História O romance de uma garota do colegial - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Colegial, Drama, Romance
Visualizações 21
Palavras 1.396
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi gente, voltei depois de muito tempo!
Estava meio desanimada por não receber nenhum feedback, mas agora estou decidida a continuar, obrigada a todos que comentaram!
Bem, vou parar de falar e deixar vocês lerem, boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 2


 

A aula toda Matthew ficou jogando bolas de papel em mim, ignorei parar ver se ele parava, mas elas continuavam a vir.
Quando a primeira aula terminou, cansei de ficar esperando e me virei para trás:
- Dá para parar de jogar papel? - disse irritada.
- Só estou jogando lixo no lixo - disse ele piscando para mim.
- Então sua mira está meio errada, queridinho.
- O papel está indo exatamente para onde ele deveria ir, minha mira está perfeita!
Bufei, sabia que se eu prosseguisse, a discussão ia longe, mas a professora da próxima aula já tinha chegado.


Finalmente o sinal para o intervalo tocou, não aguentava mais a peste jogando todas as folhas do seu caderno em mim.
Eu e Matt saímos da sala e ficamos conversando:
- Obrigado por me salvar, as pessoas daqui são insuportáveis!
- Ainda bem que te conheci logo, James. Sabia que eu já te amo?
- Claro Luluzinha - disse ele rindo, já falei que ele tem o melhor riso do mundo?
- Não, sem Luluzinha! - disse com os braços cruzados.
- Então Luzinha? 
- Não.
- Lu?
- Não!
- Por que?
- É muito meloso! - odeio apelidos - eca!
- Então tá, dona Lucy- falou pegando o meu braço.

 

Estávamos indo sentar em uma mesa quando Matthew esbarra em mim com café e o derrama todo em mim:
- Qual o seu problema?! 
- Eu exijo o seu respeito - disse ele rosnando.
- Eu também exijo o seu, mas pena que você é tão idiota que nem segurar um copo de café direito você consegue, imagine respeitar alguém - falei, meu rosto começava a arder, não podia chorar na frente daquele babaca. Todos estavam olhando para nós.
- Só respeito quem merece, Wright.
- Vá a merda, Carter! - saí correndo para o banheiro, as lágrimas já começavam a cair.


 

Estava no banheiro lavando meu rosto:
- Não posso chorar por alguém assim, jamais. Respire, não chore por um babaca.
Ouço batidas na porta:
- Quem é? Se quiser entrar, entre.
- Lucy, sou eu, James.
- Isso é um banheiro feminino!
- Dane-se! Vou entrar! - disse abrindo a porta.
- Não foi nada de mais, só estou lavando meu rosto - virei meu rosto para o lado contrário a ele.
- Foi sim! Aquele filho da puta jogou café em você sem motivo algum - James segurou delicadamente o meu rosto e o direcionou a o próprio - Eu não vou deixar-lo fazer esse tipo de coisa novamente, entendeu? - assenti e entramos em um abraço caloroso.

 

O sinal tocou e estávamos voltando para a classe. Meu casaco e minha blusa estavam todos molhados de café, James me emprestou o dele, não sei o quê faria sem ele. Quando entrei na sala várias meninas ficaram dando risinhos para mim, mas sinceramente não me importei.

O resto do dia passou rápido, aliás as aulas foram legais, os professores são ótimos, a aula estava dinâmica e Matthew tinha ido embora, tinha como ficar melhor?

Me despedi de James e comecei o meu caminho para casa. O sol brilhava e eu estava derretendo debaixo do casaco, então tirei-o e amarrei o moletom,que por acaso tinha esquecido de devolver para James, na minha cintura, como queria ter um elástico de cabelo agora. Estava pensando como foi mais fácil encontrar um amigo nessa cidade, as pessoas da outra eram tão fúteis. Estava a cinco casas da minha quando vi uma pessoa no chão, seu rosto estava vermelho e roxo, claro que ele tinha entrado em uma briga.
Corri até ele e me abaixei para ver seu estado, mal dava para ver suas feições de tão inchado que estava o rosto, mas vi que era um loiro de olhos cinzas, sem o rosto enorme ele deveria ser bonito. 

Perguntei:
- Você quer ajuda? Você não está nada bem.
- Não, eu me cuido sozinho - ele falou quase sem voz - estou bem.
- Não vou te deixar aqui, nem que você queira. A minha casa é aqui perto, vou te levar lá para colocar um pouco de gelo nesses roxos. Consegue se levantar?
- Se você insiste. Só me levanto se me ajudar - ele foi sorrir para mim, mas quando seus olhos encontraram meu rosto, seu queixo caiu.
- Tem algo na minha cara? - perguntei desconfiada.
- Claro que não, agora me levanta - ele estendeu seus braços.
Levantei-o e passei um dos seus braços por cima de meus ombros e o ajudei a levantar.
- Você deve estar achando que eu sou um fraco, mas só estou nesse estado porque eram cinco contra um - ele deu uma pausa - droga! Aqueles panacas levaram minha mochila!
- Por que pensaria isso? Mas você deve ser um grande idiota por se meter em briga com essa gente - ficamos um tempo em silêncio - Mochila? Você estuda aonde?
- Humm, por que você quer saber? - ele disse um pouco acanhado
- Porque você pode estudar na minha escola!
- Ok então, Carnegie Vanguard High School*.
- Sério? Eu também, você estuda em que sala?
- No último ano.
- Que conhecidencia! - disse animada - qual o seu nome?
Ele ficou um pouco pálido, mas não tirava o sorriso de canto. Quando ele ia abrir a boca, entrei com ele em casa e minha mãe por acaso estava na sala, então viu quando eu cheguei com um estranho esmurrado:
- Meu Deus filha! Quem você está trazendo para casa? - disse ela atônita.
- Eu o achei perto de casa, não podia deixar ele no chão deste jeito, então o trouxe para cá.
- Certo, vou pegar um saco de gelo - disse minha mãe correndo para a cozinha.
Coloquei o visitante no sofá e fiquei o olhando.
- Que foi? Tá me vigiando para não roubar nada? Não conseguiria pegar nada assim - disse o desconhecido apontando pra si mesmo.
- N-não! Só te achei meio familiar - corei, eu tinha dito uma meia-verdade, eu também estava um pouco desconfiada, ele ainda era um estranho.
- Ok, vou fingir que você não está mentindo - disse rindo pelo nariz.
Eu corei mais ainda, eu coro muito fácil, ainda bem que mamãe chegou com o saco de gelo.

Ele ficou me olhando, mesmo eu não estando mais observando-o. Eu tinha trocado de roupa enquanto minha mãe estava com ele, uma simples regata cinza justa com uma calça moletom preta. Eu estava começando a ficar encomodada:
- Por que você tá me olhando? - disse eu.
- Você até que é bonita - disse um pouco espantado.
- Eu te levo para minha casa para ajudar e você ainda fica me assediando - falei com os braços cruzados.
- Não! Era para ser um elogio, mas você sempre leva tudo para o lado mais complicado.
- Sempre? Eu acabei de te conhe... - olhei bem para ele e logo percebi que eu já o conhecia, seu rosto estava menos inchado - MATTHEW?
- Hehe, acertou.
- Eu não acredito que te levei para casa!
- E se você soubesse não me levaria, Wright? Você não é tão malvada assim - disse a peste com um sorriso de canto.
Revirei os olhos, odiava quando me chamavam pelo sobrenome e sabia que ele estava certo, odiava isso também.
Eu fiquei pensando, ele tinha sido legal comigo, mesmo sabendo que eu era eu mesma, não sabia o porquê. Talvez era sua obrigação, eu o estava ajudando.

Quando seu rosto estava muito melhor, mas não completamente bom, eu disse:
- Já está na hora de ir, Carter. Espero não te encontrar de novo no chão da minha rua, se não eu mesma te mato.
- Então tá bom, vou indo - disse ele se levantando e caminhando em direção à porta.
- Não vai nem agradecer? - falei com os braços cruzados e indignada.
- Lucy, eu NUNCA falo obrigado para alguém, já deveria saber disso.
- Realmente. Então vai logo embora.
- Tchau, Wright - ele já estava fechando a porta - obrigado - disse tão baixo que eu quase não escuto. Esse menino é bipolar, ou minha cabeça está me pregando peças.

 

* Carnegie Vanguard High School: Essa escola realmente existe, é uma das melhores escolas públicas dos Estados Unidos que ensina ensino médio.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Se acharem algum erro me avisem.
Estou sempre aberta para perguntas.
Deixem comentários ou favoritem, se gostarem, pois me motiva continuar!


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