com o cabeça de cicatriz com essa familiaridade? Pelo que eu saiba, Zabini nunca se interessou com nada que dissesse respeito a Harry Potter, menino que sobreviveu, ou garoto de ouro da grifinória, então porque estão tão pertos?”

 

-O quê você pensa que está fazendo Potter?

 

-”Ops! Blaise está, verdadeiramente, irritado, ele chegou até a grunhir, será que parece uma animal?” - Reflete Draco com a cena que vê a sua frente.

 

-Eu estava tentando encontrar um lugar para escapar do burburinho irritante no grande salão… - Responde Harry de maneira indiferente, - Será que dá para você me soltar agora, Zabini, está machucando meus braços? - Indaga o rapaz.

 

-Se você não queria ter que lidar com burburinhos, como você mesmo colocou, coração, não acha que deveria ter evitado que essa cena acontecesse, achei que você e Neville estavam indo para ficar em perfil baixo - Retruca o sonserina

 

Harry Potter, claramente, suspira - Olha, Zabini eu sei o que combinamos, mas nem sempre poderemos seguir todas as diretrizes que imaginamos, eles eram planos de segurança, mas não definitivos, algumas coisas precisaram ser revistas hoje, agora, será que dá para você me soltar e parar de ficar me pressionando como se fosse um velho pervertido? - Explode o garoto no último momento.

 

-Que outras partes precisavam ser revistas? - Indaga Zabini desconsiderando por completo o temperamento do rapaz menor.

 

-NÃO É DA SUA CONTA, AGORA, ME SOLTE JÁ! - Explode Potter

 

-Não, não, vamos ter essa discussão de novo querida, tudo que envolve você me interessa, afinal você será a minha linda esposinha no final das contas, não é mesmo? - Debocha o rapaz maior.

 

E nesse momento, Draco Malfoy já estava arrependido de ter seguido o duo e estar assistindo essa conversa, a sua cabeça estava em um milhão de pensamentos confusos e diferentes que era difícil para ele conseguir se concentrar e continuar escutando a conversa - “ Esposa, esposa, esposa, ele disse esposa, gay Harry Potter é gay, esposa, esposa, esposa” e tudo que ficava tocando em sua cabeça como um sino.

 

-Por favor, Blaise

 

-” Oh! Merlin, Harry Potter porra está mendigando, e que voz sensual é essa?” Draco estava escancarado olhando a cena a sua frente.

 

-Sim querida, - E o moreno pressionou mais seu corpo em direção ao menino menor, e começou muito devagar a lamber a base do pescoço de Harry, apenas para sorrir, presunçosamente, quando escuta o vacilo e um gemido do menino em seus braços - Se você irá usar o contrato de ligação para me afetar eu irei retribuir o favor, meu bem! - E o tom sério e olhos brilhando com promessas é o suficiente para fazer tanto Harry Potter, como também, o observador desavisado a suspirar de surpresa.

 

Com o rosto corado Harry tenta se libertar - Você sabe que segundo o contrato de noivado esse tipo de comportamento não é aceitável, Zabini!

 

-”Noivado, eles tem um contrato de noivado? Como Zabini pode ter feito isso comigo, eu sou seu melhor amigo, porque ele não me contou que estava em um contrato com Porra cabeça de cicatriz!” qualquer explosão do loiro é contida pelas próximas palavras de seu companheiro de casa.

 

-Não? Tem certeza? - Pergunta de forma inocente, inocente demais para convencer Harry da sua sinceridade. - Você sabe que nosso contrato não é normal, você sabe que se fosse por suas trapalhadas ele nunca seria ativado, você é culpa de tudo querida, então….

 

-ENTÃO CALE A BOCA - Berrou um Harry Potter realmente irritado agora, que renova as suas lutas para escapar tanto dos braços de Blaise e da parede - EU TÔ FARTO DE OUVIR VOCÊ SEMPRE DIZER QUE ESSE CONTRATO É MINHA CULPA, OLHA ZABINI, EU NUNCA QUIS QUE ELE FOSSE ATIVADO, EU NEM SABIA QUE QUALQUER CONTRATO EXISTIA ENTRE A SUA FAMÍLIA E MINHA, NA VERDADE QUALQUER FAMÍLIA PARA CONTAR… - Diz um pouco amargamente, e com um suspiro para conter seu temperamento ativo completa - Então, será que dá para parar de jogar isso na minha cara, eu já sei a sua posição a respeito ao contrato, já entendi que esse casamento vinculativo não terá nenhum significado para você do que honrar a sua família, então chega, ok? Porque a única que está perdendo mais nesse processo sou eu e não você.

 

-”Eles tem um contrato vinculativo, mas isso não foi usado em séculos, nunca imaginei que os Potters tivessem coragem de fazer um contrato desse tipo, nossa!” contudo a atenção de Draco é jogado de novo para a sua frente quando percebe que os olhos de seu melhor amigo estão quase um azul escuro, como nuvens antes de um temporal -” Eu  sinto por Potter agora!” e novamente, Zabini empurra o menino na parede, antes de fechar cada vez mais a lacuna entre eles.

 

-Acho que minha esposinha precisa de um lição corretiva para o seu mau comportamento, afinal tenho que aproveitar que seu cão de guarda não está presente, não é mesmo querida? - E Zabini baixa a cabeça em direção a um assustado Harry Potter

 

Draco nunca saberá o que fez com que saísse da sua alcova protegia, porém, antes que pudesse ser completamente consciente das suas ações, estava parado do lado olhando para o duo, ainda preso na parede. - Bem, bem, o que temos aqui? - Com a voz mais arrogante que conseguiu pronunciar - Eu achei que você tivesse melhor gosto Zabini, Potter? - Praticamente cuspiu o nome. - Realmente, você está jogando com Potter agora? -” Oh! Merlin, porque Harry Potter está me olhando com olhos aliviados” - Eu se fosse você não daria muito crédito ao que ele diz Harry Potter, pois Zabini nunca baixaria tão baixo a se envolver com alguém como você!

 

-E eu se fosse você fecharia a matraca, agora, e sairia daqui Draco, você está sendo rudemente obtuso se você não percebeu que está interrompendo uma conversa entre eu e Harry aqui! - Zabini fala com uma voz suavemente fria

 

No entanto a postura firme de Zabini, as mãos como aço em volta da cintura de Harry Potter, o olhar desconfortável no menino da Grifinória, e a forma como indiretamente o menino tentava se livrar de Blaise, apenas para ser contido, novamente, e arrastado para o corpo grande do moreno eram um sinal gritante que algo estava acontecendo.

 

-Acho melhor eu ir, agora, acho que você tem muito para falar com seu companheiro de casa, não é Zabini? - E Harry tenta escapar de novo, apenas para ser arrastado para frente do corpo grande de Zabini e puxado em direção ao seu próprio peito, o moreno da sonserina abraçou o menino menor por trás e apoiou sua cabeça nos seus ombros, em todo o tempo olhando fixamente para Draco e sorrindo um sorriso de merda.

 

-Você gostaria disso, não é querida, poder escapar sem resolvermos nossos pequenos problemas, não, não…. porquê não aproveitamos a presença de Draco, já que ele está tão interessado em saber mais ao nosso respeito e falamos a respeito, hein? - A promessa é clara na voz do garoto mais velho da sonserina.

 

-Olha Zabini, eu não sei o que aconteceu com você, mas precisa se controlar, esse não é você! - Diz um Harry Potter, claramente, desesperado.

 

A risada fria que tomou conta do corredor abandonado surpreendeu tanto Harry como Draco Malfoy também. - Você não faz ideia de quem eu seja querida, mas irei lhe mostrar, você é minha, você entendeu? Minha, e de mais ninguém - E antes que Draco, ou Harry, pudesse entender o que estava acontecendo, Blaise puxou o cabelo de Harry para trás e começou a beijá-lo, porém o beijo não era inocente, nem mesmo casto, era punitivo, com dentes o moreno da sonserina mordeu os lábios inferiores do rapaz menor e invadiu sua boca com sua língua atrevida.

 

Tudo que fez com que Draco despertasse do seu choque, não foi o gemido que esperava escutar, e sim, o soluço de um choro, com reflexos rápidos enviou um choque para Zabini e socou-lhe o rosto afastando o rapaz moreno da Sonserina de um Harry com lágrimas nos olhos, puxando o rapaz menor da grifinória atrás de si, encara os olhos guardados seu melhor amigo, apenas para gritar quando sente formas femininas macias pressionarem nas suas costas, formas muito femininas que não estavam ali minutos antes e Draco Malfoy fez a única coisa que era esperado, ele gritou - EEEEP! - de forma viril é claro, mas quando virou Draco Malfoy teve o segundo choque da sua vida, atrás de si não era o menino da Grifinória, que foi seu inimigo por grande parte dos últimos três anos, mas sim, uma menina com os mesmos olhos característicos que estava chorando enquanto encarava para Zabini sem realmente vê-lo

 

Se esforçando para segurar o choro a menina, olha diretamente em direção de Blaise e afirma - Eu sei que o contrato de casamento e vinculativo, eu sei que as razões que levaram a minha família a fazer o contrato com a sua, mas não pense em nenhum momento, Blaise Enzo Zabini que estou indefesa, ou submissa, diante de você, eu não sou sua propriedade, tão pouco sou seu brinquedo, eu fui aos extremos para ter minha liberdade de volta, não pense que não faria o mesmo contra você! Eu nunca mais serei preso! Nunca! - A menina explode e foge correndo por entre os corredores.

 

Olhando para seu melhor amigo, Draco percebe o olhar envergonhado e a compreensão naqueles olhos azuis. - Merda! o que foi que eu fiz? Perdi, completamente, controle. - Apesar da vergonha, a raiva e submersa na sua voz.

 

-Acho que você tem algumas coisas para me explicar não acha Zabini? - Indaga Draco depois de recuperar sua compostura - Afinal, como seu melhor amigo é minha obrigação dar o parabéns para o seu casamento iminente com a versão feminina de um Harry Potter, não é mesmo? - E a zombaria está escorrendo pela voz do loiro, no entanto Zabini também foi capaz de perceber a traição e dor, em ter descoberto sobre seu arranjo dessa maneira.

 

-Sim, vamos conversar, mas não aqui e agora - E antes que o Herdeiro Malfoy pudesse protestar - O sino já tocará daqui a pouco para as aulas da tarde, desconfio que Potter não irá aparecer, não posso me dar ao luxo de chamar atenção demais para mim também. - Vendo o olhar estrondoso no rosto de características aristocráticas do Malfoy  completa - Olha Draco, eu confio em você por isso não irei lhe pedir um juramento de assistente, eu sei que pisei na bola em relação a nossa amizade, mas você melhor do que ninguém sabe como é importante se esconder para se proteger e assim, a nossa família, as coisas não são o que parece, nem mesmo Potter é...

 

-Eu percebi, melhor, eu senti! - Diz com desgosto em sua voz

 

E pela primeira vez Blaise sorri - Não, Draco as coisas são muito mais complicadas do que isso, Harry foi negado seu patrimônio, sua magia e por culpa desse condenado torneio ele corre risco de vida, as coisas serão colocadas as claras, mas no seu devido tempo, eu irei te explicar tudo da minha parte, nessa confusão, apenas seja um pouco paciente ok? Até o final da aula de hoje, tudo bem?  - O menino está pedindo e Draco pode reconhecer seu melhor amigo de novo naqueles olhos azuis claro, e com suspiro concorda com a cabeça apenas para cair na risada quando Blaise fala - Você me acertou em cheio com esse soco hein?

 

Continua ;


Notas Finais


Vocês notaram que neste capítulo, apesar de ser o ponto de vista de Draco, eu segui o dia, isso porque na cronologia da minha história, estamos um dia antes da primeira tarefa do torneio, aonde Harry irá revelar para o mundo mágico que é uma menina, a história irá começar a progredir agora...
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—Acho que é tudo...
(-3-) Até + LN ♥


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