História O Reino de Nereida {Chanbaek} - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Personagens Originais
Tags Bad, Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Chen, Comedia, Exo, Kai, Kris, Lay, Luhan, Mermaid, Sehun, Sereia, Suho, Tao, Xiumin
Visualizações 76
Palavras 2.374
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Nudez, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Apreciem sem moderação.

Capítulo 7 - Enfim, plenos. - Final


{ BaekHee Pov }

- Funciona, pedra idiota! FUNCIONA! - eu gritava, mexendo a pedra maldita que havia ficando para trás assim que levou Chanyeol para longe de mim

Eu chorava desesperadamente, sentimento meu coração despedaçado e minha alma sendo dilacerada pela crueldade da vida. Por que?! Por que quando estamos ali, sentindo nosso coração palpitar afoito, carregando uma energia tão poderosa que talvez pudesse devastar o continente, a vida e seus capangas surgem do fundo da crosta terrestre e nos ataca com suas injustiças e meios de fazer com que tudo desmorone, da forma menos misericordiosa e com uma quantidade gigante de crueldade? Qual a necessidade do mundo de me fazer sofrer tanto? Já não me basta a dor de sentir que jamais poderia ser correspondida, agora teria que sentir a dor de ter perdido o homem que eu amo para uma maldita pedra brilhante que insiste em cruzar meu caminho?

E Chanyeol, meu deus, onde ele está? Como estará sua mente e sua alma agora? Para onde aquele artefato havia o levado? Sinto uma dor tremenda. Como se nunca pudesse saber para onde ele havia ido, se estivesse perdido, se estivesse em perigo. Ardia tanto, doía tanto, que a vontade que me possuía era de arrancar minha própria cabeça e dilacerá-la.

Joguei a maldita pedra no chão, a fim de fazê-la me levar ao mesmo local a qual enviou meu humano. Meu rosto estava molhado pelo turbilhão de lágrimas que derramei por conta do desespero, e cada vez mais eu gritava para que tudo voltasse ao normal. Peguei a pedra goon e a chacoalhei, mais uma vez. Sem resposta...

Soluçando, me encolhi na banheira. Estava com medo, estava sozinha, e pior, estava sem Chanyeol... Era como se me jogassem no fundo do Mundo Abissal, e me deixassem ali, sem uma única chance de ver a claridade, sem vez uma luz.

Chanyeol era a minha luz.

- P-Por favor... - clamei, ainda com ela em mãos, com o peito apertado e a visão embaçada - Eu o amo tanto... não posso perdê-lo... 

"Eu o amo demais!"

E então a pedra tremeu em minha mão, me assustando e a atirando na banheira. Mas ao invés de ficar ali, a pedra levitou em minha frente e então trilhou um caminho até o centro daquele banheiro. Meus olhos observavam com espanto aquela pedra brilhante se tornar algo maior e se materializar em um corpo diferente. Na verdade, estava se tornando uma silhueta feminina.

Esfreguei as pálpebras, para ver melhor. E à minha frente estava uma mulher, de cabelos ondulados e negros batendk nas costas, com um par de pernas magras e um belo vestido longo, cercada de pedrinhas coloridas e brilhantes, carregando uma coroa na cabeça. Fiquei boquiaberta.

Goon.

- V-Você é...

- Byun BaekHee. Você foi decretada princesa do Pacífico pela Corte Oceânica, e carrega a coroa. Tem noção do quão irresponsável foi a sua atitude de perdê-la?

- Não perdi nada, ela caiu da minha cabeça e do nada fui trazida para cá. - relutei, indignada

- Não digo apenas por isso. Você nunca deu valor à sua posição. O Oceano Pacífico escolhe apenas os dignos para ter o controle de seus súditos. E dignidade é algo muito sério...

- Certo, dona. E por que está me dizendo isso? Eu não gosto de ser princesa e muito menos daquela coroa, se quer saber. Na verdade nem estou dando importância, porque o que eu quero mesmo é que você traga de volta o meu Chanyeol! Desculpa, Goon, mas eu não tenho a dignidade que procura. Por que me repreende tanto assim?

Ela não me respondeu na mesma hora. Procurava palavras para isso.

- Você o ama?

- Eu... - pausei, por um momento -Eu amo. Sim, eu o amo! Eu amo demais aquele humano, e que pouco me importe nossas diferenças! Não conseguirei viver sem poder vê-lo nunca mais, faria qualquer coisa por ele.

- Abriria mão de sua cauda por ele?

- Abriria.

- De seus poderes?

- Sem problemas.

- De sua imortalidade por ele?

- De que adiantaria viver, sem ele para viver cada minuto comigo? De que adiantaria ter séculos de existência sem ter a melhor história de romance que vivi? De que adiantaria viver sem Chanyeol?

Goon então sorriu.

- Você tem mais dignidade do que eu imaginei. Se é ter ele de volta o que você quer...

- Sim, eu o quero de volta, mais do que tudo!

- Seu desejo é uma ordem... - ela levantou o cetro e o rodopiou três vezes, apontando para mim, e eu senti o brilho da sua magia levando meu corpo para uma dimensão completamente diferente, senti a falta da banheira apertada e meu corpo viajou anos-luz em direção ao humano que eu amava.

Goon concedeu meu desejo, e eu havia voltado ao oceano. Isso só quer dizer que...

Chanyeol estava lá.

- Eu estou indo, Chanyeol! 

{ Chanyeol Pov }

Azul. Estava tudo azul, meus pés balançavam à procura de chão, mas não havia nada que pudessem tocar, meu corpo se debatia na água e procurava uma forma de sair daquela imensidão. Como fui parar ali, no meio do mar, levando pancadas das ondas e sentindo que uma hora eu não conseguiria mais sentir o ar entrar pelas minhas narinas? 

O que eu estava fazendo no lugar onde BaekHee dominava? Onde estava ela? O que eu faria? Precisava me salvar, ou então seria o fim.

Retirei meu moletom e o abandonei, para melhorar a locomoção, e tentei nadar de volta para algum lugar, qualquer lugar, porque se ficasse ali, não aguentaria.

Eu não estava afim de morrer. Não agora, que percebi que amo aquela garota. Não posso morrer sem viver algo com ela. 

E nadei, nadei para uma direção que jamais saberia se me levaria à algum lugar. Minhas pernas estavam se cansando e minha respiração estava mudada. Meu coração batia descompassado e eu sentia que uma hora não me restariam forças para seguir em frente. Meus olhos observavam todo aquele deserto azul e o desespero percorria pelo meu sangue. Morreria assim?

Não era pra ser assim... eu queria morrer velhinho, cheio de filhos e netos para dar presentes e contar histórias de vida. Do meu primeiro natal, do dia que vi uma rena de verdade, das músicas que ouvia, da mulher que eu amo que foi parar de repente no meu banheiro... Eu queria morrer só depois de contar para muitos que eu fui feliz, que olhei nos olhos negros daquela garota e percebi que no fundo do meu coração havia uma chama acesa que ardia e denunciava o quão perdidamente apaixonado eu estava em BaekHee. Eu não poderia deixar o mundo sem dizer antes para ela que queria viver tudo consigo, e que se fosse para voltar no tempo, eu faria tudo de novo.

Meu corpo cansara, minhas pernas já não nadavam com força e meus braços não conseguiam cortar a água em minha frente, meus músculos não conseguiam se mover e meus olhos estavam aos poucos se fechando. O cansaço me mataria, e não o oceano.

Uma vida inteira se passou diante dos meus olhos. Queria morrer me lembrando do meu aniversário de 5 anos, da minha foto passando espuma no cabelo da minha irmã, do meu cachorro, dos meus pais me dando bronca, do bolo de queijo da vovó, do primeiro dia de aula, do Yixing me desenhando, dos filmes que eu chorava sempre que via. E principalmente, dos olhos negros da minha sereiazinha.

Ah, queria eu morrer em seus braços agora... mas o que me resta no momento, é lembrar da sua voz, da sua risada, das suas reclamações, das suas histórias, da suavidade de sua pele, do brilho dos seus cabelos, da beleza da sua cauda, da maciez dos seus lábios. Queria lembrar de tudo antes de então dizer adeus ao mundo, e pensar que um dia, eu a verei de novo.

E seremos plenos, no fim de tudo.

Estou em um lugar frio. Sinto meus pés molhados e tudo ao redor congelar meu corpo e quase rachá-lo. Mas sinto o calor do sol, como se de fato eu seguisse a luz do fim do túnel. Eu morri, claro que morri. Um ser humano não possui brânquias, não poderia respirar debaixo d'água e muito menos me manter vivo em pleno Pacífico. Tenho certeza de que morri. E tudo parece tão leve, tão calmo, como se minha alma tivesse descarregado toda uma vida desgastada pela humanidade e então se tornasse uma pequena pluma sendo levada pelo vento. Me sinto bem, sinto meu corpo aquecido embora esteja em meio ao frio, sinto minha mente sossegada, livre de perturbações. Posso ouvir, ao longe, a voz doce de uma nova vida que estará reservada para mim.

Mas... espera.

Essa voz é familiar. Doce, suave como a textura de um pêssego. Uma voz tão angelical que poderia até ser a voz de uma...

Princesa.

BaekHee está aqui? Será que ela morreu? Será que estará comigo no paraíso? Poderemos viver então juntos, mesmo em outro plano de existênica? Ah, que maravilha se for, estou farto de permanecer aturando sua ausência.

- Chanyeol... - ela sussurra, chama pelo meu nome. Eu estou aqui, meu amor... - Chanyeol.

- BaekHee... - respondo, e sinto-me tremer

- Chanyeol... acorde, acorde.

- Minha linda princesa...

- Acorde, Chanyeol. Acorde!

Mas meus olhos estão abertos. O que há com ela? Estou acordado, querida.

- Acorde!!!

E assim, tudo escurece, e meus olhos vão se abrindo, e percebo que estou deitado em algo macio. Meus pés tocam a areia e são banhados pela água do mar. Meu corpo respira e os meus batimentos cardíacos ainda funcionam. Olho para cima e vejo o suave e perplexo rosto dela, que abre um sorriso ao me ver.

- Você está vivo! Chanyeol, você está vivo! - ela comemora, me abraçando

Sorriu para ela e me levanto, sentindo meu corpo tremer, e meus dedos tocam meu pescoço e sentem um fino cordão envolvendo-o. Toco o pingente e sinto uma conchinha pendurada. BaekHee havia me curado?

- Eu fiquei tão preocupada, achei que jamais fosse te ver. - disse ela, sua expressão demonstrava angústia, dor e agonia. Me senti horrível por tê-la deixado sozinha

- Me perdoe, princesa, eu deveria ter ouvido, eu... - ela pôs o indicador em meus lábios

- Shhhh. Você está vivo, isso é o que importa. - sorriu, e eu sorri também

De fato, estávamos juntos novamemte. Ela me abraçou com tamanha força que senti ser esmagado, mas a retribui. Eu sentia o coração dela pulsar com força suficente para detonar o planeta. Olhei em seus olhos e percebi que queria, acima de tudo, tê-la para mim, nem que fosse necessário ter que morar no meio do mar apenas para vê-la.

Ela estava em casa. E eu...

- Chanyeol... - ela sussurrou, abraçada em mim

- Sim? 

- Não quero me despedir de você...

- Eu também não quero, princesa...

- Se eu pudesse achar uma forma de virar humana e viver esse amor todo que queima em minha alma com você, eu... não quero ficar longe de você. 

- Ah, Baekkie... eu queria ver o amanhecer ao seu lado, mas o mundo é tão... 

- Injusto.

Sim, o mundo é injusto. Ele te faz alimentar esperanças de viver a melhor das vidas e então te esmaga com a realidade. BaekHee e eu éramos tão diferentes, éramos tão distintos, mas nossos sentimentos eram tão iguais.

Não queria deixar que as ondas os levassem. Mas o que fazer, quando a sua única saída é apenas aceitar?

Não percebi quando BaekHee se arrastou para apanhar uma pedra brilhante no meio da areia, se virando para mim com um sorriso até as orelhas. Era me olhava como se finalmente, tudo o que precisávamos estivesse ali.

- Chanyeol... ver o amanhecer, lado a lado... é possível. - ela disse, sem desgrudar o sorriso

- Como faremos isso?

- Eu posso me tornar humana, poderemos viver isso tudo o que sentimos. 

- E deixá-la sofrer neste mundo humano cheio de najas? BaekHee, não se sacrifique. Não abandone a sua vida assim, eu... 

- Você...?

- Eu troco minhas pernas por uma cauda. Eu quero viver com você e para você, me cansei desta humanidade que jamais me aceitaria sem tacar vinte pedras. 

- Mas, Chanyeol, você nunca mais vai poder ser humano de novo. E sua casa? E as coisas que gosta? Não as terá de volta.

- O que eu mais gosto está bem diante dos meus olhos. Por favor, princesa, eu quero fazer isso.

Ela não respondeu, comprimiu os lábios, e eu fechei os olhos e pedi do fundo da minha alma, que abandonasse a minha vida em terra, abandonasse as roupas, sapatos, minha antiga vida de universitário que só chorava pelos cantos por causa de mulheres insensíveis. Pedi às divindades que de fato, eu finalmente pudesse ser feliz.

Ao lado de quem eu amo.

Vi a pedra tremer e se transformar numa bela mulher bem vestida rodopiando o cetro três vezes.

- Pois bem. - respondeu ela, apontando o cetro para mim

Pude sentir o meu corpo mudar. Corri com BaekHee no colo, rumo ao mar, sendo perseguido pela magia daquele ser místico. Adrentei a água com ela e senti as células se juntando e unificando minhas pernas, pude ver minhas roupas sumindo e no lugar das antigas pernas, nascia uma enorme cauda azul marinho. Meu peito estava à mostra e eu não me sentia de forma alguma, um humano.

Havia nascido de novo. 

- Obrigado - eu disse para ela, que apenas assentiu, e então desapareceu

BaekHee estava eufórica como nunca.

- Eu vou te mostrar tudo. Meus pais, meus súditos, cada canto do meu reino. Ah, Chanyeol, eu estou tão feliz.

- Se está feliz, imagine como eu estou! Não poderia me sentir melhor! 

Ela puxou minha mão e fui levado para dentro daquele mar azul, que até então me matara, mas agora me fazia sentir tão vivo como nunca estive. BaekHee rodopiava e dava loops, nadando com liberade e graça pela imensidão. Ela é tão linda...

A segurei por um momento, tocando seu queixo com a mão e então olhando no fundo dos seus olhos.

- Eu te amo. - proferi, tocando seu rosto

- Eu também te amo.

Nossos corpos se tornaram um, minha boca tocou a sua e ambos podemos sentir, que teríamos mil e uma histórias de amor para contar, e ambos amávamos contar histórias.

E tínhamos um Pacífico inteiro para nos ouvir.

FIM

E a imagem da virgem nas águas do mar

Brilhava tão branca no límpido véu!

Nem mais transparente luzia o luar

No ambiente sem nuvens da noite do céu!

Nas águas do mar

Não durmas assim!

Não morras, donzela

Espera por mim!

(Autor desconhecido)




Notas Finais


Chegamos ao final, queridos.
Acho que no fim teria que ser assim, meu coração não aceitou de forma alguma separar os dois, e claro que mereciam esse final tão açucarado e cheio de paixãozinha.
Aos que acompanharam, eu queria dizer obrigado pela paciência em esperar a minha santa preguiça decidir criar vergonha na cara e ir preparar os capitulos, que na maioria das vezes estavam todos bem prontinhos na cabeça e só me restava concretizá-los. Aos que comentam, mil e um beijos e abraços apertados daqueles de esmagar os órgãos. Vcs são incríveis.

Para quem quiser, tenho outras fanfics em andamento, podem dar uma olhadinha básica e pá e.e

Enfim, obrigada por tudo e nos veremos em breve

Gilaozinho~


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