História O quinto esposo - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Império, Jungkook!ômega, Kookv, Namjin, Taehyung!alfa, Taehyung!top, Taekook, Vkook, Yoonmin, Yoonseok
Visualizações 110
Palavras 3.903
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


É, eu estou de volta.

Não tenho muito a dizer, só que VCS VIRAM A CAPA QUE EU FIZ.

Foi a minha primeira capa no Photoshop, e eu achei satisfatória até.

Bem, aproveitem o capítulo.

Capítulo 3 - III - Alguns pedidos


Jimin chorava no porão agarrado a Hoseok, pensando em como a culpa por Taehyung ainda não ter voltado era toda sua, jamais se perdoaria na vida se fosse o culpado pela morte dele, ou se causasse algo sério. Hoseok o abraçava e dizia que tudo ficaria bem, mas a incerteza em sua voz era palpável e denuncia que ele estava tão nervoso quanto Jimin. 

 

— Será que ele não vai voltar ? — Disse Yan, e pela primeira vez os outros viram sua voz soar fraca. 

 

Chaeryeon olhou para ele com um olhar compreensivo, e segurou as mãos do chinês em forma de tranquilizar o outro, afinal apesar de terem suas diferenças ainda tinham que se apoiar neste momento difícil. 

 

— Só nos resta acreditar. 

 

No momento que a imperatriz proferiu esta frase a porta do porão  foi aberta com força enquanto todos viram o imperador adentrar o recinto, e isto causou suspiros aliviados em todos que estavam ali. Não demoravam a perceber que ele carregava alguém em seu colo, que logo foi reconhecido por Chaeryeon e Yan, como o ômega que atraiu olhares do Kim durante o jantar. 

 

— Abram espaço. — Disse Taehyung a alguns homens que estavam o impedindo de ir a frente. 

 

Todos olharam admirados e contentes a cena, temiam que seu governante tivesse morrido em meio ao ataque dos rebeldes e estavam aliviados por o terem ali, e haviam outros com olhares curiosos querendo saber quem Taehyung carregava no colo. 

 

O alfa colocou cuidadosamente o ômega que estava em seu colo no chão do porão, e se ajoelhou perto do corpo deste para verificar como ele estava. 

 

— Taehyung...— Disse Yoongi, se ajoelhando no chão ao lado do irmão mais velho e colocando sua destra no ombro do imperador — Eu fiquei com medo de você não conseguir. 

 

— Eu estou aqui agora, não estou ? — Disse o mais velho. — Isso é o que importa. 

 

 

As fracas velas que iluminavam o porão permitiam que os dois conseguissem ter um vislumbre de seus próprios rostos, e os dois sorriram para demostrarem sua real felicidade de estarem juntos novamente, afinal, acima de serem o imperador e o príncipe eram irmãos. 

 

 

— Taehyung. — Disse a imperatriz segurando uma pequena vela que já estava no porão quando chegaram, juntamente com caixas de fósforos. Foi uma ideia bem esperta e útil do criador daquele lugar secreto colocar velas ali.  — O que aconteceu exatamente lá em cima ? Eu sei somente do início, que você voltou para resgatar o Jimin. 

 

Taehyung suspirou, enquanto via os outros três se juntarem a ela demonstrando que estavam curiosos para ouvir o que ele tinha a dizer. 

 

— Eu quase morri. — Começou, causando olhares de espanto nos demais que o ouviam. — Depois que eu ia logo atrás de Jimin em direção a passagem, dois rebeldes me reconheceram e apontaram uma espada em minha direção, mas este garoto que você me viram carregar no colo foi quem salvou minha vida, ele golpeou um dos homens com uma espada e me deu tempo para imobilizar o outro, e só assim consegui correr em direção a passagem.

 

Todos que ouviam ao redor ficaram pasmos. 

 

— Esse garoto salvou....sua vida ? — Disse Hoseok, apontando em direção ao garoto que estava deitado no chão e provavelmente inconsciente.

 

— Sim. — Disse o imperador.— Se não fosse por ele eu provavelmente não estaria aqui com vocês. 

 

Os outros nobres que também estavam ouvindo a conversa começaram a sussurrar entre si classificando a história como algo " inimaginável " enquanto a imperatriz se ajoelhava ficando na altura do corpo desacordado do moreno, começando a averiguar o seu estado, afinal sua província era especialista em cura e ervas medicinais, e ela tinha um conhecimento básico sobre o assunto para poder tentar ajudar o ômega caído no chão. 

 

— Foi uma boa ideia colocar algo para estancar este sangue. — Disse se referindo ao pedaço da camisa de Taehyung que estava amarrado no braço do rapaz. — Meu palpite é que ele não está completamente inconsciente, acho que ele só ficou enfraquecido pela perda de sangue e acabou adormecendo devido à exaustão. 

 

Taehyung se inclinou sobre o ômega junto com Chaeryeon, e tocou com muita delicadeza no ferimento presente no braço do rapaz. 

 

— A primeira coisa que farei quando sairmos daqui é levá-lo à enfermaria. 

 

 

A mulher assentiu. 

 

— Não deve demorar muito para que os guardas expulsem os rebeldes. 

 

Jimin só conseguia colocar as mãos em forma de concha em sua boca, tamanho era seu choque. Ele não conseguia acreditar que aquele ômega, tão pequeno quanto si tinha conseguido salvar a vida de Taehyung, e se admirava com isto. 

 

 

Queria ter essa capacidade também. 

 

 

— Está liberado, livramos o castelo dos rebeldes. — Gritou um guarda de confiança que conseguiu entrar na passagem para avisar — Subam primeiro os nobres, o príncipe e o imperador por último. 

 

E assim foi feito, primeiro os duques, marqueses e condes, somente depois que estavam em um local quase vazio o Kim mais velho se levantou, fazendo menção de que ia carregar Jeongguk no colo novamente, porém os guardas se ofereceram para fazer isto por ele, e persuadido pelos outros dizendo que ele deveria estar cansado, cedeu e deixou que ele fosse levado à enfermaria pelos seus subordinados. E logo subiu as escadas para verificar o rastro de destruição que os rebeldes tinham deixado. 

 

•••••

 

Acordou em um lugar estranho. 

 

Jeongguk abriu os olhos sentindo a forte claridade, já que o lugar aonde se encontrava ficava na frente de uma enorme vidraça que enchia o ambiente de luz. Assim que acordou, pode perceber que uma mão muito conhecida por si apertava a sua, e imediatamente sorriu. 

 

— Fiquei preocupado com você, Yugyeom. 

 

O mais novo torceu o rosto. 

 

— Quem deveria dizer isso sou eu, Gukkie. — Disse o alfa, com os olhos marejados — Eu disse para não soltar minha mão que eu iria te guiar até a passagem e quando percebi que você não estava comigo eu entrei em desespero. 

 

O ômega estendeu a mão para acariciar o rostinho molhado de lágrimas do seu irmão, e tentou sorrir para confortá-lo.

 

— Pare de chorar pirralho, estou vivo.

 

O outro se indignou por ser chamado de " pirralho" afinal aquele era um momento sério entre eles. 

 

— Não use esse adjetivo comigo, eu não sou mais criança. — Disse fazendo um enorme bico. 

 

O ômega riu. 

 

— Como você sempre é um chato, vou parar de ser o único  irmão sentimentalista e sensível aqui. — Disse o outro enxugando as poucas lágrimas que corriam por suas bochechas. — Agora me explica direitinho como você exatamente salvou a vida do imperador ? 

 

Neste momento Jeongguk relembrou os acontecimentos da última noite, ele pegando uma espada qualquer de alguma armadura do corredor que conseguiu enxergar para salvar o imperador, os dois no corredor da passagem secreta juntos, ele sendo carregado no colo e adormecendo com o cheiro do alfa....

 

— Você está ficando vermelhinho que nem um tomate.— Disse Yugyeom. 

 

O outro balançou a cabeça várias vezes para afastar seus próprios pensamentos. 

 

— N-não é nada — Disse de forma rápida — Eu apenas vi a oportunidade de ajudá-lo quando eu vi que o homem estava de costas para mim, então peguei uma espada que estava numa armadura ao meu lado e agi.

 

— Isso foi muito impulsivo, mas você tem ideia do que fez ? — Disse Yugyeom animado — Você salvou a vida do imperador. 

 

— Bem, ele estava em apuros e eu ajudei. — Disse Jeongguk — Não é grande coisa.

 

Yugyeom fez negativo com a cabeça. 

 

— Isso foi uma grande coisa. — Disse o mais novo — Mas enfim, não vou discutir com você sobre isto. 

 

O ômega assentiu, e assim que os dois se calaram uma enfermeira foi correndo atender Jeongguk, e examinar a ferida de seu braço. A mulher passou algum remédio a base de ervas medicinais que doeu muito, mas o ômega consegui ficar quieto durante toda a aplicação.  Percebeu também que haviam suturado sua ferida, que agora estava em tons de roxo e provavelmente deixaria uma cicatriz. 

 

 

— Terminei. — Disse a mulher, entregando um potinho de vidro com o remédio que havia aplicado nele  — Use esse remédio duas vezes ao dia para evitar infecções e  aplique por toda a extensão da ferida.

 

— Entendi. — Disse o ômega para a mulher, e quando ia se levantar sentiu uma tontura que o obrigou a deitar novamente naquela cama. 

 

— Espere um pouco jovem, você além de ter perdido um quantidade considerável de sangue não se alimenta há um dia. — Disse sorrindo gentil.— Vou pedir que tragam algo para você comer, e avisarei a ele que você acordou. 

 

 

Os irmãos Jeon franziram o cenho, mas antes que pudessem perguntar a mulher quem " ele " era a enfermeira já havia virado as costas e desaparecido pela enfermaria consideravelmente cheia. 

 

 

— Jeongguk, eu vou ter que ir agora por que a esta hora as criadas já estão servindo o almoço. — Disse o Jeon mais novo se dirigindo ao irmão.— Se importa de ficar sozinho um pouco ? 

 

O que estava deitado na cama sorriu.

 

— Claro que não, pode ir comer. — Só bastou que terminasse a frase para Yugyeom sair correndo em direção à saída da enfermaria. 

 

— Esfomeado. — Disse Jeongguk revirando os olhos. 

 

O moreno ficou alguns minutos apenas olhando para o teto sem ter muito o que fazer, até que a refeição que a enfermeira havia lhe prometido chegou. O Jeon realmente a comeu como se fosse seu último almoço devido à grande fone que sentia, e agradeceu a mulher que a trouxe assim que terminou e se satisfez. 

 

— Por nada. — Ela disse — Este é só o meu trabalho. 

 

E antes de sair novamente a enfermeira acrescentou : 

 

— O imperador está vindo lhe visitar daqui a pouco. — E fechou a cortina que rodeava a cama do ômega que nos momentos anteriores esteve aberta. 

 

Jeongguk só não se agitou completamente por que ainda não tinha forças para tal, mas seus pensamentos agora estavam cheios de incertezas. 

 

 

— Eu posso entrar ? — Ouviu a voz dele, que apesar de ouvida poucas vezes por si era inconfundível.

 

— Pode. — O moreno tentou que sua voz soasse firme, porém a resposta foi fraca. 

 

 

A mão dele abriu as cortinas e logo as fechou de volta, e então se encontrava na sua frente Kim Taehyung, o imperador do país aonde vivia. Agora que ele estava perto de si e os dois não estavam num completo breu Jeongguk pode perceber melhor seus traços, e podia entender por que todos os ômegas e as ômegas o desejavam, ele era realmente um belo alfa. 

 

— Bem, desculpe por não poder fazer uma reverência. — Disse o ômega, conseguindo apenas sentar de mal jeito na cama branca. 

 

— Não se preocupe com essas formalidades. — Disse o alfa, sentando-se na cadeira que antes era ocupada por Yugyeom. — Eu estou aqui para saber como você está, se estão te tratando bem e vim lhe dizer algo muito importante. 

 

 

O ômega que ouvia atentamente o mais alto encostou-se na cabeceira de madeira da cama, esperando em silêncio o que o outro tinha e dizer. 

 

— Primeiro, eu quero dizer um muito obrigado a ti por aquela noite ter me ajudado, muitos apenas tentariam salvar sua própria pele, mas você foi muito corajoso. — Disse, deixando o ômega um pouco sem graça pelos elogios dirigidos a si.— E eu quero que saiba, que se eu puder te ajudar com algo que estiver ao meu alcance eu ajudarei, e ainda não mostrarei um terço da gratidão que tenho por você. 

 

O ômega abaixou os olhos, por que havia uma coisa que ele queria, mas tinha medo de que o alfa a considerasse idiota.

 

— Vossa majestade, h-há algo que eu queria lhe pedir. — Disse sem conseguir olhar nos olhos do outro.— Não é um título de nobreza ou posses de terreno, acho que vai considerar um coisa muito banal, porém é um desejo meu. 

 

 

O alfa sorriu, achou o garoto envergonhado muito bonitinho.

 

— Diga.— Pediu com um tom de voz calmo.

 

O garotou pigarreou, sentindo suas pernas tremerem ao ouvir aquela voz tão perto de si. Jeongguk estava tão ridiculamente nervoso pois não tinha falado com muitos alfas nos seus dezoito anos de vida, os únicos que conhecia de verdade era seu pai e seu irmão, mas não era a mesma coisa de falar com um imperador. O medo de falar alguma besteira fazia sua mente travar e as palavras ficarem presas em sua garganta. 

 

 

— O seu livro, Hwarang, eu o leio desde que foi lançado a dois anos atrás. — Fez uma pausa e prosseguiu — Eu gostaria que você e assinasse a minha cópia e me contasse o final da história, já que só há o volume um. 

 

Taehyung se surpreendeu com o pedido, afinal esperava mesmo que ele quisesse um título de nobreza ou algo de valor material, além de que o Kim era muito inseguro em relação a Hwarang, livro que escreveu durante sua adolescência. Os conselheiros haviam dito para era um romance muito " água com açúcar" e que não era um livro adequado para ser lancado por ele, então desanimou em continuar o segundo volume. 

 

— É realmente simples. — Disse Taehyung abrindo um sorriso — Mas, quem sou para negar ? E também, acho que há algo a mais que posso fazer por você. 

 

Jeongguk ficou curioso e inclinou a cabeça um pouco para o lado, esperando atentamente o outro continuar a falar.

 

— Eu tenho o manuscrito do segundo volume de Hwarang, o terceiro eu não terminei, e nem eu faço ideia do final que os personagens irão levar.

 

Jeongguk riu, como ele não podia saber o final da própria história ?

 

— Eu pensava que quando começamos a escrever livros traçamos uma linha imaginária na nossa mente sobre o rumo da história. — Disse de modo divertido. — Mas tudo bem, vossa majestade. 

 

O outro ficou meio sem jeito, nunca parou para escrever a série Hwarang novamente depois de se tornar o imperador e da morte de seus pais, suas responsabilidades com o seu posto acabaram tirando de si está paixão por escrita e monólogos de peças românticas que o seu eu adolescente tinha, e isto era um pouco triste. 

 

— Bem, Hwarang foi escrito na minha adolescência, e com as obrigações que a vida exigiu de mim acabei deixando este meu lado escritor de lado. — Disse com um suspiro saudoso, lembrando das tardes quentes que passou escrevendo aquela história de amor com uma caneta tinteiro na mão. — Eu tenho vontade de termina-lá algum dia, para ser sincero. 

 

— Espero que algum dia ache a inspiração necessária para termina-la, por que é a melhor história de romance que li. — Disse, fechando os olhos por conta da dor de cabeça que sentiu. 

 

— Eu tenho uma ideia. — Disse Taehyung para o ômega — Eu vou dar-lhe o meu manuscrito para que leia o segundo volume, mas você tem que prometer que guardará segredo, ninguém sabe que eu o escrevi e eu espero que continue assim. 

 

Jeongguk assentiu freneticamente com a cabeça, concordando com ele. 

 

— Guardarei segredo, isto ficará somente entre nós dois, tens a minha palavra. — Falou olhando firme para o outro que se encontrava sentado na pequena cadeira de madeira, e um pouco distante da cama onde estava sentado.— Se permite que eu pergunte, por que quer que eu mantenha segredo sobre esse livro ?

 

O imperador suspirou, tinha muita insegurança sobre este livro.

 

— Bem, os conselheiros não gostaram muito dele, disseram que seria mais adequado a um soberano escrever sobre táticas e governo, não um romance entre uma nobre e um fora da lei. Disseram que era muito meloso e muito precoce, já que o escrevi muito novo, com meus quinze anos. 

 

— Bem, comparado com a idade que escreveu acho uma obra bem madura e profunda, se quer alguma opinião minha.— Disse o ômega, prosseguindo com seus pareceres — Agora com sua explicação eu entendo por que muita gente não o leu e desconhece esta obra, eu achei por acaso numa velha biblioteca de Busan e a senhora deixou que eu o levasse, pois ia para lê-lo todos os dias sem falta. 

 

O alfa espantou-se, nunca tinha ouvido a opinião positiva daquele garoto sobre seu livro, para logo depois rir deixando o outro confuso com sua reação. 

 

— " As rosas irão murchar...."

 

— " Assim que o nosso passageiro romance acabar." — Disse o moreno completando uma frase do livro, deixando o outro impressionado sobre si, então havia de fato lido o que Taehyung escreveu. 

 

 

— Eu gosto dessa frase.— Disse simplesmente olhando o reflexo dos raios solares no teto de pedra do local, enquanto sentia o olhar do outro em si.

 

— Eu também. — Disse o garoto com um sorriso sincero — É profunda. 

 

O alfa sorriu, se sentindo confortado por alguém ter admirado de fato o trabalho duro que depositou naquele livro, e sentou seu coração se aquecer ao ouvir todas aquelas palavras carregadas de admiração do moreno. 

 

Enquanto os dois estavam em silêncio imersos em seus pensamentos  e demostravam que a conversa havia acabado, não haviam reparado na figura que escutara toda a conversa e agora se afastava da enfermaria com reais pensamentos de ódio ao menino vindo de Busan que agora estava se aproximando do imperador.

 

•••••••

 

Já haviam se passado alguns dias desde o incidente no palácio e Jeongguk estava no jardim, esperando Yugyeom carregar suas malas para fora do palácio até a carruagem que os levaria de volta para casa, e aguardava tudo  sentado em um dos belos bancos de madeira do local, enquanto tinha o manuscrito do segundo volume de Hwarang consigo, e ele ainda não havia conseguido chegar na metade. Antes de ir embora teria que pedir para uma das criadas deixarem aquilo com Taehyung, afinal não poderia manter aquilo com ele quando fosse embora. 

 

— Eu nem tive tempo de ter uma conversa com você, e agora  já está de partida. 

 

Jeongguk viu o pequeno ômega se aproximar do banco em que estava sentado e logo o reconheceu, tratando de fazer uma reverência rápida a si afinal ele era um dos esposos do imperador, um príncipe. 

 

— Eu vou ser bem breve, quero agradecer você. — Disse Jimin, se aproximando um pouco mais do outro ômega de maneira incisiva, porém calma. — Eu sou grato por ter salvo a vida de Taehyung aquela noite, ele voltou atrás de mim e passou por aquilo por minha culpa, e se ele tivesse....você sabe, eu jamais me perdoaria. 

 

Jeongguk sorriu compreensivo para o ômega, colocando uma de suas mãos sobre os ombros do mais baixo que já ameaçava chorar, e disse em um tom calmo :

 

 — Olhe, não foi tua culpa. — Prosseguiu depois de um olhar surpreso do ômega, que denunciava que aquilo era exatamente o que ele precisava ouvir. — Ninguém teve culpa do que aconteceu naquela noite com os rebeldes, você não teve culpa de acabar se perdendo no escuro. 

 

O ômega mordeu os labios com força, tentando controlar a vontade de expor seus sentimentos de culpa sufocados dentro de si por conta daquela noite, e olhou para o ômega mais alto com um olhar brilhante. 

 

— Desde que vi você, soube que era uma boa pessoa Jeongguk-ah. — Disse sorrindo até seus pequenos olhos se fecharem, coisa que até outro ômega como o moreno acharia adorável. — Por isso, quero te fazer uma proposta.

 

O outro ficou confuso imediatamente, se perguntando o que o loirinho queria lhe propor. O menor olhou para os lados percebendo que não havia muitas pessoas por ali e logo ficou na ponta dos pés para sussurrar no ouvido do mais alto. 

 

— E-eu não sei ler. — Disse envergonhado juntando as mãozinhas num ato fofo. — Na região onde eu vivia ômegas apenas aprendiam a fazer os deveres da casa, a cozinhar e cuidar do marido e dos filhos. — Confidenciou, com um suspiro triste. — Para mim o Hangul sempre foi só um monte rabiscos, e  isso me frustra muito pois eu realmente queria poder mergulhar nos livros e usufruir da enorme biblioteca que temos. 

 

— É realmente uma pena, senhor. — Disse o outro de forma cordial. — Mas não consigo entender aonde quer chegar.

 

Jimin sorriu. 

 

— Eu lhe observei e você sempre está com um livro, parece ser uma pessoa muito esperta e ter conhecimento amplo, coisa que admiro. — Disse o pequeno — E um professor ômega seria perfeito para mim e não seria visto com maus olhos, já que somos da mesma classificação genética. E além de que você poderia me fazer um pouco de companhia, apesar de ser um castelo movimentado me sinto um pouco sozinho.

 

O outro ômega nem sequer podia acreditar no que ouvia. 

 

— Eu já perguntei a Taehyung, e ele disse que eu tinha o total apoio dele para vir lhe fazer esta proposta, ele gostou realmente de você e disse que você seria ideal para este papel, e que podia lhe pagar inania quantos para que me ensinasse. Então, aceita passar um tempo no palácio me dando aulas de leitura ? 

 

Jeongguk sorriu, uma das sias grandes paixões inibidas pelo seu título do ômega era a de ensinar, havia já dado aulas de leitura para seus irmãos, algumas pessoas de sua família e ômegas filhos das criadas informalmente, afinal ele sendo um ômega jamais poderia se tornar um professor, pois a sociedade considerava essa classe como passiva, como sem intelecto e capacidade própria, sempre tendo que ter um alfa para lhe comandar. 

 

— Seria uma grande honra, meu príncipe. — Disse fazendo diversas reverências desajeitadas — Eu já ensinei alguns dos meus irmãos a ler, e garanto que o ensinarei como se fosse da minha própria família. 

 

— Bem, assim espero. — Disse o loiro agarrando em seu pulso, o que fez o outro se assustar. — Vamos avisar ao seu irmão para que tire suas malas da carruagem, e avisarem as criadas para que preparem um quarto no primeiro andar perto da biblioteca para você. 

 

Jeongguk sorriu, sendo puxado pelo pequeno ômega enquanto a grama úmida tocava os pés descalços de ambos, enquanto iam para dentro do castelo organizar alguns detalhes para a estada de Jeongguk no palácio, para ser um espécie de tutor para um príncipe. 

 

O Jeon não poderia estar mais feliz, afinal tinha o pressentimento de que iria viver bons tempos enquanto estivesse naquele enorme palácio dourado. 

 

O príncipe Yoongi observava tudo de longe, sorrindo contente quando viu o Jeon correr com o outro para dentro da porta do castelo. Afinal, aquilo tudo foi proposto por ele a Jimin (que sabia das suas intenções ao manter o outro no castelo e concordou plenamente) e ainda o pequeno receberia aulas. Tudo estava dando certo, e Yoongi não deixou passar despercebido o sorriso de Taehyung quando ele é um de seus esposos propuseram para que Jeongguk ficasse, e há alguns anos desde quando foi obrigado a se casar com Chaeryeon o mais novo não via um sorriso de uma felicidade tão genuína adornar os lábios de seu irmão. 

 

Também  percebeu os supiros, a desatenção e os pensamentos distraídos do irmão, percebeu que ele recomeçou a escrever o terceiro volume da sua série de livros inacabada que não tinha inspiração há alguns anos, e sabia que aquilo era causado pelo ômega que havia o salvado, e estava disposto a fazer com que seu irmão e aquele ômega se aproximassem mais, se aquilo fosse deixar Taehyung feliz. 

 

Tudo o que Yoongi quer é que Taehyung conquiste o tão verdadeiro amor que sempre desejou desde que era um garotinho, e viu que aquele ômega poderia trazer a  chama da esperança desse sonho novamente para o peito do imperador que vivia em função do reino. 

 

Só esperava que não estivesse errado em relação a isso, e  que não fizesse seu irmão sofrer como da última vez. 


Notas Finais


Gente, queria dizer que esses três primeiros capítulos foram como uma espécie de " grande prólogo " e que o romance do Tae com o Gukkie que eu tô louca para escrever e vocês querem ler vai começar no próximo capitulo, isso aqui foi só para explicar como Jeongguk foi parar no castelo.


Eu coloquei o nome do livro do Taehyung de Hwarang mesmo, amo aquele dorama demais <3


É isso por hoje, o próximo só no final de semana sweeties.


Saranghae <3


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