História O Saber do Viver - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Undertale
Personagens Asriel Dreemurr, Chara, Frisk, Papyrus, Sans, Toriel
Tags Charisk
Visualizações 60
Palavras 1.793
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"Um caminho sem fim?!"

Hoooi pessoinhas como estão?
Mais um capítulo recém saído do forno pra vocês hehe.
Bom, vão ter algumas palavras que eu coloquei um asterisco, a explicação delas vai ficar nas notas finais ok? E mais uma coisa hehe, esse capítulo vai retratar um pouco do que a Chara vive no dia a dia dela. Por isso não atirem pedras em mim ainda 🌚🍫
Enfim, tenham uma boa leitura ;3

Capítulo 2 - "Vida de Médica..."


Fanfic / Fanfiction O Saber do Viver - Capítulo 2 - "Vida de Médica..."

Chara acorda com um toque irritante do seu celular, pega ele a contragosto, sua cabeça latejava, não se lembrava de nada da noite anterior: -- Merda... Tem que ser brincadeira, uma chamada de emergência justo agora.

Ao olhar mais atentamente ao redor a ruiva percebe que não estava em seu quarto, olha pro lado, e ver uma mulher, da qual não se lembrava nem o nome, dormindo serenamente, a mesma estava nua e Chara, ao olhar pra si, percebe que também estava do mesmo estado.

A albina suspira resignada, a noite passada deveria ter sido uma loucura só, mas não tinha tempo para pensar sobre isso, tinha uma cirurgia para fazer e precisava estar no hospital o mais rápido possível.

Se levanta rapidamente, e silenciosamente, ser discreta era uma das suas ótimas qualidades. Veste suas roupas que estavam jogadas pelo cômodo.

Antes de sair deixa um pequeno cartão do lado da mulher que ainda dormia: -- "Obrigada pela noite, me diverti bastante! Em breve te ligarei".

Chara sabia que não ligaria, mas pelo menos a garota ficaria feliz ao ler aquilo. E com esse pensamento a ruiva deixa o prédio, rumo ao hospital com sua bela moto MV Agusta F4CC. Durante o percurso, um flashback da noite passava invade a cabeça da de olhos rubros, todas as memórias do que aconteceu.

  Fhashback

                     Chara'pov on

Eu realmente não sabia o porque daquela garota não sair de minha mente, mas após um dia tão cansativo como esse de hoje, o que eu mais quero fazer é relaxar.

Depois de tomar uma ducha rápida, me visto com uma roupa simples, mas que deixava meu visual bem... sexy e atraente. Minha usual calça jeans, bem justa, que mostrava o quanto minhas pernas são torneadas, uma regata preta que deixava meu busto bem "atrativo" posso assim dizer hehe, uma jaqueta da mesma tonalidade que a blusa, e uma bota de cano curto.

Pego as chaves da minha moto e saio em direção à uma boate próxima daqui.

O lugar era bem agitado, pessoas dançando feito loucas, outras se pegando nos cantos da boate, e a música era de ensurdecer qualquer um. Me dirigi para o bar, pedindo o drink mais forte pro barman, o mesmo trouxe meu pedido, em um piscar de olhos. Comecei a observar a multidão, enquanto me deliciava com meu belo Cosmopolitan.

-- "No fim, é sempre mais favorável se transformar em caçador, do que terminar sendo caçado. Afinal, eu não quero ser presa por minhas próprias emoções". -- Me perdi em pensamentos mais uma vez, francamente, ando pensando demais ultimamente.

Olho pro lado e percebo que uma mulher não parava de olhar para mim, ela possui um sorriso malicioso encantador, não pude deixar de sorrir quando nossos olhares se encontraram.

Ela se levantou de onde estava e veio até mim lentamente: -- Olá senhorita, gostaria de uma companhia?

-- Claro, eu jamais recusaria. -- Sorrio maliciosamente.

-- Está bastante barulhento aqui. Gostaria de continuar nossa conversa em minha casa? -- Ela me olha de forma sedutora. É... pode ser uma ótima diversão.

-- Sim, eu adoraria. -- Coloco o dinheiro do meu drink no balcão, e olho intensamente para a minha mais nova companhia da noite.

         Fim do Flashback

E depois de vários drinks, e muita conversa fora, a gente acabou tranzando até a madrugada. Foi uma noite até que divertida, mas como sempre, não senti nada de mais, apenas o prazer que é liberado durante o ato sexual.

Dirigi o mais rápido possível para o hospital, não podia mais perder tempo pensando nisso, tinha uma emergência me aguardando e eu precisava ficar focada.

           Chara'pov off

A ruiva estaciona a moto de qualquer jeito na frente do hospital, e entra apressada.

-- Ah, a doutora Chara está aqui! -- Fala uma médica, a mesma estava bastante nervosa: -- Lamentamos te chamar tão derrepente doutora... houve um acidente com um ônibus de turismo. Muitas pessoas saíram feridas com o choque, a maioria precisa ser operada imediatamente!

-- Tudo bem, me dê o histórico do paciente. -- Chara mantia a calma perante a situação, afinal, era uma das médicas mais competentes do hospital, tinha que dá exemplo para os outros doutores.

-- Huh... segure isso! -- a ruiva entrega sua jaqueta com o capacete da moto para uma outra médica, que estava presente enquanto recebia as informações do paciente.

-- O nome do paciente é Robert, 53 anos, homem com o crânio fraturado. Tem muitas lacerações pelo seu corpo, muitas feridas por causa do choque, so consegue respirar. -- A médica falava rapidamente enquanto seguiam mais adentro no hospital.

-- Entendi. Leve-o para a sala de operações! -- Lança um olhar determinado para as médicas enquanto fala, as mesmas, ficam vermelhas com um olhar tão intenso vindo da de olhos rubros. Chara tira uma liga do bolso e amarra o cabelo, em um rabo de cavalo para não atrapalha-la durante a operação.

-- Ah... Certo. -- Fala uma sem jeito: -- Tão genial! -- A outra fala mais para si do que para quem estava presente.

                     [ ... ]

Já na sala de operações, o único som ouvido, era do monitor cardíaco, que emitia os "bips" alternadamente para mostrar que o coração do paciente ainda batia.

-- Sucção. -- Diz Chara para sua ajudante.

-- Doutora... a pressão sanguínea continua caindo...

-- Eu sei, mas ainda não achei a saída... -- Aos poucos estavam perdendo o paciente, já não havia mais tempo.

-- Seu estado está piorando me de a pinça termostática! -- Chara estava preocupada, o homem estava falecendo aos poucos: -- continuem o abastecimento com sangue, administrem a norepinefrina!*

-- Há sangue demais... Drenagem! -- a ruiva fala quase gritando: -- Sua pressão sanguínea desceu perigosamente doutora! -- Fala sua ajudande.

-- Doutora, ele está tendo uma parada cardíaca! -- Outra médica fala temerosa: -- Maldição! Não faça isso Robert... Fique comigo! Não seja um covarde! -- diz Chara firme, mas, bem no fundo, estava receosa.

-- Merda estamos o perdendo! -- Grita um médico vacilante: -- Tragam o desfibrilador!* -- Fala a ruiva tentando manter a calma.

-- 20 JOULES! ...CARREGAR! ...AFASTAR...!? ...!!

                     [ ... ]

Chara se apoiava no balcão de uma sala, sua respiração estava ofegante, a mesma lava suas mãos na pia e logo em seguida tira sua touca. Como estava sozinha, seu rosto demostrava o quanto estava abalado.

Um homem entra na sala lentamente, era um pouco maior que Chara, sua pele era albina assim como a da ruiva, seus cabelos eram brancos assim como a mais pura neve, tinha olhos verdes como esmeraldas cintilantes. Ele se aproxima de Chara e encosta na pia.

-- Está tudo bem Chara? -- Sua voz era doce e gentil.

-- Não me diga que veio até aqui só para perguntar isso Asriel. -- O homem a sua frente era seu irmão mais novo, com seus 24 anos, era neurocirurgião. Chara apesar de, as vezes, ser um pouco grossa com ele, o amava bastante e protegia, como uma irmã coruja, ele era muito gentil, mas um bom profissional, bastante competente no que faz.

-- Francamente, eu estou preocupado com você! Lamento pelo o que aconteceu, está complicado assim desde manhã. -- Fala o rapaz. Asriel amava bastante a irmã, apesar de não morarem juntos, sempre ia visitar-la, para ver se a mesma estava se cuidando adequadamente, já que Chara não ligava muito para si mesma: -- Todo o hospital está um caos devido ao acidente. O caso que você pegou era bem delicado. O paciente já sofria dessas lesões antes de o trazerem.

Asriel abaixa a cabeça: -- E de qualquer maneira, além e tudo isso, ele já sabia que havia chegado o seu momento, você fez o melhor que pôde. -- O albino sorrir para a irmã, tentando passar confiança.

Chara não evita sorrir, seu irmão realmente sabia como deixar um clima agradável. -- Obrigada bebê chorão, eu estou bem, não precisa a preocupar.

-- Já falei para não me chamar assim! -- Retruca Asriel com um pouco e raiva. Chara rir com a resposta do irmão.

-- Bom, hora de voltar ao trabalho. -- Ela bate de leve no ombro do maior e coloca seu jaleco: -- Até logo maninha. -- diz Asriel com um sorriso.

Chara sai da sala e suspira: -- Agora vem a parte difícil. -- A mesma vai em direção a recepção.

No caminho, a ruiva se perde em seus pensamentos, que ultimamente não a deixam mais em paz: -- "Essa não é a primeira vez que acabo nesse tipo de situação... O momento mais difícil para mim como doutora, não é quando estou na sala de operações... E sim quando estou diante dos parentes do paciente, a ponto de dizer a última coisa que querem ouvir... Essas flácidas expressões de dores... Essas são as coisas que definitivamente não quero enfrentar..."

Chara chega na porta, tira a liga que prendia seus cabelos, suspira uma última vez, para assim tentar reunir um pouco de coragem, era realmente um momento difícil, e com um olhar frio, assim, tentado esconder o que sentia naquela hora, abre a porta e vai em direção aos familiares do paciente.

-- Olá, estão aqui pelo senhor Robert? -- Sua voz era fria, e vinha acompanhada por um rosto sem emoções. Os familiares de Robert, vão rapidamente até a mesma temerosamente.

-- Doutora qual o estado do meu pai? -- Fala uma garota ansiosa: -- Sim, somos os parentes dele. Você quem o operou certo? -- Dessa vez um rapaz que tomou a palavra. Ambos olhavam Chara com uma mistura de receio, medo, e esperança. A ruiva realmente se sentia um monstro. Um monstro que vai destruir aqueles olhares esperançosos com suas próximas palavras.

-- Meus sinceros pêsames... Fizemos tudo o que podíamos... -- Chara fecha os olhos, não conseguia encara-los: -- O paciente já se encontrava em estado crítico, e tinhas lesões graves na área do torso, o que deu lugar à uma grande perda de sangue.

-- Oh... Não! Por... Favor... Não! Papai... não pode estar... morto! -- A garota chorava muito, ela era consolada pelo rapaz ao seu lado que a abraçava: -- Isso não está certo... Acabamos de nós falar de... Manhã...

O rapaz também chorava mas tentava acalmar a garota: -- Vai ficar tudo bem...

Chara continuava na frente deles, seu olhar era distante e vazio, completamente alheia ao que acontecia.

Um pouco longe de tudo isso, uma garota observava tudo o que acontecia, mas em especial uma certa ruiva . Chara estava distante demais para perceber tal olhar sobre si: -- Hum... isso é interessante. Uma mulher sem coração, com o peso de ser a portadora de más notícias... Um rosto sem expressão, com um olhar frio... Carecendo completamente de emoções. -- A garota falou baixo, para si mesma, enquanto continuava olhando de longe a doutora sem sentimentos.

Continua...


Notas Finais


Norepinefrina: no sistema cardiovascular está relacionada ao aumento do influxo celular de cálcio e a manter a pressão sanguínea em níveis normais.

Desfibrilador: é um gerador de energia elétrica de tensão regulável, capaz de estimular ocoração com dificuldades de contração.

Bom pessoinhas, foi isso por hoje, espero que tenham gostado.
Próximo capítulo vai ter finalmente a interação entre Frisk e Chara 🌚🍫 hehe


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