História O que os fatos não mudaram - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Sehun
Tags Romance, Sebaek
Exibições 47
Palavras 2.353
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


~le brotando

E finalmente saiu a minha fanfic sebaek! Eu já estava querendo escrever sobre esse shipp fazia um tempo, mas como eu ainda sou novata no mundo do yaoi - falando sobre isso mais uma vez - a coisa não fica das melhores.

Sendo sincera eu não fiquei muito satisfeita com esse capítulo, porém se eu tentasse melhorar essa joça ficaria mais merda ainda, então né, a gente faz o que pode :b

Boa leitura ^^

Capítulo 1 - Único


●●

 

Uma amizade de infância resumida em um salgadinho fuleiro, noites dentro de uma barraca feita de lençóis e histórias de terror nada assustadoras. E essa infância é de Baekhyun e Sehun. Vizinhos que acabaram ficando amigos porque as janelas dos seus quartos eram de frente uma para a outra.

De madrugada eles costumavam abrir as janelas e se passar um telefone composto por copos e um fio, onde ficavam falando nada com nada até que desse sono e cada um fosse dormir. E pela tarde, iam correndo até o mercadinho comprar o salgadinho barato que grudava nos dentes e era puro sal, contudo eles amavam. Para falar a verdade, Sehun e Baekhyun tinham mania de gostar de coisas que ninguém mais gostava.

Eram crianças de seis anos curtindo a infância, sujando os pés de barro no campinho de futebol e machucando os joelhos ao deixarem as bicicletas irem o mais rápido possível, descendo os morros da rua onde moravam, sem pisar nos freios e nem nada.

Quando cresceram, abdicaram da barraquinha de lençóis e das bicicletas para usarem o notebook. Digamos que para aquele tipo de coisa que todo adolescente na puberdade faz. Era excitante ver aqueles seios e todo o corpo de uma mulher nu ali na telinha. Era interessante porque eles estavam descobrindo algo novo juntos, e muito aventureiro porque tinham que fazer isso escondido dos pais. Do contrário, a vergonha não caberia em seus corpos.

Passaram a ter as primeiras namoradinhas que lhes davam umas bitocas e iam para casa todas contentes. Baekhyun sempre fora o mais namorador aos quinze anos de idade, e passou de bitocas para beijos de verdade. Sehun passou a achar meninas desinteressantes. Não sabia como e nem quando, só sabia que achava suas frescuras e seus rostos cheios de maquiagem muito ridículos. Se fosse namorar uma garota, certamente seria uma menos superficial.

Mas Baekhyun parecia gostar de ter muitas dessas garotas fúteis aos seus pés, e durante um ano tratou de dormir com o time de líderes inteirinho. E durante esse tempo, foi quando Sehun perdeu totalmente o interesse em garotas. Até aquelas que não eram fúteis. Simplesmente preferia menos curvas. Para ser mais exata, alguém que não tivesse seios, nem cílios postiços, nem batom forte e nem nada do tipo. E para ser mais exata ainda, Sehun gostava de homens.

Quando completou seus dezesseis, assumiu-se para a família. Foi uma época difícil, afinal seu pai abandou ele e sua mãe após a notícia, e sua mãe caiu em depressão depois da perda. Sehun resolveu que Baekhyun e ele estavam em mundos diferentes agora, e que se andasse com o garoto mais popular da escola e jogador do time de futebol, o Byun nunca mais conseguiria namorar uma garota.

Sofreu sozinho, parou de abrir a sua janela de madrugada para conversar com Baekhyun, e o mercadinho do salgadinho ruim havia fechado. Eles não posavam mais na casa um do outro e mesmo que Baekhyun tentasse dar um bom dia para o ex-amigo, era sempre ignorado.

A amizade pura de infância, composta por salgadinhos, pés sujos de barro, telefones que não funcionavam, barraquinhas, joelhos ralados e história de terror, havia chegado ao fim. E mesmo que Baekhyun uma vez pudesse ter certeza que conhecia o amigo com a palma da mão, agora não sabia mais dizer quem Oh Sehun era. Sabia pelos boatos, tais como: “viadinho”, “deu desgosto para os pais”, “ele transa por aquele lugar”, “nojento”. Embora Baekhyun não conhecesse mais o amigo, tinha certeza de que ser gay não era um problema, e que fora injusto Sehun tomar suas decisões sozinho e decretar que só porque gostava de homens não podia mais manter a sua amizade com Baekhyun.

E Sehun sentia saudades do cabelo macio e negro do amigo, que tinha cheiro de frutas por causa do seu shampoo. Também sentia falta do odor bom do amaciante que a mãe dele lavava suas roupas. Teve uma vez em que ele invadiu a lavanderia de Baekhyun e descobriu o nome do amaciante, porém, quando tentou reproduzir o cheiro em suas peças de roupas, não chegou nem perto de ser o que o moreno tinha. Não sabia de que forma, mas o cheiro do Byun jamais poderia ser colocado dentro de um frasco. Aquele odor do barro do campinho, do antisséptico que usavam quando ralavam os joelhos, do sabonete que ele se lavava quando era menor, e por fim o cheiro do amaciante gostosinho e confortável que desprendia de todas as suas roupas e era facilmente sentido mesmo que ele não estivesse perto.

Era o cheiro da infância, dos tempos bons e de Baekhyun.

●●

Era o findar de uma manhã. Os alunos abandonavam a escola, mas Sehun ficara na sala de aula, terminando de guardar os materiais já que se atrasara um pouco na hora de copiar a matéria por conta do sono.

Enquanto a sala esvaziava-se, Baekhyun ficou parado ao pé da porta, observando o loiro compenetrado em sua ação. Após Sehun terminar de guardar os materiais, ele colocou a mochila nas costas, e quando voltou o olhar para cima, paralisou alguns segundos quando viu Baekhyun ali o encarando.

Abaixou a cabeça e apressou os passos, torcendo para ser ignorado, porém Baekhyun o segurou e o puxou para trás.

— Onde pensa que vai Sehun? — O garoto engoliu em seco ao ouvir o amigo lhe dirigindo a palavra depois de muito tempo. Sentimentos novos dançavam em sua cabeça.

— Me deixa. — Resmungou puxando o braço.

Baekhyun fechou a porta atrás das costas e o fitou seriamente.

— Você não tem o direito de me abandonar. — Proferiu após um longo tempo em silêncio e Sehun o encarou.

— Me deixa sair Baekhyun. — Disse com a voz firme.

— Acha que eu me importo com a sua sexualidade? Nossa amizade é mais importante que isso.

— Não preciso da sua pena. — Disse quase entre dentes.

— Acha que estou com pena de você? — Abriu um sorriso tranquilo de mais para a situação. — O que eu tenho de você é saudades Sehun. Muita.

— Quando eu começar a te trazer problemas, não sei se vai dizer o mesmo. — Então Baekhyun o abraçou, fazendo-o soltar um suspiro surpreso e ficar imóvel, sentindo o cheiro de terra molhada e amaciante desprender das roupas do amigo. A nostalgia invadindo seu peito, combinada do odor daquele shampoo de frutas tão conhecido.

Teve vontade de desabar ali mesmo, contudo manteve-se firme.

— Cala a boca. — Disse o apertando forte. — O único problema que você trouxe foi ter se afastado. Eu te amo cara, éramos como irmãos. — Proferia em um tom levemente baixo, como se nem as paredes tivessem o direito de ouvir.

Sehun o empurrou para trás.

— Você não entende. Não é tão simples estar ao meu lado depois de tudo o que aconteceu. — Sorriu em um tom irônico. — Continue com os seus amigos de agora Baekhyun, está melhor com eles. — Disse e logo saiu da sala em passos apressados, com o seu mundo desabando novamente.

●●

A dor estava muito maior agora.

Baekhyun sempre invadia a vida de Sehun daquela forma avassaladora. Dizia as palavras com tanta naturalidade, que as batidas do seu coração eram quase incabíveis dentro do seu peito. As pernas ainda estavam moles devido ao nervosismo, embora já tivessem passado muito tempo desde a hora em que Baekhyun teve aquela breve discussão com o Oh.

Sehun queria muito ser egoísta o suficiente para abrir a janela do seu quarto e voltar a conversar com Baekhyun, reproduzindo assim todos os passatempos que eles costumavam ter no passado. Contudo não era. Não conseguia simplesmente andar ao lado do amigo sabendo que tinha a fama de um cara que era nojento só por ser gay. Não tinha forças e egoísmo para arrastar Baekhyun junto a si para aquele momento terrível que estava vivendo.

A solidão era constante, e ele desejou várias vezes voltar no tempo onde sua única preocupação era conferir se a fada do dente havia deixado as moedinhas embaixo do seu travesseiro.

Durante as semanas, Baekhyun estava bem mais insistente. Era Sehun para cá, Sehun para lá. Estava toda hora no pé do Oh. Não parava um segundo de importuná-lo e de tentar puxar uma conversa. Sehun sabia muito bem que quando Baekhyun colocava algo na cabeça, não tirava nunca mais, mas as coisas eram diferentes agora e ele precisava deixar isso bem claro para o amigo.

Esperou até sábado para abrir sua janela e chamar Baekhyun para uma conversa, aproveitando que sua mãe iria em uma janta só para mulheres com as suas tias. E lá estava ele, pensando se fazia isso mesmo, andando para lá e para cá em seu quarto.

Resolveu fazer isso de uma vez, abrindo a janela e jogando alguns pedaços de borracha na janela de Baekhyun. A luz do quarto do Byun acendeu-se por trás das cortinas e Sehun gelou. Quando a janela foi aberta e apenas os olhos brilhantes de Baekhyun apareceram na penumbra daquela noite, o Oh teve vontade de correr.

— Sehun... — Abriu um dos seus típicos sorrisos retangulares.

— Precisamos conversar Baekhyun. — Escorou-se na janela.

— Ah, então desse jeito não. — O Byun começou a subir com o corpo inteiro na janela, ganhando um olhar surpreso de Sehun. O Oh só conseguiu afastar-se quando Baekhyun de repente ultrapassara o limite das casas e entrara em seu quarto. Costumavam fazer muito isso aos quinze anos de idade, contudo agora parecia estranho.

— Não precisava, eu vou ser rápido. — Baekhyun deu de ombros e sentou-se na cama do amigo.

— Fala.

— Você tem que parar com essa insistência! Já chega! Está me fazendo aparecer mais ainda! Não percebe que isso é um problema para mim?

— Só vou parar quando você olhar nos meus olhos e dizer que não quer mais ser meu amigo. — Sehun engoliu em seco. — E mesmo que o tempo tenha passado, eu ainda sei dizer quando você está mentindo Sehun.

O loiro uniu as sobrancelhas e cruzou os braços.

— Ao menos uma vez na vida você poderia parar de pensar só nos seus desejos. Você é tão egoísta!

— Eu não sou egoísta! Você que é por tomar todas as decisões sozinho! — Levantou-se da cama do amigo, em completa fúria. — Simplesmente decretou que só porque você é gay eu não gostaria mais de ser seu amigo! Abandonou todas as nossas memórias só por causa desses seus achismos!

— Eu pensei em você o tempo inteiro! Pensei em o quanto você sofreria por minha causa! — Baekhyun desfez a expressão irritada para uma séria e levemente melancólica.

— Sehun, por você eu enfrentaria o mundo. — Sehun prendeu um suspiro. — E você sempre soube disso. Mesmo que você fosse mais alto e mais forte, eu sempre quis te proteger e estar ao seu lado. Mas aí você foi embora e levou uma parte de mim. — Fitou o chão, com os olhos escurecidos por sentimentos nebulosos. — Isso sim que foi egoísta.

Sehun ficou em silêncio, com até mesmo os grilos ficando mudos. E de repente Sehun sentiu-se a pior pessoa do mundo. Seu ponto de vista sobre suas ações não fazia o mínimo sentido. Ele era terrível.

Deu um passo para frente, ainda receoso, torcendo para que Baekhyun continuasse olhando para o chão, porque se olhasse em seus olhos, ele provavelmente choraria.

Foi então que o Oh envolveu o menor em seus braços, aspirando o odor de frutas dos cabelos negros do outro, sentindo o cheiro de antisséptico, terra molhada e amaciante da sua pele e roupas, e ao mesmo tempo o gosto do salgadinho ruim tilintando na língua.

— Me... Me desculpa... — As mãos de Baekhyun receosamente contornaram a cintura do amigo, o apertando forte, liberando o primeiro soluço da noite.

Os choros silenciosos eram suficientes para que eles se entendessem. O acordo mútuo era feito com seus corpos se unindo em um abraço apertado, cheio de saudade e nostalgia. E de repente eles eram os garotos de seis anos de idade que gostavam de contar histórias. Sempre fora assim, e deveria ter continuado assim.

— Sehun... — Baekhyun pronunciou-se após um longo tempo em silêncio, fitando o rosto do amigo, ainda apertando sua cintura. — Como é beijar um garoto?

A pergunta o pegou de surpresa. O Oh nunca se sentiu tão nervoso. Umedeceu os lábios e desviou o olhar dos olhos amendoados do Byun.

— Nunca beijei um antes...

— Então quer beijar um agora? — Sehun ficou ainda mais assustado. A ponta dos dedos formigava e o nervosismo estava a flor da pele.

— Não seja maluco.

— Vamos, me beija, quero saber como é também. — Aproximou o rosto do de Sehun. — Talvez eu também goste, garotas nem são tão interessantes assim.

— Não confunda seus sentimentos Baekhyun. — As respirações dos dois se mesclavam.

— E desde quando eu me confundo com minhas decisões?

— Eu sei, mas... — A frase de Sehun morreu quando ele parou para encarar o quão bonito era Baekhyun. Engoliu em seco, resolvendo aproximar-se e depositar um breve selinho nos lábios do amigo.

— Me beija mais Sehun... — Pediu com os olhinhos fechados. Sehun hesitou por alguns segundos, mas logo grudou os lábios com mais intensidade, separando logo em seguida. — Não tenha medo.

Sehun soltou-se um pouco mais, beijando novamente o amigo, entre vários selinhos curtos e acanhados, as bocas mornas se encostando de forma irritantemente breve. Sehun segurou a cintura do mais velho, beijando lentamente os lábios do outro, pedindo passagem com a língua finalmente, explorando toda a cavidade, imediatamente ficando todo quente.

Deixou-se levar, deixando com que Baekhyun beijasse seu pescoço, mordiscando a pele clara levemente, arrancando suspiros do loiro.

— Baekhyun... — Apertou a cintura dele com mais força. — Eu... — O loiro proferia as palavras entre suspiros. Sua frase foi cortada pelos lábios de Baekhyun tomando os seus novamente.

Após separarem-se do beijo, ficaram de testas coladas, se encarando intensamente.

— Gosto do seu cheiro. — Sehun proferiu inconscientemente, sentindo as bochechas arderem logo em seguida por conta disso.

— Gosto dos seus lábios. — Disse passando o polegar na boca do outro.

As estrelas neon grudadas no teto de Sehun estavam de prova que aquele sentimento queimando no peito era de verdade, e que se duas pessoas do mesmo sexo não pudessem se amar, Baekhyun e Sehun não faziam ideia do que estavam sentindo agora.

 

 


Notas Finais


Futuramente estarei fazendo uma Vkook, me aguardem huehue agora que entrei nesse mundo de yaoi não saio mais.

XOXO *3*


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