História O que dizer sobre você? - Capítulo 42


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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Escolar, Famí­lia, Poesias, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Algo que parece um pesadelo só pode ser verdade

Capítulo 42 - Passado retoma


Nabate “Gabi. Ela não sai da minha cabeça, teve toda correria no dia do acidente, mas a menina que socorria o cãozinho, sabe, ela foi muito solidária. Eu queria que todos fossem mais como ela, ajudar quem necessita sem pensar em nada”

Gabrielle “Eu não paro de pensar que nossas aulas já vão começar e o médico continua sem me liberar pra viajar, e a mãe dos meninos sem melhorar eu nem sei se teria coragem de viajar e deixar ela pra trás, super bizarro”

Nabate “Eu também tenho pensado nela e fico imaginando como será se nós formos embora e ela ficar aqui sem ninguém pra vir vê-la, poxa, eu achei que a Lara pelo menos ficaria ligando pra ela, nunca as vi muito próximas quanto normalmente as mães e filhas são, mas é a mãe dela cara, se a tua mãe aquela vez fez a cirurgia e eu fiquei tentando ajudar sem nem ser filho, qual o problema dela em nem ligar pra mãe dela”

Gabrielle “Pra mim, o mais esquisito foi ela insistir que não iria dar atenção a isso, e você disse que ela chegou a falar dela não ser a mãe dela né?”

Nabate “ Sim, tem isso.”

Nabate estava tentando arrumar a casa antes de visitar Maria no hospital, quando escuta um barulho de chave na porta, era o pai de Lara, ele estava um pouco atrapalhado, cheio de coisas nas mãos, e se pareceu não se importar ao ver Nabate ali na casa dele apensas de samba canção e uma vassoura na mão, ele deu bom dia e pediu ajuda pra buscar seu filho no carro, logo Nabate lembrou que ela tinha outro filho, que estava doente. Mas ele se surpreendeu ao ver o garotinho em uma cadeira de rodas extremamente pálido com um péssimo semblante.

Nabate “Seu Antonio, onde deixo seu filho?”

Antonio “Por enquanto, aqui mesmo na sala. Será mais fácil leva-lo pro hospital se ficar aqui. Ele está numa fase que passa mal o tempo todo, então não é bom nos esforçarmos de colocá-lo lá em cima pra ter que descê-lo. Mas preciso de ajuda com a cama e os utensílios dele também. Desculpa Rodrigo, mas preciso de sua ajuda até demais, espero não estar atrapalhando algo da sua viagem”

Nabate percerbeu  que aquele homem lhe falava como suplicando por fazer algo por ele, e não por seu filho, ou sua esposa, parecia que seus olhos suplicavam por ajuda, por algo a mais. Nabate se aproximou dele e lhe abraçou. Antonio a princípio o abraçou friamente mas logo começou a chorar e dizia em meio as lágrimas que era tudo culpa dele. Gabrielle mesmo sem conseguir andar rápido, foi o mais depressa que conseguia e o abraçou junto a Nabate e tentava acalmá-lo.

Depois de se acalmar, Antonio foi buscar algumas coisas no carro, e Gabrielle se ofereceu pra ajudar, enquanto Rodrigo começava a descer um colchão de uma cama de solteiro box na qual ele mesmo estava dormindo, mas percebeu que seria a mais leve a levar pro garotinho que ainda nem havia acordado, depois que eles terminaram de arrumar tudo, colocaram o garoto pra deitar ali. Antonio e Rodrigo saíram pra ir ao hospital e deixaram Gabrielle com a responsabilidade de qualquer situação que surgisse com o garoto, ligasse pra eles.

Gabrielle começava a sentir que não era um bom momento pra que Lara tivesse insistido em sua mãe liberar a casa pros seus amigos, até porque seu irmão estava muito mal, e parecia que só o pai dele era quem estava correndo atrás da melhora do garoto enquanto os outros filhos não se importavam com esse acontecimento. O garotinho acordou e perguntou do seu pai a ela, ela explicou tudo e perguntou se ele queria algo, e se arrependeu de imediato da pergunta quando ouviu a resposta

“Quero saúde, ou pelo menos minha família reunida de novo como antes”

 

Emille estava se arrumando pra ficar na loja de seus pais naquele dia, o pai dela ia se consultar, estava a meses sentindo dores fortes na cabeça e finalmente estava indo tentar resolucionar tanta dor, e a mãe dela ia sair com alguém e não quis dar tantos detalhes de sua saída. Ela já estava quase pronta e escutou alguém batendo na porta da casa dela, ela foi direto no porta-chaves de sua casa pois seu pai sempre estava esquecendo a chave e voltava pra pegar, ela viu a chave do pai lá e pegou e saiu correndo pronta pra devolver a ele e foi surpreendida por 3 policiais que sempre via ali, eles pediram pra falar com seus pais, e ela disse onde cada um estava e eles deram a notícia a ela “a papelaria deles foi assaltada essa madrugada, teve perda total com um incêndio,as câmeras de uma loja próxima detectaram que foi assalto seguido de incêndio, não sei como seus pais não receberam nenhuma notícia disso antes de saírem de casa, já passou até no jornal”

Ela não soube o que falar, e quase desmaia, um dos policiais entrou pra segurá-la e assim logo os três estavam tentando acalmar a garota. Eles pediram o número dos pais dela e ela pediu pra que deixassem primeiro o pai dela se consultar pois era capaz dele ficar ainda pior, masnão adiantou muita coisa, o telefone da casa dela tocou e ela escutou o pai aos prantos pedindo pra filha não ir pois havia acontecido algo horrível com a loja. Ela tentou várias vezes ligar pra sua mãe mas caía sempre na caixa postal, ela estava desesperada, e logo foi com os policiais na loja verificar as coisas, ela só olhava cinzas e poucas cores de coisas que restaram, depois que seu pai chegou foram a delegacia prestar boletim de ocorrência, enquanto o pai falava ela só conseguia pensar que o seu pai já passava por tanta coisa, tinha tantas coisas a pagar e que isso não se resolveria fácil.

 

Juliane resolvia com Caio sua situação e acabou revelando a ele que sempre amou ele como seu irmão, como seu amigo, mas quando se tratava de namoro, não era assim que ela o via, Caio aceitou numa boa e pediu pra que ela não mudasse o jeito dela para com ele apesar do que eles sabiam ter feito, Juliane o abraçou e agradeceu por ele ser tão compreensivo e escutou a campainha tocar, foi atender e viu um carteiro em sua porta com um pacote que precisava ser assinado, assinou e agradeceu o carteiro e percebeu que aquilo era pra ela.

 

Remetente: Rosangela Dutra Cantanhede

Destinatário: Juliane Cantanhede

  

Ela não sabia quem era Rosangela mas percebeu que elas tinham o mesmo sobrenome, então quis abrir aquilo o mais rápido e sozinha, então decidiu subir pro seu quarto e ver o pacote. No pacote havia uma passagem aérea e alguns envelopes de cartas, ela olhou que a passagem estava com o numero de seu passaporte e sua carteira de identidade, e viu que era de ida apenas para o Caribe em janeiro do ano seguinte, ela ficou confusa, primeiro achou que era surpresa de sua vó Julieta, pois era a única que tinha seus dados assim para viagem, mas decidiu ler um dos envelopes, ela percebeu que eram enumerados de 1 a 3

Ela abriu o envelope 1 e leu a seguinte carta:

Eu não sei por onde começar, eu fui a culpada de toda a história triste da minha família. Tive duas filhas e dei pra minha irmã Julieta. Até uma delas completar 18 anos, eu me mantive distante, mas uma delas, a mais nova que tinha 15 anos me viu olhando pela janela sua irmã que entrava na vida adulta e acabou me seguindo e descobrindo a realidade. Ela não se conteve e contou pra sua irmã. Elas fizeram de tudo pra me envolver na vida delas, a Julieta apoiava, até porque, nunca quis que eu me afastasse. Mas os anos foram passando e eu continuei sem querer com que me chamassem de mãe ou que firmássemos um laço realmente verdadeiro de família. Quando minha filha mais velha casou, me pediu pra leva-la no altar. Achei que era muita responsabilidade e recusei, ela insistiu e então eu acabei aceitando, mas no dia eu não tive coragem, e pedi ao meu cunhado que havia criado ela desde pequena que o fizesse. Ela nunca mais foi a mesma comigo. Já a mais nova, não tinha muita sorte na vida. Ela começou a trabalhar de doméstica e pro seu azar teve um caso com seu chefe, e me pedia sempre ajuda. Eu sempre fui uma desmiolada, apoiei aquele ato ridículo de traição em que minha filha se encontrava. A minha outra filha tinha um sonho de se tornar mãe e descobrira que ela não podia ter filhos, elas duas eram bem apegadas e a mais nova se ofereceu pra ser barriga de aluguel, mas quando foi fazer os procedimentos para ajudar sua irmã, descobriu que estava grávida. A irmã dela ficou perplexa pois nunca havia visto sua irmã com ninguém então ela revelou o que ocorria, e quando foi falar com o homem que era pai de sua filha, ele confessou a sua esposa que fez muito escândalo e revelou estar grávida e que não deixaria seu filho ou filha passar por tal situação, e fez ameaças a minha filha. E ela não estava brincando. Em um dos dias que minha filha saía do hospital após uma consulta, ela tentou a atropelar, aparentemente a mulher não conhecia o resto da nossa família além de mim e minha filha grávida. Então minha filha me revelou que ela entregaria a sua filha a sua irmã e que sumiria pra que não tivesse que fazer sua filha passar por perseguições como essas a vida inteira. Eu nunca soube dar conselhos, então, disse a ela que fugisse e dissesse estar morta. E infelizmente ela sempre me ouviu, o problema é que a fuga dela foi tão rápida que nem mesmo por mim após seu parto, ela esperou.

Juliane “Mas o que? Que máximo. Minha mãe tá viva. Eu não sei nem o que sentir mais, estou falando sozinha mesmo? Vou pra carta 2”

 

Oi minha neta. Eu escrevi essa carta há anos, pra entregar a sua suposta mãe, pra ela saber que a irmã dela estaria viva, mas eu já a havia decepcionado demais nessa vida, e não quis que ela me culpasse por mais uma burrada, não há um dia sequer que eu não me culpe por tudo que aconteceu desde que eu resolvi olhar pela janela da casa onde eu e Julieta crescemos. Hoje eu sou uma mulher bem-sucedida, moro fora do país, talvez nunca te dê essa carta, sinto saudade de suas mães, mesmo que um dia quando elas tentaram se aproximar de mim eu não tenha demonstrado real afeto que teria talvez mudado muita coisa. Eu acabei de me casar com um homem maravilhoso que me apoia a encontrar minha filha que não sei onde está, espero um dia encontrar sua mãe e poder te dar vários abraços e beijos, e talvez recuperar com você o que nunca tive com minhas filhas.

 

Juliane chorava, mas ela não sentia que era por saber que agora sua avó não era sua avó de verdade, ou que sua mãe não estava morta, mas por saber que alguém estava pensando nela durante tanto tempo e ela nem imaginava que existia e que queria talvez se reaproximar dela e também por saber que seus pais mesmo que não biológicos, sempre lhe deram até mais do que ela queria e ela jamais deve que precisar passar por situações constrangedoras quando ainda criança. E isso a fez agradecer também pela mãe biológica ter pensado nela mesmo que a abandonando.

 

Fiquei sem coragem durante anos de voltar a escrever pra ti, mas te vi ao meu lado indo a Barreirinhas no Maranhão, estava fazendo uma espécie de viagem da morte do meu marido, ele está em fase final de um câncer e decidiu passar o fim de seus dias ao meu lado e viajando, porém as vezes ele é muito ingrato e me irrita e o deixo só pra ele tentar pensar no quão sortudo ele é. Tentei ser engraçada, mas não sei como é seu humor perante a tanta descoberta assim. Você é idêntica a sua mãe, e quando eu pousei os olhos em você, nada podia fazer com que eu não soubesse que você tinha o meu sangue, mas eu contratei os serviços de viagem com sua avó na esperança de quem sabe ela ver isso e tentar comunicação, mas nada ocorreu. E não importa mais, até mesmo por eu já conseguir no dia seguinte seu endereço e pensar em como fazer pra falar com você, resolvi falar com Julieta, ela me contou que você sabia parte da história e que se eu quisesse entrar em sua vida para que não devorasse seus sonhos e que jamais a fizesse infeliz. Antes de mais nada, sua mãe ainda está viva e a pouco tempo veio morar comigo e temos nos reaproximado bastante, ela me relatou que por muito tempo não quis saber de você mas que desde que inventaram as redes sociais ela faz perfis falsos pra te acompanhar mas não tinha coragem de se revelar. Ela agora era dona de uma franquia de lanches naturais no Rio de Janeiro, mas estava a ponto de falir e vendeu, e aceitou morar comigo. Sei que você já deve ter visto a passagem ai junto com tudo, não esperamos que você aceite numa boa e venha passar um tempo conosco, mas decidimos comprar para você ver a possibilidade, claro, também se todos aí concordarem. Não queremos tirar você deles, só queremos um tempo com você, nunca forçaríamos você a nada, mas se aceitar compramos a passagem de volta com a data que você quiser. Nós esperamos que você pense nisso de coração. Não é fácil pra ninguém, mas é só uma oportunidade que pedimos.

 

Caio “Você não escutou a campainha tocar? E os meus gritos? Ana Flávia ta lá embaixo faz tempo e parece que houve algo com a família da Emille pela manhã, só desce”

Juliane ainda não sabia como processar aquilo tudo, parecia que Caio nem tinha lhe dado uma ordenança para ir ver sua amiga lá embaixo, mas descia perplexa, e quando olhou Ana Flávia só conseguiu falar “Minha mãe tá viva”

 

Emille arrumava suas coisas, seu pai havia falado com uma tia dela pra que ela ficasse na casa dela, em outro estado, Emille não queria se despedir de ninguém, queria apenas um pouco de tranquilidade e queria que conseguisse parar de chorar. Ela escutou seu pai conversando com a dona da escola onde ela relatava não me conceder mais a minha bolsa e continuava a cobrar seus mantimentos de escritório, mesmo sabendo que pegou fogo em tudo. 

Já era tarde, Emille ia passar ao menos uma semana pra ver se conseguia se adaptar ao estado do Piauí, sua mãe ainda não havia respondido a nada e era tida como suspeita do incêndio, ela queria ficar ali com seu pai, mas todos ordenavam pra que ela fosse o mais rápido pra casa de seus parentes, ela enviou mensagem aos seus amigos

Emille Praseres

Estou viajando com urgência para o Piauí, onde meus pais tem parentes, talvez eu não volte pras aulas. Boa Noite.

 

Não houve respostas imediatas, pois todos não entenderam nada, mas ela não iria responder a nada mesmo que tivesse tido uma resposta rápida. Ela colocou seu telefone em modo off-line e escutou música até pegar no sono dentro do ônibus de viagem.

 

Juliane tentou ligar várias vezes a ela enquanto ia de bicicleta atrás dela, pedir pra ficar na casa dela, ou até mesmo pra ter sua amiga por perto, mas não conseguiu, os policiais revelaram que se ela tivesse aparecido antes, poderia ter oferecido sua casa e Emille ficaria. Juliane soube o motivo por eles acharem que Emille não poderia assistir o que aconteceria nos próximos dias.

 


Notas Finais


Há mais tensão e descobertas nas próximas aventuras do que eles imaginam.


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