História O Presidente - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


• Depois de anos sem escrever nada eu tive uma inspiração ao assistir Scandal, imaginando como seria aquela história com dois homens.
• Lembrando que e inspirada, não existe uma Olivia Pope aqui nem um Fitz. Apenas me inspirei nos dramas entre os dois e cenários, mas os personagens foram criados por mim.
• Espero que gostem e que comentem, afinal é muito importante pra mim e dependendo de como serei recebida escrevo com mais vontade :)

Capítulo 1 - Ele


Eu nunca havia entrado na Casa Branca antes. O que eu não sabia era que no auge dos meus 19 anos minha família seria convidada à casa do presidente.

            O esquema de segurança era muito grande, afinal estávamos falando do homem mais poderoso do mundo.

            Quando o convite chegou meu pai não pôde acreditar. E lá estávamos nós, dentro do carro, nervosos, ansiosos. Minha mãe e minha irmão não sabiam se riam ou choravam de emoção. Não era pra tanto, mas... Todos sabíamos o real motivo daquele convite: negócios.

            Assim que chegamos passamos por detectores de metal. Minha irmã Lilith parecia maravilhada com tudo. E eu não podia negar, agora que estava quase o conhecendo, de que eu estava um pouco nervoso.

            A história dele era singular; o mais jovem a ser eleito, o primeiro presidente à não ter esposa (o que gerava inúmeras especulações sobre sua vida pessoal) e o mais intrigante. Mesmo que ele gostasse de ser discreto, os boatos de amantes e festas eram vários.

            Entramos em uma sala com sofás e poltronas confortáveis, alguns quadros nas paredes, carpete vermelho. Eu observava cada detalhe e imaginava quantos presidentes já haviam estado ali.

            Assim que nos acomodamos nos assentos os guardas anunciaram a entrada do Presidente, e tivemos de levantar novamente. E quando ele entrou, pude sentir o clima na sala mudando de tenso para calmo. Todos nós ficamos de pé. A expressão simpática em seu rosto nos deixou à vontade à primeira vista.

            Thomas Klint. Eu sabia que ele havia sido o mais jovem a ser eleito, eu mesmo já havia visto várias fotos, mas não esperava que ao vê-lo pessoalmente ficaria tão surpreso. Assim que ele entrou todos ficamos embasbacados olhando-o, esperando-o dar o próximo passo.

            —É um prazer tê-los aqui. –ele sorriu

            Sua voz era potente, alta, clara, como a voz de um presidente deveria ser. Ele cumprimentou minha mãe, depois meu pai, minha irmã e finalmente eu. Seus olhos se demoraram em mim, e um sorriso torto brotou em seu rosto. Senti minhas bochechas esquentarem imediatamente. Eu não sabia o que fazer, o que falar. Era uma situação estranha.

            —Espero que não tenham esperado muito. Michael! –ele apertou a mão de meu pai sorrindo largamente

            —Não esperamos nada senhor presidente. É uma honra estarmos aqui.

            —Então essa é a sua família! Elizabeth, é um prazer conhecê-la, minha mãe sempre me falou muito bem de você. –Ele beijou a mão dela

            Eu achei aquilo tudo meio esquisito, afinal quem beijava a mão de mulheres em pleno século XXI? E eu não lembrava de nenhuma menção à mãe do presidente em minha casa, mas como meu pai nunca falava sobre seu trabalho conosco eu pressupus que ele era de alguma forma amigo da família Klint.

            —O prazer é todo meu, senhor –minha mãe falou fazendo eu e Lilith rirmos

            —E esta jovem é... –ele franziu o cenho tentando se lembrar- Se me recordo bem, Lilith?

            —Isso mesmo. –ela sorriu, até se lembrar de completar: S-senhor. –ri internamente do embaraço dela

            Quando ele se colocou em minha frente eu pude perceber o quão mais alto que eu ele era e o quanto eu estava nervoso. Eu de repente só pensava em acabar logo com aquilo.

            Vestia um terno simples, mas o broche do país na gravata era incrustado de cristais, reluziam de longe. Reparei mais em seus cabelos negros, nos olhos azuis... Ele possuía uma expressão marcante pelas sobrancelhas grossas, como uma moldura em seus olhos.

            —E você deve ser o Damien. –ele estendeu a mão e eu apertei rapidamente- É um prazer te conhecer. Você faz faculdade de história não? –ele arqueou as sobrancelhas

            —Ahan –pigarreei- Quer dizer terminei ano passado, senhor. –ele riu

            —Eu sempre quis fazer história. Mas aqui estamos nós. –ele piscou e todos na sala riram riram- Sentem-se por favor. Aceitam algo para beber?

            —Um suco? –minha irmã respondeu e eu olhei apavorado pra ela, assim como minha mãe e meu pai- Desculpa, é que eu estou com sede. –ela ficou vermelha

            —Por favor Hugo, um suco para a senhorita Lilith. –o presidente sorriu- Eu chamei vocês aqui porque um jantar vai acontecer na Casa Branca amanhã, gostaria de convidá-los. Vários investidores do exterior e personalidades importantes comparecerão, é uma ótima data para fazer negócios Michael. –ele sorriu

            —Nos sentimos honrados, senhor. –meu pai respondeu

            —Mas o objetivo também é arrecadar dinheiro para caridade. –o presidente complementou

            Eu apenas observava Thomas. Ele parecia uma pessoa simples, mas elegante. Tinha um sorriso torto que encantava à todos e qualquer coisa que ele falava era ouvida com atenção, e se fosse uma piada, todos ríamos, mesmo que não fosse engraçada.

            Eu permaneci calado o resto do encontro. Não sabia o que falar, não tinha assunto. Apenas olhava o aposento, escutava a conversa. Tudo transcorreu com risadas e muita simpatia por parte do presidente.

            —Eu preciso de um assistente pessoal, eu estava pensando que Damien poderia se candidatar.

            Eu olhei pra ele rapidamente com a menção do meu nome e arregalei os olhos. Eu? Tossi nervoso. Ele mantinha as sobrancelhas arqueadas, um sorriso no rosto e os olhos fixos em mim.

            —Damien? –minha mãe me chamou, devido ao meu silêncio (e provavelmente pela minha expressão de descrença)

            —Hã... –tossi mais um pouco- E-eu, não sei.

            —O que ele quis dizer é que... –meu pai começou, aflito com minha resposta

            —Não se preocupem, eu tenho certeza que é uma proposta muito recente e que vem junto com várias responsabilidades. Não tenha pressa em me responder Damien.

            —Tudo bem, valeu. –minha irmã tossiu- Quer dizer, obrigado. –acrescentei rapidamente. Ele riu baixinho

            Naquele momento eu decidi que só abriria a boca pra dizer obrigado. Pelo amor de Deus, eu não podia falar “valeu” para o presidente dos Estados Unidos. Meu cérebro trabalhava a mil e eu tentava me concentrar em ser o mais educado possível.

            Eles continuaram conversando por vários minutos enquanto eu viajava mentalmente, pensando em Mike, nas provas da faculdade, tentando esquecer da vergonha que eu acabara de passar. Coisas mínimas me afetavam profundamente.

            Estava perdido em devaneios quando a conversa me incluiu.

            —O jantar é de celebração de 2 anos da minha estada na presidência do país.–ele riu acompanhado por meu pai

            Eu suspirei. Óbvio que a festa tinha outra função que não a de diversão e caridade. Eu podia adivinhar que meu pai estava dando pulos internamente. Enfim ele poderia fazer “amizades” que lhe trouxessem lucro. Meu pai era dono de uma firma de advocacia, ou seja, quanto mais clientes, ricos de preferência, melhor.

            —É uma honra muito grande para nós senhor.

            Eu já havia perdido a conta de quantas vezes a palavra ‘honra’ havia sido proferida naquela sala.          

            —Ocorrerá amanhã. Às dezenove horas. Não se preocupem que um carro irá busca-los.

            Gritei internamente. Eu teria menos de 24 horas para me preparar psicologicamente para ir à uma festa enorme, com pessoas que eu não conhecia. Eu realmente odiava festas. Senti os olhos do presidente sobre mim e rapidamente foquei meu olhar no carpete da sala.  

            —Todos vocês estão convidados. Espero vê-los amanhã. Me desculpem convidá-los em cima da hora, alguns convites foram enviados e o de vocês não foi.

            —Não tem problema senhor, iremos com muito prazer. Obrigada pelo convite. –minha mãe sorriu

            Thomas levantou-se e apertou a mão de todos nós antes de ir embora. Ele me olhava de forma estranha, de um jeito muito profundo e curioso. Eu olhava para o paletó dele, pra qualquer lugar menos para os olhos. Eu não conseguia encarar uma pessoa nos olhos por muito tempo.

            —Os seguranças os acompanharão até a saída. Até amanhã –ele sorriu e se retirou

            Suspirei de alívio por aquele encontro ter chegado ao fim. Mal sabia eu que aquele dia havia definido meu destino.

___________

            Assim que cheguei em casa corri para o meu quarto e me atirei na cama. Eu tinha que contar tudo aquilo para Mike. Mas assim que liguei caiu na caixa postal. Ultimamente tinha sido assim mesmo. Eu não conseguia nunca me comunicar com ele por ligações, só por mensagens.

            Quando se quer manter um relacionamento é necessário que haja presença das duas partes, e parecia que apenas eu estava me esforçando ali.

            Mandei várias mensagens contando sobre o que acontecera naquele encontro com o presidente. Assim que terminei ele respondeu:

         De:  Mike Port

Oi meu amor, desculpe, estou cheio de trabalho não pude falar com você antes. Amanhã eu te ligo sem falta, beijos.

            Revirei os olhos. Ele sempre dizia aquilo. Qual a graça de ter um namorado se eu não podia ficar com ele? Lembrei de como havíamos nos conhecido e sorri; Foi há 6 meses, em uma festa promovida por minha amiga Julliet. Eu me apaixonei pelo estilo dele à primeira vista. Roupas pretas, piercings, tatuagens...Assim como os músculos dele. E começamos a sair naquele dia.

            Mas a cada dia que passava estávamos mais distantes. E eu acreditava que ele estava me evitando, porque não havia outra explicação. Suspirei e rolei no colchão. Coloquei meu celular em cima da cômoda e fechei os olhos.

            Que dia cheio o meu. E ficariam cada vez mais cheios, eu podia sentir.

___________

            No dia seguinte acordei cedo e fiquei sem nada para fazer. Seria naquela noite o tão esperado jantar na Casa Branca. Me revirei na cama mais um pouco até pegar meu celular. 10:30 da manhã. Bocejei mais um pouco até perceber que havia 2 mensagens não lidas.

            Uma de Mike e outra de Jess, minha colega na faculdade.

            De: Jess

            Seu maluco onde você se meteu? Terminou a faculdade e esqueceu que tem amiga? Encontrei uma vaga de professora em Yale, mas tenho medo de não conseguir. me ajudaaa. Beijos

            Eu ri ao ler aquela mensagem. Eu simplesmente adorava a Jessica. Uma das primeiras amigas que fiz na faculdade. Respondi rapidamente, afinal eu tinha várias novidades.

            Para: Jess

            Eu estou bem! Você tem todas chances de ganhar essa vaga, era uma das melhores da classe. E eu recebi uma proposta de emprego. Na Casa Branca acredita? Tenho que te encontrar pra contar tudo direitinho, mas hoje não posso. Beijos.

            Sorri ao digitar. Fazia muito tempo que eu não saía com a Jess, sempre que saíamos acabávamos gargalhando e comendo pizza. E às vezes beijando uns garotos estranhos. Ri ao lembrar de alguns deles.

            Chequei a outra mensagem.

            De: Mike

            Nós podíamos almoçar amanhã? Faz tempo que não saímos, tenho um presente pra você. Beijos, me ligue assim que puder.

            Olhei o horário em que ele havia me enviado, 3 horas da manhã. Revirei os olhos. Bem típico de Mike ficar a madrugada inteira acordado. Disquei o número dele rapidamente. Murmurei um ‘aleluia’ quando ele atendeu.

            —Oi D! –ele respondeu ofegante

            —Oi... Você está correndo?

            —É, estou sim. Recebeu minha mensagem?

            —Ahan, podemos almoçar sim. Onde você vai me levar? –perguntei curioso

            —Surpresa –ele deu uma risadinha- Te pego as onze

            —Não esquece de tomar banho hein! –eu ri

            —Pode deixar, beijos, até daqui a pouco.

            Desliguei o celular ainda sorrindo. Mike realmente me completava, ele era uma pessoa incrível, simpático e educado, apesar da cara de malvado, das tatuagens e dos piercings. Ele já era formado em Educação Física.

            Suspirei, ainda com sono e abri o Google no celular. Estava sem nada para fazer, então busquei “Thomas Klint” na barra de buscas. Mordi o lábio inferior enquanto os resultados carregavam.

            Abri na Wikipedia, dentro da seção “presidentes dos Estados Unidos”. Havia a foto oficial dele como presidente no Salão Oval da Casa Branca. O sorriso impecável, os dentes quase brilhavam, os olhos azuis reluziam de felicidade, sua postura mostrava um ar de mudança.

            Continuei passando a página até começar o texto.

            “Thomas Beaumont Klint é advogado e atual Presidente dos Estados Unidos da América. Graduou-se na Universidade de Harvard em Direito.”

            Pulei logo para a parte “Vida Pessoal”, já que eu estava curioso.

            “Primeiro presidente dos EUA solteiro à assumir a presidência. Embora existam vários boatos de que tenha uma namorada, não há nenhuma confirmação.

            Adora dar festas na Casa Branca, seja para arrecadar dinheiro ou apenas para se divertir. No entanto seus assessores garantem que nenhuma foto ou vídeo dessas festas seja visto, aumentando as especulações acerca de sua vida privada, principalmente amorosa.

            Foi considerado em 2015 o solteiro mais cobiçado do mundo. Esquiva-se de perguntas de cunho pessoal.”

            Suspirei. Até ali nada demais... Larguei o celular de qualquer jeito na cama e levantei-me para começar a me arrumar. Afinal, eu tinha um encontro pra ir.

            Ainda era cedo, por isso me arrumei sem pressa. Escolhi uma calça jeans preta e uma camiseta de flanela vermelha. Assim que desci percebi o caos que estava naquela casa. Minha mãe e minha irmã correndo de um lado para o outro me busca de jóias e maquiagem. Meu pai lendo o jornal, como sempre.

            —Vai sair? –ele perguntou

            —Com o Mike... –resmunguei

            —Ah...

            Nós nunca falávamos sobre isso, mas ele sabia da nossa relação, mas preferia fingir que não. Cumprimentei minha mãe e minha irmã com um bom dia e elas me olharam com surpresa.

            —Que roupas são essas? O jantar na Casa Branca é hoje mocinho. –minha mãe me olhava de cima a baixo

            —Exato, é só de noite. –frisei a palavra noite- E eu vou sair com o Mike antes... –minha mãe fingiu estar mais interessada no vestido de Lilith

            —Eu estava vendo na TV que o Presidente nunca teve uma namorada –minha irmã sorriu enquanto falava- Talvez eu seja a primeira

            Eu revirei os olhos. Senti meu celular vibrar no bolso e li a mensagem de Mike: já estou aqui. Aquela mania dele de chegar cedo... Sorri, me despedi rapidamente de minha família e corri pra fora de casa. E ele estava lá, lindo como sempre, encostado na sua moto.

            Ele me viu e nós dois nos abraçamos carinhosamente.

            —Senti saudades –murmurei me agarrando aos seus ombros, adorando o perfume que ele usava

            —Eu também, acredite eu queria ter vindo antes.

            Nos afastamos um pouco. Meu sorriso sumiu quando vi um machucado acima da sobrancelha dele, parecia um corte e ainda não havia cicatrizado totalmente. Fiquei preocupado e olhei mais de perto.

            —Como você se machucou aqui? –toquei levemente o corte

            —Ah, besteira –ele riu e puxou minha mão, beijando-a- Antes de ir correr eu estava na academia, me abaixei pra pegar um peso, quando levantei dei com a testa no aparelho

            —Nossa... Você anda indo muito na academia –fechei a cara- Não precisa malhar tanto, seu corpo já está ótimo! –resmunguei apertando o abdômen dele

            —Ah é mesmo? –ele sorriu maliciosamente- Eu estava pensando... –puxou meu queixo pra cima- Nós podíamos malhar juntos, que tal?

            —Eu espero que esse seu malhar seja sexo. Por que se for malhar de verdade eu me recuso. –murmurei

            Ele me beijou e riu. Me entregou o capacete extra da moto e colocou o dele.

            —Vamos pra onde?

            —Almoçar, no meu restaurante favorito. 


Notas Finais


• MAIS THOMAS NO CAPÍTULO SEGUINTE !
• Já tenho toda história pronta na minha cabeça, fiz um resumo do enredo no Word mas escrevi até o capítulo 2 por enquanto, mas tem início meio e fim! Espero que tenham gostado e
POR FAVOR comentem <3


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