História O Que Os Olhos Não Veem - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais
Tags Bts, Romance, Tragedia
Exibições 11
Palavras 1.222
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gente!
Mais um capítulo! Teria postado antes, mas tinha que continuar a minha outra fic.
Espero que gostem💞

Capítulo 2 - Dois anos depois


Em dois anos, 730 dias, 17.520 horas atrás minha vida mudou completamente. Nesse tempo, tive que aprender a viver a vida de uma maneira nova.  
      Minha família foi completamente fragmentada. Mamãe morreu no exato momento em que o carro bateu no animal, papai ficou bem, assim como a minha irmã. Mas o pior não foi isso.
      No acidente, quando o carro capotou eu não estava usando cinto de segurança, por sorte, não morri, mas isso deixou uma sequela. Eu perdi a visão quando cacos de vidro bateram no meu olho. No início foi muito difícil, abrir os olhos e enxergar apenas a escuridão.
     Mas a partir disso, tudo se tornou mais complicado.
      Eu tive que parar o curso de medicina, afinal, que médica pode fazer uma cirurgia sem enxergar? Acho que nenhuma.
   Quando mamãe morreu, todos ficamos muito abalados, principalmente o papai. Mas a cerca de um ano atrás ele conheceu uma mulher em Busan, Young Sook, e se apaixonou por ela. No começo, ela e sua filha eram até que legais. Mas quando meu pai faleceu, há seis meses, quando fazia poucos dias da nossa mudança para Busan, elas mudaram. A madrasta começou a colocar a minha irmã para fazer os trabalhos domésticos, e eu queria ajudar, mas com minhas condições não conseguia. A mulher passou a me tratar como uma aberração, e agora vivo trancada em um quarto que divido com minha unnie.
      Sabe, eu nem sei se meu caso tem cura. Mesmo se tivesse meu pai nunca teve condições para pagar e minha madrasta menos ainda, mas no caso dela vai ser por má vontade mesmo. Quando papai morreu, não sei para quem ele deixou a herança, talvez tenha dado algo para nós, mas é provável que minha madrasta tenha pego tudo para ela.
  Sem falar na minha irmã postiça, Young Seoyeon,aquela garota é uma mimada e nos trata como lixo. Ela tem quase a mesma idade que eu, a diferença é de alguns meses apenas. Mesmo ela sendo um pouco mais nova, não me trata com o devido respeito.
      Além de tudo. Min Yoongi terminou comigo no mesmo momento em que soube que eu havia ficado cega. É nessas horas que descobrimos o quanto as pessoas ligam para as aparências e são superficiais. Foi um choque para mim, mas agora percebo que quem perdeu foi ele, não eu.
      Resumindo, minha vida virou um inferno. Não tenho nem uma luz para me guiar, literalmente. 
      Agora estava escutando uma música sentada na minha cama, como sempre faço para me distrair. Além disso, tive que adaptar o meu celular para a minha deficiência. Enquanto ouvia o som, pude escutar uma porta sendo aberta e depois fechada com brutalidade.
       Normalmente, não escutaria algo além da música, que por sinal era alta. Mas quando um dos seus sentidos param de funcionar, os outros se aprimoram.
      Pelo que eu pude ouvir, era a minha irmã que tinha entrado no quarto, e a mesma estava chorando.
       - O que aconteceu!? – perguntei, procurando ouvir sua voz.
        - Eu tinha que estudar para uma prova, mas a Sra. Young me obrigou a limpar o chão que Seoyeon tinha melado de suco. Eu me recusei, e ela simplesmente me bateu! – ela disse , dando algumas pausas por causa do choro.
          - Vem cá. – eu a chamei, estendendo os braços, para que ela viesse ao meu encontro e eu pudesse senti-la.
          Yunni me deu as mãos, e as apertei bem forte.
          - Eu queria muito poder te ajudar, muito mesmo! Você é a minha irmãzinha! Eu deveria te proteger, estar ao seu lado! Não o contrário! Se eu pudesse enxergar, olharia no fundo dos seus olhos agora é diria "vai ficar tudo bem". Eu sei que é difícil, mas mesmo que  eu não possa ver o tipo de menina que se tornou, magra, alta, o que for! Sei o que tem dentro de você, porque posso não ter esses olhos funcionando, mas existem outros que funcionam perfeitamente: os olhos da alma. É por meio deles posso ver que você é uma das pessoas mais fortes que eu conheci, e sei que vai conseguir enfrentar tudo que vier pela frente! Digo isso com uma certeza, a de que eu te amo! – senti lágrimas escorrerem pelos meus olhos e Yunni me abraçou fortemente.
          - Eu também te amo Akemi! – ela disse.
      - Agora, chega de tristeza! Então, continuou a fazer aquele desenho? – perguntei à ela.
          - Sim!
        Ela soltou minhas mãos e pude escutar o barulho de alguns papéis, segundo depois ela voltou.
      - Aqui está! – ela disse. – Coloquei diferentes tintas para que você pudesse sentir a textura. – ela colocou a minha mão em cima de um papel.
     Passei os meus dedos sobre aquele objeto, algumas partes eram lisas, outras ásperas. Gostaria de ver como ela estava se saindo como artista, provavelmente seus desenhos estariam melhores que antes.
    - Deve estar incrível! O que desenhou? – questionei, curiosa, devolvendo-lhe a pintura.
       - Uma paisagem tropical, um céu límpido,com uma cachoeira, ao seu redor um arco-íris. Sabe, em relação à música que mamãe cantava para nós.
       Gostava de imaginar como seria as coisas que ela desenhava. Não só os desenhos, mas o mundo à minha volta. Havia me esquecido de como ele era. Não sei se Daegu era a mesma cidade de sempre, nem fazia a mínima ideia de como Busan era. Imaginava famílias alegres, roubando a felicidade que um dia foi minha. 
      - Então, vai querer ouvir uma história? – perguntei.
      Mesmo sem poder enxergar, sabia que já era noite. Já tinha me acostumado com isso.
      - Claro! – Yunni respondeu.
      Mesmo tendo 13 anos, Yunni ainda adorava as histórias que eu contava.
      Bati a minha mão o direita na minha coxa, a convidando para que ela se deitasse apoiasse a sua cabeça no local e ela o fez. Procurei o seus cabelos, e os achei, afagando-os.
      - Era uma vez, uma princesa. Ela vivia com uma madrasta má e uma irmã pior ainda. Certo dia, a garota fugiu do castelo, já não aguentava mais ser abusada pelas duas. Tirou seu cavalo do celeiro, e partiu em uma jornada. Uma vez, ela encontrou um lago, mas não era um lago comum, e sim um lago mágico. Ela decidiu entrar nele, para tomar um banho. A cada passo que dava, mais profunda a água ficava, até o seu corpo mergulhou por completo. Em vez de se afogar, ela se levantou em um belo jardim nas nuvens. Nesse lugar, ela encontrou uma mulher um homem bons, na mesma hora soube que eram os seus pais. A partir desse dia, eles passaram a governar o seu jardim encantado como uma família unida, e viveram felizes para sempre. – terminei.
      Só pude escutar a respiração da minha unnie. Passei minha mão sobre seus olhos, ela estava dormindo. 
      Me levantei, com cuidado para não acorda-la. Encostei minha mão na parede e segui andando até sentir uma janela. Depois movi minha mão um pouco para direita e toquei o abajur. Deslizei minhas mãos para baixo e apertei no botão de desligar. Afinal, já sabia o local dos móveis na minha cabeça. Por isso sempre pedia para Yunni deixar tudo em seu devido lugar.
      Amanhã eu ia sair desse quarto e finalmente enfrentar a minha madrasta. Talvez tente sair de casa. Óbvio que iria voltar, não iria deixar minha irmã aqui sozinha.

     
      


Notas Finais


Obg por lerem💗💗
Beijinhos com nutella💋💋💋


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