História O príncipe Ignóbil - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinato, Assassinos, Drama, Gay, Irmãos, Lealdade, Mistério, Mortes, Perseguição, Principe, Realeza, Sangue, Terror, Tragedia
Exibições 5
Palavras 1.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction O príncipe Ignóbil - Capítulo 1 - Capítulo I

Albert.

Ela era com certeza uma guerreira, nem a noite mais tempestuosa a apavorava.

Uma das rodas da não tão nova carruagem havia se partido com a chuva maciça que criava buracos pela estrada. Estávamos lá, eu, ela e o cocheiro que, apavorado, entrou junto a nós na carruagem. Ela era minha mãe, e necessitava urgentemente de um médico.

Mamãe sempre foi uma pessoa sensível e com uma saúde extremamente frágil. Íamos até a cidade porque ela estava grávida e havia acabado de entrar em trabalho de parto. Papai iria nos encontrar lá depois, teria de terminar sua reunião no palácio da justiça. Para ele a politica era mais importante que tudo.

Ela não aguentava mais. Além de grávida, ela estava horrivelmente doente. Em baixo de sua pele havia caroços, sangue saia de seu nariz, ouvidos e da gengiva. Sua pele estava estirada nas pernas, assustadoramente inchados. O médico que havia a examinado no dia anterior analisou sua garganta, que estava inflamada e cheia de bolhas grandes cheias de liquido.

Fui ao seu lado e segurei sua mão direita, a mesma estava vermelha e com manchas roxas. Ela não conseguia falar, apenas gemer e sussurrar lamentos da própria vida. Lágrimas partiam dos meus olhos e caiam em sua face, não conseguia parar de olha-la. Sua face era irreconhecível, doía em mim.

Eu sabia que, com apenas quatorze anos, a minha primeira experiência como médico iria ser o parto de meu próprio irmão mais novo, e ao mesmo tempo sabia que minha pobre mãe não iria sobreviver a tal esforço. Mas assim o fiz como lia nos livros de medicina.

Acoquei-me entre suas pernas, separando-as e as segurei. Mandei o cocheiro sair para nos dar espaço. Gritei para ela empurrar, já que o barulho dos trovões era mais forte. Ela tentou, mas logo rolou a cabeça para trás, exausta. Eu a fiz insistir.  “FORÇA” Gritei, ela tentou novamente. Nada. “COMO VOCÊ QUER MAIS UM HERDEIRO COM ESSA FRAQUEZA?” Eu não deveria ter sido rude, não deveria ter sido violento. Mas continuei “VAMOS” Mandei. Ela fez força novamente. De repente eu ouvi um barulho, algo havia rebentado dentro dela. Juro que neste momento eu queria apenas deitar a cabeça no colo dela e chorar. Se o bebê estivesse morto eu não saberia o que fazer. Ela estava sufocando. Tirei minha gravata e coloquei em sua boca fazendo-a morder. “Fecha os olhos” Falei soluçando. Minhas mãos tremiam.

A janela da carruagem estava quebrada, alguns cacos ainda restavam grudados ali. Tudo que eu queria era enfiar aqueles cacos afiados nos meus pulsos, mas tinha uma criança ali. Um irmão ou uma irmã chamando-me para salva-la. Apanhei um dos cacos, um dos maiores e espessos, não iria se romper tão fácil. Aproximei-me do rosto dela ainda em choque e sussurrei “Eu te amo, me desculpa”.

Voltei-me para seu vestido na altura da barriga, abri seu vestido e observei seu abdômen inflado pela presença da criança. “Reze” Disse para ela segundos antes de fazer um corte ali. Sua pele se abriu como se eu tivesse cortado uma fatia lisa de torta. Sua pele, antes estirada, aberta em minha frente. Eu podia ver pus e sentia que meu estomago iria transbordar. Achei a parede do útero e a rompi com o vidro, com o máximo de cuidado.

Senti-me tontear por alguns segundos, mas firmei-me. Não lembro como, mas retirei a criança dali, enrolando-a em meu paletó.

Mamãe não se mexia mais, não respirava e estava sem pulso. Estava com a cabeça jogada para trás e com minha gravata na boca. Com a criança nos braços, fechei seus olhos antes arregalados. Os belos olhos cinzentos já mortos.

Era um menino. Não chorava, nem gemia como os recém-nascidos normais, ele apenas dormia angelicalmente em meus braços.

Com certeza era um guerreiro, nem a noite mais tempestuosa o apavorava.

~~

 

 

 

Dezesseis anos depois estávamos sãos, eu, meu pequeno irmão e papai.

Ele achava uma idiotice termos ido de carruagem pela estrada naquele dia, afinal, tínhamos carros mais resistentes que uma velha carcaça de madeira.

Papai tentou se matar duas vezes desde que eu e Kenton – Nome que dei a meu próprio irmão. Um guerreiro das histórias que mamãe contava – fomos encontrados com fome e frio na estrada um dia depois dela ter morrido.

Felizmente, todos esses dezesseis anos seguintes foram calmos. Papai superou tudo e decidiu tornar parlamentar nosso país para ele ter um pouco de descanso já que, como rei, ele teria muito trabalho.

Kenton havia crescido um menino fraco e sensível como nossa mãe. Possuía cabelos castanhos avermelhados como os de papai, olhos cinza como os de mamãe e um corpo magro, pálido. Tudo isso acompanhado de várias doenças respiratórias, cardíacas e paralisia muscular na mão direita, coisa que o tornava canhoto. Tirando esses defeitos, era um jovem de espirito saudável. Gostava de música e leitura, era um jovem bom de debate e sempre tinha resposta pra absolutamente tudo. Era genial.

O que não se sabia sobre a família real era que escondíamos segredos da população para não passar a imagem de “família imperfeita”.

Tínhamos muitos segredos que iam da morte de minha mãe à minha homossexualidade, mesmo eu não sendo um herdeiro. Além do fato de termos “protegidos”. Jovens de doze a vinte anos que se colocavam a disposição de trabalhar no castelo a nosso serviço, como empregados. Fazendo as tarefas diárias do castelo como cuidar do jardim, fazer a comida e limpar todos os três andares, eles ganhavam comida e moradia lá.  Um deles, Logan, era deficiente. Tinha apenas 30% da visão e era adoravelmente belo. Seus olhos eram cinzentos de íris e ausentes de pupila já que sua cegueira aumentava a cada ano. Seus cabelos eram pretos e emaranhados, angelicalmente bagunçados e pele de porcelana. Tinha dezoito anos e trabalhava como lavador de roupas.

Logan era meu parceiro e dizia sentir atração por mim. Ele ficava muito chateado quando eu e Lucian – Minha esposa, na verdade, a que meu pai havia arranjado para mim – aparecíamos com a cara estampada nos jornais, esbanjando felicidade pelo nosso casamento e orgulho de podermos “futuramente” formar uma família. Lucian era a mulher mais irritante e arrogante que papai poderia ter encontrado para mim. Ela era filha de um conde de um lugar que eu nunca havia ouvido falar, e realmente não me interessava. A única coisa que importava era sua beleza. Seus cabelos ruivos sempre estavam em um coque, sempre tão maquiada e com vestidos de alta costura nos bailes que organizávamos.

O sorriso em nossos rostos sempre tinha algo a esconder. As risadas que saiam do fundo da garganta as vezes doíam mais que uma facada nas costas e as mentiras que tínhamos que contar para mascarar quem realmente éramos, acabava em destruir-nos por dentro em um piscar de olhos. Meu irmão sim era valente. Aguentava tudo isso com seu ar sábio. O olha que mamãe também tinha e que me chamava à atenção. Ele com certeza era um guerreiro, nem os piores segredos o apavoravam. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, comentem o que acharam por favor e até a próxima.


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