História O que a perda faz com a gente. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Exibições 18
Palavras 2.159
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


VOLTEI!!! olha, eu sei que eu não posto Wings já faz um certo tempo, e vou explicar o pq. Eu não sabia como fazer uma historia relacionada a MAMA, mas uma amiga que eu amo muito já me deu uma ideia, então ainda hoje eu tento postar (eu disse que vou tentar). Para compensar, eu vou postar todos o caps dessa hoje, que caralho, ta cheia de drama.
Tenham uma boa leitura e até as notas finais<3

Capítulo 1 - Dia (quase) especial


Hoje completa exatamente três anos. Três anos desde a sua morte. Se eu tivesse chegado a tempo, você ainda estaria aqui, todos nós estaríamos juntos, principalmente, eu e você. Mas sabe qual é o pior? Você morreu justo no meu aniversário. Deve imaginar como foi legal receber essa noticia de presente de aniversario, justo no melhor ano da vida, meus quinze anos. Dói sempre que eu tenho que acordar e olhar para aquela maldita foto que você tirou três dias antes. Por que eu simplesmente não tiro ela dali? Porque eu tenho medo de te esquecer, e eu não quero isso de jeito nenhum.

Levantei da minha cama sem total animo para esse dia. Entrei no banheiro e vi os restos do meu surto de ontem espalhados pelo chão. Suspirei e desviando dos cacos, cheguei até a pia e escovei meus dentes. Vi a moldura do espelho ainda pendurada, mas sem nada no meio. Meu irmão iria saber o que tinha acontecido, mas eu iria ignorar ele como sempre.

Finalizei tudo e fui para o meu quarto. Abri o guarda roupa e olhei as poucas roupas que eu tinha. Suspirei pesado e vesti algo confortável para passar o dia na rua. Não que eu saísse para passear ou ir a festas, longe disso, eu só saia mesmo para ir à escola e olhe lá. Mas hoje, eu iria visita-lo, como eu sempre fazia nesse dia.

O relógio marcava 12:39. O cemitério já deve estar aberto. Calcei meus tênis e fui para o andar de baixo. A casa estava vazia assim desde que meus pais foram para outro país e me deixaram aqui com meu irmão, que daqui a pouco devia voltar da escola.

Sai sem comer nada mesmo, já que se eu colocasse algo na boca, eu vomitaria em instantes. Meu corpo já não aguentava nenhum alimento, então eu tomava apenas água, mas às vezes, nem isso ele aguentava.

Caminhei em silencio até o meu destino, mas eu realmente, não estava pensando em nada. Eu ficava assim quase o dia inteiro, mas hoje, eu estava sem animo para exatamente nada. Nem mesmo dormir eu queria.

Eu fiquei diferente depois da sua morta. Até eu mesma sentia isso, mas era tarde demais para mudar. Muitos achavam que era drama ou frescura, que eu só queria receber atenção e consolo dos outros. Pessoas são tão idiotas, acham que eu uso a morte do meu melhor amigo para chamar atenção.

Cheguei finalmente naquele lugar que sempre causava arrepios e uma vontade de chorar me invadia. Fui andando lentamente até seu tumulo que ficava bem no centro do cemitério. Minhas pernas tremiam e minhas mãos suavam dentro dos bolsos do blusão.

Tudo estava igual. Sua foto mais bonita estava ali, presa bem no meio da lapide. Abaixo estavam escritas palavras de agradecimento e uma bela descrição sua. Flores estavam por cima de todo o concreto que o cobria. Você deixou muitas pessoas tristes. Todo lugar que você ia, conquistava as pessoas com seu sorriso bonito e seu olhar de compaixão.

-Hoje fazem três anos e eu ainda não entendi o porquê de você ter feito isso. Sei que a explicação deve estar naquela carta que você me deixou, mas sinto em lhe informar que eu ainda não abri e nem pretendo. Ontem eu tive outro ataque de pânico, aquele maldito espelho já deve estar no inferno. Eu não consigo mais olhar meu reflexo. Devo estar horrível, seca, deplorável. Por isso nem me atrevo. Não quero voltar para aquela clinica fedida. Depois que você se foi, eu não fui mais a mesma. Parei de comer, parei de sair, parei de andar com os meninos e com meu irmão, parei de ser feliz. Tudo isso, pois não fazia mais sentido. Não fazia sentindo comer se eu iria continuar vazia. Não fazia sentido sair se você não estava lá para me levar na sua caminhonete velha. Não fazia sentindo andar com eles, sendo que faltava uma peça, você. Não fazia sentindo ser feliz se você não estava lá para isso – me agachei na frente do tumulo – por falar nos meninos, eu nem sei mais o que acontece com eles, eu nem sei mais qual é a cor de cabelo que eles pintaram dessa vez. Não sei se Kook continua tímido, não sei se Jimin continua convencido, não sei se Tae ainda tem aqueles pensamentos esquisitos, não sei se Nam parou de quebrar tudo que ele toca, não sei se meu irmão ainda tem toda aquela alegria irritante de sempre, não sei se Yoongi continua mal-humorado sempre que o acordam de seu sono – olhei para sua foto – eu não sei de mais nada sobre a vida deles. Eu sinto tanta falta dos nossos trotes ou quando saíamos de noite para pixar algumas coisas. Sinto falta deles, de você, mas principalmente, de mim mesma – me levantei e passei os olhos por todos aqueles detalhes – feliz aniversário para mim e até ano que vem – dei meia volta e fui caminhando de volta para a casa.

Abri a porta e um alivio me invadiu. Nenhum sinal do meu irmão. Não que eu não goste dele, mas ele sempre tenta puxar assunto e eu realmente não queria muito contato com ele, apenas simples palavras.

Coloquei o pé na escada e ouvi a porta se abrir. Corri para não ter que falar com ele. Mas assim que parei no corredor, vi aquilo novamente. Fui até o objeto e desprendi-o da parede.

-Que merda Hoseok – bufei e coloquei aquilo no meio do me braço.

Desci novamente para tirar satisfações.

-Hoseok, quantas vezes eu já falei para você parar de colocar essas merdas por ai....? – tomei um susto.

Um flash me invadiu. Todos os meninos estavam ali. Yoongi estava na poltrona. Seu cabelo estava preto e perecia que tinha conseguido ficar mais pálido ainda. Kook estava com os cabelos num tom de vinho e parecia outra pessoa com todos aqueles músculos. Tae, que estava ao seu lado no chão, estava loiro e parecia estar mais alto que o normal. Jimin estava no sofá com Nam. Ele estava platinado e parecia ter ganhado um pouco de peso, mas nada que tirasse sua beleza. Nam estava usando um tom de cabelo meio amarronzado e continuava com a pose de um bom líder. Parece que não havia sido só eu que tinha mudado.

Pisquei varias vezes para ver se aquilo era real. Fazia tanto tempo. Nós ficamos num silencio, que foi quebrado por um barulho estridente. O espelho havia se encontrado com o chão e se partido em milhares de pedaços.

-Mas, o que aconteceu?!? – aquela figura alaranjada surgiu da cozinha com uma cara assustada.

-N-nada – me ajoelhei para pegar os cacos com as mãos.

Eles fez menção de se aproximar, mas eu levantei minha mão.

-Pare bem ai mesmo. Pare de colocar essas coisas pela casa. Coloque isso no seu quarto e aish – olhei minha mão.

Ótimo, é nisso que dá fazer coisas com nervosismo. Um corte se formou em minha mão e o sangue começou a escorrer, sujando minha calça cinza e indo de encontro ao chão.

-Venha aqui – ele puxou minha mão, mas eu a tirei bruscamente.

-Não! Me deixe em paz! Esse dia não podia ser pior! S-só.... pare de colocar essas coisas por ai – me levantei e fui até a cozinha.

Abri a torneira e coloquei minha mão em baixo.

-Aish – grunhi de dor, aquela água fazia o corte arder.

Agarrei a pia com força e me permiti chorar.

Aquele dia estava sendo uma bosta. Porra, por quê? Lembrei, é meu aniversário. Eu nem devia ter acordado hoje. Devia ter vegetado na minha cama. Devia ter apenas quebrado o espelho ali mesmo, pois ai eu não teria que encarar eles de novo, não teria cortado minha mão e não estaria chorando que nem uma idiota agora. Eu preciso tanto de você aqui de volta.

-Por favor, volte.. – tentava conter meus soluços para eles não ouvirem.

-Sophia – me virei rapidamente.

Estavam todos ali, me encarando. Eu não quero que eles me vejam assim, tão fraca e idiota.

-Me deixem em paz – passei a mão no rosto e desliguei a torneira.

Caminhei até a porta, mas eles estavam bloqueando a passagem.

-Me deixem passar – olhei para Yoongi, que estava logo a minha frente.

-Também estamos chateados hoje. Afinal, foram três anos sem o Jin.

-Não cite o nome dele, pelo amor de Deus – apertei os punhos e fechei os olhos respirando fundo.

-Você sabe pelo menos o porquê? Espera – ele arregalou os olhos – você ainda não leu a carta?

-NÃO!! EU NÃO LI YOONGI, E NEM VOU LER, PORRA!! ME DEIXE PASSAR CARALHO!! ME DEIXEM EM PAZ E NÃO FALEM COMIGO!! – tentei empurrar ele, mas foi em vão.

-Por que?

-POR QUE DÓI!! EU NÃO AGUENTO!! EU SINTO FALTA DELE!! EU NÃO TENHO CORAGEM DE LER AQUELA MERDA, EU NÃO QUERO SABER O MOTIVO!! SÓ SEI QUE SE EU TIVESSE CHEGADO A TEMPO, ELE ESTARIA AQUI!! – chorei – E-eu devia ter salvado ele. Aquelas imagens rondam a minha cabeça. Ver Jin nos meus braços, sem cor alguma ou sem respirar, foi a pior coisa por qual eu já passei – abaixei a cabeça – Dói acordar e saber que ele não vai estar na porta me esperando para me levar a escola. Dói ver vocês andando pela escola com aquele buraco no meio, onde era o lugar dele. Dói não poder mais andar com vocês sem me sentir mal. Dói olhar para aquela merda de foto e ver o quão bonito ele era e ver que o mundo perdeu a pessoa mais viva que já esteve aqui. Dói me olhar no espelho e me ver nesse estado deplorável. Dói quando eu tento comer alguma coisa, mas cinco minutos depois ver ela descer pele privada como sempre. Dói ver todos felizes e saber que minha felicidade, era ele. Dói sentir falta dele – lagrimas quentes escorriam por minhas bochechas – agora, saiam da frente – empurrei eles o mais forte que eu consegui e fui para a sala.

-Sophia espere!!! – Hoseok segurou meu braço. Me virei e o encarei nervosa.

-Me solte agora. Eu não quero mais consolos, não quero ouvir nada sobre ele, não quero... – me assustei ao sentir algo molhado e macia passar por minha perna.

Olhei para baixo e arregalei os olhos. Semanas antes de ele morrer, fomos a um pet shop, pois a pedido dele, se sentia meio sozinho em casa e queria um animalzinho para o animar. Então ele comprou um filhote de husky siberiano. Sempre que eu ia a sua casa, ficávamos brincando com ele, pois era tão adorável e super calmo. Depois daquele dia, eu havia esquecido completamente dele. Agora, Toby estava tão grande mas tão esbelto, que eu podia ver um pouco dele no animal.

Me ajoelhei diante do cachorro e passei minha mão e sua cabeça. Ele começou a me cheirar e eu fiquei um pouco apreensiva dele não gostar de mim. Tombou a cabeça para o lado, muito fofo. Ele começou a se animar e pulou em cima de mim.

-Yaaa, pare, assim eu vou morrer – fazia afagos ao lado do seu corpo.

Ele me lambia e parecia estar feliz, sua alegria era contagiante. Só fui perceber que estava rindo, quando os meninos começaram a se sentar no sofá. Me levantei, fechando a cara.

-C-como vocês conseguiram...? – olhei para Hoseok.

-Depois de toda aquela confusão, fomos até o apê dele e o encontramos dormindo na cama. Ele estava fraco pois não tinha comida e nem água. Decidimos então que ficaríamos com ele, pois ele é uma memória viva do..

-Entendi – o cortei antes de falar o nome – bem, - me levantei, limpando minha calça – para de colocar espelhos por ai – eles me olharam surpresos e me virei para subir a escada.

-Espera, você não vai ficar com a gente? Você estava se divertindo – me virei novamente.

-Não é um cachorro que vai fazer tudo voltar ao normal. Nada vai fazer tudo voltar ao normal – os encarei e me virei novamente.

-Eles vão passar um tempo aqui – o olhei incrédula.

-Como assim?!? Por que vocês não ficam na casa de outro?!? Caralho Hoseok, não entende que eu quero ficar sozinha inferno!! – não queria ter que acordar e olhar para a cara de um deles.

-A casa também é minha, posso trazer quem eu quiser. E também, eu sou mais velho e o responsável por aqui – se levantou cruzando os braços.

-Eu odeio você! – chutei a parede e subi a escada velozmente, mas antes.

-Feliz aniversário!! – ouvi gritar mas nem dei atenção.

Fechei a porta com tudo e me joguei de cara na cama. Que raiva dele. Por que trazer eles para cá? Onde vão caber aqueles sete? E como eu vou ficar? Preciso do meu espaço, preciso ficar sozinha. Não quero ter de ir ao banheiro de noite e dar de cara com um deles. Mas que merda Hoseok.

Estava tão cansada daquele dia que a cabei dormindo com a cabeça cheia.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e vou postar o proximo agora.
Obrigada por lerem<3
PS: me desculpem qualquer erro


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