História O que é verdade? - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer, Justin Bieber
Tags Originais, Participação Especial
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Palavras 5.955
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii gente ( se é que ainda tem alguém lendo huahuaua) eu meio que juntei dois capítulos em um só e não me perguntem o motivo porque nem eu sei husuhuuaia. Ainda não desanimei, mesmo sem nenhum comentário ou favorito porque tem sempre, no mínimo, 8 visualizações, que significa que pelo menos 8 pessoas acompanham e eu agradeço muito. Enfim, espero que gostem. :D

Capítulo 4 - A festa da Sarah



Segunda-Feira. Dia de prova surpresa de história. Alguém devia avisar o professor Jensen que a prova não é surpresa se ele passa sempre na segunda semana do mês. Ele parece ser esquisitamente organizado.
  Max e Gringo não paravam de perguntar o que Sarah havia sussurrado no meu ouvido no sábado. Eles só pensavam nas coisas mais pervertidas e absurdas. Mas eu evitava tocar no assunto. Disse que era particular. Mas sei que eles não vão calar a boca até eu falar alguma coisa.
 
  Aula de Sociologia. O professor pode ser bem legal quando está de bom humor, caso não estiver, prepare-se pra uma morte e uma crise existencial, porque é isso que ele faz.
Uma vez quando Max falou alto em sua aula e ele estava de mau humor, ele nos mostrou tragicamente como somos insignificantes nesse vasto universo e que mesmo que façamos algo extraordinário, não vai fazer a mínima diferença para as futuras gerações. Calum, um garoto que é meio sensível, ficou a aula inteira chorando enquanto o resto de nós ficamos parados olhando o nada sem dizer nem uma palavra nesse dia. Foi a minha primeira crise existencial coletiva.
  Hoje, felizmente ele estava de bom humor. Estávamos copiando do quadro a matéria e detesto ser interrompido nessa hora. Mas é claro que os meus inseparáveis amigos não ligam pra isso.

- Ela disse "você é mais gostoso que o meu amigo amigo imaginário" não disse? - Max finalmente conseguiu sussurrar.

Revirei os olhos. Eles não vão parar com isso.

- To tentando copiar, Max. Por favor.

-Não é por nada, mas a gente só acha ligeiramente estranho você não dizer o que ela disse no seu ouvido. - Ele enfatizou - Concluímos que deve ser alguma coisa constrangedora. Estamos certos, meu caro?

Ignorei. Quem sabe se eu ignorar, eles calam a boca.
Quase funcionou. Eles ainda falavam, mas entre eles, pelo menos.
  Enquanto eu copiava a matéria do quadro, percebi uma coisa diferente na classe hoje. As pessoas estavam coxixando mais que o normal. Mas só percebi realmente que havia algo diferente quando começou a circular pelas carteiras uns papeizinhos azuis. Eram vários e quase todos tinham. Fiquei curioso.

- O que está acontecendo? - Perguntei ao Gringo.

-Também quero saber. Hey, Alan, do que todo mundo tá falando? - Gringo perguntou ao garoto que estava na carteira ao lado.

-Vocês não receberam? Toma o meu. - Ele disse entregando o papel azul ao Gringo.

- O que é?  - Perguntei.

- Festa na casa da casa da Sarah. - Gringo disse lendo. Arregalei os olhos, mas antes que eu dissesse alguma coisas ele me interrompeu. - Relaxa, não a sua Sarah. A do terceiro ano. A com... Você sabe. - Ele fez alguns gestos esclarecedores com as mãos.

Sarah do terceiro ano. As festas dela têm fama de sempre acontecer alguma polêmica. Em uma delas, uma garota bebeu tanto que acabou correndo pelada pela rua. Ela se arrependeu tanto desse dia que entrou num convento. Em outra, as pessoas fizeram tanto barulho que a polícia apareceu e como estavam bêbados, alguns cuspiram na cara dos oficiais e foram presos. Fora algumas outras histórias que obviamente são mentiras e boatos absurdos. Eu nunca fui. Esses tipos de festas não são o meu interesse.

- Vocês vão? Nas festas dela ela vai com alguns no sótão e o pessoal joga o jogo da garrafa. - Alan disse empolgado.

- Jogo da garrafa? Achei que isso era algo muito "preciso perder o bv". Ainda jogam isso? - Eu disse. Essa seria talvez a única chance que eu teria de beijar alguém, por outro lado.

- Ah eu vou com toda a certeza. - Max disse. - Já faz um bom tempo em que não enfio minha língua na garganta de alguém.

- É um mistério o porquê disso. - Comentei.

- Festa, beijos... Contem com a minha presença. - Gringo disse.

-Sério? Vocês realmente vão? - Perguntei.

-Silêncio. - O professor gritou. - Falem mais baixo, é segunda-feira.

A turma obviamente ficou em silêncio por 4 segundos até voltar ao mesmo volume de antes.

- Esqueceram das polêmicas das festas dela? Não dá pra saber o que vai acontecer. - Eu disse.

- Eis o que vai acontecer: Nós vamos na festa e vamos dar uns amassos. Não entre nós, com garotas. Isso se vocês forem heterossexuais, claro. - Max disse.

Eles não iam me convencer a ir. Nem sei o que pode acabar acontecendo, e se eu acabasse correndo pelado ou se abaixarem minha calça e tirarem fotos? Prefiro não correr o risco.
A prova de história estava meio difícil porque não conseguia me concentrar. Ficava pensando na possibilidade de ir na festa  (mesmo estando quase confirmado que eu não iria) e de certa forma também pensava um pouco na Sarah. Pensava em tudo.

Hora do recreio. Ou intervalo. Gringo, Max e eu estávamos comendo em uma mesa de quatro lugares. Eles estavam falando sobre a festa. Quase agradeci a existência dessa festa, porque eles meio que esqueceram o lance com a Sarah.
Quando percebi, estava procurando por ela pelo refeitório. E, claro, estava sentada sozinha no lugar de sempre falando com as cadeiras. O Jeff invisível parecia não estar discutindo com ela hoje. Acabei sorrindo involuntariamente vendo a cena. Acho que não me dá mais medo. Ela estava com a blusa de frio preta de sempre.
  De repente, um garoto se aproximou dela. Eu disse que "pessoas populares" não existem nessa escola, mas se existissem, ele seria. Ele é um daqueles que é rodeado de amigos e é bonito e com corpo atlético. Eu sou hétero, só pra constar.
  Eles estavam conversando. Meu sorriso desapareceu. Eu estava sentindo um pequeno incômodo vendo a cena, não entendi por quê. Fiquei prestando atenção na expressão do rosto dele e percebi ele piscar duas vezes. Depois, Sarah pegou o caderno e começou a anotar coisas. Entendi tudo. Aposta ou desafio. Ele está fazendo o mesmo que eu fiz. Será que essa cena se repete muitas vezes? Nunca olhei pra ela pra perceber.
Ele saiu de perto dela e ela guardou o caderno. Isso me lembrou que ainda não a paguei. Talvez seja uma boa hora agora. Para ser sincero, eu também estou curioso pra saber o que ela terá que fazer.

Me levantei. Max e Gringo me olharam confusos.

- Aonde você vai? - Gringo perguntou.

- Eu... só... Enfim. - Falei e fui até Sarah. Eles vão ver de um jeito ou de outro.

Me aproximei. Ela estava quieta, provavelmente Jeff invisível não estava afim de conversa.

- Eh... Oi, Sarah... - Eu gaguejei. Achei que não iria mas gaguejei. Que droga.

Ela olhou em minha direção.

- Ah, Oi, você é o cara do sexo masculino de sábado. Como vai?

-Bem eu acho... Eu... posso? - Apontei para a cadeira.

- Claro, senta aí. Em que posso te ajudar?

- Eu vim... Sabe, te pagar. - Eu disse. Desviei os olhos para a mesa em que Gringo e Max estavam e eles obviamente estavam olhando. - Meus amigos tão olhando, o que eu faço?

- Não precisa me pagar agora. - Ela disse sorrindo. - Você vai na festa da garota que tem o mesmo nome que o meu? Uma pessoa do sexo masculino acabou de me convidar pra ir. Ele garantiu que não vai me humilhar mas eu já tenho um histórico bem ruim com os amigos deles, eles sempre acabam fazendo algo.

Como assim a Sarah vai? E se ela vai por causa desses caras, com certeza vão humilhá-la em público. O problema é o nível dessa humilhação. Nas festas da Sarah as coisas fogem terrívelmente do controle.

- Tem certeza que vai nessa festa? Elas são bem... polêmicas.

- Tudo bem. Eu vou conseguir uma boa grana com isso. Ele incluiu contato físico e cobro caro por contato físico. - Ela disse dando uma mordida no sanduíche.

Pensei nos dois trocando "contato físico". Fiquei quase bravo. Agora estava pensando nele bêbado tentando forçar "contato físico" com ela. Agora sim estava bem mais "quase bravo". Nada disso parece ser uma boa ideia.

- Você perguntou se eu vou na festa. Vou sim. Te entrego o dinheiro lá. - Me levantei. Ela concordou com a cabeça e voltou a comer.

Então é isso... Eu vou na festa da Sarah pra vigiar a outra Sarah. Eu estou sendo legal, certo? Mesmo quase não conhecendo ela, eu acho covardia o que eles talvez estejam planejando. Isso faz sentido. Tem que fazer sentido. Não há outra explicação para eu ir.

[...]

Ninguém parava de falar dessa maldita festa. Estavam imaginando as loucuras que estavam prestes a acontecer. Meu plano é simples. Festa, me manter sóbrio e distante de algo que possivelmente pode dar confusão e (eu não me orgulho disso mas) espionar Sarah, garantir que não façam algo cruel com ela. É um bom plano, eu acho.

Eu nunca fui numa festa assim. Graças aos filmes eu sei o que vestir. Bem, pelo menos o que não vestir. Segundo "10 coisas que odeio em você", gravatas não são uma boa ideia nesse tipo de festa. Chega a ser triste o fato de eu ter que assistir filmes adolescentes para ver como funcionam situações sociais.

Estava me arrumando pra festa. Eu queria ser o mais invisível o possível. Eu só queria que ninguém me notasse, como sempre. Vesti só uma camisa preta. Eu ia com uma branca, mas não quero que ninguém derrube água em mim e veja o meu corpo "maravilhoso" através da blusa. Arriscado demais.
Meu cabelo eu nem tento mais encostar. Esses troços ondulados não ficam no lugar nem com o pente mais poderoso do mundo. Olhei no espelho o resultado final. Estava lixosamente comum.

Max, Gringo e eu fomos de carona com a mãe de Max. Ele, ao contrário do que pensam, não tem vergonha de pegar carona com a mãe. Ele grita pra quem quiser ouvir, se necessário. Sempre admirei isso.
Enquanto Gringo e eu descíamos do carro, depois de uma cantarolada e quase longa viagem, Max e a sua mãe se despediam.

- Tem o meu número né? Assim que acabar o que seja que for fazer aí, me liga pra te buscar. - Ela disse enquanto arrumava o cabelo dele.

- Pode deixar. Tchau. - Ele deu um beijo rápido na bochecha dela e saiu.

Assim que a mãe dele foi embora, encaramos a casa. Tocava música em um volume razoável, bom o suficiente para os vizinhos não se incomodarem e chamarem a polícia. Na grama, poucas pessoas e não pareciam tão bêbadas. Por fora, pelo menos, não parecia que a festa saíria do controle. Pelo menos por enquanto.
Entrando na casa, percebemos que haviam muitas pessoas por lá. Nas escadas, no sofá, por todo lado. Todos segurando bebidas. Mau pressentimento.

- Cavalheiros, detesto lhes dizer isso, mas chega uma hora na vida em que precisamos nos separar. Foi uma honra servir com vocês. - Max disse dando tapinhas em nossas costas e seguindo para a multidão.

- Hora de cometer alguns erros e depois culpar o álcool. - Gringo disse. E também sumiu na multidão.

Suspirei. A música que tocava era irritante, mas tenho certeza de que ela não estava lá pra ser o foco da festa. Passei por algumas pessoas com bafo forte e outras se beijando intensamente. Eu procurava por Sarah, mas lá estavam  quase todos da escola . Alguns, como eu, estavam lá sóbrios, apenas para testemunhar a polêmica dessa festa. A diferença é que eu pretendia evitá-la se fosse relacionada a Sarah.

- Nossa, você por aqui. Primeira vez que te vejo numa das minhas festas. - Sarah  dona da festa apareceu. Ela usava o cabelo castanho preso e piercing no nariz. Fora o bafo forte de bebida. - Geral tá indo lá pro sótão jogar jogo da garrafa, se quiser aparece lá.

Sempre achei engraçado essas gírias. Concordei com a cabeça.  Ela saiu em seguida, cumprimentar outra pessoa com suas gírias e seu bafo de bebida.
Algumas pessoas pareciam estar indo ao sótão.

Depois de uns 10 minutos de música alta e irritante, não vi nenhum sinal de Sarah ou do garoto que havia falado com ela. Minha vontade de sair de lá estava quase empatando com o meu desejo de impedir que algo acontecesse. Principalmente se ela não aparecesse. Mas infelizmente eu precisava de carona pra ir embora. Procurei por Max. Ele estava na cozinha beijando intensamente uma das góticas. Ele estava todo borrado de batom preto. Sabia que não era seguro interromper, a não ser que estivesse afim de levar um soco.
Continuei andando pela casa. Não sabia direito o que procurava. Levei uma cotovelada e um pedido de desculpas que cheirava a vodka. Eu não via a hora de sair de lá.
Do lado de fora, respirei fundo. Me perguntava como alguém gosta de lugares assim. Me auto respondi com a teoria de que talvez as pessoas fossem bem mais legais e mais sociáveis que eu. Olhei a fachada da casa. Em cada janela, haviam luzes acesas. A que parecia ser do sótão foi apagada e estava aberta. Quem foi até ela fechar me chamou a atenção. Era ele, o garoto que falou com Sarah. Ela provavelmente estava lá no sótão com eles. Droga.
 
Entrei na casa de novo. Agora, estava indo ao sótão. Por que não procurei lá antes? Subindo as escadas e entrando no sótão, uma cena desconfortável. Várias pessoas sentadas formando um círculo. E estavam se beijando Sarah e o garoto que havia conversado com ela mais cedo. Depois que se soltaram, alguns aplaudiram e riram. Em seguida, a garrafa foi girada.

Eu não sabia o que dizer, então fiquei parado olhando. Giraram a garrafa de novo. Outras pessoas se beijaram. Sarah é uma ótima atriz, eu sei disso. Ela sorria, queria saber se era atuação. Aquele garoto estava com o braço direito em volta dela. E parecia estar bêbado.

- Oi! Gente, mais um pra jogar! Pode vir. - Alguém da roda gritou.

Não sei se foi impressão minha, mas Sarah pareceu suspirar de alívio vendo a minha presença. Isso significa alguma coisa? Significa que está ali contra a própria vontade? Ou eu sou só um paranóico de merda?
Cheguei lá e sentei ao lado de um garoto que era familiar. A garrafa que estavam girando pingava ainda bebida. Eles provavelmente tiveram que beber tudo antes de começar a jogar. Olhei discretamente para Sarah. Ela não parecia bêbada. Talvez beber seja uma daquelas exceções óbvias, que inclua "favores sexuais".

- Sua vez! - Um garoto gritou rindo. Todos estavam rindo, estavam bêbados.

Eu queria não ter que fazer isso, mas se eu quisesse ficar lá, eu tinha que fazer. Girei a garrafa. Parou em um garoto. Trocamos olhares de nojo recíproco. Eles me pediram pra girar outra vez e foi o que eu fiz. Mentalmente eu meio que torcia pra parar na Sarah. Era a única pessoa que conhecia de lá. Fora que ela não me zoaria por beijar mal.
A garrafa parou apontando para uma garota que estava duas pessoas depois de mim, ao meu lado. Todos fizeram um som engraçado, "humm", e ela veio sorrindo e obviamente bêbada em minha direção.
  Frio na barriga. É agora. Tentei repassar na cabeça as cenas de beijo em filmes. "Não estrague tudo, não estrague tudo, não estrague tudo" eu repetia na mente. Encostamos os lábios. Até aí tudo bem, fora a nevasca que se encontrava na minha barriga. Ela começou a abrir a boca e enfiar a língua na minha. É assim então beijo de língua bêbado? Ela tinha gosto de bebida. Até que não era tão difícil.

- Chega! - Uma garota gritou. - Vão pra um quarto.

Ela provavelmente estava bebada demais pra perceber que eu beijo mal. Descolamos os lábios e voltamos para os lugares. 3 segundos depois, a garota que beijei parecia já ter esquecido. Enquanto eu provavelmente pensaria sobre isso por pelo menos 6 meses. Só voltei a prestar atenção no jogo quando o garoto que acompanhava Sarah iria girar. Olhei para as mãos dele, como girava a garrafa. Era de um jeito próprio, um jeito que ele conseguiria definir a direção da garrafa. Deve ter ido a tantas festas assim que já até tem truques para que ela pare onde quer. E parou em Sarah outra vez. Todos gritaram mais que o normal.

-É a terceira vez! Sabem o que significa? - Uma garota ao meu lado gritou.

- 7 minutos no céu, viados! - Outra garota gritou.

Sarah e o seu "acompanhante" se levantaram e iam em direção a um closet do sótão. Sarah não parecia muito feliz. Que droga, pode acontecer agora o que não é pra acontecer. Me levantei da roda e ninguém se quer reparou a minha ausência e continuaram jogando. Finquei meu ouvido na porta do closet, para ouvir. Isso não é legal, mas se algo acontecer eu preciso ajudar.

- Eu já falei, só na frente deles. - Sarah sussurrava.

- Rapidinho, ninguém precisa ficar sabendo. - Ele falava baixo.

Silêncio. Agora eu ouvia só barulhos de beijo. Fechei a mão. Ele parecia estar beijando a força.

- O que tá fazendo? - Sarah gritou. - Eu disse, o combinado não incluía favores sexuais, tire a mão de mim. - Eu ouvia barulhos de "luta" - Me solta! Para! Seu idiota!

Acho que o que eu previa aconteceu. Era hora de agir. Abri a porta do closet e vi uma cena terrivel, Sarah estava com a blusa rasgada, com o sutiã aparecendo. Ela o empurrava enquanto ele tentava beijar seu pescoço.

- Cara, ela disse pra parar. - Gritei empurrando ele. - Vem, Sarah. - Ergui minha mão.

Ele estava bêbado demais. Só estava caído no chão rindo da situação. Fiquei aliviado por isso, duvido que conseguiria brigar com ele. A música estava tão alta e eles tão bêbados que o pessoal que jogava nem nos ouviu no closet.
Sarah se abraçava e obviamente segurava lágrimas.

- Tá... Tudo bem? - Perguntei cautelosamente.

- Minha blusa... - Ela disse com voz de choro. Mas ainda não estava chorando. - Ele rasgou a minha blusa, não posso sair daqui.

- Você... você não trouxe a sua blusa de frio preta?

- Não... Ela sujou e... Eu tive que... - A cada frase, a voz de choro aumentava.

- Estamos em um closet. - Eu observei.

Haviam algumas camisetas dobradas no canto. Peguei uma e a entreguei a Sarah. Tremendo bastante, ela ficou de costas para mim e colocou a camisa que era o dobro de seu tamanho. Fiquei decepcionado em ver ela assim. Ela está sempre feliz ou discutindo com o Jeff invisível...

- Eu não quero incomodar... - Ela tentou falar -... Mas você pode por favor me ajudar a sair daqui?

- Claro, vamos.

Coloquei minhas mãos em seus ombros e andava com ela por lá. O garoto que havia agarrado ela já estava enfiando a língua em outra pessoa. Descemos as escadas e saímos do sótão. Depois, saímos da casa. Estava bem escuro lá fora, mas bem menos barulhento.
Sarah ainda se abraçava. Me senti péssimo vendo ela assim.

- Eu... sinto muito. Ele é um idiota. - Eu estava péssimo demais pra gaguejar.

Silêncio. Ela estava parada na calçada. Eu não sabia o que dizer.

- Ele sabia o combinado. Eu disse "você só vai me beijar na frente dos outros e se beber demais e fizer o que não deve, vou parar tudo e cobrar bem mais caro" - Ela gritou. As lágrimas começaram a descer pela bochecha. - Era só pra ele me humilhar ou algo assim, não era pra tentar tirar minha roupa! - Ela se sentou no meio fio ainda chorando.

Agora ela só chorava. Sentada na calçada. Suspirei e sentei ao seu lado numa distância segura.

- Olha... Sinceramente, eu agradeço por sua ajuda na minha aposta e tudo mais, mas eu não acho que você devia deixar as pessoas te humilharem por dinheiro. Eles fazem coisas terríveis. Dinheiro não vai compensar.

- Só fazem isso porque me acham estranha. E têm razão. - Ela soluçava - Sabe o Jeff que eu converso? Ele nem existe. Eu não vejo ele, eu finjo que vejo porque já que as pessoas me acham estranha, eu queria dar um motivo pra isso. Eu sou patética.

Agora fazia sentido. Jeff invisível não existe. Bom, ele já não existia, mas ela não o vê.

- Você  não é patética. Nem estranha. Tá, um pouco estranha sim. - Ela deu um sorriso pequeno e rápido. Continuei. - Mas você é muito legal e olha que só tive um encontro falso com você. Acho que precisa de amigos. Os idiotas que apostaram comigo são muito legais. Você... devia ficar com a gente no intervalo ou algo assim.

O choro dela diminuiu. Ela limpou os olhos e parecia fingir que não estava chorando há 3 segundos atrás.

- Por mim tudo bem. - Ela disse sorrindo. Os olhos ainda estavam vermelhos e a voz de choro ainda estava lá.

Me senti melhor. Acho que é isso que ela precisa. Amigos.
Estávamos ainda sentados na calçada. Ela já havia parado de chorar, mas ainda parecia estar meio traumatizada com o ocorrido. Achei que nunca veria Sarah chorando.

- Olha... - Tomei mais um pouco de coragem. - Amanhã eles vão ir na minha casa, pra jogar um pouco... Se você quiser, aparece lá também.

- Obrigada mesmo. - Ela sorriu ainda mais. - Não querendo abusar da sua gentileza, mas você poderia ir comigo até o ponto de ônibus?  Sabe, passei por um trauma recentemente. Há 5 minutos um cara estava enfiando a língua na minha garganta.

Comecei a rir.

- Tudo bem, eu te acompanho. Mas já aviso que não sou a melhor escolha caso haja uma luta.

Me levantei e a ajudei a levantar também.

- Isso não é verdade. Há 5 minutos atrás você transbordava masculinidade quando empurrou o garoto. Fora esse rastro de olho roxo nos seus olhos. - Ela parecia bem melhor.

- É uma história engraçada. Houve uma briga por causa de, usando as mesmas palavras ditas no dia, um "CDF maldito". Eu tive a má sorte de estar entre eles.

- Eu já perdi a conta de quantas vezes estava metida em uma briga por estar entre os agressores cujo um deles é um "CDF maldito". Acontece nas melhores famílias. - Ela disse. Nós rimos depois.

Eu não fazia ideia de onde ficava o ponto de ônibus, só seguia ela. A noite estava fria e até bonita. Eu olhava ela discretamente toda hora. Nunca tinha reparado como agora. Ela é muito bonita.
  Chegamos ao ponto de ônibus que ela havia falado. Nos sentamos no banco. Estávamos em silêncio.

- Estrelas legais. - Ela disse. - É o que as pessoas dizem quando não sabem o que dizer.

- Acredita que estamos sozinhos? - Perguntei depois de rir do que ela disse. - Sozinhos no sentido de Aliens. Foi o que eu quis perguntar. Se você acredita neles.

- Existem mais de 100 bilhões de galáxias além da nossa. Achar que somos a única que contém vida chega a ser quase egoísmo. - Ela disse.

- Nossa, meu amigo Max vai adorar você. Era um teste. Ele adora Aliens. Acredita que eles são a explicação de tudo.

- Ele parece interessante. - Ela disse rindo. Um barulho de ônibus aumentava. - O ônibus está vindo. - Ela se levantou. - Obrigada mesmo por me tirar de lá e me fazer sentir melhor. Você é a primeira pessoa que tentou ser meu amigo.

Eu não sabia o que dizer. Só mexia a cabeça positivamente. E evitava contato visual, é claro. Enfiei as mãos no bolso. Ela se despediu e subiu no ônibus.  Fiquei parado vendo o ônibus se distanciando. Até que tudo deu certo. Cumpri o meu papel hoje.

- Achei você, vadia. - Max gritou. - Minha mãe chegou, tá esperando no carro. Anda, vamos. - Max estava com batom preto espalhado por toda boca.

Entrando no carro, lá estava a mãe de Max e o Gringo, com o cabelo bagunçado.

- Parece que alguém se deu bem hoje. - Comentei ao sentar no banco.

- Prefiro não comentar. - Ele disse.

Fomos embora.

Quando cheguei em casa, na hora de dormir, pensava em tudo do dia. Na festa, na garota que beijei que provavelmente nem lembra da minha existência, na minha conversa com Sarah, no idiota que agarrou ela. Foi um dia legal até. Considerando o fato de que eu temia que algo acontecesse. Max, Gringo e eu saímos cedo demais da festa, não sabemos o que aconteceu depois. Sinceramente estou feliz de sair daquela festa sem testemunhar nenhuma polêmica.

[...]

Domingo. Eu não consegui dormir direito na noite passada. Sarah é legal... Bem legal mesmo. Depois da conversa que tivemos não parei de pensar nela. Mais que o normal, pelo menos. Até alguns dias atrás ela era só mais uma das garotas que eu tinha medo. Principalmente por falar sozinha. Bastou só um encontro, que a propósito era falso, pra eu ter começado a ficar assim. Acho que não deve ter a ver com Sarah, mas sim com a falta de algo assim por tanto tempo.

Era a primeira vez em muito tempo que acordei tarde, sempre durmo cedo pra acordar cedo. É meio que uma rotina. Ontem por eu ter dormido tarde por culpa da festa e de pensamentos aleatórios e nem tão aleatórios, acabei acordado 11:46. Pra mim isso é muito, muito tarde mesmo. Considerando que acordo sempre às 6:30. Max e Gringo apareceriam a qualquer hora. E Sarah também, se ela tiver aceitado o convite.

Lavei o rosto correndo e peguei todas as roupas jogadas no chão. Meu pai, como de costume, não estava em casa. Eu não ligo de deixar tudo bagunçado quando se trata de Max e Gringo, mas a possibilidade de Sarah vir muda tudo.
 
Corri para a cozinha e a louça estava gigante. Lavei o máximo que pude até perceber como eu estava fedendo. Assim como meu cabelo. Que droga, está tudo errado. Tomei banho, lavei o cabelo e passei perfume. Talvez eu esteja exagerando já que a presença de Sarah é só uma possibilidade.

Depois que estava tudo "pronto" me sentei no sofá. Era só esperar agora. Só esperar. Deixei a televisão ligada no Animal Planet, não é seguro eu ficar sozinho com meus pensamentos. Eu facilmente entraria em desespero e ficaria nervoso. Animal Planet incrivelmente não ajudou tanto. Enquanto eu aprendia que jacarés fêmeas podem ter de 10 a 50 ovos, eu pensava se estava tudo muito exagerado, apelativo. Provavelmente estava, mas vai continuar como está.

Bateram na porta. Suspirei. Me levantei e fui até lá. Era o Max. Ele usava óculos escuros e o cabelo estava bagunçado.

- Esta, meu caro, é uma grande candidata a título de pior ressaca da minha vida. - Ele disse entrando e se jogando no chão. Ele gosta de deitar no chão.

- Ah, é você.  - Eu disse. Não consegui disfarçar o desapontamento.

- Relaxa, o Gringo já tá vindo. Ele parou na padaria. Pra você ter uma ideia intensidade da minha ressaca, eu neguei entrar numa padaria. NUMA PADARIA. - Ele enfatizou. - Isso não é algo que eu... - Ele parou de falar e começou a olhar pelos lados. Olhando tudo pela volta. Droga, percebeu que eu arrumei demais. - Por que tá tudo tão limpo e organizado? - Ele perguntou. Pegou a tigela que estava na mesa de centro. - Biscoitos numa tigela? Nenhuma roupa jogada no chão?

- É... Sobre isso, eu...

- Fala vagabundas. - Gringo disse entrando com um saquinho de papel de padaria. - Nossa, tá tudo arrumado. E você está cheiroso. O que está acontecendo?

  Mandei eles se sentarem no sofá. Andava de um lado pra outro, tentando juntar as palavras.

- É o seguinte... - Eu disse. Suspirei. - Sarah talvez virá aqui hoje e se isso acontecer eu agradeceria muito se vocês se comportassem.

- Ah, seu tarado, por isso não estávamos te achando ontem. Me abraça. - Max se levantou e deu tapas nas minhas costas. - Eles crescem tão rápido.

- Caramba, não é que tá ficando sério... Eu achei que vocês só ficavam se cheirando. - Gringo disse. Não entendi.

- O que... - Fui interrompido pela porta. Eu não tenho um terceiro amigo, então só pode ser ela. - Por favor, por favor, não estraguem tudo.

Eu disse indo até a porta. Olhei pelo olho mágico. Era Sarah. Ela sorria e acenava para a porta. Abri.

- Estava acenando para a porta? Como sabia que eu estava vendo?

- Você vai descobrir que sou capaz de fazer coisas incríveis e tenho vários poderes biônicos. Ah, e eu ouvi os seus passos vindo até aqui.

Nós dois rimos. Ela estava com os dreads presos e, é claro, toda de preto. Ela não parecia alguém que havia sido agarrado há poucas horas atrás. Parecia muito melhor. Fiquei feliz por isso.

Assim que ela entrou, fechei a porta. Max e Gringo se levantaram.

- Esses são o Max e o Gringo. - Eu disse.

- Olá, donzela. - Max disse beijando sua mão.

- Salve, rainha do Sul. - Gringo disse fazendo uma reverência. Eu olhei os dois com reprovação.

Sarah riu diante da situação.

- Estou na casa de um conhecido com dois estranhos. Se vocês forem assassinos numa emboscada contra mim, vocês são até educados. Estou lisonjeada. - Ela disse sorrindo.

- O Max chora quando vê um cachorro sendo mal-tratado num filme. Acredite, ele não é um assassino. - Gringo disse. Max o empurrou.

- Cachorros são anjos. - Max disse.

- Okay, vocês se conheceram. - Eu interrompi. - Sarah, posso falar com você na cozinha? - Ela concordou com a cabeça. - Enquanto isso coloquem algum jogo.

Era hora de pagar Sarah. Ontem na festa não era uma boa ideia dar dinheiro a ela logo após um cara enfiar a língua na garganta dela.

Ela entrou na cozinha e olhava em volta. Eu estava com frio na barriga.

- Eu queria te perguntar se tá tudo bem... Sabe, depois de ontem. - Eu disse.

- Eu to melhor. Quero só esquecer que aconteceu. E obrigada por tudo, de novo. - Ela sorriu.

Eu não sei nem como responder um agradecimento. Balancei a cabeça positivamente sorrindo. Eu sou um lixo.
  Voltamos até a sala. Max e Gringo estavam olhando os jogos para decidir qual jogaríam. Acabamos escolhendo GTA.

Gringo e Max começaram a jogar primeiro. Sarah e eu assistimos.

Não acredito que ela está na minha casa. Agora eu não sei nem o que fazer, tinha que ter acordado mais cedo pra me planejar. Tudo é improviso, odeio improvisar.

- Gringo, você não pagou a prostituta. - Max reclamou. - Pague a prostituta.

- Meu personagem não parece mais feliz. Logo, nada de dinheiro para a prostituta.

- Ela não poderá mais casar de branco por sua culpa. O mínimo que pode fazer é pagá-la.

Sarah ria enquanto comia os petiscos.
Max e Gringo estavam sentados no chão jogando enquanto eu e Sarah estávamos no sofá assistindo. Normalmente eu falaria mais mas estava nervoso. Não sabia o que dizer.

- Eles sempre discutem assim? - Ela perguntou rindo.

Balancei a cabeça positivamente rindo.

- Por um motivo mais idiota que outro.

- Discutir o pagamento de uma prostituta em um jogo não me parece nada idiota.  - Ela disse. Eu ri.

Depois de algumas partidas, Max e Gringo, como de costume, já estavam com sono. Não sei que tipo de sonífero tem nesses jogos que só funciona com eles. Eu sabia que assim que eles dormissem tudo começaria a piorar porque eu seria a única coisa a entretê-la. E sou horrível nisso.

- Eles... estão dormindo? - Sarah sussurrou.

- Eles sempre ficam com sono depois de jogar. Não sei se reparou mas eles são estranhos. - Sussurrei.

Ela ria enquanto comia os restos de petiscos. Vamos, pense no que fazer. Já jogamos, meus amigos estão dormindo... O que fazer? Eu preciso pensar em algo...

- Então... O que quer fazer? - Perguntei. É melhor que improvisar.

- Não sei... Quer ouvir um pouco  de música? Sei algumas músicas ótimas. - Ela disse baixo.

- Claro, ótima ideia. - Eu disse.

Levei ela ao meu quarto. Não tínhamos mais nenhum lugar em que podéramos falar alto sem acordar Max e Gringo. Sarah era a primeira garota a entrar no meu quarto. Primeira e provavelmente única.

- Okay, estou no seu quarto e na sua cama, mas concordamos que nao é nada sexual. - Ela disse se sentando em minha cama. Eu ri.

- Estamos de acordo.

Ela me deu um de seus fones de ouvido e colocou o outro. Pegou o celular ligeiramente velho e procurava por alguma música em específico. Nossos ombros estavam se encostando. São só ombros se encostando e eu acho essa uma sensação interessante. Sou um virgenzinho de merda.
  Ela colocou uma música chamada "Breathe - lauv". Antes de dar play, ela exigiu que eu fechasse os olhos. Segundo ela, os primeiros segundos da primeira vez que se ouve essa música, são deliciosos quando experimentados com os olhos fechados. Foi o que fiz.
  Ela deu play na música. Aquele começo era algo... Como posso descrever? Relaxante. É algo que realmente é muito bom de se ouvir. Eu sabia que iria querer ouvir de novo, mas não seria a mesma coisa depois.
A música terminou. Abri os olhos.

- Uau. - Foi o que consegui dizer.

- Pois é.  - Ela sorriu. - Sabe, eu nem te conheço direito, mas parece que já somos amigos há anos. É estranho, considerando que você provavelmente é meu único amigo. E te chamei de "amigo", sendo que nem nos falamos direito. - Ela disse bem rápido.

- Também acho. Você... É... muito legal. - Eu travei na maioria das palavras. Ela disse todas aquelas coisas bonitas e eu a chamei de legal, ótimo.

- Essa aqui não é exatamente como aquela, mas quero que preste atenção na letra. - Ela disse procurando por outra.

Ela colocou play numa música que estava escrito "lonely Again". Letra interessante. O cara canta que morreria pela pessoa a quem ele está cantando. Ela conhece músicas bem legais.

- Uau de novo. - Disse assim que a música acabou. - São músicas muito boas, Sarah.

- Elas resumem muito sobre a minha vida. Como me sinto às vezes. Tirando a parte em que em que elas são dedicadas à uma segunda pessoa. Meus problemas são de uma forma bem egoísta, só meus.

- Eu ia dizer o mesmo. - Eu disse rindo. Me deitei porque minhas costas estavam começando a doer. Sarah deitou-se também.

Agora estávamos em silêncio. Deitados em silêncio. Não um silêncio desconfortável, um silêncio quase reconfortante. O ventilador estava ligado e só havia o som dele no momento.

- Você também é muito legal. - Ela disse. Eu sorri. - Obrigada mais uma vez por tentar ser meu amigo. Significa muito, sério.

- Não... Não tem nada que você mereça mais que amigos. - Foi o que consegui dizer. - As pessoas não tiveram olhos para perceber o quão você é legal.

  E nós ficamos lá, deitados ouvindo música. Sarah Esquisita é uma das pessoas mais legais que conheço. Eu conheço ela a menos de duas semanas. Isso não faz muito sentido. Talvez a intimidade não seja uma questão de tempo, mas sim de conexão. Nós nos conectamos. Eu senti. Ainda sinto. Estou e Sarah Esquisita estamos conectados. 


Notas Finais


Gente desculpa por esse capítulo grande gusuhuai como eu disse nas notas iniciais, eu juntei dois em um só sem motivo aparente. Mas espero que tenham gostado. Favoritem ou comentem, caso houver dúvidas. Beijão até o próximo capítulo. Ah, e desculpem a demora. :D


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