História O que um açúcar não faz? - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga
Tags Hoseok, J-hope, Jung Hoseok, Min Yoongi, Suga, Sugahope, Yoongi, Yoonseok
Exibições 187
Palavras 6.155
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi! Olhem até q voltei rápido né?!
Bom gente, sei que já estão se cansando dessa fic, tenho percebido isso pela diminuição dos comentários e também, juro, não era para ter tantos capítulos assim! Não é de mim escrever taaanto, até porque quem me acompanha sabe que me perco um pouco se escrevo demais, então, esse deve ser o penultimo capítulo ^^

Peço que me desculpem por isso! E também porque não respondi alguns comentários, mas ainda estou em período de prova amores =/ e sempre respondo quando tenho um tempinho.

Espero que gostem desse, tem a história do relacionamento do Channie e o término dele com o Hobi, além de um presente de despedida super maldoso, mas que vai apimentar algumas coisas kkkkkkkkkkkkkkk.

Beijos e me desculpem os erros:

Capítulo 28 - 28



HOSEOK

Seoul, 17:45 PM. Há tantas coisas se passando na minha cabeça, que não consigo escolher uma para comentar. Sinto que se fizesse isso, estaria traindo e desmerecendo a importância de todas as outras... mas, de fato, tem uma que merece destaque: ter passado a tarde inteira pensando no Chanyeol. Eu sei que não deveria, sei que me reconciliei com o Yoongi noite passada e o fiz uma promessa muda... o prometi indiretamente que iria terminar com o Channie, a promessa mais difícil que já fiz. 

Não é porque o amo.

Não é porque tenho dó dele.

É porque sou sensível o bastante para não desconsiderar uma pessoa que tanto cuidou de mim.

Não é porque não o amei e não o amo, que não sinto nada por ele. Sinto, e sinto muitas coisas. Coisas que ele jogaria fora sem pensar duas vezes, pelo simples motivo de não corresponder suas expectativas. Sinto carinho, compaixão, consideração, amizade e cuidado por ele. Será que todas essas coisas somadas resultam no amor? É provável que sim (risos)... uma forma estranha de amor. Eu poderia lhe dizer mil frases de amor, mas nenhuma sairia do fundo do meu coração, como com o Yoongi-ah. Ele sim, amo tanto que tenho até medo da minha imprudência... me jogaria em 100 tanques de ácidos por ele, e se ele fosse um maluco masoquista e cheio de distúrbios, me submeteria a todos os testes que quisesse me impor. Tsc, é isso que o amor é não é? Amar cegamente, bom, pelo menos a forma mais primitiva de amor funciona assim. E de uma das inúmeras formas de amar, sinto a mais inútil por ele... o amor político, totalmente diferente do amor apaixonado que sinto por aquele branquinho que sempre amei.

Chanyeol se compadeceu de mim no momento em que eu não tinha mais esperanças. No momento em que eu adoeci, adoeci de amor por um caso de 2 semanas. Tsc, e por mais louco que isso fosse, ele não riu de mim, ele me abraçou! Ele sustentou as minhas lágrimas e prometeu estar ao meu lado. Claro, em um primeiro momento como amigo, mas não é preciso ser um gênio pra saber que aquilo iria evoluir. Nossos amigos de Londres viam isso e riam de nós, como se nós dois fôssemos duas crianças que não tinham a menor ideia de como amar. E ah se eles soubessem... ambos já amamos muito bem e sabemos bem como esse sentimento implacável começa, dura e termina. Eu, por causa da minha experiência avassaladora com Yoongi. E ele, pelo primeiro e único relacionamento que teve na vida, com um rapaz que morreu em um acidente de carro provocado por ele. Channie me disse que foi uma discussão idiota, e que ele se parecia muito comigo, era bonito, extrovertido e não media palavras. O amava, mais que a si. Mas quando foi buscá-lo naquele dia chuvoso, naquela festa que ele disse que não iria, todos os seus hormônios percorreram suas veias espalhando o ódio. 

Vira tudo.

Vira a forma mais difícil de se amar.

Baekhyun... era esse o nome dele. Channie me contou que o namorado havia prometido que daria um tempo nas festas, pois não queria ir sem ele. Aquele era um ano difícil, Chanyeol estava estudando arduamente para passar no vestibular da melhor faculdade do país e não podia sair com tanta frequência, o que chateou bastante aquele por quem se apaixonou. Um dia, discutiram e ele lhe acertou o rosto ao descobrir que o ruivo havia ido para um pub com seus amigos sem ele. Um ciúme idiota. Naquele mesmo dia se acertaram e passaram o restante das horas úteis do dia juntos, até a noite. A noite, Channie o deixou em casa, se despediram com um beijo cálido e até esperou o outro entrar. Estava tão contente, pois jamais tinha agredido o namorado e ele pareceu entende-lo e perdoá-lo depois de chorar muito, me disse que jurou que jamais tocaria daquele jeito vil nele de novo. 

Porém, a promessa não pôde ser cumprida. 

Eram 00:10, o mais alto estava acordado estudando, quando sentiu o celular vibrar. Estranhando, o pegou em mãos e desbloqueou a tela acertando aquele padrão dificílimo que até tinha sido motivo de brigas desde quando comprou o aparelho, já que Baek jamais conseguiu acertar. Visualizou a mensagem de um grupo de amigos e apertou os olhos, soltando o celular na mesa. No exato momento em que viu, também tirou os óculos do rosto e levou as mãos até os olhos fechados, segurando lágrimas de raiva e tristeza. E então se ergueu enfurecido e deu dois socos no móvel à frente, pegando o casaco e as chaves do carro, decidido a ir ter com o mais novo. 

Naquele momento, viu uma foto do namorado abraçado colado e extrovertido nos braços de um cara que odiava. 

A noite chuvosa não o intimidou a pisar fundo no acelerador, subindo a rodovia que ligava sua cidade à região montanhosa do seu Estado. Ainda chorava, mas sua habilidade como motorista era muito elogiada por qualquer um que o via, era metido a ponto de disputar rachas e até conseguia descolar um dinheiro bacana. Em 40 minutos havia chegado ao seu destino, saltou do carro e entrou no sítio que mais parecia um antro de orgia do que uma festa, chegou até a se sentir enojado. Enxergava pouco com os óculos que já estava cheio de gotículas pequeninas de água, mas nada o impediria de enxergar seu amado. Ah... o reconheceria pelo cheiro se possível. Aliás, quando me contou essa história que lhes conto, ele fez questão de ressaltar o quanto o cheiro de seu antigo namorado era gostoso. O fazia se coçar de tesão quando o sentia em seus braços, se lembra bem de cada noite passada ao lado dele. O rapaz era daquele tipo que o conquistava e fazia de bobo, mas ele gostava. Corria atrás dele. Ser feito de idiota nunca tinha sido tão bom, melhor que ser feito de besta por ele, era só fodê-lo. Sentia-se um homem de verdade. Vil, um ser puramente sexual, o namorado mais novo mexia com suas estruturas. O deixava louco. Doente. Fazia amor com ele como nunca conseguiu fazer com ninguém e parando bem para pensar... acho que nem comigo (risos). O amor é único entre duas pessoas. Se uma parte mudar, jamais será possível reproduzir aquele amor que teve, e bem, nós dois aprendemos bem nossa lição.

Continuando, quando o reconheceu, aquele estava se pegando com o mesmo cara da foto. Ele era prensado na coluna que sustentava a parte de fora e era beijado com voracidade e violência, do jeito que gostava. Chanyeol não conseguiu tomar uma atitude, apenas ficou ali parado, olhando aquela cena de terror e deixando as lágrimas rolarem por seu rosto. Desconfiava, mas nunca tinha visto o namorado o traindo.  E oh, seus amigos tentaram tanto alertá-lo, mas ele os achava invejosos... tsc, tão cego. Tão amante. Via o namorado sendo tocado nas partes íntimas e perdia a coragem de fazer alguma coisa, sabia que ele se sentia só, mas se amava demais para se deixar perecer por ele. Era egocêntrico, por isso estava fazendo aquilo. Por isso fazia aquilo. 

- Vim te buscar.

Se aproximou o bastante e teve coragem de dizer, atrapalhando o beijo dos dois. Channie riu quando me contou isso, Baek sequer se pasmou ao vê-lo. Apenas o olhou sério e o mandou sair, como se nada estivesse acontecendo. O ignorou e fungou uma vez, sentindo o ar faltar pela primeira vez. Puxou seu braço com um pouco mais de força e o fez cambalear até si. Suas mãos brancas e amareladas por conta do problema de fígado que tinha por beber tanto se agarraram ao seu casaco, levantando a face e encarando os olhos dele por detrás dos óculos. Depois abaixou a testa e a encostou em seu peito, esquecendo-se do momento infeliz que estava passando. Chanyeol encarou com fúria o homem que estava beijando seu namorado e este logo foi para longe, tinham o mesmo tamanho, mas se conheciam brevemente, reconheceram na hora que aquela briga não valeria a pena.

Todos diziam:

"— Só o babaca do Chanyeol para brigar pelo Baek".

Sabia não era daquele dia que o namorado não prestava. Mas o que faria? Não escolhemos por quem nos apaixonamos. As vezes eu o pegava distraído e sabia, sabia que ele estava afogado naquele mar vasto de lembranças do ex, lembrando e sentindo ele por debaixo de sua pele. Não ficava chateado, pois se ele tinha seu mar interno de lembranças do outro, eu tinha o céu azul que me lembrava aquele casaco desbotado azul céu do Yoongi... e não apenas me lembrava dele, o traía em pensamento. Enfim, naquela noite foi que tudo aconteceu. Eles foram abraçados até o carro, Channie abriu a porta para o namorado entrar e este apenas se encostou no veículo, abrindo os braços e fechando os olhos, sorrindo largo e sentindo a chuva se desmanchar em si. Chanyeol me disse que ficou tão chateado, mas tão chateado, que acertou novamente naquele dia a face do namorado. Ele caçoava de si até quando não queria. O que tinha com aquela cara? Ele estava sorrindo? Estava feliz? Como ele podia estar feliz após traí-lo e ser pego no flagra?! O considerava tão pouco? Que tipo de amor era aquele?

— Eu te odeio.

— Eu também.

— O que eu fiz de tão errado para você me odiar Baek? Eu sempre o amei com tudo que pude!!!

— Não disse que odeio você, odeio a mim por não te amar como quer. 

E foi ali que ele entendeu, que a forma de amar do namorado mais novo era causando-o dor. Gostava de vê-lo sofrer, para cuidar dele depois. Sabia que Chanyeol ia atrás de si por cuidados. Completamente enfurecido, lhe mandou entrar no carro e dessa vez ele o obedeceu. Quando já estavam na rodovia escura e calada, como se estivesse pronta para receber mais uma morte em seu asfalto, Chanyeol acelerou o carro até quase seu máximo. Não olhou para o lado, mas sabia que o outro estava se borrando de medo, morria de medo de velocidades altas, mas não o pediu para diminuir. Parece que como a rodovia, estava preparado. Percebendo isso, Chanyeol decidiu que morreria os dois ali. Como despedida, decidiu iniciar uma discussão sobre a relação exatamente ali. Baek não o respondia e aquilo o irritava mais que tudo. A cada pergunta que fazia e o outro não respondia, acelerava mais 10 km. No fim, sentiu que o carro passou por cima de algo e tudo começou a girar, sentiu medo da morte e cada vez que o carro tomava seu eixo enquanto capotava, encarava seu amado. Ele não sabia, mas este o encarava o tempo todo durante suas provocações... e não o respondia não porque estava querendo provocá-lo, mas sim porque suas próprias perguntas respondiam tudo. 

No fim do fim, se viu de cabeça para baixo sem conseguir mover um dedo, entre o air bag e sua realidade. Até mesmo abrir os olhos era difícil, mas com o pouco de força que tinha, virou o pescoço o mínimo que conseguiu e viu o namorado morto, com um ferimento na nuca que sangrava intensamente, derramando seu sangue. Sentiu vontade de gritar, mas nem isso podia, o air bag do carona não tinha aberto, e quando notou que sobreviveu sozinho, soltou as lágrimas restantes do dia.

— Seok? 

— Hm?

Murmurei distraído, fitando seu rosto de forma distraída. Ele estava com alguns band-aids e vestido de forma despojada. Não sei porque me lembrei dessa história velha que é tabu entre nós, mas acho que foi porquê o considero. E por isso, não quero ser um segundo Baek em sua vida. Gostaria de ser diferente, mas... serei outro que o machucará, quer dizer, que já o machucou. Eu não precisava perguntar para ele o porquê de seus ferimentos, sabia que tinha algo a ver com Yoongi. 

— Chegamos.

— Hm. 

Me movi para destravar a porta e saí do carro, esperando-o como de costume até ele se por ao meu lado. Permiti que ele entrelaçasse nossas mãos e entramos no restaurante. Escolhemos uma mesa e me sentei, sendo seguido por ele, que pareceu não se importar muito. Perguntou:

— Está tão calado, é estranho.

O olhei com um olhar triste, sabendo que quando saíssemos daquele restaurante, não seríamos os mesmos, estaríamos ambos com parte dos nossos corações quebrados e isso é triste... muito por sinal.

— Bom, vamos pedir? - vi seu antebraço se erguer para chamar o garçom, quando soltei sem pensar:

— Não quero ser um segundo Baek na sua vida.

Sua expressão se perdeu por um momento, parecia fora de si por breves segundos. Enquanto ele me olhava com aquela expressão perdida, senti meus olhos arderem, eu nem sequer estava conseguindo piscar... e então uma lágrima subitamente caiu. A limpei depressa e olhei para a janela, juntando as mãos e as entrelaçando na frente do meu rosto, lhe dizendo:

— Mas no fim, acho que será inevitável. Não consigo evitar de ser egoísta, eu-

— Não se preocupe, você é completamente diferente dele. 

Quando me cortou desse jeito, entendi. De algum modo, de algum jeito estranho, ele sabia que estava pensando em seu antigo namorado e em sua história caótica com ele. E estava pensando porque de algum outro modo estranho, estava me sentindo um completo caos. Quer dizer, eu estou completamente caótico dentro de mim. O garçom se aproximou simpático e eu lhe sorri normalmente, sentindo ser observado pelo mais velho. Fiz meu pedido e então ele fez o dele, fazendo o profissional se afastar como de praxe.

— Se fosse ele... - suas palavras me chamaram atenção, mas eu não entendi na hora a quem ele se referia. Como um lapso, percebi que se referia a seu ex, quando me olhou erguendo uma das sobrancelhas daquele jeito único que só ele faz. Continuou — Se fosse ele... teria sorrido para ele e lhe lançaria alguma cantada sem graça, apenas para fazê-lo rir. Eu o olharia chateado e ele riria descontraído, como se eu fosse louco, deixando o garçom para lá. - seus olhos se mantinham fechados enquanto ele falava dele... como que se a cena que acabou de contar que provavelmente aconteceria, tivesse acabado de acontecer. Por fim, abriu os olhos escuros e terminou — Era esse tipo de homem que ele era.

— Que tipo problemático. Você tem um gosto peculiar para escolher quem ama.

— E não é?!  

E então riu alto, pegando sua taça com água e levando-a aos lábios, tomando do líquido. Na mesma hora, um garçom se aproximou com um vinho branco em mãos, mostrando o rótulo para ele, que acenou positivo como um homem entendido e rico. Sorri e então o garçom que na verdade era um sommelier, serviu uma prova para ele, que a pegou com elegância e fez a prova com certa técnica que eu sabia que tinha, assentindo em seguida para o profissional. Tsc, não consegui não sorrir debochado para ele, que me encarou com os olhos arregalados. Evitei seu olhar e como um covarde, olhei para a janela, esperando que os dois fizessem seu trabalho e se retirassem. Quando o fizeram, Channie me contou:

— O seu perfil me encanta.

Engoli um pouco de ar e olhei para ele, me perdendo por um momento na vastidão de seu olhar. Novamente, aquela vontade de chorar veio, me fazendo respirar fundo e a ignorar, começando a comer as bruschettas que pedimos de entrada. Depois de ter abarrotado meu estômago com quase todas, quando fui pegar a última, nossos dedos se tocaram, o que logo fiz questão de separar e fingir que nada tinha acontecido. O que é claro, que ele não permitiria. Seus dedos foram mais rápidos e agarraram minha mão, a segurando firme na dele. Respirei fundo, sendo invadido por sua pergunta:

— É difícil não é?

— Se sabe que é... por que não facilita pra mim?

— Porque eu te amo.

Juntei meus lábios e o olhei abatido, com um pouco de pena. Tentei puxar minha mão da dele, não conseguindo. Triste, o olhei de volta e com coragem, lhe respondi:

— Mas eu não amo você. Te estimo e te considero, mas não te amo. 

— Eu sei que não, mas também não precisa ser duro consigo mesmo. Vamos apenas agir com naturalidade aqui. Não estamos em um filme Hobi, você não precisa dizer que não me quer mais e sair por aquela porta me deixando sozinho. Eu já decidi... decidi que vou deixar você ir, como o deixei ir. Não quero obrigar ninguém a ficar comigo.

— Você não me obrigou a isso! Eu estive ao seu lado porque eu quis, porque eu quis esquecer o Yoongi e ser feliz de novo. Eu realmente gostei de você, só-

— Ok, ok... não está mais aqui quem falou.

Após ser interrompido, me mantive em silêncio, esperando nossos pratos. De vez em quando eu pegava minha taça e bebia o vinho que ele escolheu, simplesmente delicioso. Ele era bom nisso, digo, em escolher vinhos. Em outras coisas também. Ele é bom em amar, um pouco desajeitado no começo, mas quando um tempo confortável se passa, você se sente parte dele e não consegue evitá-lo. Não sejamos hipócritas, mas eu gostava de fazer sexo com ele, exceto no começo claro. Mas depois, quando eu bebia umas três taças de seus vinhos favoritos, ele parecia tão irresistível... Yoongi-ah sentiria inveja dele. Channie já é lindo por natureza, imagine só quando o álcool circulava pelo meu sistema nervoso... ele parecia algum tipo de deus, pronto para atender meus pedidos. Mas era engraçado, porque, eu só conseguia ficar tranquilo durante a transa, porque depois... ahh depois... depois eu simplesmente voltava a ser o Hoseok sem graça que era, o ex namorado do Min Yoongi. Era terrível, por vezes eu até via o Yoongi nos assistindo, era mais que terrível, horripilante.

—  Era tão bom... sabe... estar com você. Você... foi a minha base nesses anos. Eu não sei exatamente quando aconteceu mas, tudo mudou quando me tornei dependente de você.

— Eu não queria que você ficasse triste, era só isso. Eu cuidava de você... como se me redimisse por não ter cuidado dele quando tive a oportunidade. E você cedia para mim... como gostaria de ter cedido se estivesse com o Yoongi. Fomos hipócritas.

—  Hipócritas? Mas você diz que me ama... então é mentira?

— Hobi... essa é a única verdade. 

—  Me sinto usado. 

— Ambos usamos um ao outro.

— Tsc... você é um idiota. Está proibido de falar até irmos embora.

E lá estava seu meio riso de vencedor. Aigoo... ele é tão astuto que as vezes tenho vontade de bater nele, mas o que fazer? Ele é bonito demais para isso... fica ainda mais bonito quando sorri largo dessa forma de agora, me abalando completamente. Ora, ele sempre foi um idiota. É engraçado como nesse tempo que estivemos juntos, ele agia comigo de modo que meu subconsciente não o aceitasse completamente. Eu sempre, sempre mantive um pé atrás com ele, e nunca soube o porquê. Bem, agora sei. É assim que ele é, como um professor que nos ensina o que sabe mas não nos permite fazer o que fazem. Nos ensina a voar mas nos mantém presos.

— Aish... como exatamente prepararam esse frango? Está esquisito. - soltei sem pensar e então ele veio com o garfo e pegou um pedaço, me encarando sério. Experimentou e riu, me respondendo:

— Pra mim está bom.

— Pois para mim está horrível.

— Então...

—  Yah! Chanyeol!

Tarde demais. Quando dei por mim, ele já tinha trocado nossos pratos de lugar, sorrindo divertido como uma criança. O dele parecia muito mais saboroso que o meu, era um simples medalhão, mas parecia realmente delicioso, o que só se confirmou depois que provei. Daquele momento em diante, começamos a conversar informalmente enquanto comíamos, como se estivesse tudo bem... como se não fôssemos terminar nossos noivados quando sairmos daqui, como se eu não tivesse me reconciliado com o Yoongi ou nem sequer tivesse pensado nele hoje.

Channie é tão divertido.

Channie é tão inteligente.

Channie é tão bonito.

Pareço lamentável querendo terminar com ele, mas o que posso fazer se não o amo? Como devo agir se o homem que amo, está mais perto do que nunca de mim? Disposto a nos dar uma nova chance? Algo que eu sequer cogitei no passado, nunca me pareceu uma ideia tão boa. Poder ser dele de novo, poder namorar o Yoongi de novo e recomeçamos nossa história... eu estou tão feliz dentro de mim, que não consigo aguentar.

— O que vai querer de sobremesa?

— Qualquer coisa que você também queira.

— Aigoo...

Tomado pelo clima, comecei a bajulá-lo sem perceber... jamais tinha esquecido do Yoongi tão rápido:

— Você está muito bonito com essa camisa vinho.

— Obrigado... foi você que a escolheu para mim, lembra-se?

— Claro que lembro, você ficou irresistível no momento em que a provou... é óbvio que eu não deixaria de levá-la.

Quando terminei de falar, ele sorriu sem graça e coçou a região sensível abaixo da orelha. Ele sempre faz isso quando fica nervoso, e também sempre sorri assim, me ganhando. Eu só espero que quando eu sair de sua vida... ele consiga alguém que o ame de verdade, alguém que o coloque como prioridade e cuide dele, como eu deveria ter cuidado.

— Por que brigaram? - perguntei de repente, quase sem perceber. Ele me olhou sincero e respondeu:

Porque ele é irritante demais. - gargalhei alto, fitando-o e percebendo que ele não entendeu nada. O respondi:

— Nisso eu vou ter que concordar com você. Mas qual foi o real motivo de ter ido atrás do Yoongi? - o questionei sério, vendo sua expressão mudar rapidamente para uma triste.

— Já disse, porque eu te amo.

Não pude deixar de dar risada... Channie é sim romântico, mas a esse ponto? Já é a segunda vez que diz que  me ama e eu sei, que esse é um dos jeitos que ele tem de ser engraçado. Mas dizer que se ama alguém tantas vezes, sem realmente fazê-lo, e como chamá-la de algum palavrão, como ofende-la. E parece que ele ainda não entendeu isso.

— Eu também amo você. - como em um jogo onde todas as cartas estão nas mesas e são reveladas, joguei com ele. Suas mãos pararam de tamborilar sobre a mesa, seu olhar subiu e atingiu o meu com uma certeza que nunca vi dele. Me mantive sério, mas aos poucos, comecei a rir, o provocando. Notei seu cenho franzir e seus lábios crisparem, e na hora percebi que ele finalmente estava provando um pouco do seu veneno. A medida que aquele clima pesava, eu ria e ria, como se não houvesse amanhã, e a cada vez que eu ria e ria, ele ficava cada vez mais bravo. Seu olhar parecia que iria me matar, quando me pegou pelo colarinho e crispou:

— Agora sim está parecendo ele. - me sentindo ofendido, segurei com força seus pulsos e os apertei para machucá-lo, lhe dizendo:

— Então pare de brincar comigo. Brincava com ele também? Se fazia isso, mereceu tudo o que ele te fez. 

Não percebendo o peso das minhas palavas, me levantei e fui apressado até o carro, esbarrando em algumas pessoas e finalmente alcançando o lado de fora. Estava puto. E quando o ar frio da noite me recebeu, senti o peso das minhas palavras e me senti mal por te-las dito. Ninguém merece sofrimento quando ama alguém de verdade... nem quando ama falsamente, as pessoas merecem paz e só. Se está em um situação assim, apenas beije e termine, suma da vida da pessoa, é assim que eu penso. Mas o irônico é perceber que eu estive assim por 3 anos e não terminei... realmente, sou tão hipócrita quanto ele. Próximo ao carro, encaro meu reflexo nos vidros e vejo o quão infeliz eu pareço. Não fui feliz nesses três anos. Fui triste. Fui incompleto. Fui falso. Vivi uma vida com uma pessoa que me tinha como um ''tampa-buraco'', assim como eu o tinha assim. E as pessoas ainda tem coragem de dizer que a única coisa que cura um amor perdido, é outro amor. 
Como se fosse fácil amar alguém.

Meu coração não batia forte todas as vezes que via o Chanyeol. Só batia assim quando eu estava dopado de remédios ou bêbado. Hahaha... literalmente... eu fui um idiota. Como pude me enganar esse tempo todo? Como pude enganá-lo e como pude me deixar ser enganado por ele?! Não sei, jamais terei a resposta para essas perguntas, mas admito que minha fragilidade o ajudou bastante, mais a ele do que a mim. Entretanto, mesmo em meio a toda essa desgraça de vida, de relacionamento fracassado, tanto da minha parte, quanto daquele que mais amo no mundo, chega a ser impressionante a nossa capacidade em se reencontrar e nos dar uma chance. Nos permitir. Nos querer. Buscar a nossa felicidade perdida, mesmo em meio a tantos corações quebrados ao nosso redor. Somos egoístas, os dois, é assim que as pessoas nos verão. Mas seremos os egoístas mais felizes do mundo.

— Me desculpe.

— Me leve para o apartamento do hyung por favor.

— Certo.

A porta a minha frente foi destravada e então eu entrei, colocando o cinto e já virando o rosto para a janela. Sentia uma angústia dentro de mim, mas enquanto eu me agarrar na chance que eu e o Yoongi nos demos, ficarei bem. Sei que ele pensou em mim, e provavelmente, pode estar pensando agora. Nos conectamos até em pensamento. E ah... sendo bastante sincero... eu teria transado com ele ontem se sua energia não fosse diferente. Enquanto ele me ninava para dormir, eu sentia que era aquilo que ele queria, que eu dormisse. Ele não queria transar comigo ali, eu tão frágil e tão debilitado após ter dado um surto em sua frente. Estava assustado, deveria estar sentindo pena de mim. Mas eu não me importo, no mundo todo, ele é o único que pode sentir pena de mim, pois foi ele que causou tudo aquilo. Mas além da pena, quero que ele sinta vontade de me curar, ele causou, ele foi o responsável, resta a ele me salvar. Não quero saber. Não quero saber. Não quero saber. Ele vai ter que dar um jeito (risos).

 

Seoul, 21:47 PM. No momento em que Channie virou a esquina para a rua do hyung, o pedi:

— Me leve para alguma rodovia Channie. 

— Por que está me pedindo isso?

— Porque estou me sentindo muito corajoso.

— Hahaha... tudo bem Sr. Jung... vamos até onde vai a sua coragem!

Eu não pensei que ele me escutasse, nem muito menos que atendesse meu pedido esquisito. Mas não posso deixar de me lembrar de sua história, ele me disse que seu namorado morria de medo da velocidade, apesar de ser alguém bastante corajoso para machucá-lo. Eu também gostaria de sentir esse medo, e me despedir dele assim. Em segundos, Channie virou duas ruas e pegou a expressa, acelerando mais o carro, minto, acelerando consideravelmente o carro, cortando os outros e costurando vários motoristas, enquanto acelerava mais. Engoli seco e segurei o suporte que fica na parte de cima da porta do carona e com a outra mão, apertei o banco que estava sentado. Me atrevi a olhar o velocímetro, o mesmo marcava a velocidade de 140 Km/hr, o que me fez rir nervoso, atraindo sua atenção. Ele soltou uma risada divertida e pegou a outra via, nos colocando naquela mesma rodovia de anos atrás, que quase o matou. Já mais vazia, inclusive pelo horário, ele acelerou ainda mais e começou a gritar:

— Ainda se sente corajoso Hoseok?!

— Você é completamente louco!!! 180 km por hora Chanyeol, vai nos matar!!!

— Não foi você que pediu?!

— Não pode atender todos os meus desejos... sabe que sou tão louco quanto você!!!

Sua risada ecoou alta pelo carro e eu entendi o motivo. Entendi porque nos enganamos por tanto tempo. Porque somos os dois, completamente loucos. Daqueles que tomam remédios e aceleram em uma rodovia estatal, a que mais tem radares. Ri junto dele e soltei meu cinto, me entregando de vez àquela adrenalina. Aigoo, o ex dele tinha motivos bastante plausíveis para temê-lo no volante. Abri um pouco a janela e deixei o vento entrar, liguei o rádio do carro e aumentei o volume até o último, cantando a música que tocava. Que loucura, estava tão divertido que eu não me importaria de morrer ao seu lado agora. Jamais fizemos algo parecido como isso, estou completamente fora de mim porque de fato, quando encaramos nosso medo e o vencemos, nos sentimos como pequenos deuses.

— Oh não... não, não, não!!!

— Polícia?! Oh-oh... veja o que você fez Hobi!

— Me-me- me perdoe! Meu Deus e agora?! Estamos fudidos!!!

— Relaxa... só me segue, entendeu? Finge... sei lá... que tá passando mal! Finge que tá passando mal Hobi, muito mal! E para de rir!!!

— Seu imbecil! Isso não vai dar certo!!!

—  Só finge caralho! Que teimoso!

— Aish!!!

Enquanto discutíamos, ele ia diminuindo a velocidade e parando na pista do acostamento. Sua ideia é tão idiota que não pensei duas vezes em dar risada, fala sério, ele acha que os policiais são retardados?! Só ele para dar uma ideia dessas, mas se isso não nos fizer passar a noite na delegacia, está bom demais. Agora o carro parou completamente e já consigo ver os oficiais vindo até nós, um aparenta ter por volta dos 30 anos e outro por volta dos 50. Respirei fundo e assim que se aproximaram o suficiente, comecei meu teatro. 

— Boa noite senhores.

— Boa noite oficiais. Poderiam ser rápidos?

— O que disse rapaz?!

— Haha, olha só Kang... ele quer que a gente apenas os aborde, multe e os libere. Tá brincando com a nossa cara garoto?! Documentos, anda!

— Pois não senhores. 

Channie pegou nossos documentos e entregou para um, que foi até a viatura provavelmente para nos consultar. Eu estava fazendo como ele disse, fingindo que estava passando mal... rodava a minha cabeça e gemia descompassado, quando o que ficou, o questionou:

— Quer me contar por que estava a 300 km por hora em uma pista de 110?

— Meu noivo está passando mal senhor. Vamos nos casar depois de amanhã, e o convênio dele só atende em Seoul.

— Ah é? E por que está na pista contrária? Quer me fazer de idiota?

— Eu ia fazer o retorno.

— O retorno já passou a 3 km garoto. Vou guinchar seu carro e os dois serão detidos para a delegacia de-

— Pode avaliá-lo! Veja como ele está! Em breve ele terá outro ataque epilético, já está pálido e quase sem pulso, eu já lhe dei os remédios mas parece que não surtiram efeito! Por favor senhor, nos deixe ir até o Hospital, depois vamos pacificamente até a delegacia.

— Nossa...

— Hoseok!!!

No momento em que ouvi ''ataque epilético'' vi que era a minha deixa e sem pensar, comecei a imitar ataques dessa doença. Que Deus me perdoe por estar pecando desse jeito, mas não posso passar uma noite na delegacia! Meus pais irão me matar, o hyung vai matar o que sobrar e o Yoongi cremar o que sobrou do que sobrou! Comecei a me debater e gemer mais alto, chegando a endurecer meu corpo e salivar pela boca. Channie como o bom ator que estava se mostrando deitou o banco e tentou me parar, fazendo com que o policial desse a volta e abrisse a porta do meu lado, para tentar me imobilizar. Fiquei poucos segundos daquele jeito, e logo parei e fingi um desmaio. Logo o policial nos disse:

— Tudo bem... podem ir, mas iremos seguir você. E obedeça a velocidade da pista!

— Pode deixar senhor.

Quando se afastaram, olhei para o Chanyeol e comecei a rir... de onde ele tinha tirado aquela ideia?! 

— Nossa Hobi, olha só a bagunça que você fez... que nojo!

— Aish! Eu mesmo limpo! Vamos logo antes que eles voltem.

— Certo.

Quando ele ligou o carro e começou a dirigir, o perguntei:

— Tá mas e quando chegarmos lá? Você vai até um hospital mesmo? E depois?! Aish, não nos salvamos de nada!

— Relaxa Hobi-ah... sou eu poxa! Será mais fácil despistá-los na cidade.

Descansei no banco e o olhei sorridente, sendo correspondido por ele. O clima estava leve, me fazendo me sentir seguro e calmo. Me acomodei melhor no banco e resolvi cochilar até chegarmos.

 

Seoul, 22:42 PM. 

— Hobi, chegamos. 

— Hm, já?

Acordei um pouco desorientado e olhei para o lado de fora, estávamos do lado de fora do Hospital e consegui ver ao longe os dois policiais irem até o interior do lugar. Channie saiu do carro e veio até o meu lado. Quando viu que os homens estavam fora de vista, entrou no carro e acelerou pela rua, me fazendo rir descontraído. Ele virou algumas ruas e em 10 minutos, já estávamos do lado de fora do prédio do Jin hyung. O carro parou e tudo parou. Fiquei inerte no banco, não conseguia sequer me mover para sair do veículo. A parte boa é que também não pensava em nada. E por não pensar em nada, foi que fiz o que fiz. Ele disse:

— Bem, está entregue Hobi. 

Sua mão esquerda ainda estava no volante, enquanto a direita estava acima de sua coxa. Olhei para ele, para seu corpo, e memorizei cada detalhe daquele homem que esteve comigo por tanto tempo. Que esteve por mim por tanto tempo. Foram 3 anos e meio de relacionamento, 3 anos e meio de carinho, devoção e companheirismo. Olhei fundo em seus olhos tristes e me aproximei de si, fitando seus lábios que mais se pareciam ao de uma criança que não sequer sabe como se beija. Encostei os meus e comecei a beijá-lo, sendo respondido aos poucos. Foi um beijo calmo, e ainda que um pouco intenso demais, um beijo de despedida. Seu gosto é o mesmo do que quando nos conhecemos, seu toque e seu jeito de beijar exatamente os mesmos. E foi durante esse beijo que eu percebi que sim, havia me apaixonado por ele. Mas como sabemos, paixão não é suficiente para se viver uma vida inteira.

— Eu... preciso ir.

— Claro...

Nos separamos meio sem jeito e não me atrevi a olhar de novo para ele. Meu coração estava apertado, inquieto e triste. Eu podia sentir um nó na minha garganta, eu estava sim com vontade de chorar... deixar alguém que fez de tudo por mim estava me torturando, mas seria necessário. Eu não poderia permitir que meu coração vacilasse mais, eu não poderia chorar na frente dele, ou tudo perderia sentido. Abri a porta e saí, me distanciando do carro. Já próximo da portaria, Channie correu até mim e me puxou pelo braço, me abraçando forte. Ele sim chorou, chorou muito, eu sentia seu peito soluçar sobre o meu e suas lágrimas tocarem minha camiseta. Fui forte, não me atrevi a esmorecer. O abracei forte e passei minhas mãos por suas costas, dando alguns tapinhas de leve enquanto o acarinhava. O consolava. Em meio aquele momento tão sensível e frágil para nós dois, fiz o máximo que podia fazer. O agradeci, pela coisa mais importante, ao meu ver, que ele fez por mim.

— Por ter feito o meu coração bater enquanto eu estive tão miserável... obrigado Channie-ah. Obrigado por ter estado comigo quando não queria, obrigado por ter me ajudado tanto. Obrigado por me mostrar que o novo poderia ser tudo que eu precisava. Mas eu sinto muito. - quando terminei de falar, ele se afastou e limpou o rosto, olhando para mim em seguida, com os olhos ainda marejados.

— Obrigado você, por ter me dado a chance de me redimir... ainda que tarde demais.

Sorrimos agradecidos um para o outro, quando antes de sair, senti suas mãos pegarem meu rosto e seus lábios se colarem aos meus completamente do nada. De repente. Sequer tive tempo de fechar os olhos, mas tive tempo para levar minhas mãos até suas bochechas e fazer um carinho sutil ali. Estávamos nos despedindo, é o que eu pensava... qual seria o problema de beijá-lo se seria a última da última vez? Porém, da mesma forma que se aproximou, se afastou, olhando para a direita. Depois olhou para mim e sem me deixar virar o rosto para ver, me disse:

— Obrigado por tudo, mas esse é o meu presente de despedida para você. - arregalei os olhos e quando ele já estava afastado o suficiente, olhei para a direção que ele estava olhando antes e constatei o pior. Abri a boca assustado e antes que ele entrasse no carro com aquele seu sorriso arteiro, lhe disse:

— Aish seu patife!!! Por que fez isso?! Vai ser realmente difícil me desfazer desse presente maldito! 

— Os seus problemas não são mais meus Hobi-ah! Anniyooooon...~

E então acelerou o carro com aquele sorriso e sumiu rua abaixo, me deixando sozinho com um Min Yoongi puto da vida. Aish, mereço viu!!!



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