História O Professor. - Destiel - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Chuck Shurley, Dean Winchester, Naomi, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Castiel, Dean, Destiel, Supernatural
Exibições 229
Palavras 2.524
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Notas Finais. <3

Capítulo 8 - Capítulo 8.


De onde eu conseguia tirar tanta coragem? Estava sozinho na cozinha do meu professor, usando apenas uma camisa dele, exigindo que transasse comigo o mais rápido possível. Começava a considerar a hipótese de que estava enlouquecendo. 

– Não pode começar uma vida sexual depois de um porre sem comer nada, Castiel. Primeiro cuide do seu corpo, depois das suas vontades.  Fiquei mais animado. Sentei no banco alto e aguardei.

– Agora já temos um acordo? – coloquei um pouco de suco em meu copo.

– Menino! – ele me repreendeu.

No entanto, a forma como ele falou o ‘’ menino’’ preencheu o meu corpo de necessidades que até eu desconhecia. O que era aquilo? Meu professor suspirou balançando a cabeça em desaprovação.

– Vamos tentar chegar a um acordo, certo?

– Mas...

– Sem ‘’ mas’’, Castiel. Eu já estou fazendo muito concordando com toda esta loucura, então terá que ser do meu jeito. Ou você concorda ou não teremos um acordo.

Larguei a torrada no prato e cruzei os braços aguardando. Meu corpo não tinha necessidade de comida, tinha necessidade dele. Opa! O que eu estava dizendo? Como assim dele? Especificamente dele? Porra! Era verdade. Eu queria ele e não qualquer um. Aquele homem tão cheio de experiência e sabedoria era a pessoa certa para ser... O meu professor? Ri mentalmente sem deixar transparecer.  Era exatamente isso. Dean Winchester seria meu professor.

– Primeiro – começou a dizer enquanto colocava comida em meu prato e café em minha xícara. – Independentemente do que vá acontecer aqui, você precisa ter em mente que ninguém poderá ficar sabendo. Sou o seu professor, sou mais velho, estou orientando o seu trabalho final e não posso correr o risco de ser acusado de me aproveitar de suas fraquezas. Você quer ser escritor, eu sou dona de uma das maiores editoras do Brasil, entenda que o que vamos fazer é absurdo.

– Não é – tentei contestar.

– É absurdo. Chega a ser um crime.

– Professor...

– Eu vou ajudá–lo, Castiel. Vou ajudar porque... Merda! Realmente seu texto melhorou muito depois daquele beijo. Estou me sentindo péssimo, por ter que admitir o quanto foi significativo para o seu avanço. Também não me sentia bem sabendo que precisaria reprovar o melhor aluno da universidade.

– Então nós vamos transar ? – percebi que minha pergunta continha mais animação do que eu gostaria demonstrar.

– Não – ele me encarou decidido.

– Como não?

Minha cara de desagrado deixava claro o quanto fiquei decepcionado com aquela resposta. Para se sincero eu fiquei irritado, aborrecido, raivoso... Tudo o que minha personalidade de garoto mimado me permitia sentir.

– Não posso transar com você, menino. Entenda!

– Não entendo. E não me chame de menino, eu já tenho vinte e um anos. Sou maior de idade e posso transar com quem eu bem quiser.

– Bom... – ele me avaliou de um jeito estranho, descendo seus olhos até minhas pernas que propositalmente deixei amostra. – Eu te vejo como um menino – desviou o olhar. – Mesmo já tendo vinte e um – bebeu um gole de seu café. – E mesmo podendo transar com quem quiser, mas pelo visto não é assim que será e não é assim que você quer, então vamos entrar em um consenso.

– Professor...

– Castiel, não seja infantil. É muito arriscado além de não ser eticamente correto. Você é virgem. Eu sou mais velho. Não posso fazer isso.

– E como vai me ajudar?

– Vou ajudá–lo. Nós vamos fazer algumas coisas... Vou orientando você...

E pela primeira vez em minha vida eu vi o professor Winchester envergonhado. Era como se a proposta dele fosse tão indecente que nem ele podia acreditar que a estava fazendo.

– Orientação já tive de sobra. Lisa e Bart me contam toda a vida sexual deles, detalhadamente. Eu li todos os livros possíveis. Não preciso de teorias, preciso de prática!

Quase explodi em um ataque de fúria. O que ele estava achando, que podia simplesmente me contar como funcionava que eu assimilaria? Pelo amor de Deus!

– Calma! – estávamos exaltados. Confie em mim. Vou ajudá–lo. Nós vamos deixar algumas coisas acontecerem, só não vou tirar a sua virgindade – ele não me olhava nos olhos.

– Por que não? Eu quero que faça isso.

– Castiel, você não sabe o que está dizendo. Depois que esta merda de formatura passar, irá se arrepender do que fez para conseguir sua graduação. Acredite em mim, será muito melhor se você encontrar alguém que o ame, ou pelo menos esteja no mesmo nível de envolvimento que você. Eu sou apenas mais um cara. Não é correto o que estou fazendo e não quero ser premiado com sua virgindade.

– Esqueça! – estava com raiva.

 Era como se estivesse implorando para que ele fizesse o gigantesco sacrifício de ficar comigo. Droga! Como permiti que chegasse a aquele ponto?

– Ah, não! Não comece a chorar novamente – percebi que algumas lágrimas caíram de meus olhos. Passei as mãos limpando–as com força e esquecendo completamente das lentes de contato que tiraram meu foco fazendo–me piscar repetidamente.

– Ok! Vou embora.

– Espere – me segurou quando tentei passar por ele. – O que vai fazer ?

– Vou embora. Desculpe por envolvê–lo nisso e... obrigado por ter me ajudado ontem – ele suspirou.

– Castiel, acredite em mim, eu sei o que estou fazendo.

– Eu também.

– Não quero que saia em busca de alguém para transar, não seria justo com você. E o que eu pretendo fazer será mais do que suficiente para ajudá–lo a escrever.

– Como você vai fazer isso? Conversando comigo?

– Não! – seus olhos se estreitaram e ele passou as mãos pelos cabelos lisos que caíram como uma cortina em sua testa. – Pensei muito sobre o assunto. Já sei o que falta em seus personagens. Por favor, faça como estou lhe pedindo!

Eu estava ferido e humilhado. Não que ele tivesse dito qualquer coisa para provocar esse sentimento, eu tinha me permitido passar por essa humilhação e doía muito mais do que se fosse ele a causa. O professor Winchester segurou meu rosto entre as mãos com carinho e se aproximou de mim bem devagar.

– Você é lindo! Merece alguém que o ame. Alguém que queira lhe dar o mundo e não um canalha que só vai se aproveitar da situação.

Seus olhos, incrivelmente verdes, estavam mais escuros.  Em minhas teorias, os olhos escureciam quando a pessoa estava em situação de risco, ou qualquer outra coisa relacionada à descarga de adrenalina. E todos os romances que li, descreviam que o homem ficava assim quando estava excitado. Porém aquele não era o caso do meu professor. Ele apenas se punia pelo que tinha despertado em mim e por isso se obrigava a me ajudar, como uma penitência pelo seu pecado.

– Você não é um canalha.

– Estou sendo um.

– Não. Não está.

– Por favor, concorde com minhas condições! Deixe–me ajudar você, Castiel.

Ah, droga! Eu queria tanto que ele me ajudasse. Queria tanto seus beijos outras vez e também poder escrever daquela forma tão perfeita. Era disso que eu precisava. E como dizer não a duas pedras preciosas que me encaravam com tanta intensidade, mesmo que no fundo soubesse que era apenas culpa.

– Tudo bem – eu me vi concordando. Ele sorriu e, para minha surpresa, me puxou para seus braços e me beijou.

Caramba! O que era aquele beijo? Parecia que o mundo havia deixado de existir. Meus pés deixavam o chão e meu corpo flutuava. Senti seus lábios macios se movimentando nos meus. O encaixe era perfeito. Sua língua tocou meus lábios e eu os abri para recebê–la.

O sabor não era comparado a nada que eu já tivesse experimentado antes. Deixei que ele brincasse com minha língua e grudei meu corpo ao dele. Suas mãos se movimentaram. Uma descendo pelas minhas costas e me prendendo a ele e a outra subindo até minha nuca segurando meus cabelos com força. Eu queria que me invadisse de todas as formas possíveis.

Depois de um tempo nos devorando, ele se afastou. Eu estava ofegante e ansiosa por mais. Com um passo para trás, o professor Winchester deixou que eu voltasse para o planeta Terra e apenas me observou. Pisquei e mexi no cabelo sem saber ao certo o que fazer depois.

– Viu? Dá para fazer muita coisa, Castiel.

Mordi o lábio inferior para não sorrir amplamente, corando de uma maneira violenta, pensando no tanto de coisas que faríamos. Ele tocou meu rosto com as costas da mão e ficou me olhando, analisando, como quem observava uma pintura. Incapaz de me conter, comecei a me contorcer de ansiedade. Ele notou e sorriu daquele jeito peculiar, deixando os lábios se esticarem em câmera lenta, prendendo–me completamente a este movimento.

– Gosto do seu beijo – revelou.

– Do seu beijo – corrigi. Ele me olhou surpreso. – Nunca beijei outra pessoa, então este é o seu beijo. Estou apenas aprendendo – ele sorriu.

– Isso vai ser muito interessante, menino. Agora coma alguma coisa.

                                               ***

‘’ O amor é a única loucura de um sábio e a única sabedoria de um tolo ‘’

                                               Willian Shakespeare

Castiel

Se eu considerasse o que tinha de exemplo de amor poderia acreditar nisso, Shakespeare. Afinal de contas, era para onde caminhávamos, não? No entanto, se tivéssemos um acordo sobre aquele parâmetro, amor deveria ser a única regra no quesito ‘’ sentimentos proibidos’’ .

Eu não tinha medo. Não estava em condições de temer, mas também acreditava que não haveria tempo de inserirmos tais sentimentos em uma relação como aquela, por isso não recuei. Muito pelo contrário. Eu ansiei. Durante cada segundo que se passou me vi pensando em qual seria o nosso próximo passo.

O professor Winchester quase não comeu. Fiquei sentado terminando  o meu café enquanto ele lavava a louça, depois me deixou sozinho na cozinha indo sentar no sofá da sala com um livro na mão. Durante este processo não conversamos. Estava com receio de falar alguma besteira e acabar desencorajando–o.

Afinal de contas falar e fazer besteiras era minha especialidade. Depois que acabei meu café e lavei minha louça, fiquei indeciso se deveria ou não ir até ele. Estava confuso demais. Meus pensamentos eram contraditórios, ora eu era o homem mais desinibido e corajoso que já conheci, ora eu tinha vergonha de me aproximar.  Era incomum reagir desta forma. Por fim decidi que o melhor a fazer era ir até ele.

E foi o que fiz.

Aproximei–me dele, que continuava sentado no sofá com o livro aberto em suas mãos. Quando cheguei perto, ele voltou sua atenção para mim. Seus olhos eram quentes e faziam meu corpo ferver de uma maneira até então desconhecida, com vontade de avançar e de recuar ao mesmo tempo. Ficamos nos encarando, imóveis.

Ciente de que algo deveria ser feito, ajoelhei–me à sua frente, entre suas pernas, como um bom aluno e aguardei pelos seus ensinamentos. Tínhamos um acordo e precisávamos começar o quanto antes.

O professor Winchester ficou surpreso com minha atitude. Colocou o livro sobre o sofá olhando–me atentamente. Eu me sentia refém daqueles olhos, preso em sua profundidade. E ele me admirava, não fixando em meus olhos, mas observando meu rosto. Merda, Meu pescoço!

Fechei os olhos pensando em recuar, mas foi neste exato instante que seus dedos acariciaram meu rosto. Outra vez a sensação de estar sendo queimado me invadiu. Ofeguei e mordi os lábios.

Seus dedos desceram pelo meu pescoço, roçando a pele. Passearam pelos ombros, indo em direção ao meus mamilos. Acredito que parei de respirar pois nunca ansiei tanto um toque como naquele momento, em frente a ele, expectante, aguardando por seus ensinamentos.

No entanto, ele desviou no último segundo, deixando que descessem pelos meus braços. Meu coração estava acelerado e eu fiquei ofegante com a tentativa frustada. Abri os olhos e o encontrei me encarando. Outra vez a sensação de estar preso em seu olhar.

– A primeira coisa que deve aprender é que precisa se conhecer.

Fiquei confuso. Não esperava por mais teorias, e para dizer bem a verdade, eu estava pronto para a prática. Ele sorriu demoradamente, saboreando minha reação.

– Seu personagem fica um pouco confuso quando está em uma situação envolvendo sexo. Normalmente ele não consegue expressar ao certo o que sente ou o que deseja. O que acontece é que não pode alguém saber do que gosta se não se conhece. Nenhum homem tem a capacidade de adivinhar do que uma mulher gosta, Castiel. Normalmente ele age de acordo com as indicações da mulher.

– Indicações ? – praticamente sussurrei.

Ele falava como o professor que era, me ensinando e me prendendo a sua aula. Falar algo naquele momento era quase como profanar a história, como se isso fosse espalhar a bruma que se formava no ambiente quando ele me fitava com aqueles olhos, me instruía com seus lábios maravilhosos, a voz rouca e envolvente.

– Sim. Gemidos, toques mais apertados, pele arrepiada, movimentos acentuados do corpo, sempre são uma dica sobre o caminho a seguir, e você só poderá fazer isso se conhecer o seu corpo tão bem a ponto de saber exatamente como sentir.

– Entendi.

– Para o homem, o sexo é bom mesmo quando não é tão bom, entendeu?

– Não.

Ele riu baixinho, me deixando deslumbrado com a maneira sensual que conduzia a conversa. Durante todo o tempo deus dedos subiam e desciam em meus braços. Eu ainda queimava.

– O  homem sempre goza no final, já a mulher...

– Ah, entendi – fiquei envergonhado e quente, eu estava aprendendo tanto com homens, e mulheres embora continuasse firme.

– Por isso é fundamental que você se conheça. O orgasmo é tão complicado para homens apenas seu corpo ainda é um estranho. Quando você descobrir o que gosta e como gosta, será muito mais fácil de atingi–lo. E você nem precisará de um homem ou mulher para alcançar este objetivo – aquele sorriso torto desconcertante brincava em seus lábios. Puxei o ar com força. – Você nunca se masturbou ? – neguei com a cabeça. Agora sim meu rosto estava todo vermelho. – Nem tentou ? – mais uma vez, neguei. – Mas precisa.

Puta merda! Como assim? Ali, na frente dele? Puxei o ar com força. Aquilo era absurdamente.... Sexy! Porra, era muito sexy. Mas nem assim, com o meu corpo sendo incinerado pelos pensamentos, eu teria coragem.

Levantei as mãos ao rosto para ajeitar os óculos e não os encontrei. Fiquei ainda mais desconcertado, ajoelhado entre suas pernas e o ouvindo falar que eu precisava me masturbar.

– Eu... – pigarreei embaraçado. – tenho vergonha.

– Hoje pela manhã você ficou nu na minha frente e eu não sou o seu namorado nem nada parecido. Foi bem corajoso. Porém quando é para tocar o próprio corpo, sem que ninguém precise ver ou saber, você não consegue?

Ahhhhhhhh! Não seria na frente dele. Bom... A idéia, apesar de não tão quente quanto, era menos constragedor. Mesmo assim eu sabia que era um passo maior do que as minhas pernas.

– Não.

– Sem problemas. Vamos começar do zero mesmo. Este será o seu primeiro exercícios, vai se tocar, conhecer seu corpo, descobrir do que gosta, como gosta e onde gosta.

Ri desgostoso. Se Dean Winchester sabia alguma coisa naquela vida, era ser sacana. Como ele podia acariciar o meu rosto e me dar aquela ordem? E como eu podia  reagir daquela forma tão... Aquilo não era normal.

Definitivamente não era. 


Notas Finais


Oeenn ><
O que acharam desse capítulo.??
Não tenho muito o que falar, só boa leitura. ^^
E SEGURA QUE AGORA O CASTIEL SOLTA A BICHA.


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