História O Príncipe Do Mar - Capítulo 9


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Categorias A Pequena Sereia
Personagens Ariel, Personagens Originais, Príncipe Eric
Tags Ariel, Disney, Genderbend, Pequena Sereia, Saga
Visualizações 2
Palavras 1.229
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Slash, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Homossexualidade, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - O Bruxo Do Mar


Fanfic / Fanfiction O Príncipe Do Mar - Capítulo 9 - O Bruxo Do Mar

 

               Ariel nadava decidido atrás do homem e da mulher quando ouviu alguém gritar:

                - Ariel! Ariel! - Sebastião puxou o braço dele - o que você está fazendo nadando com esses….esses tipinhos?

                - eu estou indo falar com Urs

                - como? não! ele é é um demônio - o conselheiro tentou puxar o garoto para longe dos dois, mas Ariel se afastou dele irritado:

                - por que você não vai contar para minha mãe? você é bom nisso - o garoto se afastou e voltou a seguir os dois enquanto Linguado o seguia desesperado:

               - Ariel! eu sei que você está chateado, mas você não pode fazer isso!

              - e quem vai me impedir? você? - Linguado parecia que acabara de levar um tapa no rosto, mas o ruivo nem ligou enquanto voltava ao seu caminho

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              Ariel e os dois guias nadaram até se aproximaram de um caminho escuro. o garoto olhou apreensivo ao redor vendo os peixinhos amigáveis e coloridos sendo substituídos por criaturas estranhas de aparência nada amistosa. um jato de ar quente explodiu perto dele, assustando-o. de repente o sereio começava a repensar sua decisão:

           - ãnh… pensando bem eu… - os dois se aproximaram dele e puxaram ele para perto de restos de um esqueleto de uma criatura gigantesca. os três se aproximaram do que antes era a boca da criatura:

         - por aqui

         - vamos, entre

           O garoto engoliu em seco e entrou pelo que antes era a boca da criatura. na pouca luz ele podia ver criaturas pegajosas se contorcendo no chão de forma agonizante, mas não conseguiu identificar o que eram a sereia o empurrou até uma sala iluminada por uma luz arroxeada. assim que entraram na sala os dois se viraram e saíram por outra saída, deixando o garoto sozinho

          Ele esperou um tempo antes de começar a observar a sala em que estava. no chão perto dele estava um caldeirão feitos de dentes enormes. haviam várias prateleira cheias de coisas estranhas. havia também um banco longo e uma gaiola pequena cheia de cavalos marinhos presos. ele se aproximou da gaiola e ia tocar em um dos animais quando uma voz o censurou:

           - não, não, não! não se deve tocar nas coisas dos outros sem permissão, menino, é feio! - um homem alto saiu de trás de uma cortina feita de alga. ele sorriu para o garoto enquanto ajeitava seus cabelos brancos espetados. seu sorriso era agradável e amistoso. ele olhou para o ruivo animado:

           - então você é o sereiozinho que se apaixonou por um humano? não te culpo, ele é um galã - ele piscou para o ruivo - mas a solução é bem simples na verdade, você só precisa se tornar humano também

          - você...você pode fazer isso? - o homem riu animadamente:

          - se eu posso? é claro que eu posso meu peixinho anjo - ele pegou um cavalo marinho da gaiola e comeu a cabeça do animal ainda vivo

          Ariel olhou para o homem comendo o cavalo marinho levemente enjoado. Urs pegou outro animalzinho e estendeu ao príncipe:

           - onde estão meus modos? aceita um? - o ruivo olhou para o bicho se contorcendo na mão dele:

           - não, obrigado

           - certeza? são uma delícia

           - certeza - Urs deu de ombros e enfiou o cavalo marinho na boca:

          - então….vamos voltar a conversinha sobre humanos e tudo mais, que tal? - o garoto esperou quietamente enquanto o homem mexia em seu brinco de concha distraidamente - devo dizer que eu pessoalmente não recomendaria você a fazer isso, peixinho, mas estou vendo que você está realmente decidido…

           Ariel olhou enquanto Urs pegava algo de uma prateleira e jogava no caldeirão junto com um cavalo marinho e o que parecia uma cabeça de moréia. o garoto não tinha ideia do que ele estava fazendo enquanto balançava a cauda indeciso. o homem se aproximou e disse:

         - eu posso te fazer um feitiço que te transformará em humano, porém, se o seu príncipe amado se casar com qualquer coisa neste mundo que não seja você, no pôr do sol do primeiro dia de sua lua de mel você volta a ser um sereiano e pertencerá a mim

         O garoto abriu a boca para responder, mas a fechou ao pensar que tinha ouvido uma voz familiar gritar para ele parar apesar de não haver mais ninguém ali com eles. Urs levantou o rosto dele:

          - então? temos um acordo?

          - s-se eu virar humano eu nunca mais verei minha mãe e meus irmãos e nem mesmo Linguado

          - é, verdade, mas você terá o seu homem - ele riu - a vida é cheia de escolhas difíceis, não é?

           Ariel não respondeu ao comentário. apesar de tudo ele amava sua família. ele gostava dos irmãos e gostava de sua mãe. porém nenhum deles o entendia. eles não se importavam com o que ele queria e eles agiam como se ele fosse uma criança que precisava de constante supervisão, sem contar que agora era a chance dele de conhecer o mundo que tanto o fascinava e ter a chance de conquistar Eric. o ruivo mordeu o lábio indeciso. Urs olhou para ele:

          - e então? é para hoje? eu sou um homem muito ocupado e não tenho o dia inteiro

          - er… eu…- de repente Urs exclamou alto:

          - ai! que bobagem a minha! a gente não pode fechar o negócio sem falar do detalhe do pagamento, não se ganha nada de graça nessa vida, sabia? - Ariel olhou para ele. pagar? a parte de consiga se casar com ele ou você vira meu já não era o pagamento?

         - pagar? mas eu pensei que….. mas eu não tenho nada! - o sereio interrompeu o ruivo:

         - não precisa se preocupar com isso, eu não quero grande coisa é algo do qual você nunca irá sentir falta

         - ah, se é assim eu pago

        - eu quero a sua voz - o garoto tocou no pescoço quase que instintivamente:

        - c-como é? minha voz? mas como eu vou….

        - não vai, peixinho, nem cantar, sussurrar, gritar, cantarolar, murmurar, nada, silêncio total

          O garoto soltou um som engasgado e ficou parado olhando o homem cantarolando enquanto jogava coisas no caldeirão. o sereio atirou um peixe dentro do caldeirão:

          - por que está hesitando? voz é algo superestimado nos dias atuais, e o que você faria com uma voz? falar?

          - sim? eu gosto de falar e cantar e tudo mais, e como eu vou conquis…

         - na terra é considerado atraente ser quieto, então sendo quieto e trabalhando um pouco na linguagem corporal você irá conquistar o príncipe em menos de uma hora - o homem piscou para ele e lhe estendeu um contrato e uma caneta:

          - é só assinar na linha pontilhada e eu prometo que todos os seus sonhos virarão realidade

          O garoto respirou fundo antes de pegar a caneta e assinar seu nome onde o bruxo apontava sorrindo. assim que ele terminou de assinar Urs puxou o contrato de suas mãos e avaliou sua assinatura:

          - você tem uma letrinha bem bonitinha, garoto - o homem dobrou o contrato - bem, irei tirar sua voz primeiro e depois iremos a sua transformação em humano com pernas e tudo que têm direito, combinado?

           Ariel concordou apreensivo enquanto o homem se preparava para tirar sua voz

 


Notas Finais


Curiosidade sem sentido nenhum, eu falei com um advogado um dia desses e acabei descobrindo q na vida real o contrato de Ursula seria ilegal, principalmente porque Ariel é menor de idade


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