História O Resto É Nada Mais - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, V
Tags Bts, Hoseok!centric, Jhope, Jung Hoseok, Taehyung, Vhope
Visualizações 4
Palavras 699
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa é uma história muito importante para mim, o personagem principal me representa totalmente, então é uma história pessoal, de qualquer forma espero que gostem.
Tenho algumas considerações a serem feitas, então leiam, por favor:
1- a história não vai se tratar de Vhope, ela é Hoseok!centric, então, vai girar totalmente em volta dele, tendo apenas pequenas aparições do Taehyung e um especial totalmente Vhope.
2- vão ser relatadas várias doenças e distúrbios psicológicos, porém, pretendo, de maneira nenhuma, romantizar qualquer uma delas, são doenças e como tais NECESSITAM de tratamentos, se você se identifica com alguma delas, procure um profissional, por favor ♡
3- a história vai ser triste, triste pra caralho, vai ter muita tristeza sim, se não se sente confortável com isso, fique a vontade para não ler.
4- o personagem principal é um escritor, então tudo que aparecer em itálico, centralizado a direita, é um trecho da história que ele escreveu.
É isso, gostaria de agradecer a minha noiva que está comigo sempre me apoiando em tudo e é a minha melhor leitora - te amo bebê ♡
A Victória, minha melhor Saeng que está sempre ali aturando minhas crises de escritora e betando minhas fics e sempre sendo o bolinho que é ♡
As lindas Yasmin e Milena que leram algumas coisinhas e me incentivaram a continuar ♡
E a minha psicóloga que sempre me cobra a continuação da história e me escuta chorar por causa dos capítulos ♡
Sem mais delongas, minha primeira fic narrada em primeira pessoa e com esse tema, espero que gostem. Boa leitura e beijinhos da titia JessXx

Capítulo 1 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction O Resto É Nada Mais - Capítulo 1 - Capítulo I

Eu sonhei que o mar me engolia, me tirava o ar... (“O Resto É Nada Mais - O Sonho De Um Visconde” - Fresno)


Minhas pernas doem enquanto eu corro sem parar por uma paisagem incrível, não lembro-me de ter visto algo tão bonito antes em minha tão patética vida, o chão rochoso machuca meus pés descalços e o cheiro da água salgada me deixa levemente sem ar, a frente vejo o fim do caminho que estou percorrendo e acelero meus passos ainda mais, nunca paro.

O vento acerta firme minha face repartindo meu cabelo ao meio, meus pés finalmente alcançam o fim da terra, um grande precipício me engole enquanto a gravidade me puxa com toda a sua força para baixo, eu grito, sorrio e grito novamente a medida que caio. Abaixo de mim pedras e a água agitada do mar me esperam, não sinto medo, sinto somente um grande alívio, finalmente me sinto livre. Pelo menos durante os cinco segundos que duraram minha queda.

O baque foi muito mais forte do que eu sequer imaginei que seria e me deixou sem ar imediatamente, as ondas furiosas me jogam de um lado para o outro como se estivesse dentro de uma máquina de lavar e tudo o que eu faço é sorrir e ficar imóvel, completamente à mercê do mar, deixando-o decidir o que fazer com minha vida. Afundo inúmeras vezes, sempre sendo jogado para a superfície novamente pela água fria, questiono-me se a água não quer que eu morra, se ela tem pena de tirar minha vida, não deveria, minha vida não vale nada para ela, não vale nada para ninguém, nem mesmo para mim.

Meu corpo já está pesado, cansado, o frio me consome e meu nariz arde por culpa do sal, no horizonte vejo pessoas brincando na praia ignorando-me completamente, minha vida também não vale nada para eles. “Vamos, água idiota, desista logo de mim!”, meu subconsciente grita implorando pelo meu fim, ele está ainda mais cansado que eu, e como se o ouvisse o mar finalmente desiste, uma onda feroz me acerta e me puxa sem dó para baixo, cada vez mais fundo.

O mar me engole e lentamente me tira o ar, a água salgada adentrando minhas vias respiratórias me deixa calmo, sorrio enquanto afundo cada vez mais e a dor aguda em meus pulmões, decorrente da falta de ar, não é maior do que a paz que me consome. Finalmente. A paz de saber que não vou mais voltar é imensa. Não precisarei enfrentar meu patético reflexo no espelho novamente, ou fingir que estou bem, enganar a todos com meus sorrisos falsos, e isso é imensamente tranquilizador.

O mar, por fim, me consome, sinto meus pulmões completamente tomados pela água salgada, meus ouvidos zumbem com a pressão, uma dor aguda atinge meu cérebro e aos poucos vou perdendo a consciência até finalmente apagar.

Acordo assustado, olho em volta e me sinto triste, foi apenas um sonho. Meu peito aperta e a vontade de chorar me toma por completo, soluço, as lágrimas já queimando meus olhos e trilhando um caminho quente por meu rosto. Porque não pode ser real? A paz de nunca mais respirar era tão calmante.

Derrotado me levanto e caminho até o banheiro, encaro o relógio vendo-o marcar quase quatro horas da manhã, mais uma noite perdida. O reflexo no espelho do banheiro já não me assusta mais, é apenas a realidade que somente eu posso ver, meu verdadeiro estado de espírito. Derrotado.

Lavo meu rosto e tomo um remédio para dormir, olho fixamente o frasco e pondero alguns segundos, logo tomo mais dois comprimidos, só para garantir, e volto para o quarto. Sentado na minha cama reflito sobre o sonho, tão vívido, pego meu caderno e rabisco resumidamente o que sonhei, é uma súbita ideia para uma das minhas histórias. Talvez gostassem da melancolia por trás do personagem, eu claramente gosto.

Meus olhos se fecham involuntariamente enquanto rabisco a última palavra, não guardo o caderno ou me arrumo, apenas me deixo cair de costas e volto para o mundo dos sonhos.


Contarei, aqui, a história de um jovem perturbado, um garoto totalmente fodido que tem sonhos suicidas e pensamentos mais suicidas ainda. Por favor, tente não sentir pena, se puder.



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