História O que faz alguém se apaixonar - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Seventeen
Personagens Hong Jisoo "Joshua", Junghan "Jeonghan", Seungcheol "S.Coups"
Tags Alcohol, Jihancheol
Visualizações 284
Palavras 837
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


A fanfic é narrada por um JeongHan bêbado ç-ç
Tenham uma boa leitura ♥~

Capítulo 1 - Capítulo Único - De modo geral, eles me acolheram


O amor desencadeia um conjunto de sentimentos e sensações que nos confundem, que nos fazem suar, sorrir, sentir raiva, ciúmes, a respiração falhar, o coração bater mais forte, suor e nervosismo. Dizem que, basicamente, é isso o que faz alguém se apaixonar. 

Geralmente é o que sentimos em uma balada, quando dançamos demais, completamente bêbados, e descobrimos que perdemos a carteira, mas ao mesmo tempo estamos putos demais para nos preocupar com o dinheiro pro táxi ou coisa parecida. Não conseguimos ficar com raiva pois o álcool não deixa nem que você se importe. 

Eu conheci aqueles dois em uma porcaria de boate do centro, que costumava feder vodca e cigarro nos dias vazios da semana e no fim de semana era só mais um ponto de encontro para quem quisesse beber a vontade ou transar. Eles eram o casal mais fogoso do lugar, se beijavam com intensidade e tinham um fogo chamativo no olhar que prendia a atenção de quem olhasse por mais de alguns minutos. 

Quando eles estavam na pista, ninguém se incomodava com o fato de que eram dois homens se beijando ou se esfregando de forma obscena, ninguém ia encher o saco quando os dois paravam de dançar e iam para o bar pedir mais bebidas enquanto um deles fumava seu cigarro. As putas riam da liberdade que emanava daqueles dois e os homens dançavam ao seu redor como se aquilo não importasse — estavam bêbados demais para cuidar da própria bunda, por que se preocupariam com o cu alheio? 

Eu era mais um desses bêbados, um fodido no amor sem dinheiro no bolso que ia para lá na esperança de transar para esquecer os problemas. Passava os fins de semana vagando entre apostas e beijos roubados de qualquer vadia disponível, marcava encontro as escondidas com pessoas que nunca mais verei na vida e terminava minha noite observando aqueles dois que sempre marcavam presença depois da meia noite. 

Eu não tinha nomes, endereços ou qualquer referência, não sabia seus empregos e pouco me importavam se eram foras da lei ou tiras disfarçados, mas reconheceria em qualquer lugar as típicas jaquetas pretas de couro e o delineador forte demais até mesmo para uma noite como aquela. Fumava meu cigarro enquanto os dois dançavam conforme a música e me perguntava porque só pensava naqueles dois quando punha os pés ali. Se eram eles que me faziam voltar. 

Talvez tenha sido a bebida, ou a falta dela, que me fez me apaixonar brevemente por aquelas duas figuras suadas que só dominavam minha mente com nos fins de semana com a ajuda do álcool, eles pareciam me puxar para uma bolha invisível que mais ninguém tinha acesso e, quando me vi pagando um copo de cerveja para um deles, foi questão de tempo até que me notassem e me puxassem para sua roda mais que convidativa. 

Os movimentos vinham em câmera lenta enquanto eu tentava controlar meus próprios pés, uma parte estranha do meu cérebro me forçando a fazer de difícil enquanto a outra sorria quando um deles tirou minha camiseta e passou a mão pelo meu abdômen. O olhar felino de ambos quando dei um sorriso pequeno e nos dirigimos até aquele cubículo pequeno com uma bosta flutuando na privada e deixei que os dois me levassem até aquele mundinho particular que fez meu coração disparar e meu eu interno gozar em excitação. 

De um modo geral, eles me acolheram. Me puxaram para sua muralha invisível e esfregaram seus corpos no meu de forma que os gemidos soassem espaciais e os cigarros não tivessem mais fim, pouco me importei com o gosto de cerveja da boca de ambos ou do sexo estranhamente bom que acontecia enquanto centenas de músicas ruins tocavam lá fora e todo mundo nem se importava. As luzes deixavam minha visão turva e a maior preocupação era a hora de chegar em casa, quando a boate fecharia, mas então eles me levaram para um apartamento de merda na quinta avenida e eu beijei um deles no elevador. 

No quarto, os dois fizeram um sanduíche humano e eu fui o recheio, a sobremesa logo agraciado com chupões que eu não sabia definir de onde vieram na segunda-feira, quando acordei com dor nas costas em uma casa desconhecida e meu celular vibrava sem parar, fazendo minha cabeça doer. Não foi a minha pior ressaca mas a casa tinha cheiro de panquecas. 

Na cozinha, duas figuras que eu ainda não sabia o nome ostentavam seus sorrisos de orelha a orelha enquanto agradeciam por uma transa animal que eu não me lembrava de ter tido. E os encontros se tornaram rotineiros até que parte das minhas roupas tivessem um lugar na gaveta daquele guarda roupa de vime no quarto de um deles e eu não precisasse mais de boates fedidas, cubículos de banheiro ou o bom e velho álcool para foder. 

Até porque tinha algo a mais ali. 

O amor, falando a grosso modo, é uma sensação química-reativa do nosso corpo em relação a outro corpo — ou dois. 



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