História O Rancho Infinity - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Visualizações 9
Palavras 1.391
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Magia, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - O JANTAR EXPLICATIVO


A Sr. Suzan fez um jantar delicioso para todos, o velho Sr. Camilo contava algumas coisas para Henry enquanto saboreavam um delicioso peixe assado, que Henry não soube dizer qual era.

- É, Henry, você fez um ótimo trabalhos ajudando Zack, achei que o garoto iria definhar se não encontrasse os seus cães! - Disse o senhor Camilo Ramstein, em meio a um garfo cheio de farofa.

- Obrigado... - Henry disse, se encolhendo.

Ele havia feito a coisa certa? Salvou os cães, mas desobedeceu uma das regras do lugar: nunca entrar no ferro-velho Augostine.

- Mas me contem! Onde acharam os cães? Onde eles estavam o dia inteiro? - perguntou o Sr. Ramstein, quase engasgando com o peixe.

O olhar de Henry passou de Opuá, Marlene e Suzan, até que chegou nos olhos azuis de Zack, que parecia um pouco assustado.

- Nós humm... Encontramos eles num lamaçal na floresta do norte... A comida está realmente muito boa, Mãe! - disse Zack, tentando fugir do assunto.

- Como eles chegaram lá? Quer dizer, havia um buraco na cerca do canil não é? Como eles conseguiram se perder na mata durante um dia inteiro? - Perguntou Opuá. 

- Isso nós não sabemos dizer, mas demos um banho neles usando aquelas mangueiras lá fora, não é Zack? - disse Henry, fixando um olhar de "você sabe do que eu estou falando" em Zack.  - Coitados, estavam cheios de lama, mas agora já estão bem limpos. 

Zack fez uma cara de agradecimento. De repente pareceu muito mais feliz e interessado em falar em outra coisa.

Henry havia tirado os dois de uma fria, ou deixando eles em uma situação bem pior, pois ele nem sequer tinha visto uma mangueira no rancho todo.

- Bem, Henry... Acho que temos de lhe contar algumas coisas... Como você sabe, esse lugar é bem maluco, o tempo não se aplica da maneira como deveria e as coisas são bem diferentes das do seu mundo, não é? 

- Sim,  é verdade que as suas vacas dão vinho ao invés de leite? Como elas fazem isso? 

- Henry... Vou tentar ser bem claro, você chegou até aqui, e não é qualquer pessoa que consegue chegar. Você... Bem, você é, de certa forma, um bruxo. - disse o Sr. Ramstein, simplesmente. 

Henry pensou em rir, mas diante dos rostos sérios na sua frente, achou melhor não fazer.

- Bruxo? Do tipo que usa varinhas e chapéus de cone? - disse Henry. 

- Exatamente desse tipo, Henry. Bem, se você não sabe, é bem provável que seus pais não tenham lhe contado, e se não contaram é porque provavelmente não sabem. Pelo meu raciocínio eu poderia dizer que o seus avós eram bruxos, mas não tiveram chance de dizer isso aos seus pais, que se tornaram trouxas ou algo do género. 

- Perdão? Você chamou os meus pais de trouxas? - disse Henry, quase ignorando o resto do que o Sr. Ramstein disse.

- Trouxa é o modo como nós chamamos os "não bruxos". - disse Zack, rapidamente.

- Então só pode entrar aqui se não for um "trouxa"? - disse Henry. - e eu posos fazer magias ou coisa do genero?

- Sim, somente bruxos entram aqui. com a sua idade, diria que deveria estar estudando em alguma escola de magia e bruxaria, como Hogwarts por exemplo, a pelo menos dois anos... - disse Sr.Ramstein, cruzando os braços. - mas com um pouco de prática e com uma varinha própria.... Você aprende algumas coisas...

- mas, senhor Camilo... Eu entrei aqui.. O que tenho que fazer para sair? - disse Henry, tentando afastar da mente a vontade de aprender a fazer feitiços.

O Sr. Ramstein serviu-se do suco de maracujá. 

- Henry.... Eu tenho que te dizer isso o mais cedo possível... Você.... Bem, nunca ninguém saiu daqui. As pessoas entram, vivem, morrem ou desaparecem. Nunca recebi nenhuma noticia de alguém que conseguiu sair...

Henry ficou perplexo, e sem palavras para descrever a confusão em que estava metido. 

- Eu... Mas... Meus pais... - Henry decidiu não tentar reeprender, mas somente entender e aceitar o que estavam lhe falando.

- Bem! Já está  bem tarde! Que tal irmos para os quartos? Marlene, quer dormir aqui conosco hoje? - perguntou Suzan.

- Bem... Acho que não há problemas, não é? - disse Marlene, olhando para Opuá. 

Zack sussurrou para Henry com mão no rosto.

- Eu só espero que esses dois durmam, e não fiquem de beijinhos... - riu Zack.

Pelo modo que Zack falava, parecia que estava banalizando o amor. Mas Henry já havia percebido que Opuá e Marlene realmente se amavam muito.

- Zack, querido, pode mostrar o quarto de Henry a ele? Aqui está a chave. Quarto número 10. - disse Suzan, entregando uma chave prateada para Zack.

- Claro, mãe. - disse Zack subindo as escadas e chamando Henry. 

O segundo andar da pousada tinha vários quartos, todos de portas brancas e de maçanetas simples, menos o quarto ao lado do quarto de Henry, o numero nove. Este não tinha maçaneta e estava repleto de avisos, do tipo: "não entre, perigo de envelhecimento instantâneo". Além de uma sacada que dava vista para o rancho. 

- Então esse é o quarto número nove? O que tem dentro? - perguntou Henry. 

Zack, destrancando a porta doquarto número dez, disse:

- Ninguém sabe o que tem dentro, mas todos acham que não tem nada. Afinal, nada consegue ficar aí sem apodrecer muito rapidamente, já ouvi dizerem que se você jogar uma maçã lá dentro ela fica preta em um minuto.

A porta finalmente foi aberta, Zack entregou a Henry a chave e disse:

- O meu quarto é o doze, o dos dois pombinhos é o onze. Tem um banheiro no seu quarto e um criado mudo com algumas coisas que podem ser úteis. Por enquanto é isso...

- Obrigado Zack.

- Eu que deveria agradecer, você me salvou duas vezes hoje, sou muito grato por isso... - disse Zack. - Boa noite, Henry. Se precisar de algo, me chame.

- Boa noite, Zack.

Henry entrou no quarto.

Era muito simples, mas bem estruturado, tinha uma confortável cama de casal e um banheiro que só cabia uma pessoa. Mas era mais do que o suficiente. 

Henry sentou na cama, abriu as gavetas do criado mudo e procurou pelo conteúdo dentro delas. 

Em uma delas havia um livro com uma espécie de explicação sobre tudo o que havia no rancho, folheando rapidamente, Henry percebeu que haviam vários animais estranhos, como unicórnios, centauros, hipogrifos... Até mesmo as vacas que soltavam vinho ao invés de leite.

Henry se divertiu lendo algumas páginas do livro. As vacas tinham o nome de "Cowaia", e se alimentavam de frutas e legumes...

Depois, pegou um outro livro, este era sobre magia, haviam várias cenas que se mexiam, feitiços estranhos capazes de fazer as pessoas vomitarem lesmas, levantarem objetos no ar...

Henry decidiu sair para a varanda, e olhar o rancho na noite escura, decididamente ele não iria conseguir dormir tão cedo. 

Passou silenciosamente pelo corredor, ao passar pelo quarto numero onze, ouviu a voz de Opuá dizer:

- Você acreditou quando Zack disse que os cães estavam num lamaçal? 

E depois ouviu a voz de Marlene, dizendo:

- Com certeza ele estava mentindo, mas onde os cães?

- Só pode ter sido aquele velho maluco! 

- Você acha que eles invadiram o ferro-velho?

- Não sei, decididamente não sei. Acho que deveríamos falar com Zack amanhã...

Henry parou de ouvir as conversas dos outros, e foi até a sacada.

Estava frio, mas igualmente agradável, o suficiente para Henry ficar observando a noite durante uma boa meia-hora, pensando na vida.

"Por que eles acham aquele velho tão mau?" pensava Henry. "O que ele fez de tão ruim?" "por qual motivo os meus pais esconderam de mim que eu sou bruxo?" "será que realmente não existem formas de sair daqui?" 

Essas perguntas flutuavam na cabeça de Henry. 

Mas então, Henry viu um movimento nas árvores próximas ao ferro velho, muito longe, mas suficiente para distinguir uma figura humana. Com toda a certaza era Sr. Tiago, pois mancava como ele.

Henry observou o velho do ferro-velho andar pelo rancho todo, apenas mancando, e as vezes parando, para olhar o horizonte. 

Qual seria a vigarice dele? Iria roubar os cães de Zack? Matar uma "Cowaia"? Ou talvez ele estivesse só passeando.... Mas o motivo pelo qual ele estava fazendo isso a uma da manhã era o que deixava Henry mais intrigado. Então, Henry decidiu que antes de temer o velho, entenderia ele.




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