História O que ainda somos. - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Amizade, Amor, Bts, Hoseok, Jimin, Jungkook, Kim Sae Ron, Namjoon, Passado, Presente, Saekook, Seokjin, Taehyung, Yoongi
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Palavras 2.629
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais um cap. E devo dizer que esse está meio bagunçado, mas eu espero que logo melhore.

Beijos.

Capítulo 6 - 05. Colisão.


" por quê as vezes somos tão covardes?

Tão mentirosos?

Inseguros?

Prepotentes?

Cegos?

Falsos?

Ingênuos?

Impotentes?

Porquê?"

•••

Jin sentia o ambiente estranho.
Como se estivesse desconexo...
Faltando algo ou com algo acrescentado...

Mas talvez essa sensação fosse uma paranóia sua... por ele ainda ter o pensamento puxado para Saeron sempre que olhava dentro dos olhos dos outros rapazes.

Uma conexão de pensamentos?

No que eles poderiam estar pensando?

Nesse momento ele estava na sala de treino, tentando praticar e ao mesmo tempo achar uma ordem para os seus pensamentos.

Quantos dias fazia que Saeron esteve com eles?

Sexta, sábado e domingo. Como era segunda de manhã, fazia apenas três dias. Lembrou de como ela estava frágil e como ela chamou por kookie durante o delírio da febre...

Após cinco longos anos ela esteve ali e Jin não tinha certeza se estava sendo coerente ao sentir como se os cinco anos nunca houvessem existido...
O ressentimento ainda tinha a mesma intensidade...
A preocupação ainda era a mesma...

Então ele pensou...
O que aconteceu com ele, a forma como se sentia, podia ter acontecido com os outros? Os sentimentos deles ainda seriam os mesmos?

Nesse momento ele viu o maknae pelo reflexo no espelho e seus olhos viraram pratos.

Jungkook teria se trancado em seu quarto por ainda amar ela?

Nesse momento Jin deu um passo em falso e sentiu o tornozelo. Já sabia que tinha acabado de adquirir uma lesão.

- hyung! Hyung você tá bem? Hyung!
Kookie veio correndo preocupado ao ver seu hyung no chão segurando o tornozelo.

- droga!
Jin resmungo e olhou para o maknae.
- torci o tornozelo.

Em pensamento o mais velho pronunciou inúmeros palavrões. A dor estava forte, teve certeza que não era uma torção qualquer.

Não demorou para kookie buscar ajuda e Jin receber os cuidados.
Não era uma torção grave no fim das contas, mas se não fosse cuidada com seriedade, poderia se tornar.

Jin iria ficar de repouso, sozinho por tempo o suficiente para organizar os pensamentos e quem sabe bancar o detetive particular do grupo.

...

Ela estava mais calma...

Muito mais do que se poderia considerar saudável...

Seu interior se sentia mais seguro devido o continuo pensamento de "já passou, impossível acontecer de novo."

Três dias desde o ocorrido, Jaeny havia ido embora no sábado tendo trabalho nesse dia.
mesmo dia em que Somin e Minjae retornaram de suas respectivas viagens.

Apenas Somin lhe visitou e Saeron ainda teve de "encobrir" a viajem de Minjae. Para não acabar sendo o pivô de uma discussão.

Seu pensamento ficava viajando na lembrança do reencontro e na tentativa de controle para não pensar neles...
Para seu desespero, não havia falta de nenhum professor e não tinha nenhum caso específico de aluno para lhe ocupar a mente...

Sua segunda feira estava um doce...
Tão amargo quanto fel...

No fim do dia, ela estava jogada em sua cama, com medo de ir para a sala e ligar a TV recebendo qualquer notícia deles...

- droga! Droga! Droga! Não quero pensar nisso! Me deixem em paz!

Ela afundou a cabeça no travesseiro sufocando um grito. Estava muito estressada, não conseguia controlar seu subconsciente, quando menos percebia lá estava sua mente lhe acusando, lhe crucificado...

- vamos... eu estou com a razão... isso não vai acontecer de novo...

...

◇◇◇

...

- você vêm comigo?- Jaeny estava sentada no sofá, comendo uma gororoba de chocolate que havia inventado e Saeron tinha que admitir.

Aquela gororoba estava com uma cara ótima.

E um cheiro ótimo também.

- me dá isso.

Jaeny passou a panela para a outra mão e negou, lhe apontando a colher grande que usava para comer.

- responde, aí eu decido se posso ou não te dar um pouco do meu manjar...

- virou deusa agora?

- têm que ser deusa pra ter manjar?

- não...- Saeron fez um bico fofo com os lábios e Jaeny negou com a colher.

- pare com isso, essa sua cara me dá dor de barriga.

- você é a pessoa mais amarga que eu conheço unnie.

A mais velha deu de ombros.

- você ainda não respondeu.

Sae suspirou e sorriu minimamente.

- eu vou, desde que você prometa me defender daquela sua tia maluca.

- ok.- ela lhe deu a panela com uma colher de sopa.- sobre a minha tia eu não prometo nada.

- está tentando me confundir?

- claro que não.

Jaeny fixo a atenção na TV enquanto Saeron fingia se fixa naquele doce maravilhoso que sua melhor amiga, de todas, havia feito sem a mínima intenção inicial de compartilhar.

Sorte que não vivia com sua amiga, já teria a muito tempo se transformado em uma baleia.

A gororoba de chocolate estava lhe deixando com um ótimo humor.

Droga! Chocolate deveria ser proibido para meros mortais como ela.

Um pouco depois por volta das sete horas da noite elas estavam prontas para sair.
Jaeny tinha um estilo que lembrava roupas masculinas, mas não tirava em nada a feminilidade dela.
Saeron estava com roupas semelhantes, calça jeans de lavagem escura e um moletom beje com detalhes pretos, muito confortável, cabelo preso e boné.

- sinceramente, se você fosse sozinha, não lhe deixariam entrar, seria dada como terrorista.

Saeron fez careta.

- sei...

...

A tia de Jaeny era uma mulher um pouco excêntrica, não era a toa que Saeron lhe temia.

Jaeny trabalhava para sua tia e parecia não se importar muito com o fato da senhora parecer não regular muito bem...
Se bem que a mulher devia pagar um alto valor.

- sua tia continua trabalhando nos livros?

A tia de Jaeny nem desconfiava que a sobrinha tinha revelado seu segredo para a amiga.

- claro que sim, é isso que mantém o meu emprego.

As duas jovens estavam caminhando rumo a um luxuoso hotel. O marido da parente de Jae era dono de uma rede de hotéis luxuosos de Seul.

A última vez que Saeron se deixou ser levada ao covil da "feiticeira" era um endereço diferente.

Era noite e o local por onde passavam estava muito bem iluminado, de certa forma, Saeron sentia uma incômoda sensação de dejavu ao olhar para a avenida.

Elas seguiram hotel adentro, um local muito requintado, onde o objeto por mais simples que fosse, remetia a muito dinheiro. Coisa que nenhuma das duas tinha...

Jaeny foi em direção ao elevador, deixando Saeron confusa, até onde sabia Jae tinha certa aversão aquela minúscula caixa metálica.

- vamos de elevador?

Jaeny entrou no pequeno espaço e sorriu miúdo encolhendo levemente os ombros.

- infelizmente, vamos ao trigésimo sétimo andar... minha pressão esteve muito baixa hoje de manhã, por isso me impantirrei de chocolate na tua casa...

Bem que ela havia notado o quão pálida ela estava pela manhã... mas não havia pensado nisso, principalmente por Jaeny já ter uma apetência pálida por natureza.

Quando o elevador chegou ao segundo andar, parou e as portas de abriram revelando uma mulher elegante que entrou no local.

Para Saeron tudo ocorreu em câmera lenta.

As portas se abriram devagar revelando Soojin em sua mais imponente forma.
Ela lhe olhou brevemente, se virando para o teclado e apertando para o trigésimo sexto andar.

A mulher que Saeron não queria ver nem pintada de ouro estava bem ali a sua frente, no mesmo ambiente.

E Soojin não a reconheceu...

Jaeny notou que Saeron estava em choque e avaliou a mulher que havia entrada no elevador, já havia encontrado com ela algumas vezes e parecia uma mulher comum, sua amiga a conhecia?

Jae resouvel ficar quieta, se percebesse que Saeron estava passando mal, falaria com ela.

Conforme o elevador foi subindo, o ambiente parecia cada vez mais sufocante, Saeron não se atrevia em respirar... Estava praticamente imobilizada.

Assim que Soojin saiu do ambiente, e as portas fecharam, Jaeny segurou Saeron pelo braço, ela havia cambaleando e estava gelada empalidecendo.

- Saeron...

Logo a porta abriu novamente e dessa vez não foi Jaeny a sair desesperada de dentro da máquina metálica.

- Saeron!

Sae se apoio com uma das mãos nos joelhos e a outro usou para fazer um sinal de "pare". Respirou fundo lutando contra o acumulo de líquidos nos olhos, não estava conseguindo lidar com o ocorrido.

- ei...
Jaeny realmente não sabia o que dizer, não sabia lidar com esse tipo de situação. Era algo totalmente incomum, ver Saeron "desmoronar" pela segunda vez em um espaço de tempo menor que quinze dias.

- Saeron...
Com cautela ela se aproximou e pôs as mãos no ombro de sua amiga.

Um silêncio se instalou enquanto Saeron, já não reprimia as lágrimas.

A tia de Jaeny não chegou a vê as duas, ambas retornaram para o apartamento de kim. Ainda no carro Jaeny achou melhor falar, não sabia como sua amiga reagiria, mas resouvel arriscar.

- Sae... não quero que você pense que Estou sendo entrometida ou só quero te incentivar a falar sobre algo que não quer...

Pelo retrovisor, ela viu que Saeron parecia uma estátua com o espírito perdido fora do corpo... mas tinha certeza que estava sendo ouvida.

- eu só quero te ver bem e... seja como for, tudo sempre fica bem... eu tenho certeza...

Ela parou o carro no sinal fechado e viu sua amiga lhe olhar. Respirando fundo Saeron desviou o olhar.

- quando agente cresce percebe que a primeira mentira que ouvimos na vida, vem de quem agente mais confia... sabe, meu pai vivia dizendo: mentira tem pernas curtas...

O silêncio voltou...

Elas sabiam que não deviam dizer nada...

...

De volta ao hotel, e desta vez sozinha, Jaeny não cansava de morder os cantos dos lábios.
Odiava se meter na vida dos outros, mas estava cogitando a ideia de procurar informações sobre aquela mulher que Saeron encontrou no elevador...

Sua vontade nada saudável estava quase vencendo a razão.

Não estando afim de utilizar o elevador principal, ela resouvel que usaria a segunda opção.
Nesse hotel haviam três opções.
O elevador principal.
O elevador secundário, menor que o principal e ainda voltado para os moradores.
Por último um terceiro, mais espaçoso e simples, esse é dos funcionários.

Entrou naquela caixa metálica sem nem notar uma segunda presença, se encostou na parede e suspirou. Olhou para o reflexo daquele metal e então percebeu o sujeito que utilizava uma máscara no rosto e um boné.

O dia estava nublado, não tinha por quê utilizar o boné, certo?

Ela tentou deixar isso de lado, mas...
E se ele fosse um bandido?

Não...

Ela era muito sensitiva, principalmente a perigo.

Ela então colocou as mãos nos bolsos do casaco e percebeu que o cara se encolheu, o olhou diretamente e notou o quanto ele parecia nervoso, o olhar dele era transparente.
Ela então sorriu e não evito soltar o comentário.

- você não está com medo, está?- viu ele arregalar os olhos.- não seja bobo, você parece bem mais perigoso que eu.

Sorrindo ela olhou para o marcador de andar, ainda estavam no décimo quarto andar.

O clima no elevador lhe incomodou e quando olhou novamente para o rapaz, percebeu que ele estava aida mais acuado, viu o gesso que ele utilizava no pé.
Talvez ele tivesse sofrido algum tipo de agressão e ficou traumatizado, agora ela percebia que ele não tinha a mínima condição de parecer perigoso.

- ei...- o chamou com um tom leve...- desculpa, não queria te incomodar.

Jaeny sorriu e novamente olhou para o marcador, trigésimo primeiro andar.

Ele estava atento a ela, ela sentia isso.

Quando o elevador chegou no trigésimo sexto andar, abriu as portas e ele não saiu. Os dois se olharam e Jaeni apontou para fora, o rapaz negou com um aceno e ela cogitou estar com sua intuição errada.

As portas se fecharam enquanto ela olhava de forma desconfiada para o painel que logo marcou o último andar.

Novamente as portas se abriram e eles se olharam. Jaeny mordeu o lábio onferior com e saiu do elevador, mas antes que as portas se fechassem, ela voltou as segurando e olhou de forma séria para o rapaz.

- seja sincero e rápido a me responder.

Ele estava quase se fundido a parede e lhe olhava assustado.

- você mora nesse prédio?

Ele parecia paralisado.

- responde. é mudo por acaso?

Jaeny tinha um olhar intimidador.

Ele negou com um aceno e em seguida respondeu.

- desculpe. Não, não moro.

- o quê está fazendo aqui então?

- vim visita uma pessoa.

Jaeny já sabia que ele estava mentindo, sempre olhando para a esquerda e muito nervoso.
Não era a primeira vez que ela lidava com alguém como ele.

Todos queriam na bandeja a identidade de Lana kim, sua tia. Jaeny teve que admitir que o rapaz a sua frente foi o que chegou mais perto.

- você está mentindo.

Ela entrou no elevador e pela posição em que ele estava, foi fácil imobiloza-lo.
Seu braço no pescoço dele o permitia o encarar. Ele era bem alto, mas a altura mediana dela não o deixava ter vantagem.

- agora você, vai me responder direito, ou terei de tirar a informação a força.

Ela sabia se defender, mas quando disse "a força" se referia a polícia.
O elevador estava parado, acionado a emergência.

- vamos começar, você é um paparazzi?

Ele estava pálido, piscou frazindo a testa.

- não...- ele estava confuso.- você é uma sassaeg?

Foi a vez dela piscar.

- não, e sou eu que faço as perguntas.- ela pensou em forçar o braço, mas não tinha a mínima intenção de machucar ninguém.- o que você está fazendo nesse hotel?

- têm certeza que você não é uma sassaeg?

- o quê? Você é famoso por acaso?

Ele levantou a sobrancelha direita.

- você me confundiu com um paparazzi, é famosa por acaso?

Não estava chegando a ponto nenhum o solto e puxou o celular do bolso.

- fala de uma vez, ou vou ligar para a polícia.

Ele ergueu as mãos.

- acho que eu tenho mais direito de ligar para a polícia.

Jaeny negou.

- eu moro neste prédio e você parece muito suspeito.

Ele lhe olhou assustado, em seguida se curvo.

- sinto muito, creio que passei uma péssima impressão para você. É só que eu precisava me precaver...- ele lhe olhou e ela fez questão de permenacer com a pose de desconfiança.- realmente me desculpe, eu moro no trigésimo sexto andar.

Ele baixo a cabeça retirando o boné e a máscara.

Jaeny não era uma pessoa com tempo de sobra para se atualizar com a mídia, mas sabia que o rapaz a sua frente era famoso, um cantor... sua mente teve um momento de clareza.

Ele era integrante do BTS, ela só não lembrou o nome dele.

Estava diante de uma renomada celebridade, mas... ela tinha impressão de estar faltando alguma coisa.
Não deveria estar se sentindo de uma forma diferente, algum sentimento de nervosismo?

Ela respirou fundo e o encarou.

- hm... desculpa?

Ele exibiu um quase sorriso.

- tudo bem... eu pensei que você era uma sassaeg.

Jaeny concordou e tirou o elevador da emergência. As portas se abriram.

- e você é atriz?

Ela se virou para ele e sorriu um pouco sem graça.

- estou mais para uma segurança. Peço desculpas novamente.

Ela saiu e as portas se fecharam. Ela ficou parada na porta do apartamento, olhando para as portas do elevador.
Foi que percebeu que havia possivemelmente se metido em encrenca.

Se ele resolvesse descobrir de quem ela era segurança, sua tia estava perdida.

Ela entrou no apartamento sorrindo, por saber que ninguém em sã consciência, bisbilhotava a vida de um desconhecido simplesmente por te-lo conhecido uma única vez na vida.

...

Mas o destino trabalha no improvável. Assim como Deus trabalha no impossível.


Notas Finais


Bem...
É isso.
Até logo, eu acho.

Kiss*u*


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