História O Príncipe e a Rebelde - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias João Guilherme Ávila, Larissa Manoela
Personagens João Guilherme Ávila, Larissa Manoela
Exibições 27
Palavras 1.523
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - A Maluca do Skate


Desde que saímos de casa, eu e Pedro estamos discutindo uma forma  de fazer a empresa levantar novamente, já que estavamos praticamente na falência. Meu pai de um dos homens mais ricos do Brasil pra um dos mais burros. Perdemos tudo em um golpe e acho que eu serei a única chance. Usarei minha arma mais forte: O charme.

— E a garota do jornal? — Perguntava meu melhor amigo, depois de citar várias outras meninas inúteis. — Mora por aqui e tem um pai tão ou mais rico que o seu era.

— A mal vestida? Faço de tudo pra não ser pobre, menos a vergonha. — Passei a mão em meu belo topete e fiz um olhar sedutor ao notar uma linda garota que passou por nós.

— Vamos lá, João. Tem que ter uma que lhe interesse. Suas roupas de marca dependem disso e as minhas também. Só pelo menos... — logo parou de falar ao levar um susto.

Uma menina andando de skate vindo em nossa direção. Parecia descontrolada o que nos apavorou ainda mais.

Ela usava roupas horríveis e nada femininas. Um estilo de short curto esquisito, pelo menos as pernas estão à mostra. Também possuía um casaco xadrez vermelho, não dava pra ver direito o que estava que em baixo. Tinha tênis preto até que conservado. Na cabeça um boné com a aba pra frente escodendo seu rosto.

Pedro foi esperto e correu. Já eu enquanto reparava nos detalhes nem pensei nisso. Quando vi ela já estava em cima de mim.

[Algumas horas antes]

— Pai faltam um mês para começar as férias. — Disse entrando na sala do mesmo, que olhava preocupado uma montanha de papéis — O que acha de viajarmos pra a nossa casa em San Francisco? Faz tanto tempo que não vou pra lá.

— Depois a gente conversa — Respondeu, sem tirar os olhos dos papéis. Não se importava com o que eu falava. Estranhei, pois ele não nega me dar atenção.

— Senhor Junqueira, posso entrar? — A empregada bateu na porta esperando meu pai se pronunciar.  O mesmo respondeu um rápido “sim” e ela entra no local — Tem um moço querendo falar com o senhor lá na sala. Afirmou que era importante e eu o deixei entrar.

— Fez bem. Deve ser o comprad... — Pausou ao me olhar — Um colega de trabalho. Até mais, filho. — Acenou e saiu da sala, em seguida foi a empregada.

Que coisa estranha.

Por curiosidade resolvi vasculhar os papéis que ele tanto mexia. Me surpreendo com o que vejo logo na frente. Não entendo muito, mas estava parecendo um contrato. Ele quer vender a casa em San Francisco? Mas que absurdo. Pai, a gente vai ter que conversar sobre isso e eu vou precisar de uma longa explicação pra me convencer.

Continuei a passar os papéis e o segundo era uma divida. Do meu carro importado. Ele não pagou o meu carro importado.

Teimoso, continuei a dedilhar as folhas e me surpreendo cada vez mais. Conforme ia lendo, ia ficando cada vez mais bravo. Depois de terminar tudo aquilo cheguei a uma drástica conclusão, que tenho até medo de estar certa. Meu pai está falindo.

Peguei meu celular no bolso, tirei fotos dos papéis e as enviei para Pedro pra ver o que ele acha. Concordando comigo, o mesmo diz que está com cara de falência mesmo. Só dividas.

— Você não vai perder tudo, né? — perguntou, preocupado. Parecia até mais que eu.

— Claro que não. Não nasci pra ser pobre. Não irei largar esse meu luxo por nada — Escutei um suspiro aliviado do outro lado da linha.

— Qual seu plano?

— Sabe que eu sou o rei das mulheres — Fui até o espelho e mexi no meu cabelo. Lancei um olhar sedutor para o mesmo admirando minha própria beleza — Vamos ver qual a primeira otária que vai cair no conto do príncipe aqui.

— Enganar uma mina acho que não ajudaria muito. Mesmo se conseguir tirar dinheiro dela não vai ser suficiente pra pagar as dívidas, tenho certeza.

— Mas eu não vou pegar uma dessas riquinhas não. Tem que ser uma que tenha uma empresa tão grande quanto a dele. Depois dou um jeito de passar tudo pro meu pai. Simples — Dei ombros.

— Vai achando... — Escutei seu risinho irônico — No jornal que meu pai estava lendo essa manhã tinha um empresário assim como seu pai. Parecia que tinha muita grana.

— Tá me estranhando? — interrompi — Não vou ficar com homem. Nem estou tão desesperado assim — Pedro começou a gargalhar de mim.

— Deixa eu terminar — Falou, recuperando o ar — E a filha dele ao lado parecia ter a nossa idade.

— Já li esse jornal também. Aquela menina toda mal vestida, andava parecendo um garoto. Não quero ficar com alguém assim não. — Fiz uma cara de nojo ao lembrar da tal garota. Mal dava pra ver o rosto na foto do jornal, mas só pelo estilo parecia estranha.

— Me encontra na praça perto daqui de casa em trinta minutos. Vamos falar sobre isso com mais calma.

— Como acha que vamos arrumar uma otária rica pra mim aí nessa praça? Só deve ter pobre e favelado, sem ofensas. Você se salva.

— Não é pra caçar agora, palhaço. Só me encontra lá. Não esquece de levar o resto da sua mesada. Estou liso não dará pra pagar nossos sorvetes.

— Tem problema não — Era sempre eu quem pagava, já nem me importava mais — Aproveita e me apresenta umas opções. Talvez essa missão seja até divertida.

— Você não presta mesmo — Pedro ria, concordando comigo. Eu também sabia que ele não valia nada e ia gostar.

— Nunca prestei. Enfim, vou me arrumar e a gente se encontra lá. Tchau!

[...]

— ‘Cês’ me desculpem. Estava na pista de skate e me empurraram enquanto eu ia em uma velocidade bem rápida. Tentei frear mas não deu tempo. — Sem fôlego, tentava explicar. — Vou acabar com o idiota que fez isso.

— Não importa, sua nojenta. Olha o que fez com minha linda jaqueta de couro — Tentei a limpar, pois estava completamente suja.

— Que metido — Ela revirou os olhos, só me deixando com mais raiva. Pegou o boné que havia caído e devolveu a cabeça, assim como estava antes. — Já pedi desculpas. Se vai aceitar ou ficar com essa cara de bocó, já não é problema meu.

— Ui — Sorri de lado. — Você é engraçada.

— Maluco! — a menina pegou o skate e foi provavelmente até a pista. Fiquei olhando até a mesma sumir de vista.

— Reparou que essa garota é a mesma do jornal? A “mal vestida”. Pessoalmente ela é pior, né cara? Quando aquele boné rídiculo caiu consegui ver o rosto. Ia te falar mas lembrei que não queria nada com ela. — Deu ombros — Bom, vamos continuar pesquisando.

— Tá maluco? Não estamos podendo dispensar. Me mostra onde é a tal pista.

E ele me levou ao lugar. Chegando lá, não olhei só na pista de skate. Ali por perto tinha uma turma de garotos dançando hip hop, e para a minha surpresa adorei. Até que dançam bem. Em um lugar um pouco mais deserto rapazes grafitando e fazendo desenhos legais na parede.

Voltei minha atenção para os skatistas e a menina não estava lá. Fui com meu amigo pedir informação a alguém por perto.

— Vocês viram uma garota com uma camisa xadrez vermelha e um boné no rosto? — Disse aos que dançavam. Todos negaram.

— Que descrição horrível — pronunciou Pedro — Ela tinha um cabelo castanho todo bagunçado com um mecha roxa.

— O que vocês querem com a Larissa? — perguntou um grafiteiro atrás de nós. Estava de braços cruzados e aparentemente bravo. Diferente de mim, parecia não ter medo de briga. Fiquei assustado.

— Olá bom homem — estendi a mão, mas o mesmo ignorou — A gente queria ter uma palavrinha com a sua...

— Amiga — completou, me aliviando. — Deixem ela em paz, tá bom? A Lari detesta mauricinhos assim como vocês dois. Se querem o que estou pensando não vão conseguir nada.

O sangue me ferveu ao ouvi-lo me chamar de mauricinho. Logo criei coragem para enfrenta-lo.

— Esse aí não me conhece. Só vou saber se vou conseguir ou não se tentar. Não é você quem vai me impedir de fazer isso. Eu gostei da sua amiga sim. Vai fazer o que? — Ele fechou a mão com força como se quizesse me dar um soco, mas logo relaxou.

— Não preciso fazer nada. Enfim, se o mauricinho aí quer falar com ela vai está nessa pista de skate amanhã a noite como sempre faz. Veremos o que acontece — O grafiteiro subiu em uma bicicleta velha e saiu.

— Tem certezar que quer progredir com isso? Esse cara pode até ser um pobre coitado, mas é bonito. Ele tem pinta de galã. Viu as tatuagens? Os músculos? O piercing? Algumas garotas gostam disso.

— Se liga, Pedroca — o chamei pelo apelido que ele mais odiava — Ninguém é mais galã que eu.

— O grafiteiro disse que ela não gosta de mauricinhos e você pode até negar, mas é um. Desiste. Vamos procurar outras garotas, com certeza tem bem mais interessantes que essa maluca. Ela só vai nos atrasar.

— Silêncio — lembrei da menina caindo em cima de mim e gritando comigo. Dei um sorriso malicioso, que o Pedro já conhecia o significado. — Gosto de desafios.
 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...