História O Retorno da Rainha - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Heróis do Olimpo
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Artemis, Atena, Eros (Cupid), Grover Underwood, Hefesto, Nico di Angelo, Poseidon, Zeus
Tags Deuses, Herdeiro, Olimpo, Percy Jackson, Primordiais, Rainha, Retorno
Exibições 19
Palavras 1.802
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Fantasia, Luta, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Alô, alô! Tudo bem, pessoal? Eu estou meio merda, mas tudo bem :D
Ei, olha só, não demorei tanto dessa vez, não? O capítulo não ficou tão grande, até porque é só o inicio, espero que gostem :)

Capítulo 2 - Capítulo II. Besta


Capítulo II. Besta

September, 22

Do lado de fora, somente névoa e nuvens carregadas.

O silêncio espectral lhe arrepiava a espinha, ardia-lhe os olhos, subia-lhe a sensação que algo estava errado. Poderia ser a criança observando cada movimento seu do lado oposto do estabelecimento. Ou o cheiro podre de comida estragada que se alastrava depressa. Quando se levantou para caminhar até o balcão e pedir a conta, tentou ser o mais vago possível. No momento que entregou o dinheiro nas mãos gordurosas do senhor sorridente do caixa, movimentou-se o mais rápido para fora. A caneta pesava-lhe no bolso, um prenuncio que talvez ele tivesse que retirá-la de lá logo. Em passos firmes, mas não muito precisos, Percy Jackson percorreu o estacionamento da lanchonete. Somente um poste cuidava da iluminação, porém esse piscava, algumas mariposas voando envolto. Poucos carros ocupavam as poucas vagas. Não era nem de longe a melhor lanchonete que Percy já comera, no entanto, era o único local aberto em plena madrugada, no meio da estrada. Aproveitou também para abastecer o carro e comprar algumas besteiras, talvez o suficiente para o manter acordado por mais um tempo.

Estava há exatas três horas viajando, e apesar da insistência de Sally para que o filho não se arriscasse a viajar à noite, Percy estava esperando a primeira oportunidade para se livrar dos parentes enfadonhos de Paul. West Virginia tinha sido a promessa de Sally para um fim de semana tranquilo e em família, mas Percy não se sentia tão em família quanto antes. Quando era somente ela e sua mãe, quando não existiam deuses, nem acampamento, perigos constantes. E Paul. Não estava reclamando, era visível. O acampamento meio-sangue, ser um semideus, ter amigos e sofrer ataques constantes de monstros fazia parte de sua rotina. E Percy tinha aprendido a lidar com ela, gostar dela. Precisava admitir que há muito tempo não sentia a paz que vivenciava no momento. Depois de tudo, de Gaia, Cronos.

O mundo dos deuses parecia felizmente em equilíbrio.

Abaixou a cabeça, tentando não chamar atenção, apesar de não haver ninguém além dele. Cobriu parte do rosto, a escuridão escondendo sua identidade. Desviou de algumas poças de água, até alcançar o carro. Limpou o vidro embaçado com a blusa e procurou as chaves pelos bolsos, resmungando aborrecido por não as encontrar.

– Para que a pressa, semideus?

Seu pescoço estralou durante o tempo que virou, e a surpresa inconveniente ocasionou-lhe primeiramente, raiva. Não olhava mais para a aparente criança da lanchonete, era uma espécie de coisa repulsiva cheia de espinhos não identificada. Não sentiu somente um arrepio quando notou o pequeno fato que o monstro não tinha olhos, mas buracos no lugar. Sentiu um calafrio horripilante. Apertou os olhos em direção a criatura, o escuro não ajudando a identifica-lo. Compreendeu, então, que nunca vira aquele monstro em toda sua curta vida de semideus.

O que é você? – perguntou, mas arrependeu-se logo em seguida.

Percebeu seu erro quando o monstro rugiu, parecendo muito mais selvagem, e avançou. Percy teve tempo somente de jogar-se para o lado, evitando que fosse perfurado pelos espinhos. Empunhou Contracorrente o mais rápido que pôde, mas só pode desviar novamente de outro ataque. A besta agia velozmente, não dando muito espaço para Percy pensar em como se livrar dela. De esquerda, o semideus atacou, a espada fazendo rota vertical. Esta chocou-se com um espinho na cabeça do monstro, fazendo-o virar os braços violentamente, jogando o filho de Poseidon longe. Percy se sentiu dormente por mínimos segundos. Uma parte dele – furiosa, selvagem e destrutiva, coincidia com o medo de tomar decisões precipitadas simplesmente por estar com medo. Levantou-se, encarando o monstro há poucos metros de distância.

– Todos vocês são iguais – a besta retorquiu, um sorriso deformado tomando seus lábios grossos. – Corajosos e destemidos, mas no final... sempre acabam mortos.

Percy considerou que ela estava se referindo aos semideuses, mas pela expressão do monstro, aparentava ser algo bem mais pessoal. 

– Você sabe quem me fez isso, semideus?

A besta apontou para sua própria cara, onde o semideus se recusava a olhar diretamente. Ele citava o buraco negro que existia no lugar dos olhos, profundos e sem fim.

– Eu me lembro tão bem – riu, áspero. – Foi aquela garota desprezível e o garoto com a coroa, eles fizeram isso! Eu queria seu sangue, eles não deveriam existir, eles eram... como você. Renegados pelos deuses, tão poderosos...

– Você os matou?

Pareceu loucura de início, mas poderia dar certo. Percy relaxou os ombros, como se mostrasse estar indefeso – o que estava, na verdade. Mas era esse seu objetivo. Avançou um passo, cuidadoso, porém receoso.

– Eu estava com fome – riu novamente, dessa vez a crueldade escorrendo sobre suas palavras embaraçadas – Mas não semideus, eles me derrotaram, tiraram minha visão, me amaldiçoaram ao tártaro por milênios!

 A besta rosnava, distraído com sua própria fúria.

– Milênios, hm?

Percy sabia que era a hora. No momento em que pulou, pela primeira vez, sua vida realmente pareceu passar diante de seus olhos. Nada obstante, Contracorrente logo estava de volta em suas mãos, cortadas, porém. Resmungou alto pelo sangue escorrendo, mas não teve muito tempo. Logo atacou, um ponto central na testa do monstro, que os espinhos não alcançavam. Parecia alucinação. Todavia, o que veio a seguir foi certamente a coisa mais medonha que Percy já presenciara. O grito da besta poderia ter sido suficiente para deixa-lo surdo. O horrendo e gritante lamentar se dissipou em pó escuro, deixando para trás somente um tipo de ferrão.

O filho de Poseidon teve dificuldades para respirar, soltou Contracorrente e sentou-se no sob o chão sujo e frio. Grunhiu com a dor, e tentou rasgar um pedaço da própria blusa para estacar o sangue. Quando feito, levantou-se, sentindo o vento bater-lhe como socos invisíveis. Um anuncio da chuva que estava próxima. Com Contracorrente novamente como caneta, Percy caminhou até o ferrão caído e inútil. Pensou em guarda-lo, talvez algum dia tivesse utilidade. Analisou-o com cuidado, lembrava uma espécie de estaca, afiada e ameaçadora. Deslizou os dedos pela arma, finalmente prestando atenção na gravura que possuía. Não identificou, primeiramente. Assemelhava-se a uma bússola, ou algo parecido.

Suspirou, exausto.

E com um olhar cansado para o céu, Percy partiu. Em poucas horas estaria em Long Island, no acampamento, com seus amigos e sua namorada. Naquele momento, Percy realmente sentia que estava voltando para casa. 

 

 

Com o amanhecer, o sol não se mostrou tão presente naquele dia.  As nuvens carregadas permaneceram, como uma advertência da provável chuva forte que se aproximava.

Incontáveis vezes, Percy sentiu vontade de fechar os olhos e dormir o máximo que conseguisse. Conseguiria, se não estivesse dirigindo, mas claramente isso não foi um empecilho. No final, foi obrigado a dormir na primeira pousada que encontrou. Estava há minutos de Nova Iorque, não obstante, duas noites inteiras sem dormir foram seu erro. Todavia, imediatamente depois de acordar, pagou sua noite e deixou a estranha hospedaria. Tudo que menos desejava era receber a desagradável visita de monstros, especialmente depois da noite anterior.

À distância, distinguiu a divisa entre Nova Iorque e Pensilvânia e acelerou. O ronco do carro deveria ser um mal sinal, mas Percy não se importou. Estava tão perto.

–  Quantas vezes eu vou ter que te dizer: não ultrapasse a velocidade!   

O susto resultou em Percy sendo jogado para frente depois de pisar no freio. O carro parou, e com o coração na mão o semideus fuzilou a garota loira no holograma no banco do passageiro.

– Annabeth!

A garota riu e remexeu descontraída nos cachos loiros, um tanto bagunçados. Ela parecia ter acabado de acordar.

– Como... o que? – Percy estava desnorteado, pelo susto e também um tanto pela surpresa de ver a namorada no holograma. Parou o carro no acostamento, retirou a chave da ignição e jogou a cabeça para trás, um pequeno sorriso tomando seu rosto.

– Desculpe, cabeça de alga – Annabeth riu mais um pouco. – Eu realmente, realmente não resisti.

– Nunca mais faça isso, pelo amor de Afrodite.

– Eu juro – sorriu. – como você está?

– Que tal... assustado?

– Além disso?

– Feliz em ver você, sabidinha – Percy sorriu, demonstrando seu entusiasmo.  – Você está no acampamento?

– Bem... – Annabeth mordeu o lábio. – Não exatamente.

– Como assim? – o semideus franziu a testa.

A filha de Atena suspirou e se escorou no que parecia ser a cabeceira da cama, ela realmente parecia ter acabado de acordar, se sequer tivesse dormido. Annabeth passou a noite em claro, lendo e fazendo anotações sobre um suposto e estranho livro que encontrara em sua última missão. Lembrava com clareza dos fatos, sobre a semideusa que tinha que resgatar, ainda uma indeterminada. Dizia-se Eileen, nome dado por sua mãe desconhecida. Uma criança, quase com nove anos. Eileen estava escondida em um beco quando Annabeth a encontrou, alegando estar fugindo de seu padrasto. O que tornava tudo mais incomum, Eileen era cega.

Quiron nada disso sobre o assunto, apenas pediu sigilo. Talvez, de algum modo, aquela criança tivesse alguma importância relacionada aos deuses. Ou então, fosse somente uma semideusa normal, que sofreu na infância pelo dito maldito padrasto.

Eileen chorava quando Annabeth se aproximou, e alguns metros ao lado, estava o livro. Preto, velho e com uma simbólica imagem na capa. A semideusa analisou-o por horas a fio, dia após dia. E frustrava-a não ter encontrado nada. Nem sobre Eileen, ou sobre qualquer outra coisa suspeita. Nada.

– Você não está no acampamento? – perguntou Percy, desconfiado. – Annabeth?!

– Estou na casa do meu pai – respondeu ela, encarando o namorado pelo holograma. – Por enquanto. Ele me pediu para ficar mais um pouco.

Percy entendeu a expressão de culpa da garota, sabia como ela se sentia quando o assunto era o tempo que passava com o pai, a madrasta e os irmãos. Sentia saudade deles nas férias no acampamento, e Percy não podia culpa-la por isso. Sentia o mesmo, apesar da situação em que se encontrava fosse diferente da de Annabeth. Sorriu, confortando a garota.

– Eu estou há alguns minutos de Nova Iorque, logo estou no acampamento. Eu... te vejo lá?

– Sim, cabeça de alga. – Annabeth sorriu. – Amo você.

– Eu amo você também, sabidinha.

A mensagem de Íris se extinguiu, e Annabeth tratou de guardar o sorriso do namorado na mente. Até que o visse de novo. Por hora, permaneceria focada em seu objetivo. Parecia bobo, mas não deixava de ser estranho – como se algo estivesse errado. Não era somente o livro, ou Eileen. Mas a sensação desagradável que sentia. O pressentimento ruim. Annabeth gostava de seguir seus instintos, pressentimentos de semideuses quase nunca revelam algo muito agradável.

O rosto de Eileen se mostrou em sua cabeça, parecia uma bonequinha de bythe, linda e adorável. Mas também a imperfeição de seus olhos, suas olheiras e expressão funda. Assim a enxergava, mas talvez não tenha percebido o principal. E quando Annabeth se der conta de seu erro, talvez possa ser tarde demais.

À distância, vejo meu inimigo. 


Notas Finais


Gostaram? Eu fiquei muito indecisa quanto a frase final, mas enfim. Prevejo algumas hipóteses malucas nos comentários, vamos ver até onde chega a criatividade de vocês, hahaha. Até logo, genteney!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...