História O Rasgar do Papel - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Lemon, Magia, Naruto, Sasuke, Sasunaru
Visualizações 102
Palavras 3.521
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sim, eu sei que são uma da manhã. E sim... Sei que demorei. ME DESCULPEM!!!
Olá, morambos! A demora foi grande, sei disso, me desculpem. O capítulo não está tão grande assim mesmo eu tendo demorado, peço desculpas por isso também... Mas não quero atrapalhar a leitura de vocês!
Boa leitura, morambos!
Divirtam-se!!!

Capítulo 3 - Capítulo 3



O tempo passa rápido para aqueles que amam a vida. Para os entediados, ela passa como uma tartaruga. E existe o tempo para os apaixonados... Ele para, ele corre, as vezes não existe. Mas o que acontece se o tempo resolve ser cruel?

. . .

Ino voava em direção a sua mansão meio apressada. Queria chegar logo, tomar um bom banho quente em sua banheira confortável, cuidar de Sai e ficar ao lado dele, resolver os problemas do reino, implantar novos projetos... Tanto tinha a ser feito, mas gostava de tudo aquilo, sempre fora responsável e sempre resolveu problemas difíceis desde pequena de forma que aquilo se tornou uma paixão, um dom. Mesmo que fosse muito cedo na história do mundo, Ino foi escolhida pelos cidadãos da cidade em que morava para “governar” por livre e espontânea vontade e isso fazia com que tivessem tido uma pequena votação democrática, mas a partir dali, o regime seria outro. Quem herdaria a cidade depois de Ino seriam seus filhos ou alguém que Ino escolhesse se não quisesse ter filhos, então predominaria a monarquia tradicional da época.

Ela sempre fora uma bruxa exemplar. Cuidava de todos quando o perigo vinha à tona desde sempre. Nascer com o dom da magia não é algo comum, mas sim algo raro. Desde bastante tempo, os mágicos em geral são um tanto quanto mal vistos pela sociedade, mas não ali. Ino mudara qualquer desrespeito que alguém viesse ter e hoje, eram dados como o reino mais pacífico e equilibrado internamente e todos sabiam o quão duro ela dava para que tudo estivesse em seu devido lugar e para ter tudo aquilo que tinha.

Quando Ino deu por si, percebeu que já conseguia avistar a mansão em que morava, então apressou-se mais ainda, se ainda era possível. Pousou no telhado de sua mansão e desceu até a sacada de seu quarto. Ino sentiu todo o seu mundo cair de novo. Se aquela viagem lhe deu esperanças, elas haviam desaparecido por hora. Assim que pôs os pés no quarto, viu Sai deitado e ofegando, com febre, soando... Parecia inconsciente. Os curandeiros corriam de um lado para o outro, parecia que trocavam a toalha na testa de Sai a cada segundo. Depois de uma avaliação completa no organismo de Sai um dia depois do ataque, descobriram que os malfeitores haviam sido bem cruéis usando veneno de sapo no punhal que usaram para cortar a perna de Sai. O corte não havia sido profundo, porém tinha sido o suficiente para que o veneno houvesse penetrado na corrente sanguínea. Sai agora era um caso complicado, sabiam que o risco de morte era bem alto, sabiam do percentual de pessoas que já havia morrido por causa deste mesmo veneno... Todos sabiam. Porém, a esperança nunca morreria enquanto ele ainda estivesse respirando.

− Qual é a situação? – Ino perguntou ao curandeiro que media a pulsação de Sai.

− Nada boa, Ino-sama, mas estamos fazendo o possível e até mesmo o impossível para mantê-lo respirando.

Eles ficaram um bom tempo ali administrando remédios e injeções até que Sai finalmente se acalmou. Os curandeiros ficaram aliviados e saíram do quarto a fim de deixar eles sozinhos. Ino se aproximou e se sentou na beira da cama e com um pouco de hesitação, pegou na mão de Sai e sentiu quando as lágrimas começaram a escorrer.

− Seu idiota – ela o acusou, mesmo sabendo que este se encontrava inconsciente – Por que não deixou os guardas cuidarem daquilo? O que você estava pensando, Sai?

O silêncio era esmagador. Só se ouvia os soluços de Ino. Teve vontade de o abraçar, de pedir para que ficasse ao lado dela... Mas tudo que conseguira verbalizar fora sua indignação por ele ter se colocado naquela situação desnecessária. É claro que estava orgulhosa de Sai por ter salvado aquelas crianças, é claro que estava, mas orgulho não ia salva-lo naquele momento.

Ela sentiu a mão de Sai apertar a sua e olhou para o rosto de Sai esperançosa.

− Ino... Por que... está chorando? – ele abria os olhos vagarosamente e falava com uma certa dificuldade

− Não estou chorando, idiota... Está delirando por estar fraco. – Sai deu um sorriso que exigia mais força do que ele esperava. Sabia o quão teimosa e durona sua mulher era. Ele a amava tanto... – E trate de ficar calado. Você precisa descansar ainda.

− Me desculpe por... ter bancado o herói... Sei que prefere eu vivo e covarde... do que herói e morto. Mas, minha flor... eu cansei... de sempre viver embaixo... das asas da minha própria mulher... cansei de ser dado como fraco e... resolvi me arriscar. – ele soltou uma risada sôfrega – Acho que... sou um fraco mesmo...

− Pare de falar... Você salvou as vidas dos nossos futuros, da nossa próxima geração.

− E olha onde eu estou agora, Ino. Deitado... em uma cama... a beira da morte. – ele suspirou pesarosamente. Se sentia péssimo por fazê-la chorar.

− Meu anjo, você vai sair dessa. Vai viver, porque sei que você consegue, sei que é forte para isso. – Ino deu seu melhor sorriso confiante

− Escute, Ino... escutei eles conversando... Orochimaru – Ino prendeu a respiração ao ouvir o nome – Não é ele... que está por trás disso. – E então, Sai apagou.

A princípio, Ino se apavorou, até ver que a respiração de Sai ainda se fazia presente e seu coração batia calmo agora.

Depois disso, lembrou-se do que Sai havia lhe informado e uma sensação gelada tomou conta do seu estomago e ela pôde sentir um frio lhe subir pela espinha. Tudo havia sido quebrado. Todas as pesquisas, todas as respostas... Haviam sumido. Era como se todos estivessem no escuro agora. Óbvio que Orochimaru era perigoso ainda, mas o que mais preocupava, era o fato de que agora tinham dois inimigos e para piorar, um deles era totalmente desconhecido. Se não fosse por Sai, quanto tempo correriam atrás de quem não merecia ser punido pelo evento recente? Quanto tempo o verdadeiro mal iria ficar oculto?

Ino se abaixou e deu um beijo demorado na testa não mais soada de Sai.

− Obrigada, meu anjo. Descanse bem. – Ino sorriu brevemente. Ela o amava tanto...

Ela se levantou e foi até a porta, quando atravessou a porta, se permitiu demorar alguns segundos fitando Sai. Olhou para o corredor e avistou dois guardas que pareciam tomar um café recém feito.

− Guardas – eles a olharam de pronto, levando um susto e quase deixando o café cair, o outro acabou se engasgando com o gole de café que tomava na hora. Ino segurou uma risada na garganta. Seria muito maldoso sorrir da desgraça alheia.

− SI-S-SIM, Ino-sama!

− Acalmem-se, me desculpe por ter assustado vocês, mas poderiam ficar aqui de olho em Sai? Pedirei para as criadas levarem um café da tarde reforçado para vocês já que os interrompi. – ela sorriu doce, de forma reconfortante.

− Claro, senhora. – os guardas se derreteram com tamanha compreensão e bondade de sua rainha – Não precisa se incomodar com o café.

− É, Rainha. Nós não nos importamos, estamos aqui para servi-la. – o guarda que havia conseguido desengasgar fez uma breve reverência, sendo seguido pelo outro

− Muito obrigada, rapazes, mas eu insisto.

− Nós é que agradecemos, Rainha. – os guardas, vendo que ela não abandonaria a ideia, aceitaram de bom grado e desviaram dela com uma nova reverência seguindo em direção ao quarto.

Ino começou a descer as escadas e por sorte, deu de cara com uma das criadas.

− Oh, que bom que está aqui, Charlotte. Poderia levar um café da tarde reforçado para os guardas que estão de prontidão no meu quarto? Acabei os interrompendo. – Ino ainda mantinha o sorriso doce no rosto.

− Mas é claro, minha senhora. – a criada também riu doce e fez uma reverência.

− Agradeço.

Ino agora se permitiu encher a cabeça com os problemas. Estava indo direto até a sala dos conselheiros... Precisava contar as novas informações... Precisava de ajuda.




. . .




Uma das horas mais sagradas para Sasuke, era a hora do chá da tarde. Em hipótese alguma perdia essa hora. E era sempre magnífica, pois o edifício alto em que morava, permitia que ele visse o pôr do sol tão belo como era. Hoje seria um dia um tanto quanto cheio para si porque havia muito a ser feito. Tinha a entrega de Sakura e a de outros clientes, mas focaria na entrega que estava próxima de ser findada, que era a de Naruto. Por conta disso, tinha medo de acabar perdendo sua gloriosa hora do chá da tarde e por precaução, resolveu que chamaria Naruto para se juntar a ele nesse dia. Já eram duas e meia e a possibilidade do outro se atrasar parecia bem certa.

Resolveu que iria até sua sala. O lugar onde raramente ia e nunca descobriu o porquê disso, mas palpitava que era porque tudo ali lembrava seu irmão mais velho... Itachi.

Já eram três e meia e nem um rastro de Naruto. De repente, o sino soou na porta principal.

− Está atrasado, Dobe. – Sasuke se virou e encarou o loiro que tinha um semblante totalmente diferente do de ontem.

− Ah, me desculpe o atraso. É que... houveram complicações. – Naruto evitava ao máximo olhar diretamente nos olhos de Sasuke. Se o olhasse nos olhos, não saberia mentir sobre o que havia ocorrido. – Vim apenas buscar a poção e ir.

− E esperava fazer mais alguma coisa por aqui? – Sasuke perguntou para ele no tom provocador que só ele sabia usar e que funcionava muito bem. Naruto havia corado com aquela pergunta.

− Ahn... Não? É claro que não, seu teme. – Naruto buscou ter ainda menos contato com os olhos do outro.

− Ah, isso é mesmo uma pena. Estava pensando em lhe convidar para um chá da tarde comigo, mas vejo que está com pressa. – Sasuke jogou no ar e virou de costas para Naruto indo até atrás do balcão e pegando a encomenda. Depois, começou a caminhar vagarosamente até Naruto. Este parecia estar em uma bela guerra interna sobre o que deveria ser feito.

− Espera... – Naruto disse, olhando pela primeira vez nos olhos de Sasuke naquele dia e Sasuke reprimiu o sorriso de triunfo que queria ter dado. – Eu... posso ficar. Aliás, quero conversar com você sobre algo importante.




. . .





Sasuke levou o loiro até a cozinha para prepararem aquilo que comeriam. Algumas poucas uvas, creme, chá de camomila, de erva-doce, chá verde e de hortelã, cujas folhas haviam sido colhidas na hora na horta de Sasuke que se localizava logo ao lado da cozinha. Levaram também algumas bolachas e biscoitinhos amanteigados. Naruto ajudou Sasuke a levar tudo lá para cima em duas cesta de piquenique, pois assim seria mais fácil. Quando terminaram de organizar a mesa, faltava pouco para o sol se pôr e Naruto parecia estar no mundo da lua olhando para um ponto qualquer no espaço. Sasuke resolveu encoraja-lo.

− E então? O que queria conversar? – Sasuke começou a colocar algumas folhas de camomila no pequeno coador e foi jogando água quente vagarosamente.

− Você percebeu ontem... Não é? Pela forma como eu falei desse lugar...

− Está falando do an fhís? – Naruto tamborilou os dedos nos braços da cadeira.

− Sim. Ontem, quando cheguei em casa, reparei coisas como runas e alguns outros encantamentos logo na porta. Coisa que nunca havia reparado ali. Eu não entendia por que você falava da sua loja pra mim daquele jeito, mas Sakura me contou que pessoas normais deveriam ver esse lugar como um lugar nojento e asqueroso por conta de encantamentos de ilusão... Por algum motivo, sua loja despertou algum poder em mim, Sasuke. Eu estou perdido... Não nasci mago, não sei magia, não sei o que eu sou...

− Naruto, você deveria agradecer. Ser mago é tão raro quanto achar um trevo de quatro folhas. Nada de mais vai acontecer, Sakura e eu estaremos aqui pra te ajudar se for... – Sasuke franziu o cenho ouvindo o que estava saindo de sua boca e Naruto olhou para Sasuke como quem pergunta “Quem é você?” − ... preciso.

− Olha... Vou te contar. Não sabia que você tinha esse lado...

− Calado, dobe, ou eu vou arrancar seus fios loiros um por um – Sasuke estava levemente corado, tão levemente que era quase imperceptível.

− Ah, veja só... Ele voltou. Oi, Uchiha. Nem fez falta – Sasuke rolou os olhos antes de fecha-lo e tomar um gole do seu chá bem devagar para saborear. – Eu só estou nervoso. Do nada, começo a fazer parte de um mundo do qual eu não sei quase nada. Como espera que eu fique? Explodindo em flores?

− Não, mas entenda que seu caso é mais raro ainda do que nascer mago. Às vezes, você pode ser um caso a se pensar até para nós magos, sabe? Pois nunca se sabe o que mais vem acompanhado.

Sasuke era um gênio mesmo tendo apenas 20 anos. Sabia e pensava coisas que ninguém pensaria. O fato de Naruto ser um caso curioso era óbvio, porém invisível aos olhos comuns. Quem lembraria disso? Quem se quer pensaria em estuda-lo ou observa-lo como um mago diferenciado? Ninguém. O fato era acobertado pelo baque de se descobrir um mago ou do que faria a seguir.

− Você está certo. Quem sabe o que eu posso fazer realmente? Ou, será que sou mesmo apenas um mago ou sou outra coisa mágica? – Naruto apoiou os cotovelos nos joelhos e pôs as duas mãos tampando o rosto. – Sasuke, eu estou bem perdido.

− Tente ficar calmo. – Sasuke se levantou e abriu os braços – Vou te conceder uma das melhores coisa na vida de um ser humano e que pouquíssimos recebem ao longo de sua vidinha tosca: um abraço do mais renomado e maravilhoso mago de todos os séculos, Uchiha Sasuke!

Naruto olhou entre os dedos para Sasuke, não acreditando no que estava ouvindo. Levantou-se completamente incerto do que aconteceria, mas se rendeu, e caminho contido e devagar até Sasuke, que tinha um sorrisinho ridículo e egocêntrico nos lábios, e o abraçou, se soltando aos poucos até ceder completamente e apertar ele forte. Sasuke abriu mais o sorriso e mordeu a língua com ar de sacana.

− Preciso da sua ajuda, Sasuke. – sussurrou Naruto, bem próximo a orelha de Sasuke. O hálito fazendo cócegas no pescoço do outro.

Ao ouvir aquele sussurro rouco no pé de sua orelha, Sasuke sentiu sua pele se arrepiar inteira fazendo ele ter pensamentos completamente impuros que fizeram seu sorriso morrer na hora. Fechou os olhos e passou a língua pelos seus lábios. Quando se afastou de Naruto, Sasuke já estava com seu sorriso egocêntrico de volta e fingiu muito bem que não tinha  acontecido nada.

− Ah, se você insiste... Sei que sou a melhor referência de mago que existe, não precisa implorar. – Sasuke cruzou os braços e desviou o olhar sem querer direto para o pôr do sol. – Já está na hora? Nem a vi passar.

− Na hora? De que?

− Dobe... Olhe para trás.

Naruto virou e o que viu foi incrível. O pôr do sol visto dali era tão belo. Tinha o azar de morar numa região tão nublada e com chuvas. Isso tornava a possibilidade de ver o sol bem raras. Mas ali não. Era tão alto que se encontrava acima das nuvens e possibilitava de ver o sol, a lua, as estrelas, o pôr do sol e várias outras coisas. Dessa vezes conseguia ver o sol se pondo. O céu era uma mistura de coral e rosa e era como se os raios de sol estivessem calmos e confortáveis, como quem se despede depois de um longo e cansativo dia e era tão lindo e tão convidativo que sentiu vontade de tocar no céu, de sentir o sol e as cores.

Sasuke sorriu sincero, como fazia poucas vezes, mas como estava atrás de Naruto, este não pôde presenciar essa cena e se pudesse, nem o faria, pois estava tão imerso naquela paisagem que não reparou em mais nada ao seu redor. Sasuke se pôs ao lado dele e desviou seus olhos da paisagem para o loiro e percebeu que Naruto era quase como um espelho para a paisagem. Seus cabelos refletiam o coral do céu se transformando em um dourado belíssimo, a cor dos seus olhos mudou de azul real para um cinza brilhante e podia se ver o sol refletido neles, sua pele foi de um bronze quase branco para um rosado saudável, mais intenso nas maças do rosto... E Sasuke se perdeu em seus cabelos, em seus olhos e em sua pele. Era tão lindo... Apreciava o pôr do sol todas as tardes e nunca perdia a graça, mas apreciar o pôr do sol tão de perto... isso era novidade e era de perder o fôlego.

Naruto piscou, parecendo acordar e olhou para Sasuke que desviou o seu olhar tão rápido quanto o vento, deixando Naruto alheio a tudo.

− Nossa, isso é incrível. Você tem muita sorte de viver aqui. Obrigado por ter me convidado... De verdade. – Naruto encarou Sasuke e este o encarou de volta.

− Ora, não há de que... Sabe que é bem-vindo aqui e pode vir quantas vezes quiser. – Sasuke desviou novamente seu olhar para o horizonte, respirou fundo e começou − Estou desenvolvendo um tipo de luneta para observar as estrelas que estão longe. Quando estiver pronto, eu te convido para estrear. O que me diz?

− Está falando sério? Como isso é possível? Seria tão legal! É claro que aceito. – Naruto abriu um grande sorriso que o fez fechar os olhos, se livrando um pouco do nervosismo que o acompanhava a pouco.

E então, o sol desapareceu no horizonte, deixando apenas pequenos rastro de que havia estado ali. Sasuke se virou e se pôs a andar até uma pequena bica que tinha ali, enchendo um regador de água. Começou a regar as plantas uma por uma bem regadas. Naruto observou Sasuke fazer aquilo e reparou no olhar distraído dele. Parecia calmo e tranquilo, como se pudesse dar um sorriso a qualquer momento, mas este se manteve concentrado.

Naruto havia voltado para mesa de chá e se sentado, bebericando seu chá de vez em quando, mas nunca afastando a xícara da boca enquanto observava Sasuke sem pausa alguma. Sasuke olhava paras as flores, mas sentiu um olhar sobre si e levou seu olhar até Naruto que quase se engasgou em uma de suas bebericadas, coisa que fez Sasuke quase gargalhar.

− Perdeu o olho aqui, dobe?

− O que?! Mago egocêntrico! Eu nem estava te olhando. – desviou a cara com uma falsa cara emburrada, cruzou as pernas e continuou bebendo seu chá com o cenho franzido, o pires em um mão e a xicara na outra.

Sasuke sentiu uma vontade imensa de rir da situação, mas outra coisa chamou a atenção dele. Alguma luz cortou o céu rapidamente, como uma estrela cadente, porém seu brilho era diferente.

− Ah, deuses... –Sasuke murmurou sem desviar os olhos do céu

− Disse alguma coisa, teme? Daqui não dá pra escutar! Fale mais alto. – De fato, eles se encontravam distantes

− Não foi nada... – Sasuke deixou o regador em um canto e começou a se aproximar de Naruto – Mas já são quase sete da noite. Será que poderia...

− MAS JÁ?! − Sasuke foi cortado pelo grito escandaloso de Naruto e revirou os olhos com isso. Naruto tomou o conteúdo da xícara de uma vez só começando a se levantar apressadamente – Eu combinei de encontrar com meus amigos hoje no bar ás oito. Tenho que ir ou não vou conseguir me arrumar. Gaara vai ficar furioso se eu não for outra vez.

Naruto dizia coisas e mais coisas e algumas Sasuke nem compreendia. O loiro se acalmou, se virou e disse:

− Me desculpe a pressa e não poder te ajudar com a louça, mas será que eu poderia ir agora? – Sasuke quis rir com a imbecilidade daquele ser. Era exatamente o que ele iria pedir... Para que Naruto fosse e não se preocupasse com a mesa do chá porque tinha coisas a fazer, mas se limitou e acenou positivamente. – Muito obrigado, e obrigado também pela ajuda. Fico muito grato... Até depois!

− Até, dobe. – Naruto escutou e quis revirar os olhos, mas apenas ergueu a mão em um aceno rápido e Sasuke o viu correr pelas escadas até não ser possível mais escutar seus passos.

Ele se virou mais uma vez para o céu antes de começar a tirar a mesa do chá. Quando terminou, parou no corredor de sua sala e respirou fundo antes de entrar. Girou a maçaneta e olhou o lugar cautelosamente, indo direto para a sacada/varanda que havia atrás de sua cadeira. Se escorou nas grades de proteção e continuou respirando fundo, até fechar seus olhos.

Pouco depois de fazer isso, sentiu mãos dando a volta na sua cintura e um corpo colar ao seu por trás, o que o fez respirar bem mais fundo. Sentiu o hálito quente bem perto do seu ouvido e palavras bem mansas, a voz bem grossa e rouca sussurrando.

− Cheguei, otouto.


Notas Finais


Então... Né?
O que acharam?

Sei que não foi muita coisa mas estamos aí, morambos. Eu vou tentar não demorar tanto para o próximo porque se eu já fico agoniada com isso, imagina vocês.
Bom, por hoje é só, pessoal.
Comentem o que acharam e adicionem a sua biblioteca se quiserem notificações.
Até o próximo, morambos! ^^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...