História O Príncipe (A Seleção) - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), K.A.R.D
Personagens Jiwoo, Jungkook, Somin, V
Tags Taekook, Vkook
Visualizações 97
Palavras 1.748
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - O Antes part. Dois


Fanfic / Fanfiction O Príncipe (A Seleção) - Capítulo 2 - O Antes part. Dois

As pessoas acabaram ficando na festa por muito mais tempo do que me parecia apropriado. Outro sacrifício que vinha com o privilégio, pensei: ninguém queria que uma festa no palácio acabasse. Nem o próprio palácio queria.

Deixei o representante do Japão, que estava bastante bêbado, aos cuidados de um guarda, agradeci todos os conselheiros reais pelos presentes e beijei a mão de quase todas as damas que cruzaram as portas do palácio. A meu ver, tinha cumprido minha obrigação, e só queria passar umas horas em paz. Só que um par de olhos castanho-escuros me interrompeu enquanto eu tentava escapar dos foliões retardatários.

— Você tem me evitado — afirmou Taehyung, com a voz brincalhona e um sotaque cantado que me fazia cócegas no ouvido.

— Nem um pouco. É que havia bem mais gente do que eu esperava — repliquei, olhando para trás, vendo o punhado de gente decidida a ver o sol nascer pelas janelas do palácio.

— Sua mãe gosta de espetáculos.

Caí no riso. Taehyung parecia compreender várias coisas que eu nunca havia dito em voz alta. Quanto de mim ele compreendia sem que eu me desse conta?

— Acho que ela se superou. — comentei.

— Só até a próxima festa. — ele respondeu, dando de ombros.

Permanecemos calados por uns instantes, embora eu sentisse que ele queria falar mais. Passando a língua entre os lábios, sussurrou:

— Poderia falar com você em particular?

Concordei, oferecendo-lhe meu braço, e o conduzi até uma das saletas no final do corredor. Ele permanecia quieto, como se guardasse as palavras para depois que eu tivesse fechado as portas atrás de nós. Apesar de já termos conversado a sós muitas vezes, seu comportamento estava me deixando apreensivo.

Assim que me afastei da porta e me voltei para ele, senti seus lábios vermelhos envolverem os meus, e sua mão macia começar a puxar meu terno para trás. Pus minhas mãos sobre a sua e as tirei de mim. Sorri para ele, tentando acalmar seu estado, mas isso só o fez ficar mais ofegante.

Me afastei dele e procurei tentar me acalmar também, ele tinha me pegado de surpresa. Me escorei na mesa e ficando de frente para ele.

— Você não dançou comigo — ele disse, parecendo magoado.

— Não dancei com ninguém.

Minha mãe tinha insistido em músicos eruditos dessa vez. Embora os Cinco fossem muito talentosos, a música que tocavam pedia danças mais lentas. Talvez, se eu tivesse optado por dançar, teria escolhido

Taehyung. Só que me parecia errado fazer isso enquanto todos me perguntavam sobre a minha futura e desconhecida esposa, ou esposo.

Ele respirou bem fundo e começou a andar em círculos.

— Tenho um encontro assim que voltar para casa — disse. — Minjae é o nome dele. Já o vi antes, claro. É muito inteligente e também é muito bonito. É quatro anos mais velho, mas acho que esse é exatamente um dos motivos para meu pai gostar dele.

Ele olhou para mim por cima do ombro com um sorrisinho nos lábios.

Respondi com um ar sarcástico:

— E onde estaríamos nós sem a aprovação dos nossos pais? No meu caso, mães. – rimos.

— Perdidos, é óbvio. Não faríamos ideia de como viver. – rimos de novo.

É gratificante ter alguém com quem fazer piada da situação. Às vezes, essa era a única maneira de lidar com a pressão.

— Mas então, meu pai aprova. Ainda assim, fico pensando...

Ele baixou os olhos, tomada por uma timidez súbita. Taehyung tímido?

— Em quê?

Taehyung permaneceu imóvel por um segundo, ainda com o olhar no carpete. Até que cravou aqueles olhos marrom-escuros em mim.

— Você é a favor?

— A favor do quê?

— De Minjae.

Comecei a rir.

— Não dá para falar, dá? Não o conheço.

— Não — ele disse, desanimado. — Não a pessoa, mas a ideia. Você concorda que eu me encontre com esse homem? Que no fim me case com ele?

O rosto de Taehyung  ficou imóvel, como se escondesse algo que eu ainda não entendia. Respondi um pouco conformado e confuso:

— Não cabe a mim aprovar. Tampouco cabe a você — afirmei, um pouco triste por nós dois.

Taehyung  esfregava as mãos, talvez nervoso ou magoado. Eu era incapaz de entender o que estava acontecendo.

— Então você não se incomoda nem um pouco? Porque se não for Minjae, será Antoine. Se não for Antoine, será outro. Há uma fila de homens à minha espera, e nenhum deles tem comigo metade da amizade que tenho com você. Mas, no final, terei que aceitar um deles como marido. E você não se importa?

Era realmente deprimente. Dificilmente nos víamos mais do que três vezes por ano. E eu também o considerava meu melhor amigo. Como nós éramos patéticos! Engoli em seco, procurando a melhor coisa a dizer.

— Tenho certeza de que no final tudo vai dar certo.

Sem qualquer aviso, as lágrimas começaram a rolar pelo rosto de Taehyung . Olhei à minha volta, na tentativa de encontrar uma explicação ou solução, e me sentia mais desconfortável a cada momento.

— Por favor, Jungkook, diga que você não se submeterá a isso. Você não pode — implorou.

— Do que você está falando? — perguntei, desesperado.

— Da Seleção! Por favor, não se case com um estranho qualquer. Não me faça casar com um estranho qualquer.

— É minha obrigação. É assim que funciona para os príncipes da Coreia. Casamos com plebeus.

Taehyung  se lançou contra mim e agarrou as minhas mãos.

— Mas eu te amo. Sempre amei. Por favor, não se case com outro garoto sem ao menos perguntar a sua mãe se eu podia ser uma opção.

Sempre me amou?

Engasguei com as palavras. Tentava descobrir por onde começar.

— Taehyung , como... Não sei o que dizer.

— Prometa que você vai perguntar para sua mãe. — ele implorou, secando as lágrimas dos olhos, esperançoso. — Adie a Seleção ao menos por tempo suficiente para descobrirmos se vale a pena

tentar. Ou deixe eu participar também. Eu abro mão da minha coroa.

— Por favor, pare de chorar — sussurrei.

— Não consigo. Não agora que estou prestes a perdê-lo para sempre — disse, antes de enterrar a cabeça entre as mãos e começar a soluçar baixinho.

Fiquei ali, como uma estátua, com medo de piorar as coisas. Após alguns momentos de tensão, Taehyung ergueu a cabeça e falou, com olhar perdido:

— Você é a única pessoa que me conhece. A única pessoa que sinto conhecer de verdade.

— Conhecer não é amar. — repliquei.

— Não é verdade, Jungkook. Temos uma história juntos, e ela está prestes a ser destruída. Tudo em nome da tradição.

Taehyung continuava com os olhos fixos no centro da sala, e eu continuava sem fazer ideia do que ele estava pensando. Era evidente que eu não costumava prestar atenção em seus pensamentos.

Por fim, Taehyung virou o rosto para mim.

— Jungkook, eu suplico, peça a sua mãe. Mesmo que ela diga não, ao menos eu tentei tudo o que podia

Certo de que a minha resposta era a mais pura verdade, disse-lhe o que precisava ser dito:

— Você já tentou, Taehyung . Acabou.

Cruzei os braços por um instante e depois soltei-os.

— Isso é tudo que nossa história poderia ser. — acrescentei.

Seus olhos ficaram um bom tempo cravados nos meus. Ele sabia tão bem quanto eu que um pedido tão escandaloso estava muito além das minhas possibilidades. Percebi que ele buscava em sua mente um caminho alternativo, mas não havia saída. Ele servia à sua coroa; eu, à minha. E nossas dinastias nunca se cruzariam.

Concordando com a cabeça, ele desabou em lágrimas mais uma vez. Caminhou até o sofá e sentou, abraçando a si mesmo. Fiquei parado na tentativa de não agravar seu sofrimento. Queria poder fazê-lo rir, mas não havia qualquer graça na situação. Não sabia que era capaz de partir um coração. Com certeza, não gostei de saber.

Foi então que me dei conta de que isso logo se tornaria comum. Eu dispensaria trinta e quatro pessoas ao longo dos próximos meses. E se todos reagissem assim? Bufei de cansaço só de pensar.

Ao me ouvir, ele ergueu o olhar. Aos poucos, a expressão em seu rosto mudou.

— Isso não te magoa nem um pouco? — perguntou. — Você não é um ator tão bom assim, Jungkook.

— É claro que me incomoda.

Taehyung se levantou e começou a me examinar, em silêncio.

— Mas não pelas mesmas razões que me incomodam. — ele disse baixinho.

Ele caminhava pela sala, com olhos suplicantes.

— Jungkook, você me ama.

Permaneci calado.

— Jungkook — ele afirmou, enfática —, você me ama. Ama.

Desviei o rosto; a intensidade do brilho em seus olhos era forte demais para mim. Passei a mão pelo cabelo enquanto tentava colocar em palavras o que quer que eu sentia.

— Nunca vi alguém expressar seus sentimentos como você acabou de fazer. Não duvido da sinceridade de cada uma de suas palavras. Só que não consigo dizer o mesmo, Taehyung.

— Isso não te impede de sentir. Você só não sabe como expressar. Sua mãe pode ser fria como o gelo, e Jiwoo esconde-se em si mesma. Você nunca viu as pessoas amarem livremente, e por isso não sabe demonstrar amor. Mas você sente. Sei que sente. Você me ama como eu amo você.

Balancei a cabeça devagar, temendo que qualquer sílaba que saísse da minha boca trouxesse tudo à tona novamente.

— Me beije — ele ordenou.

— Quê?

— Me beije. Se você for capaz de me beijar e ainda assim dizer que não me ama, nunca mais tocarei no assunto.

Recuei.

— Não. Sinto muito, mas não posso fazer isso de novo.

Não posso deixar que ele confunda meu prazer com paixão. Sua tristeza transformou-se em raiva à medida que se afastou de mim. Ele chegou a rir, mas não havia sinal de humor em seus olhos.

— Então essa é a sua resposta? Você está dizendo não? Você prefere deixar que eu vá?

Encolhi os ombros.

— Você é um idiota, Jeon Jungkook. Suas mães sabotaram completamente sua personalidade. Mesmo que você tivesse mil pessoas diante dos seus olhos, não importaria. Você é burro demais para reconhecer o amor a dois palmos do nariz.

Ele secou os olhos e ajeitou o terno.

— Rezo a Deus para nunca mais ver seu rosto novamente.

O medo no meu coração se transformou e, quando ele começou a sair, agarrei-a pelo braço. Não queria que partisse para sempre.

— Taehyung , sinto muito.

— Não sinta muito por mim — ele disse friamente. — Sinta muito por você. Você encontrará uma pessoa porque é obrigado a isso, mas você já conheceu o amor e o deixou partir.

Ele soltou a mão num puxão e me deixou sozinho.

Parabéns para mim.


Notas Finais


Acho que não vai ter nem 6 partes essa historias, mas vai valer muito a pena. Vou começar atualizar ela com mais frequência agora que A Seleção ta no fim, então aguardem e comentem.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...