História O primeiro amor não pode perdurar para sempre! - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Dégel de Aquário, Kardia de Escorpião
Visualizações 113
Palavras 2.024
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amadinhos,

Gente eu sei que prometi postar todo domingo (se eu não tivesse nenhum imprevisto) e acontece que o capitulo tava até pronto, mas eu quis dá uma conferida antes e acabou que surgiram algumas coisas no decorrer do dia e eu meio que acabei ficando sem tempo. E como eu não quis posta e depois corrigir, então esperei até hoje para corrigir algumas coisinhas. E aqui está o capitulo prontinho!

Até as notas finais! ^^

Capítulo 2 - Stand-by


Fanfic / Fanfiction O primeiro amor não pode perdurar para sempre! - Capítulo 2 - Stand-by

Stand-by!

 

A tempestade do final de semana havia acalmado um pouco. Apesar de cedo, o céu já se encontrava com um tom de azul claro e límpido no lado de fora da editora. No entanto, em um terrível e irônico contraste, o corpo de Dégel se encontrava terrivelmente indisposto.

 

“Atchim!”

 

O aquariano espirrou pela enésima vez enquanto caminhava pela calçada da Mekai: o maior jornal editorial da Grécia.

 

Havia passado um final de semana de cão!

 

No sábado anterior, Kardia o havia recomendado a descansar até que tivesse forças para ir embora, mas ele não era assim tão sensível para precisar dormir até que se sentisse em condições de voltar para casa: já estava acordado e suas condições estavam perfeitas. Por isso, assim que Kardia saiu, ele tomou um banho para se livrar um pouco da fadiga e também deixou aquele quarto que só lhe trouxe confusão. Em casa, tentou relaxar, porém sem sucesso.

 

Seu domingo foi febril e recheado de remédios!

 

Na segunda de manhã teve que parar numa farmácia a caminho do trabalho e comprar uma bebida energética e mais algumas aspirinas. Não sabia o que era pior... Ter uma amnesia alcoólica protagonizada por ele e “seu chefe” ou ter ficado resfriado com algumas doses de destilados.

 

“Ou talvez a razão pela qual se sentisse como uma merda, não era por causa do álcool, mas sim porque estava frustrada mente constipado.”. Mesmo pensando dessa forma, a imagem de Kardia não saia de sua cabeça.

 

Será que realmente tinham ido até o fim? Porque não se lembrava de nada? – a duvida o martirizava já que o único efeito que sentia era de ter bebido em demasia e ficar exposto na chuva.

 

— Ah! – expressou já cansado dos seus pensamentos que não paravam de fervilhar sobre o ocorrido.

 

Se realmente tivesse acontecido, tinha transado com o cara mais narcisista, arrogante, cafajeste e mulherengo que conhecia e não podia mudar isso!

 

Entrou no elevador e apertou o botão do andar de edições. Depois apertou – um tanto impaciente - para que as portas se fechassem, mas uma mão surgiu entre as portas do elevador, impedindo que as mesmas se fechassem.  

 

— Espera, eu também vou subir!

 

Ouvir aquela inconfundível voz rouca logo de manhã fez os pelos da nuca do francês se eriçarem e sua garganta estranhamente se fechar.

 

Uma incontrolável irritação tomou conta de Dégel, aquela pessoa era a que ele menos queria ver naquele momento. Mas apesar do que dizia o semblante carregado, o corpo do aquariano ágil de forma estranha, algo parecido com “felicidade”.

 

“Não! Definitivamente não! Só podia estar ficando louco!”

 

“O simples som da voz de Kardia não podia o deixar feliz. Irritado e com ganas? Sim, com certeza, mas feliz? Não podia! Não podia!”

 

— Ora, bom dia! Chegou cedo! – o grego disse em tom jocoso.

 

— Por favor, não fale comigo. – Dégel ditou cortante.

 

— Quanta frieza! É sempre assim que você trata seus amantes no dia seguinte? – Kardia alfinetou belicoso.

 

Dégel virou-se para ele tão vermelho quanto um tomate maduro, agradecendo mentalmente por estarem somente os dois no elevador.

 

— Não somos amantes. – ditou entre dentes.

 

Kardia sorriu de canto.

 

Dégel liberou um pesado suspiro, amaldiçoando-se por ter se deixado levar por um momento de fraqueza, procurando na bebida o alento que jamais teria. Consequentemente caindo nas mãos de Kardia. Estava mais que obvio que o próximo pivô do escândalo do edito chefe do Mekai seria ele.

 

Kardia nunca se importou em estar em um escândalo amoroso. Escândalo esses que, muitas das vezes, foram parar nas pagina de fofocas da edição mensal. Ou repercutiram por vários meses, como foi o caso do modelo da grife mais famosa do mundo que chegou a fazer uma grande confusão na bizantina de Salonica, no mesmo dia do casamento da filha mais nova do presidente.  Ou de como ele foi surpreendido com uma atriz e outro rapaz em uma das mesas de jogos de um casino. Ou do caso de assedio – não comprovado. – com uma escritora.

 

“Pudor nunca foi o forte de Kardia, mas inacreditavelmente Dégel não acreditava no ultimo. Porém não prestou nenhuma palavra de apoio.”

 

“Não eram amigos a esse ponto”

 

Esse era um dos motivos do aquariano não deixar desenvolver entre eles um relacionamento além de chefe e subordinado. Por diversas vezes Kardia se mostrou rude e inoportuno, chegando algumas vezes a se meter na vida pessoal de seus subordinados, proibindo-os de ter relacionamentos com pessoas dos outros setores de edição.

 

Louco! – Como muitos julgaram. Mas foi sua loucura que tornou a Mekai uma editora mundialmente conhecida.

 

Kardia era um bom profissional, tinha que admitir. Mas o que perturbava o aquariano não estava no profissionalismo de Kardia mais na situação em que se encontravam. Uma noite regada a sexo e bebida para o grego não passava de uma simples brincadeira. Algo costumeiro..., mas para Dégel, não era assim algo tão banal, como o mesmo pode constatar. Apesar de sua memoria não lhe mostrar nada além que flashes na chuva e imagens distorcidas.

 

— Não precisa ficar constrangido. – o grego falou diante do semblante serio do outro. – Só estamos nós dois aqui, e se você se comportar direitinho, ninguém precisa saber.

 

Dégel olhou confuso para Kardia: “O que ele estava querendo dizer afinal?”.

 

— Não estou constrangido..., apenas não gosto ter minhas intimidades gritadas ao vento.

 

Retrucou, mas Kardia olhava para o lado oposto, sem dar devida importância às palavras do aquariano.

 

O sangue de Dégel ao ver Kardia bocejar, comprovando que realmente estava certo.

 

— O que houve entre a gente não tem nenhum significa pra você, não é? – Dégel perguntou sem esperar uma resposta concreta.

 

O editor chefe o olhou de canto, achando muito divertido aquela situação toda. Já sabia que o jornalista não conseguiria lembrar-se de nada, e, mesmo que não tivessem chegado ao fim do que realmente tencionou fazer, aquela deliciosa expressão de culpa que o outro exibia o deixava excitado.

Dégel era o tipo de cara politicamente correto, que seguia severamente a etiqueta de relacionamento: Convidar para sair – depois de duas semanas. Beijo – depois de três encontros. E, finalmente..., bem, o resto dependia de vários fatores! Totalmente o oposto dele que se gostasse do que visse, com certeza, o resto da noite não iria depender de encontros ou o que tivesse entre as pernas.

Como todas às vezes anteriores!

 

Mas com Dégel a situação se mostrou diferente. Sua real intenção era levá-lo para cama naquela noite, mas o francês estava completamente bêbado e desanimado. Choramingando por conta de um amor não correspondido e Kardia não teve coragem de ir adiante. Apesar de todos terem uma ideia errada ao seu respeito, Kardia gostava que seus amantes tivessem consciência do que estavam fazendo. De que se lembrassem de que fora com ele que tiveram a melhor noite de suas vidas.

 

— Depende do que você chama de significado. – retrucou o grego.

 

Dégel suspirou cansado – era melhor deixar aquela historia quieta. Havia sido apenas uma noite, lembrada ou não, boa ou não, tinha passado. Agora precisava conviver com aquilo da melhor forma possível. – desviou sua atenção para os números do painel do elevador, pedindo internamente para chegar logo ao andar de edições.

 

Kardia não iria conseguir do aquariano mais que suspiros cansados e perguntas que ele não lhe daria respostas facilmente, deste modo, ele apertou o botão de stand-by do elevador, parando a maquina bruscamente.

 

— O que pensa que está fazendo? – ralhou o aquariano que teve que se segurar para não cair.

 

O tom repreensivo de Dégel foi subjugado pela olhar sedutor e o sorriso travesso de Kardia.

 

— Levará alguns minutos até que o elevador volte a se mover. – disse.

 

Diminuiu a distancia entre ele e um estático Dégel, enfiando os dedos nos fios um pouco bagunçados do francês, resvalando às pontas dos dedos na nuca dele, arrepiando-o. O corpo de Dégel tremulou fortemente. A sensação daqueles dedos entrelaçados em seus cabelos... A reação de seu corpo demonstrava que havia “interagido” com aquela pessoa. Não era a primeira vez que era tocado com aqueles dedos, e, aquela mão que percorria sua cintura, aquele braço forte fechando-se em um acerco apertado contra seu corpo. Dégel pensou em se desvencilhar, porém parecia tudo tão vivo e tão desconexo em sua mente, incluindo a forte sensação de que não era a primeira vez que aquilo acontecia... E nem a caricia do nariz de Kardia, que explorava seu pescoço, foram inocente a ponto de não se lembrar da sensação. Ele não conseguia aceitar, mas, talvez, muito provavelmente, a ideia de que realmente tinham transado não estava tão errada. Dégel sentiu que a temperatura do seu corpo aumentava gradativamente enquanto formulava a sua própria conclusão.

 

Era demasiado aterrador, chegar tão longe e imaginar cada detalhe do que se teria passado… não importava como olhasse, não era uma boa imagem. Não com Kardia...

 

O grego apertou o abraço ainda mais, acariciou o rosto de Dégel com a própria face.

Diversas possibilidades de reações passaram pela mente do francês, mas ele estava petrificado. Não seria capaz de apartar Kardia de si, principalmente agora que a boca atrevida encostou-se a seu pescoço, passando a distribuir suaves beijinhos, subindo para a orelha, e, trilhando caminho pela base do rosto cujo destino final era previsível. Não acreditava que algo assim estivesse acontecendo, jamais imaginou desejar o que viria. Mas ali estava ele, completamente entregue em um mar de sensações desconhecida e ao mesmo tempo tão familiares.

Não tardou a sentir os lábios quentes tocando os seus, trazendo um arrepio de prazer desde a ponta de seus pés até a raiz dos cabelos. Dégel matinha os braços e os olhos abertos, surpreso com a ousadia do outro. Enquanto isso, Kardia empurrava a língua entre seus lábios, pouco a pouco o fazendo abrir a boca.

 

Dégel soltou um gemido involuntário ao sentir a língua do escorpiano encostar-se à sua. Kardia sorriu com o feito, ainda explorando a boca do francês que até então estava incapaz de mover a própria língua. O beijo de Kardia era incrivelmente bom, fazia Dégel ter dificuldade em respirar corretamente, e aquilo estava deixando-o louco. Mesmo que quisesse empurrá-lo para longe, a sua vontade havia sido completamente subjugada. Seu corpo não respondia e sua mente não funcionava direito. Não sabia como ou quando passou a corresponder Kardia. Nem tão pouco quando fechou os olhos. Ou quando deixou que vez por outra um gemido escapasse por seus lábios. Somente sabia que não tinha mais forças para deter aquela profusão de sensações que Kardia lhe trazia.

 

Dégel tocou, timidamente, os ombros do editor chefe, tencionando afastá-lo de si, mas suas mãos traidoras afagaram os músculos do peito de Kardia, trazendo uma descoberta reveladoramente deliciosa ao aquariano: era bom tocar naquela musculatura rija e bem dividida.

 

Em um ultimo ato, Kardia mordeu o lábio inferior de Dégel. E aqueles cheiro cítrico que lhe inebriava os sentidos: Como podia lutar contra aquilo?

 

E tão rápido quanto se aproximou, Kardia se afastou, deixando Dégel languidamente extasiado. Sem conseguir dizer ou fazer nada além de mergulhar em uma sensação de puro êxtase. Porém, o que Dégel não havia se dado conta, era que já fazia alguns segundo que o elevador havia voltado a se mover, e, consequentemente, chegado ao andar de edições. Kardia havia se afastado justamente por isso, não queria constranger ainda mais o redator do Mekai. O pior, no entanto, fora, além de perceber que havia gostado – e muito – do beijo, que agora ele se lembraria muito bem, os quatro pares de olhos incógnitos voltados  em sua direção.

 

As bochechas do aquariano atingiram um tom rosado.

 

Dégel tentou se recompor enquanto os quatro homens engravatados entrava no elevador.

 

Isso só pode ser castigo. Pensou frustrado: aquele dia iria ser terrivelmente longo.

 

— Vamos logo Dégel, deixe para dormir em casa. – o grego disse em tom autoritário, segurando a porta do elevador para o que as mesmas não se fechassem.

 

O aquariano sentiu a raiva retornar ao seu corpo. Ajeitou a alça da bolsa a tiracolo e saiu do elevador como se nada tivesse acontecido.

 

Mais um dia “normal” de trabalho estava prestes a começar. Mas se tinha uma coisa que Dégel tinha certeza, era que aquele dia ia ser infinito...

***


Notas Finais


Noooossssa... Quem gostou levanta a mão o/

Que beijão foi esse que o Dégel ganhou ein? E esse foi pra lembrar! E como assim não aconteceu nada na noite chuvosa? Não sei se classifico o Kardia como cavalheiro ou cara de pau. De toda e qualquer forma ele foi um sacana!
Mas então, gente, é isso. Espero que tenham gostado.

Agradeço ao imenso carinho da Seiji_Chan que comentou no capitulo anterior na postagem do Spirit e as lindinhas Hargreaves e Pérola888 pelos comentários.

Até a próxima galerinha.

Obs: Meu limite para postagem será de a cada 15 dias e no domingo, salvo a exceção de hoje porque o capitulo já tava pronto.


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