História O Príncipe de Daegu - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan, Bangtan Boys, Bts, Jeongguk Uke, Jikook, Jimin, Jk Uke, Jungkook, Jungkook Uke, Jungkook!uke, Jungkookbottom!, Kookmin, Top!jimin
Visualizações 635
Palavras 3.733
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey hey, mais um capítulo procês~

QUERO DEDICAR esse capítulo para a @Aykira_chan que fez um comentário magnífico no capítulo passado <3 Sério, eu fiquei sem palavras para responder aquela beleza de comment que recebi dessa moça. Deem uma olhada no perfil dela e leiam as fics dela (tem um Aoiha shows lá). Foi graças a ela que eu tive mais inspiração para terminar de escrever esse capítulo e postar logo. Obrigado bebê, você mora no meu coração <33

Nesse capítulo ainda não rola as treta com Namjoon, mas sei que 90% das pessoas vão ter momentos de ódio e amor durante a leitura oprkdoerd
Enfim, espero que gostem e até o próximo~ <3

Capítulo 8 - Caput Septem


Fanfic / Fanfiction O Príncipe de Daegu - Capítulo 8 - Caput Septem

Jeon Jeongguk

 

Depois de um dia inteiro me esforçando por um reino no qual eu não tinha interesse, pude descansar. Já era noite e a única coisa com a qual eu poderia fazer era apenas dormir, mas naquela noite foi me pedido para que não dormisse junto ao príncipe, já que ele precisava ter uma longa conversa particular com seu pai. Eu não me preocupei nenhum pouco com aquilo, em vista de que haviam uns cinco guardas em frente a porta daquele cômodo. Ele estava bem seguro sem mim, e acredito até que esteja realmente mais seguro do que se eu estivesse junto a si.

Nessas últimas horas me peguei pensando em tudo o que estava acontecendo, e com toda certeza jamais imaginaria que eu estaria algum dia dentro de uma sala falando sobre planos estratégicos de guerra. Na realidade, nem eu sabia ao certo o porquê de eu ter dado palpite sobre tudo, eu só havia pensado naquele plano e falado, sem mais nem menos, e para a minha surpresa eles acharam que fosse uma boa ideia.

Em Wonju, meu vilarejo, os homens geralmente são os encarregados em guerras e afins, eu fui muito treinado com a espada e até mesmo sei um pouco de arco e flecha, entretanto as estratégias não eram algo que todos os homens em Wonju saberiam pensar, aquilo era algo exclusivo da minha família.

Meu pai era um homem importante no meu vilarejo, ele era considerado o mais inteligente entre todos os homens e um dos mais fortes que todas as pessoas de minha cidade natal já viram. Até mesmo o exército de Seul tinha conhecimento do potencial do meu pai, e por conta disso tentaram recrutar ele para que ajudasse com suas estratégias.

Contudo, qualquer pessoa nascida em Wonju é extremamente fiel a sua vila. Traição jamais existiu entre nós e tudo o que aprendíamos, cada habilidade que ganhávamos, tudo era sempre usado em favor de Wonju. Por conta disso, meu pai não aceitou a proposta que provavelmente deixaria ele rico. Não aceitou porque lhe foi ordenado que abandonasse a sua família, meus irmãos, minha mãe e eu não poderíamos ir juntos para Seul; não aceitou porque estaria indo contra o próprio Deus de Wonju, o Senhor Kaeli, que pregava o amor a sua pátria; e negou, ainda mais, porque não queria ser chamado de traidor e desonrar nosso nome.

E foi por isso que ele foi morto. Ninguém nunca achou o corpo dele, mas seu cavalo foi encontrado morto e sua manta estava ao chão, completamente ensanguentada. Diziam que quando o próprio rei matava alguém importante, ele pendurava a sua cabeça em frente ao castelo, para demonstrar a sua soberania sobre qualquer ser humano vivo. Eu nunca fui para Seul, mas não tinha nenhuma dúvida de que a cabeça do meu pai provavelmente foi exibida durante dias, enquanto seu corpo deve ter sido dado de comida aos lobos.

Mas felizmente ele deixou a mim e aos meus irmãos uma coisa importante, coisa que nenhum rei e nenhuma espada poderia tirar de nós: ele nos deu a sua inteligência. E mesmo que não soubéssemos ler os ideogramas dos grandes reinos, nós tínhamos nossa própria escrita — que era considerada extremamente pobre por ser fácil demais —, tínhamos nosso próprio jeito de lidar com as coisas. Não rebaixávamos ninguém para que conseguíssemos o que queríamos e não tínhamos o desejo de conquistar novas terras, já que só Wonju nos importava.

Talvez fosse por essa inteligência toda herdada pelo meu pai, que eu era inteligente o suficiente para conseguir bolar um plano de guerra como o que bolei. E mesmo que nem fosse um plano tão impressionante aos meus olhos, ainda assim era algo efetivo e que provavelmente funcionaria. Precisaríamos apenas mexer alguns palitos e teríamos uma guerra ganha com quase nenhum cavaleiro morto.

Ao chegar no meu antigo quarto, o qual eu não ia há semanas, deparei-me com Taehyung em cima de uma das camas, enquanto segurava um livro velho. Yoongi estava de costas, aparentemente olhando para a janela que havia em sua frente. O quarto inteiro parecia estar silencioso, entretanto assim que coloquei um pé para dentro, um som me chamou atenção.

Era uma melodia bonita e um tanto melancólica, saída pelo doce assopro de uma flauta.

Quod locus nihil habeat in hoc mundo pro me. — pude ouvir a voz rouca de Taehyung começar a cantar, em um ritmo tão lento e bonito, que com toda certeza me deixou extremamente surpreso. — Futurus sum discurrere… Sed sperans fulgebunt ut sol in carminibus pro vobis… sequor.

— Quando eu dormia com vocês nunca tinha música. — falei, chamando a atenção dos dois, que cessaram com a canção naquele exato momento para me fitar. — Eu não sabia que você sabia tocar flauta, Yoongi.

— Eu toco quando a lua me pede. — Yoongi respodeu, voltando a olhar para a janela. — Hoje ela está cheia, mas não há ninguém para a admirar. A lua se sente sozinha porque todos amam somente o sol, porque ele brilha mais, porque ele aquece, porque ele dá a vida. — continuou, dando então um longo suspiro. — As vezes a lua entra por cima do sol, porque ela quer que nós amemos a ela também, mas mesmo assim todos só temos medo… Eu tenho pena da lua, que mesmo estando sempre na sombra do sol, apenas marcando o lugar durante a sua ausência, mesmo assim ela continua lá. E mesmo sendo tão rebaixada, quando chega o amanhecer ela diminui o seu brilho para que o sol possa radiar, porque a lua quer que todos fiquem felizes, mesmo que pra isso ela tenha que ceder o seu lugar. Mas ela está sempre lá, cuidando de nós, enquanto preferimos aquele que nos queima.

— Quê? — comentei baixinho enquanto arqueava uma das sobrancelhas. — Taehyung, sobre o que ele está falando?

— E eu lá vou saber! — ele respondeu e então deu de ombros. — Yoongi quase nunca fala, mas sempre que fala ele nunca faz sentido.

— O sentido das coisas é algo muito relativo. — Yoongi balbuciou baixo. — Jungkook como braço direito do príncipe também não faz sentido, mas ainda assim ninguém contesta.

— O que quer dizer com isso? — perguntei.

Yoongi virou seu rosto para trás e seus olhos foram imediatamente de encontro ao meu. E por mais que eu não estivesse compreendendo absolutamente nada do que estava acontecendo, ainda assim pude sentir uma sensação estranha a respeito daquele olhar. Seu rosto era inexpressivo, sua boca não estava curvada e todo o seu ser parecia ser simplesmente neutro naquele momento. Mas mesmo assim notei naquele olhar um sentimento que não sabia explicar. Seus olhos bateram nos meus de uma maneira tão intensa, que eu quase pude sentir medo. Ele me olhava como se estivesse julgando todas as minhas vidas passadas.

— Não é óbvio? — Yoongi perguntou e então sua boca formou um pequeno sorriso de lado, o que me deixou surpreso já que nunca havia visto o Min fazer qualquer expressão facial que fosse. — Por que você acha que foi escolhido como braço direito, Jungkook?

— Yoongi, para com isso! — Taehyung ditou alto.

— Acha mesmo que é pela sua competência? — tornou a perguntar.

— Yoongi! — o Kim repreendeu mais uma vez.

— Você é apenas carniça jogada em meio aos abutres.

— Já chega! — Taehyung disse pela última vez e se levantou, aproximando-se rapidamente de Yoongi e acertando-lhe um soco em seu rosto.

Eu definitivamente não estava entendendo nada daquilo, muito menos o que Yoongi queria dizer com tudo aquilo. Não sabia por que ele tinha me chamado de carniça e nem o porquê de Taehyung estar tão aflito com todas as coisas sem sentido que ele falava, entretanto algo me dizia que aquilo não significava algo bom.

 

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Acordei no meio da noite sentindo um frio anormal me acometer, podia sentir um vento batendo diretamente no meu corpo e, por conta disso, acabei abrindo meus olhos e olhando para a janela, notando então que ela estava aberta. Estalei a língua no céu da boca e fiz uma cara feia, praguejando mentalmente Yoongi por não ter fechado aquela coisa.

Levantei-me e então andei sonolento até a janela, logo a fechando. Bocejei e olhei para o lugar onde Taehyung e Yoongi dormiam, vendo que eles não pareciam incomodados com o frio que aquela janela aberta ocasionou. Suspirei cansado e então andei de volta até o lugar onde dormia, entretanto antes que pudesse me deitar, ouvi meu nome ser chamado em um sussurro.

Meu corpo inteiro gelou com aquilo, seguido de um calafrio que trazia consigo um tipo de medo que eu nunca havia sentido. Por alguns segundos pensei estar ficando maluco, entretanto mais uma vez pude ouvir o meu nome ser chamado novamente.

— Será que isso é… Um fantasma? — sussurrei comigo mesmo, aflito com a situação.

Dei alguns passos medrosos até a porta que estava aberta e então coloquei minha cabeça para fora, olhando em volta. Contudo estava tudo muito escuro e eu quase não enxergava nada. Mas naquele momento, eu estava era desejando não enxergar mesmo, principalmente depois que vi uma espécie de vulto ao fim do corredor. E mais uma vez chamaram pelo meu nome.

Eu estava com tanto medo que, sem exageros, sentia que a qualquer momento poderia até mesmo defecar em minhas calças. Eu sempre fui muito supersticioso e era o mais medroso entre os meus irmãos. Era por esse e outros motivos que eles costumavam me chamar de “frutinha”, dizendo que eu agia como uma menininha. Era um absurdo, mas agora eu realmente estava me sentindo como uma garotinha ao lidar com o que eu creio que seja um fantasma.

— Você vai ficar parado aí? — a voz comentou, ainda em um tom de sussurro.

Eu conseguia enxergar apenas a silhueta de uma pessoa ao fim do corredor, e aquilo me cagava de medo. Mas eu tinha que provar a mim mesmo que eu era macho e corajoso. Afinal, eu vim de Wonju e palavra medo não deveria fazer parte do meu vocabulário. Eu tenho potencial para ser um guerreiro, não preciso ter medo de fantasmas!

Inflei meu peito e então passei pela porta, mas assim que comecei a caminhar pelo corredor, aquele medo se intensificava. Eu era um guerreiro, machão mesmo, mas sinceramente… Como se mata alguém que já está morto? Eu era inútil em batalha caso meu oponente fosse um espírito.

Assim que estive no fundo do corredor, notei que a silhueta não se encontrava mais ali. Contudo antes que eu pudesse virar para trás e correr de volta ao quarto, me trancar e chorar; senti meu braço ser puxado com certa força que me assustou.

Minhas costas bateram na parede daquele corredor não tão estreito e então sentia duas mãos segurarem meus braços, fazendo-me forçar a vista para que pudesse descobrir quem era. Mas estava relutante quanto a isso, já que estava com medo de olhar e notar que realmente se tratava de um fantasma. Afinal, espíritos vagantes não devem ser a coisa mais linda de se ver.

Entretanto acabei me surpreendendo ao olhar para a face feminina bonita que sorria largo para mim.

— Por que essa cara? Parece que viu um fantasma! — debochou.

— H-Hyuna…?

— Shh… — pediu silêncio, enquanto colocava seu dedo indicador em minha boca, para que eu não falasse nada. — Eu fiquei pensando muito em você, Kookie… — disse em um tom baixo, enquanto aproximava seu rosto do meu.

— O que você está fazendo? — perguntei confuso, enquanto permanecia estático.

O corpo dela se colou mais ao meu, enquanto sua boca ia minuciosamente até a minha orelha, mordendo levemente o lóbulo da região. Aquilo ocasionou um arrepio em todo o meu corpo, contudo eu não queria nada daquilo. Tentei empurrá-la para que ela parasse com aquilo, entretanto ela apenas fez mais força para que eu ficasse preso na parede.

— Qual é Jungkook, nós somos dois adultos… — ela comentou. — Por que você não pula essa parte toda onde você finge ser um bom garoto? — perguntou e então riu. — Você não está vendo que eu quero dar para você?

— Hyuna, por favor… Eu não sou esse tipo de cara, eu não quero…-

— É lógico que você quer! — ela me interrompeu.

Sua mão desceu rapidamente até o meu membro, apertando-o por cima da roupa que eu usava, o que fez o meu corpo se retrair um pouco. Eu não estava excitado, nem tampouco queria fazer qualquer coisa com aquela mulher. Ela era sim muito bonita, eu arriscava dizer que era a mulher mais bonita que eu já havia visto, entretanto eu não estava com nenhuma vontade de fazer nada daquilo, ainda mais com ela sendo casada com Seokjin.

— Você vai mesmo obrigar um cara a comer você, enquanto ele nitidamente está te rejeitando? — ouvi uma voz masculina dizer, logo chamando a atenção de Hyuna e eu.

Olhei na direção de onde vinha a voz e notei então a claridade de uma tocha acesa, que revelava o rosto do príncipe, que estava com uma expressão nada amigável estampada em seu rosto.

Hyuna suspirou frustrada e então me empurrou de maneira um pouco bruta, desgrudando-se de mim e então se virando para Jimin. O olhar dele em cima daquela mulher estava assustando até a mim mesmo, parecia que ele estava realmente com muito ódio dela, ao ponto de condená-la ali mesmo.

— O que faz acordado tão tarde, alteza? — Hyuna perguntou com desdém. — Como conseguiu perambular por aí sem que os guardas te vissem?

— Isso não é do seu interesse. — ele disse e então levantou um pouco seu queixo, exalando um olhar de soberania. — Eu já não te disse para parar de tentar seduzir os homens desse castelo? Você tem marido, Kim Hyuna, se oriente!

— Na verdade você nunca me disse isso, majestade. — ela falou e então sorriu. — Você só me disse quando o homem com o qual eu desejo flertar é o seu amado braço direito.

— Cale a boca! — ele falou irritado e então deu alguns passos a frente, se aproximando dela. — Eu posso te dedurar para Seokjin a qualquer momento, sua insolente! Se ele souber sobre seus casos de adultério, você será condenada a ser apedrejada até a morte!

— Esse seria o meu preço pago caso descobrissem que eu sou adúltera… — ela comentou. — Mas e você, não sabe o preço que pagarias por ser um sodomita?

Jimin arregalou seus olhos e então pude notar que a raiva contida em si triplicou de tamanho, fazendo até mesmo seu rosto se avermelhar com tamanho ódio que havia surgido em seu âmago. Ele se aproximou ainda mais da mulher e então sua mão foi diretamente ao pescoço dela, apertando o lugar com força.

— O que você disse? — perguntou com brutalidade em sua voz.

Hyuna apenas sorriu enquanto entreabria a boca, enquanto ia quase perdendo o seu fôlego.

— Levar pedradas por praticar o adultério não chega nem perto da dor de ser queimado em uma fogueira por transar com uma pessoa do mesmo sexo que você. — ela falou e então riu. — Você é nojento, alteza.

— Eu nunca me deitei com outro homem! — Jimin se defendeu e então empurrou a mulher para trás, largando o seu pescoço e fazendo com que ela caísse no chão. — Você não tem um pingo de respeito pelo seu futuro rei? Como ousa me difamar dessa maneira?

— Não é difamação quando o que falo é verdade. — ela disse, enquanto passava as mãos pelo próprio pescoço dolorido. — Você é um pederasta, alteza. Por isso acho nojento pensar que um dia você subirá ao trono.

— O que está dizendo pode ser considerado traição, você tem noção da gravidade disso? — ele perguntou e então bufou. — Eu não posso aceitar tamanha desonra em meu castelo.

— Então vai me executar, majestade? — ela perguntou ainda em tom debochado.

— Não. — ele falou em um tom ríspido. — Eu irei contar tudo a Seokjin.

A mulher entreabriu a boca diversas vezes. Pude notar que sua expressão mudou ao ouvir aquela frase. Talvez até ali ela esteja tão áspera em tudo o que dizia ao príncipe por saber que ele era “bonzinho demais” para dar alguma punição a ela, entretanto não esperava que ele fosse decidir contar ao duque.

Aquilo me deixava estranhamente irritado, todavia nada conseguia falar. Estava ainda confuso contudo, e eu sinceramente já estava cansado de tanta confusão. Eu só sabia que o clima estava ruim, e agora vendo Jimin me lançar um olhar enraivecido e virar de costas, deduzi que era melhor eu voltar ao meu quarto também.

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— Ela será executada? — Taehyung perguntou surpreso enquanto olhava para Yoongi.

Já era manhã, e a notícia de que Hyuna havia sido exposta para Seokjin como uma adúltera já estava circulando por todo o castelo. Jimin havia contado tudo, e agora ela seria presa para que fosse julgada e condenada pelos seus atos. O que me deixou ainda mais confuso, foi o fato de que os boatos não citavam o meu nome, o que claramente me fazia pensar que o Park não havia me citado quando decidiu contar tudo para o duque.

— Como alguém que tem tudo na vida pode cometer esses deslize? — Taehyung perguntou e então negou com a cabeça. — Mas ela é realmente uma vagabunda… Mas me deixa surpreso o fato dela ter até mesmo levantado a sua voz e insultado o príncipe… Foi realmente muita audácia.

— Tanta audácia que parece até mesmo ser proposital… — Yoongi comentou baixo e então Taehyung o olhou com uma cara estranha, em seguida olhando para mim.

— O que você acha disso, Jungkook? — ele perguntou. — Acha que Hyuna enlouqueceu?

— Eu acho que a luxúria subiu pela cabeça. — respondi um pouco sem vontade, eu não queria mais falar sobre aquele assunto, principalmente porque ele não me agradava nem um pouco. — Mas ela será mesmo executada?

— É o preço que se paga pela traição… apedrejamento. — Taehyung respondeu e então suspirou. — Me pergunto com quem ela estava fazendo esse tipo de coisa. Eu não gosto nada daquela mulher, mas admito que esse cara deve ter sorte… Ser cortejado pela mulher mais bonita do reino não é algo que qualquer homem de beleza mediana pudesse conseguir.

— Eu tenho que ir. — falei rápido, enquanto terminava de ajeitar minha roupa.

Não permaneci mais ali, queria fugir daquele assunto e tentar não pensar na madrugada passada. Por mais que eu não tivesse feito nada de errado, eu não conseguia deixar de me sentir culpado com tudo aquilo. Afinal, eu tecnicamente estava sendo a causa da futura morte de uma mulher. Aquele era definitivamente um peso grande demais para que eu carregasse em minhas costas com tanta simplicidade.

Caminhei lentamente por entre o castelo, indo de encontro com os aposentos do príncipe. A porta não estava trancada quando cheguei lá, por conta disso entrei sem nenhum problema. Ele estava sentado frente a enorme janela que havia ali, enquanto observava a bela vista que tinha em direção ao reino ao qual futuramente comandaria.

— Bom dia. — saudei, fazendo uma pequena reverência.

— Dia. — respondeu de maneira seca.

— Tem algo de errado? — perguntei enquanto me aproximava do mais velho, vendo o olhar pensativo que observava o vasto horizonte pela janela.

— Eu não queria que acabasse assim… — ele comentou e então suspirou. — Mas ela me difamou, Jungkook. Ela difamou quem futuramente será o rei desse reino. Eu não posso simplesmente deixar passar batido tamanha afronta contra Daegu inteira.

— Eu sei. — falei e então suspirei, sentando-me no chão ao seu lado. — Me desculpe… A culpa é minha. Se eu não tivesse saído do quarto para ver quem me chamava, isso não teria acontecido.

— A culpa não é sua. — ele comentou e então virou seu rosto para mim. — ela teria falado aquilo uma hora ou outra mesmo, ela despejou tudo na minha cara como se aquilo estivesse entalado na sua garganta por muito tempo… Eu admito que fiquei com muita raiva ao ouvir ela falando coisas tão sujas sobre mim.

— Então a sua irritação maior é pelas ofensas, e não pela pessoa que o ofendeu? — perguntei com uma das sobrancelhas arqueadas. — Por que deixa simples palavras te abalarem tanto?

— Por que eu tenho medo das palavras e do poder que elas têm de ferir alguém.

— Você se sentiu ferido por ter sido chamado de sodomita? — indaguei. — Esse termo não é usado para o sexo entre dois homens? — perguntei novamente.

— Sim… — respondeu. — É um absurdo que ela fique espalhando essas asneiras sobre mim. Isso é nojento, ela deveria ter a língua cortada por falar tantas coisas sem cabimento.

— Eu não acho nojento. — respondi e então levantei o meu olhar, fixando-o na vista da janela. — Eu acho que se duas pessoas decidem fazer sexo de uma maneira que traga a si tantos riscos, como é o caso da homossexualidade, isso nada mais é do que amor. Ninguém que não ame arriscaria sua vida por um outro alguém.

— Está me dizendo que é certo ser gay? — ele perguntou e então negou com a cabeça. — Isso é ridíc-

— Eu estou dizendo que é certo amar. — o interrompi, fazendo com que o príncipe automaticamente se calasse. — Em Wonju ser gay também é errado. — comentei e então suspirei. — Eu nunca conheci um gay, nem tenho interesse nisso, na realidade. Mas eu acho absurdo queimar alguém pela sua maneira de amar.

— Dois homens não podem reproduzir, Jungkook. Isso vai contra as leis de Deus.

— E quantas vezes Deus disse isso para você? — perguntei. — Deus não escreveu nenhum livro, Jimin. Quem escreve são os homens. Deus não é um ditador, ele não quer controlar a sua vida. As próprias escrituras dizem que todo ser humano tem o livre arbítrio, não é? Mas que livre arbítrio é esse se qualquer coisa que você fizer de “errado” já é motivo para ser condenado?

— Eu acho que…

— Eu acho que Deus é uma luz de amor. Ele ama tudo o que criou e permitiu dar um pouco desse sentimento a nós também, para que pudéssemos ter o dom de amar assim como Ele. Não importa quem você ama, amor é simplesmente amor. Dois “iguais” podem não ter filho, mas quem sabe não possam cuidar das centenas de crianças pobres que são abandonadas todos os dias para morrerem nas florestas?

— Eu acho que concordo… — Jimin falou e então abaixou a cabeça. — Eu me sinto estranho, eu acho que… Não sei… Sinto como se você tivesse aberto a minha mente.

— Eu abri o seu coração. — falei e então sorri. — Agora você não precisa se sentir mal por esses tipos de termos, e pode amar a quem você quiser.

Eu só espero não ser queimado por isso.

 

 


Notas Finais


Se gostaram, deixem um comment aqui embaixo, se tiverem alguma crítica ou sugestão, sintam-se a vontade também :3
Não esqueçam de favoritar a fic, adicionar à biblioteca para ler offline e me seguir para ficar ligado sempre que sair att nova.

Amo vocês e até a próxima~


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