História O Presente de Natal - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Camus de Aquário, Personagens Originais
Tags Amigo Secreto, Camus, Fic De Presente, Natal, Saint Seiya
Exibições 69
Palavras 1.570
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello, pípol!
Essa fic é um pequeno mimo para a minha amiga secreta. Impossível não saber quem é logo pela capa...acho que seria até crueldade fazer um fic sem Camus para presentear a @LuanaRaccos . Espero que gostem
Essa fic foi betada pela Hécate, que chorou de rir.

Capítulo 1 - O Presente de Natal


Fanfic / Fanfiction O Presente de Natal - Capítulo 1 - O Presente de Natal

Ah, Natal!

Época do ano em que os corações estão mais abertos, propensos a fraternidade e amor ao próximo. Época em que o espírito natalino incentiva a comunhão das pessoas e a união familiar.

Era vinte e quatro de dezembro e Camus havia recebido permissão para passar o Natal em Paris. Na verdade, ele estava na capital francesa praticamente todo mês, mas para isso precisava da liberação da deusa que servia.

O aquariano adorava andar por aí como um civil. Adorava sentir o clima ameno de sua terra natal, degustar um bom vinho, passear. Mas uma coisa que lhe tirava do sério era enfrentar as intermináveis filas do comércio, ainda mais naquela época do ano.

As pessoas pareciam se amontoar nas lojas, trocando calor humano nas intermináveis filas consumistas.

Entrou numa grande loja de departamento e pegou um carrinho de compras. Retirou do bolso a lista de compras e caminhou por entre aquelas intermináveis prateleiras. Bufou ao escutar as crianças correndo, as mulheres matracando com as vozes estridentes e a correria dos atendentes da loja.

Deu graças que após uma hora na fila, conseguiu sair com suas compras e se dirigir ao seu carro. No percurso, achou algo estranho e assim que parou num sinal vermelho, pegou a nota fiscal e arregalou os olhos. Deu meia volta com o carro, entrando na rua mais próxima e voltou a loja.

Com passos firmes, ele foi ao balcão de informações e mostrou o cupom fiscal em suas mãos. Uma menina que provavelmente era alguma estagiária, pois não sabia encaminhá-lo para um setor que poderia resolver seu problema.

O aquariano já estava vermelho.

Depois de perguntar a um, dois, três atendentes, ele foi direcionado a administração. Numa das baias de atendimento, ele se deparou com uma figura conhecida.

-Senhorita Raccos? - Camus a olhou quase erguendo as mãos aos céus por encontrar sua vizinha ali. Precisamente ela atenderia rápido seu pedido e estaria livre para curtir sua comemoração.

-Senhor Camus? Seja bem vindo à nossa loja. Fico feliz que esteja em Paris. Em que posso ajudá-lo?

Luana Raccos, uma moça baixinha, corpo esguio, cabelos castanhos cacheados e olhos expressivos da mesma cor era sua vizinha. Moravam no mesmo corredor de um prédio simples, porém muito aconchegante num bairro bem localizado de Paris.

Camus habitava pouco seu apartamento e isso instigava a curiosidade de muitos vizinhos e uma que liderava essa lista era Luana.

-Bem, fiz uma compra aqui há cerca de quarenta minutos e notei que um dos presentes que comprei foi registrado duas vezes.

-O senhor está com o cupom da compra?

-Aqui está. - ele retirou o cupim do bolso e entregou.

Analisando o pequeno papel a morena ajeitou os óculos e devolveu ao dourado.

-Qual item o senhor discorda? - cruzou as mãos e ergueu as sobrancelhas, se inflando por estar no controle da situação. Nunca havia trocado mais que um bom dia com ele e agora tinha a oportunidade de saber mais sobre o vizinho bonitão e quase sempre ausente.

-Esse aqui - ele apontou- o item três. Não compraria duas máquinas de fritar sem óleo.

-Estamos no Natal, é um ótimo presente, senhor. - disse tentando ser simpática.

-Disso eu não sei, só sei que não comprei duas dessas. Gostaria que estornasse  a compra para eu poder ir embora. - disse um tanto nervoso.

-Senhor, onde estão as sacolas com o produto?

-No carro.

-Eu só posso realizar qualquer procedimento com o produto aqui. - ele bufou.

-Está duvidando de mim, Luana? - disse numa voz galante em meio ao seu melhor sorriso.

-Por que me chamou de Luana?

-Ora, esse é seu nome, non?

-Não é porque é meu vizinho que eu vou facilitar as coisas. Sigo normas da empresa e dependo muito desse emprego. Por favor pegue as sacolas e retorne aqui.

Camus passava as mãos pelos cabelos. Aquilo estava sendo um pesadelo e nem seu sorriso sedutor surtiu efeito naquela moça que parecia ter o coração mais gelado que o seu.

-A senhorita aguarde um momento, por favor? - ele pediu erguendo o indicador.

A moça meneou a cabeça e ao ver o belo aquariano sair, abaixou a cabeça e caiu em risos. Adorou vê-lo completamente desconcertado e achou uma gracinha quando ele arregalou os olhos para ter de voltar ao carro. Cerca de um minuto depois, o rapaz retornou com três sacolas enormes.

-Aqui está. - Camus desenrolou o cachecol. Mesmo com o frio do inverno francês, o cavaleiro sentia calor.

A atendente abriu a sacola e retirou cada produto e empilhou sobre sua mesa de atendimento. analisou cada um lentamente e com a maquininha de código de barra, passou pelo sistema o registro de saída, conferindo cada item.

Camus já pendia a cabeça para trás na cadeira tamanha a demora. Queria apenas chegar a sua casa, tomar um banho e preparar seu jantar de Natal, mas pelo visto a moça não facilitaria sua vida. Estaria ela punindo-o por algo?

-Luana, tem algo contra mim? - ele se aproximou e a encarou.

-Que, como assim? Mal o conheço, senhor Camus.

-Se não lhe dei bom dia, me perdoe, se meu cão fez algum barulho ou algo para seu gato estranho, me perdoe, por qualquer tipo de coisa que tenha contra mim...mas por favor, tem como acelerar isso. Ainda preciso passar no supermercado! ...Tudo que mais quero é ter essa noite de Natal em paz. - ele  suplicava com as mãos unidas.

-Senhor Camus, eu também quero ter uma “noite feliz” - sinalizou as aspas- e nem por isso estou resmungando. Só saio do trabalho às vinte horas.

-E acho que está me castigando por isso?

-Assim me ofende! -ela levantou-se e colocou a mão na cintura, fazendo o cavaleiro se encolher na cadeira. -E meu gato não é estranho! Ele é um bichinho resgatado.

-P-pardon, non foi minha intenção te ofender e muito menos ao seu gato fei..- digo, - pigarreou- seu gato adotado. Non estou acostumado com compras, festas, transito e eu só quero ir embora.

Ela o fuzilou com o olhar e depois de clicar em algumas teclas rispidamente, entregou a nota a ele e as sacolas.

-Pronto, Camus. Seu valor já foi estornado. Espero que tenha uma boa noite de Natal. - e voltou a se sentar.

-Muito obrigado, s-senhorita Raccos, digo Luana. Você foi um verdadeiro anjo e salvou meu dia...Mais tarde passarei em seu apartamento para lhe desejar boas festas e lhe entregar um regalo. Muito Obrigado!.

A jovem voltou a olhar para a tela de seu computador e fechou o facebook. Sorriu pela arte que havia feito e ao notar que já eram quase dezoito horas, pegou sua bolsa e seu cartão de ponto para ir embora.

*******

-Picles! - a voz do aquariano atraiu um pequeno buldog francês de pelagem branca e manchinhas pretas. - Olha o que eu trouxe? - após deixar as sacolas no chão e fechar a porta do apartamento com o pé, ele retirou de uma sacolinha de pet shop alguns brinquedos e um saquinho de petisco.

O cachorro fez festinha e rodeou o cavaleiro que queria apenas relaxar.

Após preparar um assado, Camus abriu uma garrafa de vinho e colocou um jazz para escutar. Despiu-se e tomou um banho demorado, descarregando a tensão daquele dia na água que caía por seu corpo. Ele preferia enfrentar novamente os espectros  do que encarar compras em véspera de Natal novamente.

Saiu do banho e se enrolou numa toalha, pegou a taça de vinho e foi até o aparelho de som trocar o CD.

Sua campainha tocou.

Movido pela curiosidade, foi até a porta e antes de abrir olhou pelo olho mágico. Picles também ficou atento. Viu que não havia ninguém ali, mas achou estranho, então foi verificar.

Abriu a porta e colocou a cabeça para fora. Seus cabelos ainda pingavam e algumas gotículas caiam pelo chão, outras escorriam por seu belo corpo.

Camus percebeu uma caixinha a frente de sua porta e saiu para pegar rapidamente, mas seu caõzinho bateu a porta, deixando-o preso do lado de fora.

-Picles….abra essa porta - ele girava a maçaneta em vão. Se alguém o visse só de toalha com uma taça de vinho na mão, provavelmente duvidaria de sua sanidade e sua seriedade. - Mon Dieu….- ele espalmou a mão na testa. - Vou te mandar pra fábrica de sabão.

Nervoso, ele pensou em arrombar a porta, mas não podia. Os cavaleiros eram proibidos de acenderem seus cosmos quando estavam a paisana. Chamar um chaveiro estava inviável e naquela noite o zelador estava de folga.

Um estalo veio a sua mente e sua face ficou instantaneamente vermelha. Teria que recorrer a sua vizinha. Camus bateu a testa em sua porta, imaginando que aquilo seria uma praga de alguém

Se arrastando, com uma imensa vontade de se enfiar num buraco, o cavaleiro bateu na porta da morena.

Os olhos expressivos de Luana se iluminaram ao ver a toalha baixa, o abdome definido, o torso nu do aquariano. A face corada dele foi contornada por um sorriso sem graça, que o deixou ainda mais atraente. Ela o devorou com os olhos de baixo a cima, analisando-o minuciosamente, enquanto mordia o lábio.  

-Uau…isso que chamo de Presente de Natal...Essa sim será uma “noite feliz”!

E ela o puxou para dentro de seu apartamento. O que pode ser garantido é que esse foi o melhor natal que os dois já passaram…hehehehe.

 

FIM


Notas Finais


Espero que tenham gostado do fic presente e inusitado. Adoro fazer comédias. Bjs


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