História O primeiro amor do Maknae - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Drama, Fluffy, Kooktae, Kookv, Lemon, Taekook, Universo Real, Vkook, Yaoi
Visualizações 2.017
Palavras 3.654
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei do novo.

Outro capitulo? Autora - chan, você quer zerar essa fanfic logo, né? É pra poder dedicar melhor seu tempo a sua terceira fanfic?

~Vocês não tem ideia do quanto. Sim, por isso também. .

Com amor, aos vkook shippers

Capítulo 7 - Saudades daquele tempo


Fanfic / Fanfiction O primeiro amor do Maknae - Capítulo 7 - Saudades daquele tempo

 

 

"Amar pode curar 

 
 

Amar pode remendar sua alma 

 
 

E é a única coisa que eu sei 

 
 

Nós mantemos este amor numa fotografia 

 
 

Nós fizemos estas memórias para nós mesmos 

 
 

E eu nunca te deixarei ir" 

 
 

(Photograph - Ed Sheeran)  

 
 

— Em todos os fansings acabávamos tendo várias fotos juntos. Confesso que salvei várias delas no celular.  

 

 

                                                               °°°
 

 

Acordei com a voz do Jimin vindo do banheiro, chamando pelo Namjoon.  

 
 

Taehyung estava sentando no chão , com uma aparência horrível.  

 
 

 — O que houve? — O líder veio até nosso quarto, acompanhado de Hoseok.  

 
 

 — A ressaca do Tae está forte. Eu deveria ter cuidado dele melhor. — Jimin lamentava.  

 
 

Taehyung se curvou no vaso de novo, para vomitar.  

 
 

Lavou a boca na pia, e sentou-se no vaso, com as mãos nas têmporas.  

 
 

 — Nam, minha cabeça está doendo demais, meu estômago embrulhado, eu não consigo nem abrir os olhos direito, eu realmente não estou bem, e para piorar, acho que ontem antes de beber comi aquele hambúrguer que estava na geladeira. O gosto não estava muito bom..  

 
 

 —   Eu falei que não era pra você comer aquele hambúrguer! Estava lá há cinco dias! — Namjoon o repreendia, mas a preocupação intensa na sua voz era perceptível. — Vou te levar para o hospital agora mesmo. 

 
 

  —  Não precisa hyung. — Respondeu choramingando —  Eu odeio hospitais, por favor. — Pediu fazendo uma expressão tão doce,  que nem o mais forte dos homens ousaria negar. 

 
 

  —  Tudo bem — Respondeu nosso líder meio contrariado. — Mas você vai tomar alguns chás que vamos fazer, e está proibido de ir no ensaio da coreografia amanhã.— Guiou o castanho para fora do banheiro com cuidado.  

 
 

 
 

Namjoon deitou Taehyung na cama, e veio até a sala, onde estávamos todos quietos esperando ele voltar. Ele estava fazendo uma ligação.  

 
 

  —  Jungkook,  hoje á noite você não vai ao ensaio da coreografia, nem amanhã. Você pode ensaiar hoje à tarde sozinho, apenas.  — O líder parecia aliviado. — Falei com o coreógrafo e como você praticamente sabe todos os passos com perfeição, não precisará ir,  então ficará cuidando do Tae. Entendeu? 

 
 

Mordi os lábios tenso. Mal sabia cuidar de mim mesmo. 

 
 

 
 

  — Entendi hyung. — Curvei a cabeça em consentimento. 

 
 

  — Suga, você vai acordar mais cedo amanhã para os ensaios. — Namjoon continuou. 

 
 

  —  Aigoo! — Resmungou Yoongi. 

 
 

  — Hoje você vai trocar de quarto. — Apontou para o hyung resmungão — Você fica com Jimin essa noite, e Jungkook — Olhou para mim — Você vai para o quarto do Suga. 

 
 

  — Mas o Suga divide quarto com o Taehyung.. — Disse surpreso e confuso. 

 
 

  — Eu sei. Mas Yoongi acordando cedo poderia acabar fazendo barulho e acordando o Tae. Precisamos que ele descanse bastante hoje. — Nosso líder olhou pela brecha da porta avistando a figura que dormia lá no quarto — E será só por um dia, e como Tae está doente, não vai haver bagunça, então está tudo bem.  

 
 

  — Eu vou fazer o meu melhor. — Respondi. 

 
 

Estava feliz de poder cuidar dele. Eu faria qualquer coisa para o V hyung ficar bem. De tarde fui para o estúdio, ensaiar sozinho, só para não perder o hábito. Os hyungs ficaram em casa, revezando turnos para cuidar do Taehyung.  

 

Voltei para o dormitório era cerca de oito da noite.  

 
 

Jantamos e logo depois tomei um banho. Peguei meu travesseiro e um cobertor verde que minha mãe deu de presente, e sai rumo ao quarto onde passaria essa noite.  
 

Os outros cômodos do dormitório  estavam escuros. 

 
 

Olhei para os outros quartos. Todos devem estar dormindo. 

 
 

Jimin e eu ocupávamos um quarto.  

Suga e Taehyung outro.   

Um ano atrás Hoseok dividia com Namjoon, isso até Jin oferecer o privilégio dele de hyung mais velho, que lhe concedia um quarto sozinho, para Hoseok.  

Agora Jin divide com Namjoon, e Hoseok tem um quarto particular. 

 
 

Pé por pé caminhei até o quarto onde o adoentado estava. Deveria entrar com cuidado, não queria acorda-lo. 

 
 

Girei a maçaneta o mais devagar que pude. A luz da lua que propagava da janela entreaberta,  iluminava o rosto do castanho claro,  deixando-o  facilmente de ser confundido com um anjo. 

 
 

Coloquei minhas coisas na cama que costuma ser de Yoongi e sentei-me, encarando aquela cena. 

 

 Como pode um ser humano sentir uma paz tão grande só de olhar para uma pessoa? 

 
 

Eu poderia vê-lo dormir todos os dias. 

 

 


 

Juro. 

 
 

Jamais me cansaria. 

 
 

Por incrível que pareça, não consigo lembrar quando comecei a me apaixonar por Kim Taehyung. Estamos agora a dois dias de 2015 , mas sinto que já me apaixonei por ele muito antes disso. Como se inconscientemente eu o tivesse amado desde a primeira vez que ouvi: 

 
 

"Oi, meu nome é Kim Taehyung" 

 

"  — Está tendo um última audição, e em breve teremos a resposta do último integrante. E eu não quero que esse debut passe de 2013! Aliás, a partir de hoje, você será "Rap monster" — Fez sinal com as mãos, sorrindo, como se já pudesse ver o nome estampado em outdoors. 

  

— Se o senhor diz, está dito! — Namjoon deu uma risada. Acho que ele gostou do nome.  

  

Meu inglês é péssimo, mas, isso era algo como, "monstro do rap" ou algo do gênero, e de fato, combinava com Namjoon.  

  

— Os outros stages names a gente escolhe depois — Fez sinal com a mão com um certo desdém — Bom, se preparem, vocês tem menos de dois anos — pegou a maleta, uns papéis, e foi até a porta com a intenção de deixar a sala — Ah, o garoto lá de Daegu chega hoje, ajudem a criança.  

  

— Claro. — Namjoon respondeu. 

  

—E vocês tem que fazer esse outro menino aqui falar mais — apontou para mim e eu queria morrer — Tem que trabalhar nessa timidez garoto, é seu maior defeito para mim e eu não posso perder um talento como o seu. O gato comeu sua língua? Como você vai falar nas entrevistas ou com as suas fãs? 

  

Eu só abaixei a cabeça. Eu não consigo olhar ninguém nos olhos. 

  

Merda Jeongguk! Fale alguma coisa! 

  

— Nós vamos cuidar disso. — Namjoon colocou uma das mãos nos meus ombros.  

  

Meu estômago chegou a doer de nervoso. Namjoon era tão ocupado escrevendo músicas e cuidando de tudo que eu achava até injusto ele ter que lidar com a minha timidez e tentar "cura-la".  

  

Mas de qualquer forma, eu não sei se conseguiria lidar com isso sozinho.  

  

A voz do manager interrompeu meus pensamentos torturantes. 

  

— Está frio hoje, vistam um casaco para não se resfriarem, preciso de vocês saudáveis. Aigoo! Por que novembro é frio assim? — Foi resmungando pelos corredores.  

  

Bom,  nós temos menos de dois anos, melhor eu ir treinar.  

  

  

Hoje à noite, quando o garoto de Daegu chegar, eu vou estar na minha aula de canto e não poderei estar lá quando Namjoon apresentar ele ao pessoal. 

 
 

Graças a Deus! 

  

 Eu não iria falar nada mesmo, que diferença faz? Será mais uma pessoa para eu morrer de vergonha, provavelmente mais velha e sem nada em comum comigo.  

  

Ah, não que os hyungs aqui não tenham, acho que eu me abri muito pouco, então, fica difícil saber se temos algo em comum ou não, mas com o passar do tempo acho que conseguirei me aproximar mais deles. Ah,, e do garoto novo também, mas eu posso apostar que sou tão quieto, mas tão quieto, que talvez ele só perceba a minha existência depois de umas duas semanas.  

  

Acredite ou não, já teve dias que Namjoon pensou que eu tinha abandonado tudo e ido embora, mas eu estava ali. Quase não falava e passava como um vulto de cabeça baixa, e assim, você poderia facilmente acreditar que o maknae nem existia nesse grupo.  

  

 Nossa, pensando nisso me preocupo mais ainda, e me pergunto:  

  

Como eu vou vencer essa timidez? Foi um pedido do manager, e pediu com razão, mas eu não sei o que fazer.  

 
 

Eu tenho menos de dois anos para dar um jeito nisso.  

  

Droga!  

  

  

  

(.... ) 

  

  

  

— Sua voz é realmente linda. Agradeço por ficar até mais tarde — a professora sorriu — O trabalho da minha vida será lapidar a sua voz como um diamante valiosíssimo!  

  

  Apenas me curvei em agradecimento. Eu recebia muitos elogios ali, mas dentro de mim, eu não tinha muita confiança.  

  

  

Sai  da sala sem fazer muito barulho e andei devagar pelos corredores. Eu estava me sentindo estranho, e podia jurar que tinha alguém espiando a aula de hoje, mas quando me virei, a pessoa não estava mais ali.  

  

Entrei no dormitório, e dei graças a Deus pelos hyungs já estarem dormindo. Eu precisava muito de um banho, estou fedendo.  

  

Sim, eu não consigo tomar banho com eles aqui, acordados. Eu simplesmente não consigo. Minha timidez chega ser irracional, mas é o mal do tímido, e não há nada que se possa fazer.  

  

Peguei um pijama, meus cremes, gel, e tudo que era necessário para uma bom banho.  

  

Eu não tinha me dado conta de algo, até virar de costas.  

  

Desculpe, eu não sei explicar direito a sensação estranha  que tive no exato momento que me deparei com um novo par de olhos castanhos ali no beliche, que antes costumava ser vazio, me olhando.  

  

  

Eu não conseguia enxergar o rosto dele direito, mas pela rasa iluminação da lua que atravessava as cortinas, eu enxergava a cor dos olhos dele.  

  

  

Ficamos nos olhando por cerca de cinco segundos.  

  

Eu sabia que nunca tinha visto aquele garoto antes na minha vida, mas era como se eu já o conhecesse.  

  

  

Eu não sei como, nem o por que, mas algo me dizia que nós iríamos ser grandes amigos.  

  

Notei o menino fechar os olhos como se quisesse dormir, e rapidamente me virei, indo em direção ao banheiro.  

  

Meu coração estava acelerado, de nervoso e vergonha. 

  

Que vergonha! Ele viu que eu só tomo banho quando todo mundo dorme.  

  

Não Jeongguk, ele não teria como saber, não seja burro! 

  

Entrei debaixo do chuveiro e aproveitei a água quente.  

  

  

Como deve ser o nome dele?  

  

  

(...)  

  

  

  

— Aishi! — O menino tinha vindo em minha direção e sentou no chão com as mãos no rosto.  Ele não estava tão próximo de mim, eu estava em um canto da parede, e ele no outro.  

  

  

Dali eu conseguia ouvir ele resmungar algumas coisas.  

  

— Que droga! Eu quero morrer — Ele riu colocando a cabeça entre as pernas e notei seu rosto estar um pouco avermelhado.  

  

  

Se eu não soubesse que Jin era o visual, juraria pela minha morte que o garoto ocuparia esse lugar. Em toda a minha curta vida, nunca vi alguém com as linhas do rosto tão perfeitamente simétricas. 

 Nariz, boca, olhos, tudo se encaixava com perfeição. Ele parecia de cera. 

  

Era magro, alto, na verdade ele era da minha altura, ou mais baixo, ou mais alto, bom, seja qual for as opções, seria de um ou dois centímetros de diferença.   Só seu cabelo que não era dos mais bonitos, acho que não era o cabelo em si – que na verdade parecia muito macio - e sim o corte que não ajudou muito, mas olha quem fala:  Jeongguk, o cabelo de tigela.  

  

Menos Jeongguk, menos. Se olha no espelho.  

  

  

Eu deveria ir até lá e perguntar o motivo dele estar rindo, querendo morrer, e envergonhado, mas, conhecendo bem meu jeito, todos sabemos que eu não vou fazer isso. 

  

  

Ele olhou em minha direção e me viu olhando para ele. Desviei o mais rápido que pude, mas já era tarde, o garoto se arrastava para mais perto.  

  

  

— Ei, quando entrou aqui, no primeiro dia, você dançou se esfregando em algum deles? 

  

  

Que pergunta estranha.  

  

— E..eu, n-não. — Além da timidez, eu ainda estava confuso com o propósito da pergunta.  

  

— Óbvio que não! Porque você deve ser uma pessoa normal! — Encostou a cabeça na parede e parecia rir de si mesmo — Eu acabei de fazer isso com aquele ali — apontou para o Jin — mas ele se afastou com uma cara meio confusa, e juro que pude ouvir ele me chamar de estranho! Aigoo! Eu fiquei sabendo que ele era o mais velho, e sei que é difícil ter algo em comum, eu só quis causar uma forte impressão, entende? — Nessa hora o garoto olhou para mim com os olhos brilhantes  e balançava a cabeça, ainda com o "entende?" no ar.  

 
 

Não, não entendo. Porque isso não faz sentido! Tadinho.  

  

— E- en, entendo. É, eu acho. — Franzi o cenho.  

  

Aquilo era uma primeira conversa estranha, admito. E só pelo modo dele gesticular enquanto falava, e por me olhar desse jeito e balançar a cabeça animado esperando uma resposta, deduzi que ele tem uma personalidade hiperativa.  

  

  

Atualmente eu sei que acertei ao deduzir isso aquele dia. 

  

  

— Sabe, eu tenho muitos amigos na escola, na vizinhança, do curso, na internet.. 

  

  

Nossa, popular! Já vi que não somos do mesmo mundo. 

  

— Eu faço amizades muito fácil, mas quando estava vindo para cá, fiquei muito nervoso, eles são todos mais velhos, não sei como fazer eles gostarem de mim, e se eles não gostarem de mim? — Perguntou preocupado — Dançar não foi uma boa ideia, não foi! — Passou a mão nos cabelos.  

  

Nossa, ele estava tão nervoso quando eu nos primeiros - e todos - dias aqui.  

  

Acho que isso era algo novo para todos. Estávamos no mesmo barco, e saber que você vai ter que conviver os próximos anos da sua vida com um bando de estranhos que outras pessoas escolheram e jogaram ali para ser sua "nova família", não era algo tão fácil assim. Ele parecia ser quase da mesma idade que a minha, acho que os conflitos internos deveriam ser os mesmos.  

  

— Eu.. — Minha voz saiu super baixa mas é o máximo que eu consigo — Eu acho que é só sermos nós mesmos, e com o tempo todo mundo se acostuma um com o outro, eu acho.  

  

  

Eu não sirvo para dar conselhos.  

  

  

— Você é só tímido ou tem algum problema ? — Sei que isso pode parecer rude, mas ele fez essa pergunta com uma cara adorável e curiosa. Parecia uma pergunta inocente,  em que ele realmente estava interessado em saber a resposta.  

  

  

Notei uma segunda coisa: Ele parece não pensar antes de falar. Diz o que vem na mente, sem maldade. É como se ele simplesmente não soubesse o que fala, ou o sentido do que fala, e que poderia ser interpretado como rude, enxerido, ou simplesmente, estranho. 

  

— Tímido. — Respondi. 

  

— Oh.. — coçou a cabeça — Eu falo tudo errado às vezes, tenho dificuldade com a pronúncia e não sou muito bom em me explicar.  

  

  

Acho que ele tentava ser simpático contando um defeito dele para se mostrar como um igual diante de mim. 

  

— Hm. Entendi. — Eu não queria dizer isso, mas foi o que saiu.  

  

  

Um silêncio um tanto constrangedor pairou entre nós.  

  

Notei o garoto mexendo o pé a todo instante. 

  

Hiperativo, com certeza.  

  

Mas olha quem fala, eu estou aqui quase fundindo meus dedos de tanto que os aperto.  

  

— Eu gosto de bolhas de sabão.  

  

Olhei para o lado.  

  

— É, são legais.  

  

  

Ele balançou o pé mais um pouco. 

  

— Depois dessa acho que todo mundo vai me achar estranho, espero que pelo menos você goste de mim.  

  

  

Abaixei a cabeça. O que eu deveria dizer?  

  

— Os hyungs são legais, fique tranquilo. — Respondi olhando para meus dedos.  

  

  

— Parecem mesmo! Eu entrei aqui por causa dele — Apontou para Namjoon — Eu vi o rap do BTS, paldogangsan e me apaixonei! Eu precisava entrar para esse grupo.  

  

  

Nossa! Eu também, eu adoro ele. Acho que ele será um grande rapper, você sabia que mudaram o nome dele para Rap monster um pouco antes de você chegar? Eu acho que combinou muito! Ele é incrível. Eu fracassei na minha primeira audição, mas então, sete empresas entraram em contato comigo, SETE, e eu só escolhi aqui por causa dele , e eu achei tão legal você também ter feito isso. Você gosta de Big Bang? O G-dragon é incrível!  

  

  

Isso foi tudo que eu imaginei falando para ele na minha mente, mas na realidade, na triste realidade, só consegui dizer:  

  

— Sim, ele é um ótimo rapper.  

  

— Aham — Ele balançava a cabeça ainda animado olhando para os outros ensaiarem. 

  

Parecia já ter esquecido do seu mico anterior.  

  

— Seremos amigos? Qual sua idade?  

  

Amigos? Não sou muito bom nisso.  

  

— Sou de 97.  

  

— Sou de 95. Ah, então não seremos amigos, eu serei seu hyung! — Riu me dando um tapa no ombro.  

 
 

Olhei para o meu ombro e depois para ele.  

  

  

— A-acho que sim.  

  

— Como é seu nome? — Levantou limpando a parte de trás da calça com as mãos.  

  

  

— Jeon Jeongguk.  

  

  

— Prazer Jeongguk — Reverenciou e ficou sorrindo para mim.  

  

  

O sorriso dele é diferente, mas não dei muita atenção de primeira, pois, isso é desconfortável. Por que ele está sorrindo? Essa não seria a hora em que ele diz o nome dele?  

  

  

— É, e.. E o seu nome? — Levantei também, e percebi que acertei em dizer que somos praticamente da mesma altura.  

  

  

— Ah, nossa, que desligado. — Riu de si mesmo. 

 
 

  

— Oi, meu nome é Kim Taehyung. Cuide bem de mim. 

  

Se curvou rapidamente, logo voltando a me encarar com uma feição amigável. 

  

Olhei para o sorriso dele, que aliás, agora percebi não ser só diferente, como também bonito, muito bonito, talvez o mais bonito que eu já vi. Olhei para seus olhos, para sua roupa, seu cabelo.  

  

Era só um garoto como outro qualquer.  

  

  

Engoli em seco.  

  

Balancei a cabeça diversas vezes como se estivesse concordando com algo. Descobri com o passar do tempo esse ser um – dos meus vários -  tics nervosos.  

  

— Muito prazer, é, Kim Taehyung. — Me curvei devagar.  

  

  

Foi uma reverência de no máximo três segundos. Engraçado, nesta época eu não sabia, nem sequer se passava pela minha cabeça que: 

Eu não ter passado na audição dos meus sonhos, para que mesmo com o fracasso chamasse a atenção e recebesse convites, então conhecer Namjoon e assim rejeitar todas as empresas para entrar na Big Hit, os outros membros saírem e decidirem nos tornar um grupo de sete, a empresa fazer uma audição e mesmo com toda a dificuldade do mundo, esse garoto ter conseguido entrar.  

  

Naquele dia frio de novembro de 2011, para mim, tudo isso só parecia acontecimentos normais e cotidianos da vida.  

  

Propósito 

  

No decorrer da vida aprendemos que tudo tem um propósito, e hoje sei que o meu, era encontra-lo.  

  

"Oi, meu nome é Kim Taehyung"  

  

 Hoje, aqui sentado neste quarto, olhando ele enquanto dorme e sentindo uma paz inimaginável só pela existência deste garoto, entendo que esse pequena frase não foi um acaso. 

Foi o destino. " 

 
 

 

Eu estou sorrindo agora, só de lembrar como eu era tímido. Totalmente diferente dele. Esse hyung foi o penúltimo a entrar no BTS, e como um encaixe perfeito, era exatamente alguém como ele que precisávamos. Ou melhor, que eu precisava. 

 
 

Sinto saudades do começo. Andávamos de mãos dadas, brincávamos o tempo todo, e Deus nos livre se no fansign não sentássemos lado a lado. Ele mexia na minha orelha, e eu adorava. Sempre que via algo engraçado, cochichava no meu ouvido para que eu olhasse também. Em todos os fansing acabávamos tendo varias fotos juntos. Confesso que salvei várias delas no celular. 

 
 

Eu já estava apaixonado. Talvez a idade na época não me deixasse notar, ou simplesmente nunca me esforcei para perceber a verdade. 

 
 

Não é fácil se descobrir apaixonado por um homem. Ainda mais um que nem sei se gosta disso. 

 
 

Talvez eu nunca tivesse o coração de Kim Taehyung, mas enquanto eu pudesse ter ele sobre o alcance da minha vista, eu seria o homem mais feliz da Coréia do Sul.  

 
 

Peguei meu celular. Todos sabiam que eu amava tirar fotos, principalmente tirar fotos dele. 

 
 

~Menu  

~Câmera 

~Flash off  

~Night mode on 

 
 

              ~Click 

 
 

Sorri, passando a mão na tela do celular. Sua boca estava entreaberta, o que fez seus lábios formarem um biquinho inexplicavelmente fofo.  

 
 

Vou guardar essa foto pra sempre.  

 
 

  —  Ai...ai —  Ouço ele gemer, enquanto se encolhe na cama. 

 
 

Me aproximo e encosto no seu ombro. Sua pele está gelada demais. Percebo Taehyung tremer. Ele usava apenas uma camiseta branca bem básica e uma calça de pijama com estampa de um desenho infantil popular do nosso país. 

 
 

De prontidão corri fechar a janela, indo até o guarda roupas procurando mais cobertas. 

 
 

Nada. 

 
 

Acabei por pegar uma blusa de moletom nas roupas dele. 

 
 

  — V hyung? — Balancei de leve seus ombros. — Sente para vestir mais roupas. Você está tremendo.  

   

Dois olhos semi abertos me encaram confusos. Coloquei-o  sentado na cama, e Taehyung obedeceu meus comandos mesmo com dificuldade. 

 
 

  — Levante os braços hyung — Pedi com carinho. — Vamos vestir uma roupa, e você vai ficar quente logo. Tudo bem? 

 
 

Uma cabeça sonolenta afirmou lentamente que sim, e fez o que pedi. 

 
 

Ajeito a blusa para colocar nele. Fiquei um pouco desconcertado no momento em que, ao erguer os braços, parte do seu abdômen inocentemente apareceu. 

 
 

Sorri, abaixando sua camiseta novamente, tapando a pele antes a mostra. 

 
 

  — Você vai melhorar logo hyung — Digo enquanto deslizo a blusa sobre seus braços  —  Mas não coma mais hambúrgueres estragados na geladeira, e nem beba demais.  — Arrumo seu travesseiro — Não quero te ver doente de novo. Gosto quando você anda por aí animado e sorridente, e é muito triste para mim quando não está assim — Agora ajeitava seu corpo, deitando-o na cama novamente — Você tem que ficar forte para nós, e para as armys, como sempre faz — Passei a mão nos seus cabelos. — Descanse bastante, Tae.  

 
 

Peguei a coberta que eu usaria para dormir, e decidi usa-la para cobrir o meu hyung favorito. Não ia precisar dela, não enquanto ele precisasse mais. 

 
 

Ajeitei direitinho o cobertor sobre seu corpo, e me ajoelhei aos pés da cama,ficando próximo do rosto dele, como uma mãe faz para dar um beijo de boa noite ao filho. Seus olhos já estavam fechados novamente. Parecia tão sereno dormindo. 

 
 

Fitei Taehyung por alguns segundos. 

 
 

Tive vontade de selar sua testa com um beijo carinhoso. Mas não o fiz. 

 
 

Sorri e me levantei, com a intenção de voltar a minha cama do outro lado do quarto. 

 
 

Viro de costas. 

 
 

Uma porção de dedos gelados agarram minha mão. 

 
 

 
 

  — Jungkook... — A voz sussurra.  

 
 

   — ...não vai.  


Notas Finais


Vocês gostaram?

Muito obrigada pelos comentários viu? Eu agradeço demais, demais mesmo, todos vocês que não desistiram. ♥

Até mais ♥


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