História O Primeiro Ano - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Once Upon A Time, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Exibições 207
Palavras 2.180
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente, eu não tenho costume de escrever One's, mas essa estava presa a dias na minha cabeça e eu não pensei duas vezes antes de começar a escrevê-la. Espero que possam aproveitar dessa leitura ♥





Quem já acompanha as fanfics que eu escrevo, amanhã vou tentar voltar com as atualizações sz

Capítulo 1 - Capítulo Único


Música sugerida: Beyoncé – Naughty Girl

Dizem que os primeiros anos do casamento são os piores, especialmente o primeiro ano. Ainda estamos presos pelas dívidas geradas na cerimonia, conhecemos – mais a fundo – os defeitos dos outros e começamos a nos questionar se a decisão do “Aceito? Aceito!” foi a correta.

As dívidas aumentam, os seus problemas se tornam problemas do outro e a cada novo dia você acaba se afastando da pessoa em que se jurou amor eterno, ou seja, até que a morte nos separe.

A conversa morre, o clima esfria, as vezes as palavras se tornam torpes e quando você vê lágrimas estão rolando pelos olhos do outro. Aquele outro em que você jurou amar.

Mas, somos salvos por aqueles momentos em que damo-nos conta de que fizemos a escolha certa, como, por exemplo, quando Regina sorri. Seu sorriso é a luz em meio a todo caos que eu já pude presenciar na vida. Seu sorriso é a fagulha prestes e incendiar meu coração.

Quando Regina Mills sorri o meu mundo para, o ar torna-se rarefeito, quando me dou conta sinto as borboletas formarem pelo meu estômago. Todos os momentos em que estivemos juntas, os olhares, as palavras de conforto e carinho, tudo vem a tona e eu me vejo mais uma vez tomada por aquele sentimento capaz de consumir toda minha alma. O amor.

O amor de Regina Mills me salvou das trevas, me salvou do meu isolamento, me salvou de mim mesma mais vezes de que eu se quer consigo contar.

Agora estávamos ali, nós duas, nossa casa. Isso mesmo, NOSSA CASA. Henry viajou com meus pais, não posso considerar literalmente como uma viagem quando eles só estão acampando na floresta, mas era como ele gostava de dizer. Ele sempre voltava pra casa dias depois com o mesmo sorriso que eu via no rosto da minha esposa, um sorriso doce, amável e capaz de iluminar o mundo. Nosso filho passava horas, até mesmo, dias nos contando cada detalhe do fim de semana. Seja no momento em que ele pulou de uma pedra na cachoeira – recebendo o tradicional olhar reprovador de Regina – e um imenso sorriso animado meu, que logo é disfarçado por uma falsa careta reprovadora após um cutucão da minha linda esposa.

Me arrependi por ter abandonado o Henry um dia, mas, ao mesmo tempo, quando eu o via com a mãe dele meu interior dizia “Foi a escolha certa Emma”. Henry salvou Regina do mal, assim como ela havia me salvado e hoje somos apenas um(a).

Deixei a delegacia as 20:43, Leroy tinha se embriagado por algum motivo ao qual desconheci, mas a vovó, me ligou irritada por ele ter derrubado as louças e quebrado a maioria. Já estava indo embora quando recebi aquele chamado. Completamente irritada o deixei na cela com uma garrafa de água, algumas aspirinas e um biscoito mordido. Regina ficaria uma fera pelo meu atraso, ela levava muito a sério quando dizia que o jantar estaria pronto as 20:30 em ponto.

As luzes da casa Nº108 na Rua Mifflin, encontravam-se apagadas, aquilo era um péssimo sinal. Eu me esforçava, eu juro que me esforçava para atender todos os pedidos da Madame prefeita, mas essas intercorrências aconteciam, e nem sempre Regina estava disposta a compreender meus atrasos, ela sentia-se chateada e eu ainda mais. Caminhei em silêncio pela casa, subi os degraus com tamanha delicadeza… Se minha esposa estivesse dormindo – provavelmente com raiva de mim – não seria eu a acordá-la. Regina nunca tinha bom humor quando era acordada, a não ser que eu estivesse acordando-a para fazer sexo.

Devido a todas as intercorrências, aos desencontros e aos problemas “infundados” que criamos nesse tão complicado Primeiro Ano, não seria má ideia acordar a minha esposa para ter uma noite de amor, precisávamos daquilo, daquela noite de carícias. De um dia cercado por romances. Quais seriam as consequências se eu esquecesse Leroy preso na delegacia por um dia? Não tive tempo de pensar numa resposta, meus olhos prenderam-se na figura de costas dentro do nosso quarto.

Regina olhava para fora da janela, usava um dos seus robes negros, a meia luz, poderia jurar que ela encontrava-se nua. Seu rosto virou-se alguns centímetros por cima do ombro esquerdo, de alguma forma eu sabia que ela já tinha me visto antes mesmo de virar seu rosto, eu também sentia quando ela estava por perto. Abandonou seu celular sobre o assento a janela, a melodia tomou conta do local. Virou-se, mordeu os lábios e caminho em minha direção. Seus saltos ecoaram na pequena distância que ela percorreu pelo quarto. Podia ver claramente a cicatriz marcada em seu lábio, pelos céus, como eu amava aquela cicatriz.

— Apreciando a vista, senhorita Swan? — Perguntou mediante a minha falta de palavras, meus olhos estavam sobre todo o conjunto. — O gato comeu sua língua? — Provocou-me mais uma vez. — É uma pena, queria tanto usá-la essa noite.

— Você sabe, eu sempre estou disposta a atender aos desejos da minha bela esposa. — Respondi tentando ser firme. A risada de Regina era um misto de sensualidade e perversão.

— Exatamente senhorita Swan, você tocou no ponto que eu queria. — Fez uma pausa breve. — Você vai atender todos os meus desejos, certo?

— Sim, minha rainha. — Direcionei meu olhar do seu corpo desnudo até seu rosto. Regina tinha um prazer especial quando eu a olhava com tamanha adoração.

Pretendia atacá-la ali, beijar todo o seu corpo e depois tocá-la como eu sabia que ela queria ser tocada, como só eu sabia como ela gostava de ser tocada. Mas, o ambiente ao nosso redor me disse que a festa dessa noite não tratava-se exatamente só do que eu queria fazer com a minha esposa, mas sim do que ela queria fazer comigo. Suas mãos tocaram meus ombros, seus olhos castanhos estavam tomados pelo desejo, eu não podia culpá-la, também estava.

Regina causava em mim sentimentos que eu desconhecia. Mesmo depois de um ano tudo com Regina Mills tornava-se a primeira vez. Fui guiada até a cadeira em frente a nossa cama, sentou-me ali, eu estava hipnotizada. A música parecia acompanhar seu movimentos delicados. Suas mãos deslizaram pela cintura, e quando a voz tomou conta do recinto, ela moveu-se de acordo com as batidas. Meus olhos foram capturados pelo vislumbre do robe se movendo, seu seio se expôs rapidamente. A morena, dona de toda minha devoção caminhou até mim, seus lábios cantarolaram parte da música “I might just take you home with me… Baby the minute I feel your energy”.

Desfez-se da minha jaqueta, minha esposa tinha uma habilidade em especial de livrar-se rapidamente das minhas roupas. Suas mãos deslizaram por meus braços, suas unhas aqueceram a minha pele com o leve arranhar. Os olhos dela estavam em chamas e meu peito acompanhou suas labaredas, Regina me fazia sentir como se eu estivesse voando bem perto do sol, eu sabia que me queimaria com o rebolar da cintura da morena e estava ansiosa por isso. Sentou-se em meu colo, colou seus lábios ao lóbulo da minha orelha. Seu mover erótico sobre mim fez com que eu falhasse nas batidas do meu coração. Regina cantarolava os versos, sua voz era tão bela. Somada a rouquidão, eu sabia que estava perdida, perdidamente apaixonada. Segurei sua cintura, fiz com que seu corpo se unisse ao meu, rocei-me contra ela e Regina sorriu. Ela levantou do meu colo, me deixando desolada, eu sabia que se nós duas continuássemos daquele jeito poderia perder o controle do meu corpo e gozar assim mesmo. Ela era capaz disso. Implorava mentalmente para que ela voltasse, meus olhos pediram para que ela voltasse, mesmo que minha voz tivesse falhado e o único som que eu consegui reproduzir foi um gemido.

Sem sombra de dúvidas minha mulher era e é: sedutora, provocante e fatal. Abriu minhas pernas com um simples alavancar de suas mãos, de maneira sensual, abaixou-se entre as minhas pernas. Eu não tinha ideia dos planos da minha esposa, mas estava ansiosa para descobrir o que ela faria. Suas mãos delicadas, porém firmes, tatearam o botão da minha calça desprendendo-o, e abrindo o fecho. Com um pouco da minha ajuda, Regina tirou a minha calça. Não poderia dizer que estávamos em desvantagens, minha esposa ainda estava nua – coberta apenas por um robe preto e transparente – bem a minha frente.

Virou-se de costas para mim, mexeu seu corpo num rebolado bem ensaiado e sentou-se sobre o meu colo. Regina me mataria, eu tinha certeza. Meu impulso por tocá-la estava falando mais alto, mas eu sabia que se o fizesse ela deixaria meu colo. Rebolou, roçando seu corpo contra o meu, me fez arfar. Mordi meu lábio tentando controlar meus impulsos, ela era a maldade em pessoa. Estava me castigando ao meu provocar por ter chegado atrasada para o nosso jantar.

— Emma… — Sua voz rouca fez-se presente, ela ainda rebolava sobre mim. — Você pode me tocar agora.

Era o que eu precisava ouvir. Minhas mãos deslizaram por sua barriga lisa, desfiz o nó de seu robe e ela o tirou. Minha mão esquerda segurou seu seio, apalpando-o e depois rodeando seu mamilo de maneira delicada. Regina gemeu. Ouvi-la gemer era melhor do que qualquer melodia que se espalhava pelo quarto, sua pele arrepiou, levei meus lábios até as suas costas. Beijei-a ali e depois mordisquei, deixei meus lábios percorrerem até próximo a sua nuca.

Minha destra apertou sua coxa, indo em direção ao seu sexo, Regina não deixou de rebolar sobre mim, era a mais bela e erótica visão. Minha esposa sempre estava pronta pra me receber. Com o polegar, massageei seu clítoris, sabia o quanto aquilo era apreciado por ela e o quanto me dava prazer vê-la tão entregue. A penetrei com um dedo, seu corpo se contraiu a medida em que eu entrava nela. Movimentei-me dentro de minha esposa sentindo seu íntimo ceder lugar ao prazer. Introduzi mais um dedo ouvindo o leve resmungar sem nenhuma palavra clara, Regina moveu-se junto comigo de encontro a sua libertação. Sua cintura movia-se acompanhando o ritmo que eu usava para penetrá-la, mordisquei seu ombro e introduzi o terceiro dedo, seu corpo convulsionou rapidamente e apertou-se, seu orgasmo veio com força lançando os gemidos altos por nosso quarto. Tive que segurá-la para que ela não perdesse suas forças e desabasse do colo.

— Vamos, pra cama Srta. Mills… Sra. Swan. — Complementei dando ênfase em seu último nome.

Não sei se poderia dizer que foi a nossa mágica que nos levou para cama, mas ao me deitar ao lado dela, Regina retirou com urgência a calcinha que eu vestia. Não poderia negar o quanto estava molhada e precisava sentir os nossos corpos se unindo, arranquei minha blusa, não vi ao certo onde ela caiu pelo quarto e sinceramente, não faria diferença alguma. Seus lábios encontraram meu sexo, passou sua língua delicadamente pelo meu clítoris, foi necessário que eu respirasse mais fundo para não perder a minha consciência. Segurou minhas coxas e me chupo de forma ávida, precisei prender minhas mãos aos lençóis, mas não consegui controlar os meus gemidos. A morena era capaz de fazer com que eu perdesse o foco da terra, que eu esquecesse em qual dia da semana estávamos e qual era o meu nome. Nesse momento eu realmente me perguntava qual era o meu nome.

— E-Eu quero chegar lá com você. — Entre palavras presas na garganta e meus gemidos, contei para ela sobre minha preferência. Ela me olhou, passou a língua por toda extensão do meu sexo e sorriu. Meus olhos reviveram e por um momento eu me vi a beira de um precipício, do melhor precipício e eu quase pulei esperando a sensação de prazer.

Posicionou seu corpo sobre o meu, mas não seria tão fácil assim, não mesmo. Girei nossos corpos ficando por cima dela, a risada que deixou seus lábios era a coisa mais linda que eu tinha escutado. Me ajeitei sobre ela, unindo nossos sexos. Regina mordeu os lábios e revirou os olhos, aquilo era um bom sinal. Rocei-me contra ela e ela fez o mesmo, um vai e vem que começou lento e depois tomou forma, tomou música e tomou nossos corpos. Incendiada pelo contato de nossos corpos, eu esperei. Esperei que seu orgasmo se formasse, que suas pálpebras se apertassem e que seus lábios fossem mordidos. Tendo a mais bela vista por poder observar a minha esposa gozar eu me deixei liberar ao prazer, a todo ele que estava sentindo, gozei sobre ela e junto dela.

Nada se comparava a sensação de ter um orgasmo, um orgasmo causado por Regina Mills. Nada se comparava a sensação de amar Regina Mills e ter ela como esposa. Repousei meu corpo ao lado dela, vendo-a aninhar-se em meu peito, mexei em seus cabelos desgrenhados pelo sexo, cabelo desgrenhado de pós-sexo conseguia ser ainda mais lindo. Beijou meu colo desnudo retribuindo pelo carinho que eu havia feito. Eu a amava, amava com todas as minhas forças e a amaria para sempre.

— Feliz um ano de casamento. — Murmurei tendo seus olhos voltados para mim.

Os problemas dos “terríveis dois” e do terrível “Primeiro Ano” pareciam não mais existir.

Fim.


Notas Finais


Até a próxima. Qualquer coisa, @morrisswen.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...