História O reencontro - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amor, Despedida, Drama, Reencontro, Romance, Tristeza
Visualizações 19
Palavras 1.028
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Cinco anos se passaram e eu a encontrei numa mesa de bar, feliz, rindo, aquele maravilhoso sorriso ofuscava todos que estavam ali conversando com ela, só conseguia olha-la e torcer para que me notasse ali na esquina, parada, paralisada sem saber se seguia meu caminho, ou se retrocedia. E também torcendo para que ela de forma alguma me visse, pois eu sabia que desabaria no instante que escutasse sua voz chamando meu nome. E desabei. E ela me viu, no meio de tantas outras, ela tinha que me ver. Eu não senti o chão no momento que se levantou e caminhou em minha direção, chamando por mim. Eu só queria correr e fingir que não tinha escutado. Mas que mentira deslavada, eu queria mesmo era dar um abraço nela, daqueles que a gente passa a noite toda e ainda quer mais. Mas dois beijinhos na bochecha bastaram para cumprimentar, como estivéssemos nos conhecendo naquele exato momento. E talvez estivéssemos mesmo. Entre olhares ficamos em silencio alguns segundos. O olhar dela me despira a alma completamente. Como na primeira vez que nos vimos. Era como me apaixonar de novo. Sorrindo me perguntou como andava a vida e de como eu havia mudado fisicamente, mas que era impossível não me reconhecer. Eu? Apenas escutava sua voz em segundo plano e lembrando de tudo que eu queria ter dito a ela há 5 anos.

- Vem! – Me puxou pela mão, apenas acompanhei – O pessoal está tomando a saideira, mas podemos conversar em outro lugar. Não podemos?

 Nem deu tempo de responder ela já foi me apresentando a todos e me dando um copo de vodka, que acredito ter sido o dela, estava bem forte, sempre muito resistente para bebida, ou pelo menos fingia ser, depois eu ficava horas cuidando da ressaca dela enquanto ficava toda dengosa pedindo carinho e dizendo que nunca mais beberia.

Tomei apenas um gole. Todos animados e se despedindo e quase sai de fininho, mas ela estava segurando minha mão. Talvez soubesse que se não me segurasse eu iria embora. A mesa logo ficou quase vazia, apenas um casal ficou para esperar o uber. Ela me olhou como se não houvesse amanhã. Como uma criança olha para um brinquedo. Talvez fosse mesmo.

- Você está com pressa? A gente poderia andar pela orla um pouco... Adoraria conversar um pouco. – Perguntou.

- Talvez não seja uma boa ideia...

- Qual é? Não custa nada, só uma conversa – Sorriu.

- Já que insiste, podemos.

Apesar da vodka forte ela estava sóbria, começou a falar das coisas que andava fazendo, do seu sucesso profissional, de seus pais e irmãos.

- Por falar neles, às vezes perguntam por você, é engraçado que mesmo depois desses anos todos eles ainda se lembram de você nos dias comemorativos – Falou.

- É engraçado mesmo, mas eles sempre foram tão gentis comigo, não é uma surpresa.

- Aliás, eu também me lembro de você... E não é só nessas datas. Lembro principalmente das nossas datas.

- Não existe mais “nossas datas”, não tem o que lembrar.

- Eu sei que não terminamos da melhor forma, mas você é uma parte importante da minha vida.

- Não faz isso, Laura. Se era isso que você tinha a me falar, acho melhor parar por aqui porque eu não quero ouvir.

- Talvez seja bem difícil de acreditar...

- Laura, para. Sério, para por aqui.

Ela ficou na minha frente, nossas respirações se misturaram, senti seu perfume, ainda era o mesmo de sempre. Eu sabia que um beijo aconteceria, sabia que talvez eu não conseguisse parar só nele e que era um erro absurdo. Eu sabia. Eu errei. Novamente. Se aquelas meia hora que estava com ela me lembrava o passado, aquele beijo me levou ao passado completamente. Recuei, meu corpo parecia recusar sair dos braços dela, tudo o que eu queria era ficar. Mas sai. Me afastei. Segurei as lagrimas. Dei as costas e ao começar a andar em direção ao meu carro ela perguntou:

- Por que não podemos tentar de novo?

Parei.

- Por que? – Repetiu.

- “Por que?” – olhei-a franzindo a testa - Me responda primeiro... Por que me fez esperar tanto? Por que nunca me procurou? Por que nunca correu lutou por mim, ou pelo amor que dizia sentir? Por que era tão fria ao me ver chorar por não saber o que fazer para te fazer feliz? Por que fez eu me apaixonar por você se não tinha a intenção de ficar?

- Eu era imatura, você também era, éramos jovens demais. Cometemos muitos erros. Você também não era uma santa... Eu errei, assumo. Mas não precisa ser fria ou insensível comigo, talvez demorei demais pra perceber que era você quem eu queria, massa agora estou aqui pedindo outra chance.

- Agora você está aqui por um acaso, uma coincidência enorme e não porque decidiu que queria me ver. Acha que eu sou a vilã? Mas na verdade as suas atitudes me mataram por dentro, lenta e dolorosamente. Eu não sou fria, muito menos insensível, pelo contrário. Há tanto sentimento bom dentro de mim, porém não estão destinados a você. Pelo menos não mais.

- Queria ter te procurado. Devia ter feito isso. Eu não menti, ainda penso em você, quase todos os dias. Demorei demais pra perceber que você é o amor da minha vida?

- Demorou sim. Infelizmente.

- Eu realmente sinto muito. Por tudo – Pegou minha mão, olhando nos meus olhos. Pela primeira vez consegui ter certeza que tudo o que ela dizia era real, que havia sentimento em suas palavras. Eu só não queria ter visto.

- Não sinta, já passou. Esse tempo que me afastei complemente de você não foi por raiva, ou ódio. Foi por amor, mas amor a mim.  

- Espero que você esteja feliz – Falou segurando o choro, tanto que sua voz já falhava.

- Estou. Espero que você também esteja – Sorri para ela.

- Seu sorriso ainda faz meu coração acelerar.

- Fica bem – Dei um beijo na testa dela e entrei no carro. Dei partida e sai. Fiquei olhando-a pelo retrovisor. Ela ficou parada, como se esperasse por minha volta. Não voltei.



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