História O Rancho Infinity - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Visualizações 15
Palavras 1.225
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - A ENTRADA NO ZOOLÓGICO


O oitavo ano da escola Leonsday realmente estava ansiosíssimo para fazer o passeio ao zoológico local. 

Algumas horas antes do ônibus escolar que faria a viagem para o zoológico, os alunos, focados em zoar com tudo e todos que vissem pela frente. Conversavam coisas do tipo:

- Quando você ver o urso não vá se assustar, tudo bem Henry Maluco?

- Henry Maluco! Sabia que eles soltam os leões todos os dias as 16 horas? Se eu fosse você eu me escondia dentro do ônibus e fugia! 

Os alunos do oitavo ano se referiam ao garoto chamado Henry Malcom como: "Henry Maluco". Pois o garoto já possuía alguns históricos de "ver coisas" ou "tomar remédios controlados".

A verdade é que Henry era sim um garoto especial. Via coisas que outras pessoas não viam, tomava remédios por causa disso. Mas não mudava nada. O garoto sempre avistava algo estranho por aí. E isso sempre gerava um bando de piadinhas dadas pelos seus colegas. A pior delas, era o seu apelido. "Henry Maluco".

Mas Henry achava que aquele dia sería diferente, era um simples passeio escolar, eles visitariam um zoológico local, aprenderiam sobre a fauna nativa e voltariam para a escola. Mas não foi bem assim.

O professor de ciências, o senhor "Alphred", pedia aos alunos os bilhetes assinados para que pudessem entrar no grande e amarelado ônibus escolar.

- Sim... Michael, fim da fila. Roseta? - ouviu-se alguem dizer "presente" e uma garota de cabelos encaracolados e levemente castanhos correu para o ônibus, entregando o bilhete ao professor. - Henry Elias Malcom, está presente?

Henry, que estava no meio da turma, levantou o seu braço e foi correndo em direção ao ônibus. Provocando alguns: "ei, vê se não me passa essa doeça de maluco que você tem!".

Entregou o bilhete, assinado anteriormente pelo seu pai.

- Tudo bem, pode entrar. 

Henry procurou por um assento próximo ao do professor, principalmente para ficar longe dos outros garotos que caçoavam dele.

Depois que todos os alunos entraram no ônibus, foram todos em direção ao seu destino. Não demorou muito para o professor Alphred começar a cantar a sua canção de pirata. Que acabou contagiando metade da turma que cantava com ele. 

Foi uma viagem tranquila, graças ao grande repertório de músicas do professor Alphred, o dia estava começando bem para Henry. Que foi um dos primeiros a descer do ônibus.

- Tudo bem alunos.... Vamos começar a nossa excursão! - gritou um estasiado professor de ciências. 

A passos lentos, os alunos começaram o seu passeio pelo zoológico. Henry apreciava a vista de um lindo casal de hipopótamos, cuidando do seu pequeno filhote, pena que ele não possuía uma camera para registar o momento. Mas as gemeas Alice e Alicia tinham. E ralharam com Henry para que ele saísse de perto delas enquanto registravam uma selfie.

Pararam em uma praça muito caprichosa, com bancos que pareciam recem pintados, e se sentaram para saborear os lanches.

Henry trouxe apenas um sanduíche, que acabou amassando na sua mochila. Mas o gosto continuava o mesmo, e o fazia se lembrar de casa. Da sua mãe e do seu pai, as únicas pessoas que o amavam.

Alguns alunos pareciam querer desfilar na frente de Henry, exibindo pacotes enormes de salgadinhos e potes lotados de enroladinhos de salsicha. Mas ele não sentia nenhum ciúmes, mas se sentia constrangido por ver os colegas agindo daquela forma com ele.

Assim que voltaram a andar, passaram pela parte dos répteis, o aviário, e por fim o dos predadores. E Henry estava realmente feliz por ninguém ter feito alguma coisa com ele até então.

Chegando na jaula das panteras, Henry ficou observando atentamente os incríveis olhos laranja do animal. Que também o olhava com curiosidade e um certo respeito. 

o garoto ficou muito tempo observando o animal, os seus colegas estavam mais interessados com os leões e os lobos nas outras jaulas. Henry cometeu um erro ao ficar tão fixado no animal. Mas a beleza da pantera o fascinava. Tinha o pelo mais escuro que ele já vira, possuía os dentes mais pontudos e mais brancos do zoológico, e os olhos, vidrados nele. Os grandes e poderosos olhos alaranjados.

Henry foi tirado de sua hipnose quando ouviu um murmúrio atrás dele.

- Sim... Abaixo, depois... Você  grita. - disse a inconfundível voz de um de deus colegas, o conhecidíssimo pela escola toda Bilard Signton, o garoto nunca deixava Henry em paz, sempre tinha que lhe pregar uma peça.

Mas no momento em que Henry virou o corpo para trás para ver o que se passava. O próprio Bilard estava na sua frente, e com um rápido e desajeitado movimento, Bilard puxou com força as calças de Henry, as fazendo tocar o chão. 

Henry ficou sem reação, estava simplesmente parado no lugar, a turma inteira olhando para ele. quando um garoto gritou:

- olhem lá! O Henry Maluco perdeu as calças! 

Todos começaram a rir. Henry travou, simplesmente não tinha como se movimentar. A turma toda vindo em sua direção. Naquele momento ele só desejava uma coisa: não estar alí.

E sabendo que aquele acontecimento seria motivo de piada entre a turma durante o ano inteiro, Henry desejou não estar por perto daquelas pessoas nunca mais.

Com um movimento rápido, puxou as suas calças de volta para o lugar. E começou a correr para qualquer lugar que não fosse alí, procurou uma passagem entre a multidão pela direita, e saiu correndo, segurando as lágrimas para não chorar de vergonha.

As vozes e risos iam se distanciando, e a última coisa audível que Henry ouviu, foi a voz de Roseta Duriz dizendo, com voz de ironia.

- Uau pessoal, vocês são engraçados mesmo não é? Henry gostou muito disso, com certeza. As vezes acho que vocês não tem 14 anos... Para fazer algo assim, vocês devem ter no máximo 7.

Henry naquele momento só queria ir para qualquer lugar em que não visse aquela turma nunca mais. Certamente ele já havia extrapolado os recordes de aluno que mais passou vergonha.

Depois de correr quase 5 minutos sem parar,  Henry percebeu que estava longe o suficiente da turma, e que agora tudo o que ele tinha que fazer era pegar um caminho alternativo até chegar nos telefones e ligar para pedir para sua mãe lhe buscar. 

Ainda retomando o folego e fungando o nariz para afastar as lágrimas, Henry fez uma curva em meio as ruas do Zoológico, que se encontravam desertas naquele lugar onde estava.

- Eu não quero ver eles nunca mais! - rosnou Henry ao entrar em outra curva.

Mas depois que ele afastou as lágrimas com os dedos, estava em um lugar completamente diferente.

Era uma espécie de entrada para uma fazenda ou um rancho, havia uma placa em forma de arco sob o topo da estrada na sua frente escrita: "Rancho Infinity". 

Não existem ranchos depois do viveiro dos pássaros de um zoológico. E com certeza, não existen pântanos rondando uma estrada perfeitamente asfaltada que levava até onde a vista alcançava.

Henry olhou para trás, e viu que lá havia uma estrada de chão batido. Tão porcamente feita em comparação com aquela bela entrada. Mas atrás não devia estar o zoológico? 

Henry deu alguns passos para trás, e acabou batendo em uma placa.

Olhou com atenção o que estava escrito.

"Ferro-velho Augostine" seguido por uma seta que apontava para o lado.

Então era um rancho que fazia fronteira com um ferro-velho? Tudo estava ficando mais confuso na cabeça de Henry. Que já tinha se esquecido do incidente no zoológico. 



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