História O que você quiser... - Capítulo 37


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Tags Nalu
Visualizações 340
Palavras 1.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 37 - Sussurros


Fanfic / Fanfiction O que você quiser... - Capítulo 37 - Sussurros

Acordei novamente sozinha. Tive o pior pesadelo da minha vida... Natsu... ele... ele estava louco... matava todos... sangue... gritos... choro... desespero.

Eu estava ofegante, vi ao meu lado um bilhete escrito com suas letras longas:

"Precisei sair com o pessoal. Vanessa e Juvia ainda então em casa. Volto assim que puder.

N. D."

Tudo bem... Foi apenas um sonho ruim. Me levantei da cama meio trêmula. Meu corpo suava frio. Por favor, que não ocorra algo como o dia em que sonhei com Natsu morrendo e fiquei em pânico.

Dito. E. Certo. 

Agora que sei do sangue de demônio, posso culpa-lo por isso. As coisas ao meu redor mexiam como se mudassem de sólido para líquido. Paredes engolindo quadros e janelas, piso ondulado e inquieto.

-Okay, Lucy. Respire e controle-se. Isso está tudo na sua cabeça. Nada mais.

Tentei convencer a mim mesma que estava tudo bem. Fechei meus olhos, respirei fundo e ao abri-Los novamente, tudo estava normal. Sorri confiante, estou dominando tudo isso. Me levantei da cama e vesti um roupão de cetim branco, abrindo a porta. Porém não encontrei nada. Um vazio branco onde deveria continuar uma enorme mansão. Novamente fechei meus olhos e suspirei. A mansão estava lá de volta. Porém eu não via ninguém. Nem Vanessa, nem mesmo Juvia.

-Vanessa? Juvia? Alguém?

As batidas do meu coração começaram a se acelerar. Não que eu tivesse medo de ficar aqui sozinha... Mentira, retiro o que eu disse. Eu tenho medo sim.

As Paredes foram se movendo mais uma vez. Entrei em um quarto vazio, mas, assim que pisquei os olhos, estava arrumado como o quarto de um bebê. Um belo berço azul, paredes claras e detalhes dourados como Grandeneey queria fazer para Luke. 

O som de uma caixinha de música tocava no ambiente, deixando um ar tão agradável... Ouvi um choro de criança, olhei para minha barriga e não tinha mais volume nenhum. Meu coração acelerou aos tropeços e corri para o berço, de onde vinha o choro.

Havia um pequeno embrulhinho em uma manta azul. Pequei-O nos braços e embalei para que parasse de chorar. Puxei o tecido, curiosa para ver seu rostinho e... Aquela era eu... Sei pois já vi minhas fotos quando era apenas um bebê. 

As Paredes começaram a girar, os bonecos caíram da parede, a música ficou horrenda, olhei em volta, assustada. Tentei fechar os olhos e me concentrar, mas, o bebê começou a chorar e vi que havia um líquido dourado e negro em sua boca... Sem nunca ter visto, eu soube que era sangue... De demônios... De arcanjo...

Senti dores e uma espada... a espada de Alexandre, fincada em meu peito.

-...A... Ah.... AAAAAHH!!!

Após gritar com todas as minhas forças, acordei novamente na cama. Suspirando pesado, perdida entre o que era sonho e o que era realidade.Toquei minha barriga com agonia, suspirando aliviada ao ver que Luke ainda estava ali. Antes que tudo recomeçasse, corri desesperada, quase caindo nas escadas e cheguei até a sala de jantar, cheia de espelhos pela parede. Olhei meu reflexo, com cabelos bagunçados, olhos marejados e cheios de medo. Vi a imagem de Rogue atrás de mim, com sua pele pálida. Parecia estar se decompondo. Virei a cabeça apressada, mas, não havia ninguém atrás de mim.

"Você...".

Ouvi um sussurro, porém não havia ninguém por perto. Várias vozes... Vários sussurros ao mesmo tempo. Olhei para todos os lados, não há ninguém.

-Quem são vocês?!-Gritei para o nada.

"Inútil"-Sussurrou uma voz 

"Você vai destruir tudo..."-Disse outra.

"A culpa é sua"- E foram se misturando, sendo impossível saber o que diziam.

As vozes eram muitas, agonizantes.

"A criança tem que morrer..."-Ouvi outro sussurro.

As coisas começaram a ficar embaçadas, um redemoinho de vozes. Com pânico, minhas pernas travaram e cai sentada no chão. Minha cabeça começou a doer e minhas lágrimas escorriam em minhas bochechas.

-Parem... Por favor...-Implorei- Me deixem em paz!... Eu não fiz nada...Parem... Aaaaaaaahhhh!!!

Seja lá o que tenha sido aquilo, quebrou junto com todos os vidros da sala de jantar assim que gritei agonizada, o mais alto que pude. Meu grito se prolongou, enquanto eu segurava com força os meus cabelos. A mesa e as cadeiras foram jogadas contra as paredes, os pratos e taças da cristaleira se despedaçaram. Os destroços começaram a girar em torno de mim. Mesmo quando me calei, aquilo continuou, girando como um minitornado. As janelas de vidro explodiram. Ouvi alguma outra voz, chamando por mim, mas, com todo aquele barulho era impossível reconhecer. Alguns vidros me cortaram o rosto e consegui pegar um, segurando com tanta força que rasgou a pele das minhas mãos. Quando vi meu sangue, as coisas pararam de rodar e os destroços do que já foi uma sala de jantar cairam estrondosamente no chão.

-Lucy!!!-Finalmente idenfiquei a voz. Juvia.

A azulada estava dentro de uma bolha de água, que se esparramou no chão quando correu em minha direção. Nos abraçamos e eu chorei desesperada, sentindo meu nariz sangrar.

-Calma... Está tudo bem... Tudo bem... Passou. -Tentava me acalmar.

-Eu não quero mais... Não quero mais...-Soluçava entre o choro.

-O que está acontecendo aqui?!! -Era a voz de Natsu.

Minha visão estava embaçada por causa das lágrimas do meu choro, mas, pude ver sua expressão de espanto. Derrubou alguma coisa no chão e se aproximou as pressas, acompanhado por Levy e Erza.

Meu corpo estava tão tenso que foi difícil conseguir desfazer meu abraço com Juvia. Ela não se importou com isso. Minha pele começou a brilhar em um tom dourado e Juvia urrou de dor, se afastando de mim, porém, Natsu ainda me abraçava, mesmo que  sua pele também ardesse.

-Eu não quero mais... Não quero mais... Eu não quero mais isso... -Falei rápido, em estado de choque -Eu não... As vozes... Eu não quero ouvir mais as vozes...

-Que vozes, meu amor? Não há voz nenhuma aqui. -Natsu tentava me acalmar. E funcionou.

-O bebê... Luke não estava no meu ventre... O bebê no berço... o quarto... Natsu... Rogue estava no espelho... -Comecei a falar coisas sem nexo.

-Está tudo bem... Acalme-se. Eu estou aqui, o bebê também está. -Novamente tentou me acalmar.

A luz da minha pele sumiu e parou de arder os braços de Natsu. Me encolhi neles tentando recuperar a respiração. Aos poucos, fui me acalmando, me sentindo protegida em seu peito. Olhei para cima e vi que Natsu... chorava? Havia uma lágrima em sua bochecha esquerda. 

-Telecinese...-Era Levy- Nunca vi tão forte, principalmente por ela ser humana.

-Acha que pode machucar o bebê? -Juvia perguntou assustada.

Ao ouvir isso, senti os músculos de Natsu ficarem tensos e meu coração disparar.

-Não faço a menor ideia. -Levy falou frustrada, se aproximando de mim -Não há nenhum relato em nenhum livro sobre uma criança híbrida... Eu odeio ficar sem informações.

-A prioridade no momento é a segurança da loira! -Gajeel disse firmemente.

As informações era processadas lentamente em minha cabeça. Era tudo confuso demais! Eu estava com medo ainda, mas não estava mais em pânico. Natsu se levantou comigo no colo e se afastou deles, sentando-se no sofá comigo em seu colo. Me abraçou e percebi em seu jeito que era minha vez de acalmá-lo. Suas mãos estavam trêmulas.

- Eu sou um péssimo esposo... Um péssimo pai... uma desgraça de demônio. -Afaguei seus cabelos pois não sabia o que dizer-Eu não vou deixar nada acontecer com você, Lucy... Nem com você, nem com o Luke. 

Senti ele afrouxar o abraço e olhar em meus olhos. Selou meus lábios com os seus e fechei meus olhos. 

~*~

Levy anda pesquisando noite e dia, tentando se comunicar com Alexandre para descobrir o que ocorreu comigo. Primeiro aquelas marcas negras em meu corpo e depois aquele episódio na sala de jantar. Mas, ainda está sem respostas.

Natsu ordenou que nós parassemos o treinamento até que eu concluisse minha gestação, pois é  muito arriscado para o Luke, já que ninguém faz ideia do que pode acontecer. A sala de jantar está sendo reformada. 

Erza, Juvia e Levy revezam entre si para me acompanhar em todos os lugares, temem me deixar sozinha de novo. Já se passaram quatro dias desde aquele evento, estou quase completando quatro meses de gestação e nada mais de estranho aconteceu.

Levy fez um selo estranho em meu braço que ficará como uma espécie de tatuagem, bloqueando qualquer coisa que tente me fazer mal. Não selou tudo, pois não sabemos se isso poderia prejudicar o bebê.

Fizemos exames ontem, e está tudo bem com ele (graças a Deus), estando apenas um pouco abaixo do peso. 

Agora, a Senhora Lucy Dragneel viverá uma vida comum pelos próximos cinco meses, sem NADA de coisas sobrenaturais.


Era assim que eu esperava...





Notas Finais


Gente... esse capítulo foi bem tenso e confuso, hein?

Os pesadelos da Lucy somente pioram...
ALGUÉM SENTIU UMA PONTADA NO PEITO AO VER O NATSU CHORANDO??


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