História O Príncipe e a Criada - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção, Once Upon a Time
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Fa Mulan, Isaac (O Autor), Lacey (Belle), Lilith "Lily" Page, Neal Cassidy (Baelfire), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Once Upon A Time, Outlaw Queen, Rumbelle, Swanfire, Zades
Visualizações 77
Palavras 9.861
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEY
Sou eu! de novo, com mais um capituluizinho pra minhas rosquinhas de coco. na verdade, capituluzão, posi ele tem quase 10.000 palavras, me empolguei ;-; mas tudo bem pessoal, pode ler um paragrafo por dia, eu deixo.
DEI MEU SANGUE NELE! Mt pesquisa, mt revisão, mesmo assim, qualquer erro, me perdoem e me avisem certo?

E eu quero dizer que amo vocês! Obrigado pelso 21 favoritos de verdade mesmo! VCS SÃO O MÁXIMO! Mesmo A Carol e a Aline sendo umas chatas, amos vcs..

Neste cap, EU APRONTEI MT SRSRSR preparem os corações pq eu espero que tenha ficado bombastico e preparem as teorias tmb...

A capa de hj é um acontecimento do capitulo nhaaaaaa que fofo

Capítulo 8 - O melhor encontro que poderíamos ter


Fanfic / Fanfiction O Príncipe e a Criada - Capítulo 8 - O melhor encontro que poderíamos ter

 

Agora é fácil compreender porque Emma ficou tão chateada quando foi comparada à Stephanie, ela sempre foi verdadeira em relação aos seus sentimentos, diferente da outra que só queria poder.  Mesmo que Neal fosse um pé rapado, Emma ainda amaria ele.

Sua noite foi muito ruim, não conseguiu aproveitar direito o colchão delicioso, nem ao menos os travesseiros fofinhos, sua cabeça estava mergulhada em dúvidas sobre o encontro. O que ele queria? Por que no lugar onde se conheceram? Ele quer me chutar em grande estilo? Será que eu levo rosquinhas de coco para comermos? Meu Deus preciso dormir, imagina, aparecer com olheiras?! 

Com isso, ela se obrigou a dormir, afinal, todos no palácio dormiam. Todos menos Alec e Octavian que estavam trabalhando. Alec queria dormir, mas Octavian falava toda hora.

— Pode dormir, agora se um rebelde explodir uma cidade inteira enquanto você dorme, a culpa não vai ver minha.

Os rebeldes, que durante anos, ficaram inativos devido as medidas que Octavian tomou, a segurança também melhorou muito. Porém, a alguns meses atrás, acontecerem alguns ataques e uma gangue de ladrões profissionais roubam bancos e grandes empresas. Isso tem desestabilizado Octavian completamente que não consegue entender onde falhou.

— Vai dormir cara. — Alec disse entre um bocejo, os dois são grandes amigos agora, então as formalidades ficaram para trás.

— Eu só vou ver esse vídeo mais uma vez. — Respondeu o moreno, se ajeitando na cadeira e vendo, em uma tela enorme um assalto a banco. — Olhe a assinatura que eles fazem na parede. — Ele apontou para algo escrito em árabe ‘’ Ali Baba’’ — Conheço, a história de Ali Baba e os quarenta ladrões, Ali não era um ladrão, ainda não entendo o porquê desse nome, e esse grupo, pode perceber, há quarenta ladrões, apenas dois tem mais destaque e poder, creio que são os chefes. Agora, porque se nome? olhe as roupas deles, parecem que usam uma proteção contra as balas, as armas são de grande porte e muito parecidas com as que nosso exército usa. Eles entendem de lutas, viu o que fizeram com aquele segurança? O que eles querem?

— Eu já disse! Eles são rebeldes! Nos últimos anos, ficaram sem fundos, com todas as multas e desfalques que tiveram, agora, eles roubam bancos para obter capital suficiente e atacar. Agora vamos dormir? Você já viu esse vídeo vinte e cinco vezes. VINTE. E. CINCO! — Alec gesticulava excessivamente.

— Por isso mesmo. —explicou seu amigo. — estou vendo essa para dar vinte e seis, números pares dão sorte.

— Você e suas superstições do Oriente...

— Minhas superstições funcionam muito bem. Mas não vamos falar disso agora, pode dormir, não estou com sono. Na verdade, não conseguirei dormir enquanto não mostrar a todos que tenho total capacidade de cuidar da segurança do reino. — Octavian apertou o controle da TV com força e demostrava grande determinação.

 Alec, que estava sentado e quase dormindo sobre a mesa, acorda um pouco ao ouvir o amigo e estranha sua atitude.

— Hey, ninguém nunca duvidou de você, que história é essa agora?

— Ah, não é nada, você sabe que as pessoas ficam falando de mim. — Desconversou Octavian, passando a mão pela cabeça e rindo baixo.

— Responde logo. —Alec mandou em poucas palavras não acreditando em nada que seu amigo disse.

Octavian olhou para baixo e grunhiu alguma coisa, Alec não entendeu nada de tão baixinho que ele falou.

— FALA DIREITO!

— Hades! Hades e George, eles bem, ficam soltando umas indiretas de vez em quando.... Dizem que eu não tenho competência pra cuidar dos assuntos do reino, e que só estou aqui porque sou seu amigo.

— AH! MANDE ELES TOMAREM NO RABO! Ora, George é uma múmia invejosa, nem sei porque aquele cara ainda está no parlamento. E Hades!? Sabia que Hades quando era jovem ele pintava o cabelo de azul. AZUL! Uma pessoa que pintava o cabelo de azul e ia para reuniões discutir o aquecimento global tem alguma moral pra falar mal de você Octavian?!

 Os dois começaram a rir.

— Okay, me desculpe. Vai pode dormir, não quero que fique com olheiras, já é feio, imagina com olheiras.... —o moreno brincou vendo Alec ficar de queixo caído.

— Oooh, falou o bonitão. Já viu essa sua cara feia no espelho? Você é todo mal diagramado, seus olhos são tão pequenos que você parece estar sempre com eles fechados!

Octavian riu e apontou para si mesmo.

— EU mal diagramado? Eu sou um morenão de um metro e noventa muito charmoso. Você é um baixinho sem graça nenhuma e sardento.

— EU tenho estatura MÉDIA! Não sou baixinho. — Corrigiu Alec— E eu sou muito lindo tá? Meus olhos azuis chamam muita atenção e minhas sardinhas são uma gracinha.

— Se você fosse tão lindo...— Octavian disse sorrindo. — Não seria encalhado.

Alec rolou os olhos.

— Você também é encalhado, e pelo menos eu tenho os dois pés...

— Engraçadinho. Eu sou exótico, as mulheres adoram isso, elas vivem aos meus pés. Quer dizer, no meu pé e na minha prótese de pé. VOCÊ ENTENDEU— Octavian fez um gesto de ‘’ que se dane’’ com a mão.

— É verdade, elas desmaiam vendo sua feiura... — Alec agora dava tanta risada, que acabou engasgando. — Só que eu tenho que te pedir desculpas, não queria chatear você. Você sabe, pela coisa do pé— Alec respondeu, se culpando por brincar com a deficiência do amigo.

— Você sabe que não ligo pra isso. — Octavian deu de ombros, perdeu o pé esquerdo durante uma batalha a uns quinze anos atrás.— E  com apenas um pé, sou mais bonito que você.

— Okay, então, o gatão, fique ai com sua beleza que eu vou dormir, boa noite.

— Boa noite feioso. — Os dois deram um tapinha no ombro e Alec foi embora, o vídeo estava quase acabando quando Octavian viu um detalhe diferente.

Em um momento, um dos ladrões tirou o capuz do rosto, foi muito rápido, a câmera mal captou o momento, Octavian travou o vídeo e viu a imagem do criminoso muito borrada.

Era um homem, alto de cabelo escuro, tudo que se podia enxergar, aquele rosto era muito familiar, extremamente familiar e aquilo o assustava. Para tirar esse ideia da cabeça, foi dormir, devia estar com tanto sono, que estava tendo alucinações.

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O dia foi extremamente, corrido. Emma acordou e com ajuda se suas criadas/amigas. Vestiu um belo vestido de cetim com branco com bolinhas pretas, queria mesmo é descer com um coque malfeito, uma calça a uma jaqueta de couro, felizmente, suas amigas não deixaram.

— Você quer ficar parecendo uma mendiga? —Judy nasceu Seis, apesar disso, sempre andou muito arrumada, é extremamente vaidosa, anda sempre com o cabelo lavado, hidratado e cheiroso, Emma acha isso muito exagero, digamos que ela tem preguiça de se arrumar.

— Agora que você está na seleção, precisa andar sempre arrumada, esqueceu que há câmeras em todo lugar? — Amelie pergunta, fazendo um rabo de cabelo trançado muito fofo nos cabelos da loira.

— Sim, eu esqueci, na verdade, eu ainda não consegui digerir ainda a informação.  Sou uma selecionada, tenho um encontro com o príncipe hoje. MEU DEUS, QUE TENHO UM ENCONTRO! — Emma gritou. — MENINAS, O QUE EU VOU FAZER EU NÃO SEI O QUE FALAR E O QUE VESTIR, COMO AGIR MEU DEUSS!

— Não somos as melhores pessoas para te aconselhar, somos três encalhadas. — Lily deu de ombros. — Não seja falsa, nem aja como uma perfeita idiota. Onde vocês vão se encontra mesmo?

— No abrigo que nos conhecemos, na sala dos espelhos. — Respondeu Emma de olhos fechados pois estava sendo maquiada.

— Está aí, um assunto para vocês conversarem, sobre a infância. E pelo amor de Deus Emma, não fale com ninguém sobre esse encontro, já odeiam você imagina se ficarem sabendo... — Aconselhou Lily.

Depois de uma maquiagem leve, Emma estava pronta para descer, foi quando batidas na porta começaram e ela mesmo foi atender.

— Olá, me chamo Aisha, o meu quarto é aqui do lado, eu achei que poderíamos descer juntas e ir conversando. Tudo bem com você? Dormiu bem? — Ela parecia muito animada e agitada, até demais para a opinião de Emma.

— Oi. — Respondeu Emma sem nenhum entusiasmo fazendo Aisha ficar sem graça.

— Não precisa ver comigo, eu estou me sentindo muito sozinha aqui. Só queria alguém pra conversar sabe? — Ela disse enquanto torcia os dedos.

Emma ficou com muita vergonha, não queria passar a impressão de ser uma pessoa chata, nas verdade, ela era muito tímida, Aisha apareceu do nada, querendo amizade, Emma era odiada por todas as outras Selecionadas, então, ter pelo menos uma amiga seria bom.

— Não tem nada, desculpe, é que eu estou meio nervosa. Com essa coisa da Seleção e tal... — Emma disse saindo do quarto. — Ainda quer ir comigo?

— Claro! — A morena bateu palminhas. — Ah, eu também estou hiper nervosa, mas  acho que todas estamos não é mesmo Emma? Ah, desculpe, eu sei o eu nome, quer dizer, todas sabemos seu nome!

— É mesmo? — perguntou Emma sem graça. — Que ótimo... Então, qual a sua província?

—Hansport. — Ela respondeu enquanto andava rapidamente pelos corredores, ela andava tão rápido, que Emma teve que dar uma corridinha para alcança-la.

— A mesma província do Ministro Thompson?

— Sim, sim, mas eu nunca falei com ele na minha vida.  Quase ninguém o conhecia em Hansport na verdade, ele morava num lugar muito distante. Aliás, como é viver no palácio?

— Aaah...— Emma falou bem baixinho, descendo as escadas de mármore branco e extremamente cara. — é um pouco cansativo, não passei necessidade, porém trabalhamos bastante e somos muito cobradas, tudo deve estar perfeito...

— Isso parece chato! Não tenho muita paciência pra essas coisas, de perfeição, organização. Eu pego tudo e PÁ! Faço do meu jeito. Acho que não sirvo para ser criada. — Aisha faz gestos com os braços pra demonstrar o quanto é agitada, mas todos conseguem perceber isso.

— Qual era Casta? — Emma questiona curiosa, Aisha parecia ser Dois, pela postura ereta, Quatro pela simplicidade que se vestia.

— Cinco! — Respondeu ela ao terminar de descer a escada— Sou uma artista. Uma pintora, eu vivo de tintas, cores, paisagens e sonhos. Acho que por isso não seria uma boa criada, odeio coisas certinhas, retinhas, perfeitinhas. É tão... entediante.

Emma sorriu, a vida de criada era tudo que ela tinha, nunca reclamou porque o que seria sem ela? Embora houvesse dias que o que ela queria mesmo, era sair por ai, sem destino, fazendo que quiser e não o que a casta determinava.

 A mesa do café estava cheia, a maioria as selecionadas já havia chegado, nenhum monarca estava presente. Aisha e Emma sentaram lado a lado, amorena ficando a sua direita, a sua esquerda, estava Zelena Millis, a irmã de Regina.

— Ora, ora. — Disse a ruiva que usava um vestido verde e os belos cabelos ruivos soltos. Desde que chegou ela só usara verde. Alguém avisa pra essa moça que existem mais cores no mundo? — Se não é a Seis, viu, você vai tirar a mesa depois do café?

 Todas as selecionadas riram. Emma ficou vermelha de raiva. Aisha, que não achou nada engraçado fez cara feia para Zelena.

— Aposto que ela arrumou a mesa e depois colocou essa roupa ridícula! — Uma delas disse, quem era mesmo, ah sim, Tamara.

 Mais Risadas estouraram no salão de refeições, Emma estava com muita raiva, no entanto não queria quebrar a cara de todo mundo, não antes do encontro.

Com certeza aquelas idiotas iriam ter feito mais piadinhas idiotas e rido feio idiotas se uma pessoa não aparecesse, uma pessoa alta, morena e com uma cara fechada que significava ‘’ quero voltar pra cama.’’

— Eu posso saber o porquê de tantas risadas? — Perguntou Octavian— É sério, estou precisando rir um pouco... Ando muito estressado.

Todas ficaram mudas, olhando para os sapatos, para o pedaço de bolo em seu prato, ou para a o nada. Nem Emma teve coragem de se manifestar, ela conhecia o Ministro Thompson, ele era uma pessoa legal, a loira já teve breve conversas com ele, contudo, é muito fechado, sério por natureza. Mesmo que ele esteja pulando de felicidade, o máximo que ele dará é um meio sorriso, isso o torna muito intimidador.

— Essa cosplay de abacate! — Aisha apontou para Zelena.— Fica fazendo piadinhas maldosas com a Emma, e todas essas bobocas ficam rindo. Vocês não percebem que estão magoando a garota?!

Emma teve vontade de morrer. Octavian olhou sério para todas as selecionadas, e depois para a loira.

— Senhorita Swan, você não tem nada a falar? — pergunta ele.

— B-b-be-bem, é verdade senhor... Mas bem, não creio algo deva ser feito, foi apenas uma brincadeira...

— Você se sentiu ofendida? — indaga ele olhando fixamente nos olhos dela.

 Emma não queria responder, isso faria com que todas as Selecionadas ficassem contra ela, talvez até o povo ficasse contra ela. Ficou em silêncio.

— Será que você fazer o favor de me responder?!— Gritou Octavian.

— SIM, EU ME SENTI OFENDIDA! Eu tenho sentimentos sabiam? Não é só porque eu era Seis e uma criada que eu não posso ter um pouco de paz? Sim, eu me inscrevi na Seleção assim como outras milhares de moças. E se eu fui SE-LE-CI-O-NA-DA não me culpe, quem pegou o envelope foi o príncipe e podem falar o quanto quiserem. Daqui só saio se ele me eliminar. — Desabafou Emma tremendo.

— Você está certa. — Disse Octavian rapidamente. — Acho que todos sabem, eu era Sete, eu tive que trabalhar muito até chegar aqui, e já ouvi muita coisa também, coisas que vinham de gentinha como vocês que se acham mais importante por ser de uma casta mais alta, pois vocês são apena sum bando de tolas.

— Senhor Thompson, o senhor está me ofendendo! — Gritou Zelena.

— É pra ofender mesmo!! Sabe o quanto é ruim ter que acordar cedo todo dia, fazer um serviço pesado e ainda ter que ficar ouvindo humilhação? Não vocês não sabem! Eu espero que isso nunca mais se repita, sinceramente, ou então, Neal vai ficar sabendo, não direi nada sobre isso agora pois a Seleção mal começou. Respeitem a senhorita Swan é uma ordem. E eu espero que vocês a acatem, pois, estão sendo filmadas a todo momento e principalmente, porque eu vejo muito mais que as câmeras. Agora, eu sinceramente, vou tomar meu café no jardim, não estou nem um pouco a fim de ver a cara de vocês.

Silencio mortal.

— Ah, antes que me esqueça, qual o seu nome senhorita? — Octavian se refere à Aisha. — Queria lhe agradecer pela sinceridade.

— Meu nome é Aisha. Aisha Shadi — respondeu sorridente e orgulhosa.

Pois, bem, eu quero lhe dar isso como agradecimento. — Octavian deu a moça um prato cheio de rosquinhas de coco, pegou sua xícara de café e um pratinho com panquecas e foi embora.

Octavian encontrou Neal e Alec nos corredores, ele parou bem na frente do Príncipe e disse:

— Tu tá ferrado, é cada uma pior que a outra .— Disse ele dando uma tapinha no ombro do jovem e indo embora.

Neal olhou abismado, com os olhos arregalados para o tio.

— Ele só está brincando. — Alec deu de ombros. — Eu acho.

Quando chegaram ao salão, as Selecionadas estavam sérias, tomando seu café em silencio, apenas o barulho dos talheres era ouvindo.

— Bom dia. — Cumprimentou Neal sentando-se.

— Bom dia Alteza. — responderam.

Emma deu um leve sorriso ao ver o Príncipe, não queria demostrar isso a ninguém.

Nela estava nervoso, ele estava nervoso desde que a Seleção começou, hoje teria um encontro com Emma, queria falar algumas coisas com ela, ele mal sabia o que dizer, mas precisava conversar com ela.

— Dormiram bem senhoritas? — Ale pergunta sorridente.

— Muito bem Alteza! Aquele colchão é delicioso! — Aisha disse empolgada.

— Que bom que gostou. Queremos que nossas selecionadas tenham o máximo de conforto possível. — O duque complementa.

— Eu sou o único que não consigo dormir? — Neal tenta fazer uma piada.

Alec riu olhou com carinho para o sobrinho.

— Eu também não dormiria se tivesse que escolher entre essas belas jovens. — Brincou ele.

Aparentemente, nenhuma delas presta. Pensou Neal, ele até gostaria de perguntar a alguma delas o que aconteceu quando Octavian estava aqui, entretanto recuou, pois essa atitude seria uma oportunidade de desencadear uma briga gigante.

Emma foi a sortuda que ganhou uma rosquinha de coco de Aisha, em alguns momentos, o seu olhar se esbarava com o do Príncipe, ela sorria de vez em quando. A loira se sentia estranha perto de Neal, é difícil, a sensação é estranha, ela gosta dele e não sabe como demostrar isso, tem vergonha de demostrar isso, em medo de demostrar isso. Neal também está muito confuso.

Quando o café acabou, Emma foi com Aisha para o salão das mulheres, as outras selecionadas as fuzilavam com o olhar.

— Que se danem elas. — Resmungava a morena. — Antes só do que mal acompanhada, não é o que dizem? Agora sente, eu vou desenhar você!  Sente aqui na minha frente e sorria, fica seria, ou seja FIQUE BONITA. O que não vai ser difícil no seu caso já que você é linda.

Emma sentou-se em uma poltrona e olhou para o nada por um bom tempo. Aisha usou papel e lápis preto para fazer o desenho, em meia hora, ela terminou o desenho, a morena era rápida e não ligava muito para os detalhes, os arrumando coma agilidade misturada com capricho.

— PRONTINHO! VOIALÁ! Olhe só como ficou. — Ela mostrou o desenho à Emma, estava muito lindo, Aisha desenhava muito bem.

— Eu gostei muito, ficou muito parecido! — Emma diz toda a alegre do ver seu retrato. — Você desenha desde pequena?

— Desde os três anos. — respondeu ela batendo as mãos para tirar o pozinho do lápis. — E eu sempre amei desenhar, pintar. Eu era feliz sendo Cinco, essa Seleção maldita estragou tudo!

Emma arregala os olhos, supressa com a revelação da outra, afinal, estar na Seleção é algo transformado na vida de uma garota.

— Espera, você não queria ser selecionada?

— NÃO! NÃO MESMO. Minha mãe me inscreveu secretamente e pra piorar, o destino quis que o Príncipe pegasse o MEU envelope! — Aisha bufa irritada— O príncipe parece legal, mesmo assim, não tenho um pingo de interesse, eu quero mesmo é ficar com alguém que eu ame, e como amor está me extinção, prefiro ficar sozinha. Prometi a mim mesma ficar aqui pelo menos um mês, só por causa do pagamento, e agora tenho mais dois motivos: Você e as rosquinhas de coco! AQUILO É DELICIOSO!

As duas começaram a rir.

— Eu sempre quis ser Selecionada, e cara! Eu estou aqui, mas éér…— Emma ficou corada, envergonhada, precisava de dicas de como ter um encontro decente, só conhecia Aisha a poucas horas, ela seria confiável? Ela mesmo declarou não querer nada com o príncipe, mas as coisas podem mudar— Eu realente ficaria feliz se fosse a escolhida, na verdade, hoje mesmo, eu tenho um encontro. — A loira pronunciou a palavra ‘’ encontro’’ quase sussurrando.

Aisha se jogou para trás, seu corpo ficou descendo pela poltrona.

— AAAAAAAAAAH VOCÊ VAI TER UM encontro. — disse a última palavra bem baixinho, sendo discreta.  Que máximo, onde vai ser? quando vai ser?

— As duas horas, na sala dos espelhos, e eu não sei como agir, por favor me ajuda! — implorou ela.

— Bem, eu já tive um encontro uma vez e digamos que foi uma bosta, o cara tentou me assediar e eu chutei as bolas dele.— Sorriu a morena. — Mas eu tenho algumas digas pra você: Não fale palavrão e não chute as bolas dele.

Emma ficou decepcionada.

— Só isso?

— Só. — Aisha faz um’’ fazer o que?’’ com as mãos— Meu encontro foi uma porcaria. Bem, já é onze e meia, daqui a pouco é o almoço, não estou afim de comer, comi rosquinhas demais, sem falar que estou sem vontade de olhar aquelas chatas.  Bem Emma, boa sorte com o seu encontro, eu estou tão feliz por você! Se precisar de ajuda, pode me chamar, não que eu tenha alguma experiência, mesmo assim, eu sou a única pessoa por aqui que não tenho interesse nenhum no príncipe, então. Conte comigo!

— Tudo bem, tchau, Aisha— Ela se despediu da mais nova amiga.

Depois que Aisha foi embora, Emma ficou entendida sem saber o que fazer, diferente das outras, ela já morava no palácio e sabia de tudo sobre o lugar. Espere, um pensamento surgiu em sua cabeça. Ele sempre trabalhou em tudo isso não significa que ela conhece tudo.  Ela sempre gostou da biblioteca, cheia de livros e histórias que era proibida de ler.  Foi em direção a biblioteca, queria ler muito, muito mesmo.

A biblioteca do palácio era imensa, os livros eram separados por gênero, havia uma mesa gigante de cerejeira no centro. Curiosa, Emma pegou um livro de aventura chamado ‘’ Percy Jackson: O ladrão de raios’’ ela ficou curiosa com o título, quem roubaria um raio?

 Ela devorou o livro, não sabe quantas horas ficou lendo, mas terminou a história. Ela amou a história e ficou ainda feliz quando viu que havia uma continuação.

PERCABETH! PERCABETH HOJE! PERCABETH SEMPRE!

Olhou, despreocupadamente, para o relógio. 14:15

ELA

ESTAVA

ATRASADA

!!!!!!!!

Correndo como uma maluca, a loira errou o caminho três vezes, ou indo para o corredor errado, ou para o andar errado, foi quando acertou. Quinta sala, segundo corredor, andar quatro.

Ela chegou correndo, ofegante. Chegou com vinte minutos de atraso, estranhou pois o Príncipe também tinha acabado de chegar.

— Alteza. Me perdoe o atraso, eu acabei me entretendo com um livro. — Ela começou a de defender.

— Não precisa se justificar. — o príncipe respondeu gentilmente. —Eu também me atrasei, fiquei preso em uma ‘’ maravilhosa’’ aula de alemão. — Rolou os olhos.— Agora, por favor entre.— Ele abriu a porta do salão e Emma entrou.

O salão dos espelhos era repleto de... espelhos ora. Consiste em um grande espaço envolto de espelhos em sua estrutura tendo o teto em formato de um arco revestido de dezessete espelhos que refletem a vista das imensas janelas que o compõem.  Tendo sido importado de Veneza na Itália, país aliado do reino. Tendo sido decorado com pinturas que retratava o heroísmo e as vitórias militares de Illéa. Os espelhos deviam ser sempre muito bem limpos, seus adornos em ouro também, e isso é uma tarefa extremamente complicada.

—Esse lugar é lindo. — Emma disse passando a mão pelo espelho adornado com flores de lis. Vendo seu reflexo no vidro perfeitamente polido. Estava arrumada, um pouco corada, mas é quase imperceptível.

— Minha mãe sempre vinha aqui. — Neal diz nostálgico fechando a porta. — Ela ficava horas se olhando no espelho, penteando o cabelo... Eu sinto a falta dela, quando aconteciam os bailes, minha mãe e suas amigas ficavam aqui, se observando em seus lindos vestidos.

— Eu não me lembro muito bem dela. Ela era muito linda. — Emma lembra da primeira rainha.

— Ah, não vamos falar disso agora. Temos em encontro não mesmo? — Neal foi em direção a um espelho, ele era como qualquer outro, ao seu lado, havia uma grande candelabro, suas velas não estavam acesas. O Príncipe puxou uma das velas e o espelho eu estava ao seu lado, começou a desaparecer, o vidro foi descendo e uma passagem surgiu. — Primeiro as damas!

Sorridente, Emma entrou na passagem que estava exatamente igual a quando era criança. As parede de tijolinhos acinzentados frios como uma pedra de gelo, o chão feito de cimento polido, a loira sentia um aroma gostoso de peru, estaria delirando?

Era um pequeno corredor que chegava a um cômodo médio, onde uma mesa redonda e duas cadeiras preenchiam o espaço. Sobre a mesa, um peru assado, salada, purê e muitas outras coisas deliciosas.

— Achei que estaria com fome. Vamos, sente-se! — Ele puxou uma cadeira e fez um gesto com o braço, para que Emma se sentasse.

Ela estava com fome, e extremamente feliz. Seu encontro estava ficando cada vez melhor. Sentou e ficou observando, aquele assado deliciosos, quase nunca comia peru, apenas no final do ano quando os criados se juntavam e faziam uma pequena ceia.

— Gosta de peru? — Neal questiona se acomodando na cadeira e começando a montar seu prato.

— A sim! Eu adoro peru! — Respondeu ela, mas depois percebeu que aquilo não ficou muito legal— Quer dizer, eu gosto da coxa e da carninha suculenta....

 Os dois começaram a rir.

— Pode pegar a coxa, eu sou um ser estranho, prefiro o peito. — Declarou Neal dando uma garfada. — Aqui não tem câmeras, e eu gosto disso, essa falta de privacidade as vezes me incomoda. Tive que pedir ajuda a alguns criados para montar tudo, contudo a notícia vai demorar a chegar.

Emma ficou indecisa de isso era bom ou ruim. Olhou para o prato e até perdeu a fome

— Por que você não deseja que a notícia venha à tona?!— Emma perguntou gritando, o  Príncipe era como as Selecionadas, no fundo, ele nunca esqueceu aquela vagabunda, filha duma puta da Stephanie.

Neal deu um sorrisinho sarcástico e deu um gole em seu suco de uva, se deliciando ao ver a raiva de Emma.

— Bichinha tinhosa. — Reclamou ele. — Sempre foi, agora estou me lembrando, era exatamente assim quando criança!

— Não desvie de assunto! — Gritou Emma.

Neal respirou fundo, Emma não entendeu o que ele quis dizer, não entendeu que ele tentava protege-la.

— Eu não queria que as outras selecionadas soubessem, elas iam te odiar ainda mais. — Se defendeu. — Octavian me disse o que aconteceu de manhã, quer dizer, disse do jeito dele. Não queria que te magoassem mais. Sabe Emma, eu gosto de você. Não quero te ver triste. Por isso eu te chamei aqui, principalmente para pedir MIL DESCULPAS pela forma que te tratei antes. Jamais deveria te comparar a Stephanie. Eu me senti muito mal depois, tentei pensar em uma forma de me redimir com você e essa foi a minha única ideia.

— Você não é muito criativo. — respondeu Emma rispidamente.

— De fato não. — Neal retruca com uma careta. — Mas eu sei que você gostou, já é a sua segunda coxa!

— Não coloque comida no meio...— murmura Emma, ela ficou balançada com as palavras do príncipe, ela gostava dela. Isso era algo bom? SIM! Porém ao mesmo tempo, ele não disse que gostava dela como ela gosta dele, não mesmo, o que ele quis dizer é que via Emma como, no mínimo, uma colega. — Você me comparou a Stephanie. Ela mentiu para você, te enganou o que eu fiz à você? Nada. Nada mesmo, apenas ficava te observando pelos cantos como uma boba.

  — Eu nunca soube dos seus sentimentos. — Defendeu-se Neal que mal tocou na comida. — Eu não quero que você fique magoada comigo. Na verdade, eu lhe tenho uma proposta.

— Proposta? — indaga a loira curiosa, limpando a boca em um guardanapo.

— Essa Seleção apenas começou, e eu estou com muitas dúvidas, nem, mal conheci todas as garotas, tenho que dar atenção à elas. Sei bem muitas só querem a coroa, o pagamento entre outras coisas. Quero que me ajude, ir me informando sobre coisas que ainda não sei sobre as garotas, se estou confiado na garota errada.

— O que ganho em troca? — pergunta desconfiada.

— Ficará o máximo de tempo possível. O pagamento é bom, você sabe, sei que precisa dele.— Ele responde objetivamente. — Além disso, eu sinto que posso confiar em você, podemos fazer uma boa dupla, não estou dizendo que correspondo aos seus sentimentos, porém não quero te magoar. Lembra quando éramos crianças? E jogávamos ovos nos guardas, nunca descobriram pois nunca desconfiavam da gente. Podemos ser assim de novo. Sem a parte de jogar ovos nos guardas, Octavian me mataria.

— Jogamos ovos nele também! — Zoou a loira.

— Sua maluca.  E então? Isso é um sim? Consegue me perdoar? — Implorou Neal.

Emma estava indecisa, metade dela dizia. ‘’ Isso vai dar merda!” a outra dizia, ‘’ MEU DEUS! É A SUA CHANCE! VÁ ME FRENTE’’ sabia que iria atiçar a raiva de todas, e provavelmente a imprensa não a deixaria sossegada, pior ainda se Jefferson ficasse sabendo, ele é um cara legal, não aceitou muito bem a separação, ela tem medo de ele s que ele sofra ainda mais.

Ela, em uma mistura das duas decidiu.

Mesmo que dê merda, é a minha chance de conseguir algo com ele. Não vou desperdiçar.

— Okay, Alteza, eu ajudo você. Mas terá que me prometer ser sincero, não quero ser enrolada ou iludida. Essa é minha única condição. — Declara sorridente.

Neal não esconde a sua felicidade.

— Não sabe como estou feliz!  Venha cá, vamos selar nosso acordo. — Ele levanta o dedo mindinho para a loira.

— Eu não acredito nisso. — Ela ri juntando seu dedinho ao dele. Ficaram um tempinho, balançando as mãos e rindo feito bobos. — Agora vamos terminar de comer antes que esfrie!

Emma tentou comer a coxa com os talheres, o que era um fracasso total. Começou a comer com a mão mesmo. A fome tinha voltado com força.

— Mas que deselegante! — Neal fez a voz mais gay que pode. — Pelo menos é mais prático, quer saber, vou te imitar. — E começou a comer a asa do peru com as mãos.

 Depois do peru, houve uma sobremesa. Mouse de coco, os dois comeram enquanto faziam piadinhas.

— Lembra quando O Duque ficou bêbado no aniversário do Rei? — Perguntou Emma.

— Claro! Foi muito engraçado, meu pai quis morrer. — Nela começou a lembrar do tio dançando no meio do pátio do castelo, abrando uma garrafa de vinho.

Depois de um tempo conversando. Neal pegou uma pequena caixinha do bolso.

— Quero lhe dar um presente. — Ele abriu a caixinha, um pequeno colarzinho comum pingente com um cisne. — Espero que goste, um cisne para Swan.

Emma ficou encantada pelo colar, foi se aproximando até ficar frente a frente com Neal, encantada com aquele gesto. Sentia algo estranho dentro de si, seria a famosa borboleta no estomago?

— Ah, ele é muito lindo! Obrigada, eu posso provar? — Emma se controlava para dar pulinhos.

— Claro, pode se virar por favor? — Emma ficou de costas para o Príncipe, ele coloca os cabelos loiros da moça no ombro e prepara o colar, ela fica arrepiada ao sentir o metal em suas costas e dos dedos de Neal. Dedilhou o pequeno cisne do seu mais novo colar.

Havia um pequeno espelho no abrigo. Emma foi se ver no adorou o novo presente.

— Você ficou muito bonita. — Elogia ele observando a loira, ela realmente bonita, transmitia luz, vitalidade, alegria. Coisas que Neal não tem muito no dia a dia.

— Obrigada.— Emma deu uma rodadinha.—  Até que para alguém sem criatividade, se saiu bem. Acho que ficamos ausentes tempo demais, vamos voltar?

Neal fez que sim com a cabeça.

— Até que deixamos tudo arrumado para dois selvagens que comem com as mãos. — Brincou ele levantando o seu braço esquerdo. — Me dá a honra senhorita?

— Claro.

Emma cruzou seu braço com o dele e os dois começaram a andar pelo corredor. Muito rápido, Ela sentiu alguma coisa em sua bochecha. Lábios.

Neal estava tão feliz com o almoço e por ter feito as passes com Emma, acreditou que apenas o colar não era suficiente, tomou coragem e mais rápido que que pensou, beijou sua bochecha. A pele da loira era macia e perfumada. Os dois ficaram ultra vermelhos depois do ocorrido, olharam um para o outro, deram sorrisinhos tímidos e continuaram a andar pelo corredor. A passagem já tinha se fechado, era possível ver o que acontecei no salão dos espelhos, mas quem estivesse lá não veria nada.

Repentinamente, antes que os dois conseguissem sair do abrigo, uma sirene de alerta ecoou, os dois se assustaram e de imediato, souberam o que estava acontecendo.

Estavam sendo atacados.

 

*-*-*-**-*-*-*-*-*

Octavian disse que ia tomar seu café no jardim. O que ele fez mesmo, foi dormir estirado em um banco em que suas pernas ficavam pra fora enquanto murmurava.

— Ele roubou meu ônix! Você não vai fazer nada só porque ele é faixa preta agora? ME DEVOLVA ME ÔNIX ANTES QUE EU QUEBRE VOCÊ!

 Seus sonhos não conseguiram se concluir pois um estrondo o acordou. Tiros, gritos e sirenes. Um ataque. Em um pulo, ele ficou de pé e sacou seu revolver, ele jamais anda desarmado. O barulho vinha de perto, provavelmente, os rebeldes usaram o pomar para invadir a propriedade.

Aquele lugar nunca é protegido o suficiente. Pelo menos Imperador deve estar dando um jeito neles.

 Correndo, chegou aos estábulos. De fato, Imperador estava furioso, pisoteando o traseiro de um invasor, o cavalo castanho é extremamente dócil. Com o dono.  Não suporta outras pessoas perto dele. Isso se aplica perfeitamente ao caso.

Octavian notou que havia mais um homem nos campos dos cavalos. Eles tinham algo de familiar, suas roupas?  Pretas. Seu porte? Altos e fortes e o mais impressionante, derrubaram um guarda sem nenhum esforço.  O Ministro conhecia muito bem aqueles golpes. Krav Maga. E também sabia exatamente quem eram os invasores. Ali Baba e seu bando.

 Instintivamente, ele correu até os criminosos. Desferiu um golpe com a perna que atingiu o abdômen do outro homem. Este caiu no chão mas levantou-se com um pulo não se importando com o golpe que acabara de levar.

— Eu não quero ter que te machucar. Mas se continuar a resistir, a sua situação não ficará nada favorável. — Octavian ameaçou, mantendo uma certa distância do homem alto de cabelos castanhos claros e pele bronzeada. Sua voz era grava e sem demostrar nenhuma emoção e seu corpo continuava em posição de combate.

— Não tenho medo de você! Nenhum de nós temos medos de ninguém desse palácio! — Vocifera o outro apronto para acertar o moreno, correu para alcança-lo. Octavian percebeu o movimento e com o braço atingiu sua garganta. O homem ficou estirado no chão e mão teve tempo de se mexer pois Octavian jogou-se sobre ele e o imobilizou, com o braço dobrado em seu pescoço

— O que vocês querem? Vamos! Me responda! Onde o resto do seu bando está?! — Perguntou ainda fazendo força no pescoço do desconhecido.

— Queremos o que todos querem. Riqueza! E não se preocupe, nosso líder vai acabar te encontrando! — o homem disse tentando puxar o folego.

— Imbecil! — Octavian soca o invasor e ele desmaia. Levanta-se o mais rápido que pode e atira no outro invasor que planejava atirar em Imperador. — Prenda os cavalos! — Ele ordenhou a um guarda e depois correu para dentro do palácio.

Lá era uma confusão. Sirenes e cacos de vidro, guardas armados correndo em todas as direções. Octavian ficou preocupado, viu muitos serem nocauteados e caídos no chão, também pensava na família real e nas selecionadas, o primeiro dia já começou com um ataque.

 Eu treinei todos eles. E eles caem como gelatina! Eu vou demitir todo mundo depois.

Correu o mais rápido que pode ao ver um dos bandidos pronto para atirar em uma selecionada. Por trás, agarrou seu braço e chutou sua perna, fazendo-o cair e atirar na direção errada, acertando-lhe uma cotovelada na face e quando o atirador tentou segura-lo, Octavian o chutou nas bolas. Isso não é nada muito glamoroso, mas sempre funciona, o homem ficou agonizando de dor e Octavian atirou em sua testa.

— UAU! VOCÊ MATOU ELE! VOCÊ MUITO OBRIGADA! — A selecionada começou a vibrar de alegria era a mesma das rosquinhas de coco no café. Aisha.

— A senhorita precisa ir para um abrigo! — Octavian disse rapidamente, o seu coração batia muito rapidamente.

— NADA DISSO. — Negou ela.— eu sei fazer tudo isso que você sabe! Meu pai me ensinou a lutar. Eu vou te ajudar

Octavian observou aquela figura saltitante no meio do caos meio abismado, respirou fundo, sua perna estava começando a doer.

— Isso é uma loucura. Mas eu não vou deixar a senhorita se arriscar. — Ágil, ele pegou Aisha no colo e a colocou nas costas como uma macaquinha, correndo feito um doido ele ia em direção ao abrigo mais próximo sendo socado.

— Me solte seu louco! Eu posso te ajudar! EU QUERO AJUDAR.— Ela berrava enquanto o chutava e socava.

— Ajude ficando em segurança! —Pondo a mãe em uma parede falsa, a parede abriu-se rapidamente e ela jogou Aisha lá dentro com o máximo de delicadeza possível.

— VOCÊ NÃO VAI ME DEIXAR AQUI! — Foram as últimas palavras dela antes da parede se fechar.

Ainda pensando nas palavras do homem que encontrou no estábulo, Octavian deu ordens aos guardas para praticarem a luta que ensinou e atirou na perna ou no braço. Para impossibilita-los.

O primeiro andar estava um pandemônio, vidraças quebrados, cacos de vidro pelo chão e guardas correndo feito loucos tentando perseguir alguém. O mais estranho era que não havia nenhum do bando de Ali Baba.

O Primeiro andar não tem muita coisa. Eles querem riqueza, terceiro andar. A oficina de joias, o closet da Rainha. É obvio!

Octavian correu, indo em direção as escadas, encontrou Liam, um dos seus melhores soldados impedindo um bandido de ir ao segundo andar.

— LIAM! QUANTOS JÁ SUBIRAM? — Pergunta ele gritando por conta dos tiros.

— A maioria senhor! Não se preocupe, vários guardas já subiram também e estão lutando bravamente. — Respondeu ele.

— E o seu irmão? O Florzinha, onde está. — Florzinha no caso é Killian, é uma longa história que eu vou contar um dia.

— Subiu agora pouco senhor. —Liam recarregou a arma

— Mande os guardas restantes bloquearem as saídas, mande uma mensagem de rádio para eles. Eu vou subir, tentarei impedir que eles cheguem aonde desejam. —Octavian sobre as escadas correndo e encontra doze soldados desorientados. — SOLDADOS! Bloqueiem as saídas! Atirem nas juntas!  Eles sabem lutar, vamos, eu fiquei três anos ensinando vocês a lutarem não sabem fazer nada?!

— Sim senhor! — Gritaram em uníssono.

Os soldados fizeram grupos de quatro e começaram a lutar contra os bandidos. Octavian percebeu que cada um trazia uma bolsa nas costas, algumas já estavam cheias. Ele entrou em alguns combates. Um homem ia chutar sua costela mas ele bloqueou o chute usando sua perna. Agarrou o braço do baixinho e torceu, fazendo-o voar. Quase levou um tiro em algum momento, se não tivesse desviado, seria acertado.  Estava cansado, a muito tempo que não lutava assim, com tanta adrenalina, sua cabeça martelava, sua cabeça doía, e sua perna direita realmente havia se machucado, estava doendo bastante.

Viu um homem sufocando Killian, o Florzinha. Correu até lá e deu uma cotovelada na cabeça dele, o Killian caiu no chão e começou a ofegar tentando recuperar o ar e afastando –se o máximo possível dos dois.

O homem que o sufocara não ficou muito ferido, revidou contra Octavian, o socando, o moreno sentiu o gosto metálico do sangue na boca e cuspiu, mais precisamente na cara do agressor, enjoado, ele fechou os olhos e ficou distraindo tentando limpar a cara, Octavian chutou sua perna direita e ele ficou caído, não por muito tempo tentou desferir um soco no seu adversário, porém Octavian o bloqueou usando um castiçal pregado na parede.

— Espero que que a rainha me perdoe por isso! — Disse ele acertando a cabeça do homem com o objeto e depois com a perna esquerda, o chutou na virilha, ele agonizou de dos e cai ajoelhado, Octavian não perdeu tempo, desferiu um tapam em seu rosto, depois um soco no estomago e na garganta em seguida acertou o castiçal em sua cabeça.

‘’ Não deixe que a carne do inimigo esfrie.’’ Uma pessoa lhe dizia.

A cabeça do homem estava sangrando e ele inconsciente.

— Senhor! — Killian o chama, ele demorou um tempão para recuperar o ar e ficar de pé e ainda teve que procurar a arma que fora jogada longe. — Esse homem disse que seu chefe estava perto de pegar o que queria, ele está indo para a oficina!

Octavian engoliu o sangue que estava em sua boca.

— Eu cuido disso. — Sacou sua pistola. — Tente manter-se vivo Florzinha antes que eu fique arrependido de não ter te demitido. Um soldado tem que saber o mínimo de como se defender.

— Perdão senhor. Treinarei mais. — Killian olhava para o chão.

— Primeiro defenda esse palácio. — Octavian ralhou e foi em direção a oficina.

Correndo, atirando, e tentando não cair de exaustão, ele chegou ao terceiro andar e viu que ele estava completamente vazio, viu pegadas indo para o quarto andar, onde se localizava grande parte do tesouro real, seu lado racional dizia para que ele fosse na direção dos bandidos e acabasse logo com tudo aquilo. Entretanto alguma coisa dentro de si o instigava a permanecer procurando o líder daquela máfia, desde que viu aquela figura embaçada muito parecida com alguém, não sentia paz. Tinha que acabar com aquilo, afinal, se acabasse com o chefe, terminaria tudo.

 A oficina era um cômodo enorme, sua porta ocupava grande parte do corredor, ela estava entreaberta e o ministro consegui ver uma silhueta. Um home, alto e forte de costas para a porta pegando muitas joias. Octavian entrou de supetão gritando.

— VOCÊ FOI PEGO! AGORA PONHA AS MÃOS PARA CIMA E VIRE PARA MIM! — Ordenou ele.

O homem fez exatamente o que Octavian mandou. Deixou a bolsa em cima da mesa que os joalheiros usavam para criar as mais belas peças do reino, e devagar, foi virando seu corpo. Ficou frente a frente com o outro, com as mãos levantadas e um sorriso sarcástico estampado no rosto.

Octavian continuou sério, mas, ao olhar atentamente notou aquele homem não era parecido com outro. Era ele. Alto, dois metros, o rosto triangular, o cabelo negro recém cortado, os olhos tão escuros que se é impossível ver as pupilas. Octavian ficou tão abismado, que deixou a pistola cair, suas pernas fraquejaram e ele teria caído se não tivesse se segurado na porta. Aquilo não era possível.

— Olá meu caro. — Cumprimentou o outro homem, analisando o Octavian em seu choque— Sentiu saudades?

— N-n-não pode ser. VOCÊ ESTÁ MORTO! — Octavian negava veemente mete balançado a cabeça.

— Não, não estou morto. — O outro homem esclareceu aquele fato banal. — Embora você desejasse que eu estivesse morto. É uma pena eu não ter correspondido as suas expectativas não é mesmo Octavian?

— Isso não é verdade! Eu nunca quis que nada daquilo tivesse acontecido! — Octavian defendeu-se. Sua mente fervia como água numa chaleira, jamais pensou em rever aquela pessoa, por mais que sentisse saudades, pouco a pouco, tinha superado todo aquele episódio. — Então é você o líder desse bando? Ali Baba, que falta de criatividade.

— O que posso fazer se esse é meu nome. — Ali começou andar de distanciando da mesa e ficando cada vez mais perto de Octavian. A oficina era composta por mesas três mesas uma de frente para outra sendo separadas por um espeça, em cada mesa haviam martelos, pequenos, alicates, laminas e lixas. Havia também vários armários com portas de vidro onde joias que ainda não estava prontas esperavam sua vez. Uma tiara estava sendo produzida, o desenho em ouro branco já estava pronto, faltava preencher os espaços com belas pedras e ter as medidas da nova princesa — Já reparou nesse lugar? — Ali percorria as mãos pro uma das mesas. — É uma bela oficia, imagina, eu e você trabalhando nesse lugar?  Com certeza eu teria muito mais estilo do que esse joalheiro ultrapassado. — Ela as joias do armário com desgosto.

Octavian observou Ali com tristeza.

— Você nunca levou muito jeito pra nada. — Ali respondeu rispidamente.

— O que você quer aqui? — pergunta o moreno recuperando sua arma. — Sei que você não está no melhor caminho. Mas se eu falar com o Rei ele pode...

— NÃO QUERO SUA PIEDADE! — O mais alto interrompe. — Não quero nada de você.

— Já faz muitos anos.... — Octavian diz tristemente tentando segurar o braço do outro.

 Ali ficou furioso com o gesto do Octavian e o empurrou com força, ele se chocou contra a porta decaiu no chão.  E gritava cheio de rancor

Wa'asheur alyawm alssawt ealaa zahri (E eu sinto até hoje chicote nas minhas costas!)  Kull yawm 'asheur alnnar mushtaeilat jusadi! (Todos os dias eu sinto o fogo queimando a minha carne)

 As costas de Octavian doíam, sua perna latejava e suas mãos tremiam de cansaço e surpresa.  Apesar disso, seu coração, sua alma seu íntimo doíam muito mais, as mágoas e os erros que cometera no passado, que estavam enterrados nas estranhas do seu ser, tinham brotado de uma forma muito ligeira, o que demorou anos para ser escondido levou segundo para ressurgir. Octavian entendeu tudo que Ali disse, árabe era sua segunda linha, falava fluentemente embora não usasse no cotidiano.  Seu coração pesou, aquelas palavras era duras e verdadeiras.

lm 'akun khataiy! ( Eu não tive culpa!) — Lágrimas brotaram de seus olhos, ele os fechou rapidamente e tentou engolir o choro. Respondeu na mesma língua, pois aquilo não era um embate entre um homem da lei e um criminoso, era muito mais que isso. — Zanant 'annani himayat lakum. (Eu pensei que estava te protegendo!)

 Ali puxou Octavian pelo colarinho do terno e o prensou na parede. Olhou para os olhos igualmente escuro dos homens, estes, estavam cheios de amargura, os dele repleto de ódio.

Kunt khanni fi 'aswa tariqat mumakkanat, baed fatrat tawilat bihayth nufassil lakum khianatan li, limadha faealt dhlk? 'ana 'uhibb jazilaan ... (Você me traiu, da pior forma possível, depois de tanto tempo que ficamos separados você me traiu! Por que você fez isso? Eu te amava tanto...) — Ali soltou o colarinho de Octavian e mesmo relutante, deixou que algumas lágrimas caíssem.

Ma zilt 'ahabuk. laqad kunt mukhattiaa, walakun faealt dhlk li'annani lm 'akun 'uriduk 'ann taeani, 'ana asif 'iidha kunt la ymkn 'an naeud lm yakun laday 'ay quwwatin. (Eu ainda amo você.  Posso ter errado, mas eu fiz isso pois não queria que você sofresse, me desculpe se não consegui voltar eu não tinha forças.) — Octavian também chora, se ele pudesse voltar no tempo, faria tudo diferente.

Tawqufa! la yakun dahiat jadidat! (Pare! Não se faça de vítima de novo!) — Ali trincou os dentes e olhou com remorso para o moreno que engolia o choro e o gosto de sangue que permanecia em sua boca.

— Precisamos agir com maturidade. — Octavian disse sério, no idioma local. — e você reunir seus homens e se render agora, serão presos mas não torturados, eu me responsabilizarei pela segurança de todos.

Ali observou Octavian, dos pés até a cabeça.

— Quieto e forte como um urso, olhos escuros e brilhantes como ônix sábio como uma coruja. Se lembra disso? — Ali pergunta nostálgico, mas ainda irado.

— Claro. — Octavian disse com certeza, na verdade, foi a melhor resposta que deu em todo aquele período. — Você Ali, ágil e forte como um tigre, olhos escuros e brilhantes como ônix e imprevisível como um vulcão.

Ali andou em direção a janela e ficou em silencio, apenas ouvindo os barulhos lá de fora. O clima estava tão tenso na oficina que Octavian esqueceu do ataque acontecendo no palácio, tiros ainda se era ouvido. Octavian ficou preocupado em saber como os soldados estava saindo sem liderança. Queria sair dali, mas a situação era complicada, Ali e ele tinha muita coisa a resolver.

— Pelo menos disso você se lembra. — Ali ralhou, tirou do bolso da calça preta que usava e tirou uma pequena pedra preta, ela era totalmente escura, mas brilhava muito. — Ainda tem a sua?

Octavian olhou com tristeza par a pedra na mão do outro.

— Perdi a minha. — Ali olha com desprezo para ele. Octavian abaixou os olhos e responde— Já faz muitos anos. Fico admirado que ainda tenha a sua.

— Eu guardo muita coisa...— Ali ainda observava a joia.

— Coisas que não precisava. — Octavian lamenta. — E você não respondeu minha pergunta, o que quer aqui?

Ali esboça um sorriso maquiavélico.

— Eu quero destruir tudo. — Disse com voracidade— Eu fiquei esses quinze anos montando meu império. Um império muito maior do que esse! — Girou os braços ao redor das paredes do palácio. — E agora eu tenho um, e vim mostrar a todos que tenho muito mais poder do que você.  Além disso, porque acha que escolhi esse nome? Ali Baba? Pra atingir você. Para sempre lembrar o quanto você me machucou e me vingar de você!

— Você mata pessoas inocentes! — Octavian o olhou com repulsa.

— MATO PESSOAS COMO ELES! — Ali berrava se referindo aos monarcas. — Pessoas más, esnobes, arrogantes, que humilham as outras, pessoas cruéis, pessoas que destruíram a minha vida!

— Você destruiu sua própria vida. — Octavian julga sério.

— E vou destruir a sua agora.

Ali, que já estava furioso, ficou afogado em sua ira, socou o moreno e continuou o atingido com um chute na canela, fazendo Octavian grunhir, ele continuou chutando sua outra perna fazendo-o ficar caído no chão.

— ‘’ Não deixe que a carne do inimigo esfrie’’ — Recitou Ali com o pé no peito de Octavian. — Se recorda desse ensinamento?

—Eu não tive amnésia! — Octavian discretamente, pegou uma faquinha que estava caída no chão e enfiou na perna de seu agressor.

Ali urra de dor e tira seu pé de Octavian, este fica em pé e acerta Ali com uma braçada no pescoço antes mesmo dele conseguir arrancar a faca da perna. Octavian subiu em cima de uma das mesas e ficou em posição de ataque, não queria lutar mas não ia se render.

Ali gritou quando arrancou a faca, mas ninguém estava sabendo de nada que ocorria na oficina, todos estavam no quarto andar travando uma grande batalha. Ele mostrou os dentes em estado de raiva e foi na direção de Octavian com a faca. O homem em cima da mesa já previa o movimento e pegou um rubi bruto que estava lá, acertando a faca coma pedra, a mira de Ali vacilou e ele perdeu o foco, em um ação impulsiva de defesa, Octavian acertou sua testa.

Ali, ferido e mesmo assim sorrindo, passou a mão pelo ferimento.

— Você me cortou. — Fala com certo espanto. — Com um rubi. Isso não é irônico?

— Isso é triste. — lamentou Octavian ainda segurando o rubi, era uma pedra grande, afiada e áspera ao toque, o vermelho do sangue de Ali se misturava a coloração da pedra e ficava invisível. — VOCÊ ME CULPAPOR UM FAT QUE ACONTECEU QUINZE ANOS ATRÁS! QUANDO ERAMOS JOVENS E IMATUROS.

— NINGUÉM ERA MAIS CRIANÇA! — Ali deu um soco no estomago do outro, Octavian ficou zonzo e cai da mesa, seu corpo colide com o armário e o vidro de quebra, cortando suas mãos.

— Chega disso! — Implorou.

— Chega mesmo. — Ali conclui. — Vamos lutar direito. Ande, fique na posição de ataque, ou esqueceu como se faz?

— Como já disse, não tive amnésia! — Em um pulo, Octavian ficou de pé e se arrependeu por isso, sua perna ficou queimando de dor, mas ainda assim ficou em posição e pelo que conhecia de Ali, ele iria atacar primeiro.

E assim o fez, Ali fechou o punho, posicionou e manteve os polegares sobre os dedos indicador e médio de cada lado e investiu no rosto do Octavian, como uma defesa levanta o braço do mesmo lado em que está vindo o ataque, o lado esquerdo, com o cotovelo flexionado e os dedos abertos para aumentar sua área de defesa, afinal é preferível levar um golpe no braço em vez de diretamente na cabeça. E foi o que realmente aconteceu, o impacto dos dois braços se chocando doeu. Octavian se preparou para chutar as costelas de Ali, mas este segura fortemente a perna dele e o gira, Octavian cai de lado no chão. Sem ligar para a queda, ele chuta Ali que voa para a outra extremidade da oficina.

Depois de ficarem de pé, Ali simultaneamente, ele fechou o punho da outra mão e desfere um soco em uma das áreas vulneráveis a garganta do adversário. Ali cambaleia, projetou a cabeça para trás e baixou a guarda, o que criou uma oportunidade para ele atacar com o chute na virilha.

 

— Nada mal.— Elogiou Ali se recompondo— Só tem um pequeno conflito. Eu sou mais alto, eu sou mais forte, estou mais preparada. Como você acha que vai em vencer?

— Sendo mais inteligente! — Octavian pegou impulso e chutou o peito de Ali seguido de um soco no queixo, uma das características do krav maga é acertar nos pontos frágeis do corpo.

 Ali cambaleou novamente, estava ao lado do armário onde a tia da princesa estava em construção, ele com muita ousadia, abriu a porta e pegou a tiara.

— Que lixo. — xingou olhando a tiara com desprezo. — Esse joalheiro é uma porcaria, isso e muito mal desenhado. Sabe, se eu fosse o joalheiro, utilizaria ouro branco como base da tiara, as pedras seriam bem coloridas. Um coração no centro, um lido rubi, afinal a Princesa não ganhou o coração do Príncipe, duas ônix, uma em cada ponta da tiara, duas turquesa também em cada ponta, em um lado uma ametista, do outro uma opala. — Ali engoliu em seco. — Mas eu não posso fazer isso, porque eu não sou joalheiro. Por sua culpa!

 A perna de Ali ainda sagrava, estava tendo dificuldades para lutar também por conta do corte na testa que sangrava e de vez em quando, atrapalhava sua visão, mas a dor não o incomodava, já sentira tanta dor na vida, que não reclamava mais. Jogando a tiara no chão, Ali pega a faca que ficara no chão e no ápice da sua fúria ataca Octavian, que para se defender pega a primeira coisa que encontra, um pequeno martelinho.Com o braço esquerdo ele bate em Ali, com o direito flexionado, cotovela a junta do braço homem.  Ele focado sufoca a dor e, mira na garganta de Octavian, que não foi atingido pois abaixou-se rapidamente. Ali tenta de novo agora como alvo no abdômen, o moreno mais baixo com o martelo, acerta o dedo polegar de Ali, que com a martelada, solta a faca mas não recua, soca Octavian novamente, depois o chuta e sim intervalos, faz uma sequência, soco, chute, soco, chute.

— Eu sempre planejei esse momento, todo esse tempo, causando desastres, cometendo crimes, até finalmente invadir esse palácio e mostrar que eles confiaram na pessoa errada! Mesmo assim, foi melhor do que eu imaginava, eu cogitava que você ainda teria força pra lutar comigo. — Diz Ali vendo Octavian jogado no chão. — Agora, eu vejo, que esse foi o melhor encontro que poderíamos ter. Eu vejo o quanto você é fraco e, sem eu ter feito nada, a vida me recompensou.

Octavian estava exausto, sua perna doía, ele devia ter torcido antes mesmo de ter lutado com Ali, mas mãos sangravam e o nariz também jorrava sangue, ficou em pé com dificuldade olhou para o outro homem também ferido mas sua dor era mascarada pelo rancor e a cólera. Cansado, suplicou.

— Por favor Ali. Precisamos parar com isso, eu não aguento mais lutar, eu não quero lutar com você.

Ali sorri com escarnio e aproximando-se se Octavian que estava de costas para a janela, e sentenciou calmamente.

— Eu também não quero lutar com você. — Ele analisou a figura ensanguentada e ferida de Octavian. — Eu quero MATAR você e agora, finalmente, depois de quinze anos, eu vou conseguir a minha vingança, ter a minha justiça e sentir uma sensação que não sentia a muito tempo... Felicidade. Eu sempre tive um bom anjo da guarda, hora de estar o seu!

Antes que Octavian pode raciocinar, Ali agiu, com toda sua força, chutou com sua perna direita, afinal é destro o peito de Octavian que tentou segurar em alguma coisa e olhou, desolado para Ali, seu corpo atravessou a janela e caiu, seu corpo bateu contra o chão e lá ficou pois ninguém foi socorre-lo. Ali observo da janela quebrada, o corpo inerte e ensanguentado no piso externo do palácio, deu um enorme sorriso, o maior que dera em muitos anos e gargalhando, sai da oficina levando quantas joias pode. Inclusive o rubi que foi a arma do corte em sua testa, ele não era completamente bruto, estava parcialmente lapidado, Ali pegou a pedra e observando-a, conseguiu ver seus olhos no reflexo. Extremamente vermelho, agressivo e cheio de rancor mas finalmente vingado.

Mesmo assim, alguma coisa, dentro de seu peito ainda formigava, devia ser a extrema felicidade.

*-*-*-**-*-*-**-*-

— Quando esse ataque vai acabar?! — Emma desesperada, abrasa a si mesma.

— Não faço ideia. — Neal está sentado ao lado dela, armador com uma faca de cozinha observando através do espelho, qualquer movimento que pode estar havendo na sala, porém estava tudo vazio.

— Porcaria, meu primeiro encontro, que estava sendo maravilhoso, estragado por um ataque! — Emma chuta a cadeira com força.

— Que tal, depois desse ataque, nós termos outro encontro? Para compensar este? — Neal pergunta se aproximando de Emma.

A loira sorri e meio molenga dá a resposta.

— Eu adoraria. Onde iriemos desta vez?

— Quer ver um filme comigo na sala de cinema?

— Eu adoraria! — Emma vibra de felicidade, nunca tinha visto filmes em boa qualidade. O barulho escarnecedor de um tiro a assusta, ela grita e para buscar apoio, acaba se abraçando ao Príncipe.

Aquele momento foi estranho, um estranho bom, aquele abraço transmitia ao mesmo tempo a sensação de conforto e proteção, ternura e amor.

—Perdão Alteza.— Emma disse se soltando, mas Neal a puxou para seus braços novamente.

— Fique, está bom, eu gosto de abraços, gosto de abraçar você.

E assim, apenas abraçados e sem dizer uma palavra, os dois ficaram abraçados até o tiroteio cessar.

Aladdin tinha pegado tudo que conseguira carregar. Quando Ali não está no comando, é ele que dá as ordens. Embora Ali sempre diga que todos são um bando de idiotas, ele é apenas, o menos idiota.

Foi só pensar em Ali que ele apareceu por um caminho lateral, ensanguentado e mancando, o líder substituto ficou preocupado.

— Você está bem Ali? — Pergunta segurando sua metralhadora, aquilo era pesado a beça

— Sim. — Respondeu Ali secamente— Como andou o trem aqui?

— Conseguimos tudo que queria. — Aladdin disse enquanto tentava acompanhar o ritmo do chefe que mesmo mancando e sujo de sangue, era muito rápido. — mas perdemos quatro, somos trinta e seis agora. Os guardas parecem baratas tontas! Prendemos a maioria no porão e o resto está ferido ou desacordado.

O homem franze os lábios por um momento e olha para o lado, pensando, depois dá ordens expressas.

— Reúna todos, vamos sair pelo mesmo local da entrada. Fale árabe, não use e apito agora. E mande qualquer um soltar a mensagem. Não quero perder tempo. Um já foi, falta o outro.

Saíram, por onde entraram, um túnel escondido por um tambor de lixo, que ficava na residência mais próxima ao castelo. Deixaram sua marca, pichado na parede, com uma forte tinta preta e em legras grandes e em outro idioma, a sua demonstração de poder.

علي بابا

( Ali Baba)

ENQUANTO ISSO, NA FÁBRICA DE CHAPÉUS

Jefferson lia pilha e mais pilhas de papéis, tentando focar no trabalho esquecer uma bela loira que o abandonou por um cara de batata. Com a janela aberta para entrar um vendo, foi surpreendido quando um pombo pousou. Quis espantar o animal, mas ao perceber que ele carregava uma mensagem, o pegou com delicadeza e tirou o pequeno papelzinho enrolado na pata da ave. Quem mandaria um pombo correio, quando existe o e-mail?

Ao ler a mensagem, engoliu em seco, deixou o copo de uísque que carregava se espatifar no chão e ficou apavorado pois estava completamente perdido. O pombo, não entendendo nada, partiu seguindo sua vida.

As palavras do bilhete era poucas, mas diretas.

 ‘’ Já dei um jeito no seu irmão. Agora, você é o próximo, espero que me faça um chapéu bem bonito para eu usar em seu funeral. Pois eu vou destruir você e assistir  sua queda, enquanto tomo  o champanhe caro que roubei da sua casa.

Com muito ódio, Ali.’’ 


Notas Finais


E É ISSO POVO, NÃO QUEIRAM ME MATAR! Pq se não, ninguém vai saber o que aconteceu como Octavian tadinho
E ai,quem é Ali? O que el quer com os irmãos Thompson?
Me mandem suas teorias, suas ideias, comentem por favor, sobre qualquer coisa, se vcs acharem que o cozinheiro está pondo laxante no chá do Rumple digam pra mim, eu vou adorar saber o que vcs acham sobre algo :)

Aaah, nesse link,tem mais ou menos, como foi a luta entre o Ali e o Octavian, mas como eu sou uma pessoa que nunca tinha escrito uma cena assim antes, vcs acharam que ficou bom?
É isso gnt, aqui o video e a aparencia da Aisha, o Ali não vai ser revelado ainda mauahauaahu, mas calma, tem um cap só pra ele...

Video: https://www.youtube.com/watch?v=pqRAgKid3rU

Aisha:http://66.media.tumblr.com/tumblr_m651st1kXm1r6p041o1_500.gif


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