História O Saber do Viver - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Undertale
Personagens Asriel Dreemurr, Chara, Frisk, Papyrus, Sans, Toriel
Tags Charisk
Visualizações 26
Palavras 2.450
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"O primeiro de muitos? Quem sabe?"

Olaaa pessoas, tudo bem com vcs?
Desculpem a demora, é q vida de estudante é teeenso sabem? Ai so consegui acabar o capítulo agora. Tem um detalhe que eu esqueci de colocar no capítulo anterior, vou dizer nas notas finais para não dar spoilers hehe.

Capítulo 3 - "Primeiro encontro?!"


Fanfic / Fanfiction O Saber do Viver - Capítulo 3 - "Primeiro encontro?!"

-- "Muita das vezes ouvimos a frase: 'Você não sabe o que tinha até perde-lo'. Está correto... Temos a tendência de levar as coisas para o lado certo... E so realmente percebemos o quanto eles significam para nos, quando estamos a ponto de perde-los. Essa frase em particular... Se encaixa muito bem nas situações sobre a vida e o amor".

Era mais uma manhã entediante para Frisk, a mesma se encontrava sentada em uma cadeira de espera do hospital. Observava um grupo de jovens que riam juntos, possivelmente pelo fato de um deles ter se recuperado de algum acidente, mas mesmo assim, estava com um braço engessado. A morena tinha um sorrisinho no rosto, a alegria daqueles garotos era contagiante.

Uma médica se aproximou chamando a atenção de Frisk que sorriu para a mesma: -- Senhorita Frisk, o médico irá vê-la agora. Por favor vá para a sala de exames.

-- Está bem. -- Frisk fecha os olhos e se levanta lentamente, ainda com um sorriso no rosto, a mesma se dirige para a sala do médico a passos vagorosos: -- Realmente vai ser um looongo dia.

                    [ ... ]

Chara estava na varanda do hospital, seu olhar se perdia nas tonalidades de azul do céu, mantinha-se alheia a tudo e a todos.

A ruiva suspira tristemente, seu rosto estava sem expressão alguma, a mesma possuía um olhar frio e solitário.

Frisk, que passava pelo local, em direção a sala de exames, vê a doutora escorada na varanda. A morena percebe que a ruiva continuava com a expressão sem vida de antes.

Após encarar um pouco a ruiva, Frisk, decide continuar seu caminho... Mas depois de três passos contados pela mesma, a morena se enche de determinação e vira andando em direção a Chara com um sorriso no rosto. Estava determinada em ver a doutora sorrir, e era isso o que iria fazer.

-- Além de seus sentimentos de responsabilidade e seu dever como uma médica...Você não sente absolutamente nenhuma empatia para com a família de seus pacientes? -- Frisk surpreende Chara, que se vira para a menor, e por um momento se vê sem reação diante da morena.

-- Anh.... Eu, bem... Me desculpe? Será que... nós conhecemos? -- Chara não conseguia formular uma frase decente em sua cabeça, foi bruscamente trazida de volta a realidade pela menor, que tinha um sorriso doce nos lábios.

-- Ah não, ainda não. Aconteceu de eu ter percebido você está manhã, e eu tenho vontade de te perguntar uma coisa. -- Frisk se aproxima mais da ruiva e abaixa a cabeça olhando o crachá da maior: -- Espero não está incomodando muito... Hum... Doutora Chara.

A morena levanta a cabeça, sorrindo abertamente para a médica em sua frente, que ainda à olhava incerta: -- Oh, desculpe-me. O que você disse agora? Eu realmente não estava ouvindo... -- Chara possuía uma expressão confusa no rosto, afinal quem era aquela garota e o que ela queria consigo.

-- Meu nome é Frisk, e eu tenho vontade de lhe perguntar... Quando você... -- A morena é interrompida bruscamente pelo toque de celular da maior.

-- Uh... Me desculpe! Eu tenho um caso urgente para resolver agora! -- Chara começa a se afastar com o celular na mão.

-- Oh... Até, então. Deveria saber que isso ia acontecer... Esses médicos são todos iguais. -- Frisk estava um pouco decepcionada, mas continuava com seu sorriso delicado nos lábios. Acompanhou a doutora com o olhar até a mesma sumir de sua vista: -- Ela é realmente uma pessoa ocupada. -- A morena suspira: -- Espero que minha idéia dê certo...

                    [ ... ]

-- Hum, eu não avancei muito ainda. -- Chara se encontrava na sala de radiologia com sua assistente. Olhava detalhadamente o raio-x do coração de um paciente: -- Temos sorte de encontrarmos isso a tempo, mas a melhor maneira de sair disto é provavelmente operando. Então vai ser bom se preparar para operar!

-- Sim doutora! Vou informar ao paciente e sua família imediatamente. -- Diz sua assistente saindo da sala.

Asriel que acabara de entrar na sala com um pacote de raio-x de outra paciente, vê a ruiva e sorri: -- Howdy Chara, seu turno ainda não acabou?

-- Por enquanto não, confesso que até estou um pouco tensa. -- Chara solta uma risadinha baixa.

Asriel tira o raio-x de um coração do envelope, e coloca na mesa para ver melhor. Chara olha atentamente para o coração da paciente: -- Você tem um caso interessante em suas mãos.

-- Ah... É um caso que acabou de ser transferido para mim. A paciente é tão jovem, embora sofra de uma doença como esta.

-- Seria um pouco imprudente se eu pedir para ver seu histórico? -- a ruiva pela primeira vez no dia, sorri para o albino em sua frente.

-- Ah... Não... Não mesmo! É sempre bom uma segunda opinião, ainda mais vindo de você. -- Asriel ficou sem jeito, afinal a irmã não é muito de sorrir, são raras as vezes que ela sorri sinceramente para alguém.

Chara pega o histórico e olha atentamente, se surpreende ao ver de quem se tratava: -- " É aquela garota da varanda" -- Por um momento uma sensação ruim tomou conta da ruiva, não sabia o porquê daquilo, mas como podia uma pessoa tão sorridente como aquela garota ter uma doença tão terrível como essa?

-- Ela... É surpreendentemente saudável para alguém com essa condição de vida. É um pouco difícil para mim acreditar que alguém como ela sofre de uma doença cardíaca. -- Fala Asriel, ele realmente não acreditava na força de vontade dessa garota, era incrível ver o quanto ela é determinada: -- Mas parece que ela vai passar o resto de sua vida dentro e fora de hospitais. É uma vergonha... Alguém tão jovem deveria ser capaz de sair e desfrutar a vida ao máximo. Embora... ela poderia ter uma chance de vida normal, se recebesse um transplante de coração. Seu nome ja está na lista de espera mas... Ela não é considerada um caso de alta prioridade... Além disso, encontrar um doador compatível para ela vai ser difícil... A coisa mais estranha é... Que ela se recusa a assinar o contrato para sua operação de transplante.

Chara escutava tudo atentamente, desvia o olhar de Asriel e olha pro raio-x, estava sem palavras mas seus pensamentos falavam por si só: -- "Inacreditável... Sua personalidade é tão alegre e cativante. É esta a atitude.... A atitude... De alguém que sabe muito bem... Que está rastejando cada vez mais e mais... Para a morte?"

                    [ ... ]

Chara andava pelo corredor, a mesma para quando ver que chegou ao seu destino. Um quarto hospitalar que estava escrito "Frisk" na porta: -- "O que eu estou fazendo... Ela é apenas uma garota estranha, não é? Eu só... sou curiosa, isso é tudo. Certo? Além disso parece que ela tinha uma pergunta para mim nesta manhã".

-- NÃO EU NÃO VOU FAZER! EU DISSE QUE NÃO QUERO ISSO! -- Chara se assusta, sua mão para no meio do caminho para a maçaneta da porta. Mas não demorou muito para a mesma ser aberta brutalmente: -- VOCÊ PODE SIMPLESMENTE NÃO SER EGOÍSTA UMA VEZ NA SUA VIDA? -- Dessa vez a ruiva escuta a voz de um homem.

-- EU NÃO ME IMPORTO! SE VOCÊ NÃO VAI FAZER O QUE EU DIGO... ENTÃO NUNCA MAIS MOSTRE SEU ROSTO PARA MIM DE NOVO SEU IDIOTA ESTÚPIDO! -- Frisk joga um travesseiro com força em seu irmão mais velho, que desvia e acerta a pobre ruiva em cheio no rosto.

-- Opss. -- Frisk coloca a mão na boca, com o rosto assustado.

-- Ufaa! Bem! Ela está aqui agora! Ela é toda sua doutora! Irei voltar novamente mais tarde! -- O homem diz saindo do quarto.

-- Ah, então agora você está me deixando Sans? -- Sans era um homem um pouco baixo para sua idade, com seus 30 anos, era um pouco menor que Chara, tinha cabelos brancos assim como os de Asriel, seus olhos eram azuis e possuíam olheiras, apesar disso, sempre tinha um sorriso no rosto: -- Você é o pior irmão de todos! Volte aqui agora mesmo!

-- Foi mal maninha, mas tenho que ajudar o Papyrus com as coisas da faculdade. Hehe, talvez eu vá cobiçar as enfermeiras também. Você está em boas mãos, então fique tranquila kiddo hehe.

Frisk olhava seu irmão se distanciar com pressa, ele se preocupava bastante com a morena e Papyrus, que era o irmão do meio, procurava sempre ajudar os dois, ficando sem dormir as vezes para o bem dos irmãos.

-- Ahem. -- Chara tenta chamar a atenção da menor, e consegue, Frisk se arrepia dos pés a cabeça e vira lentamente para a doutora: -- Uhhhhhh.

A ruiva continuava com uma cara de entediada, nessas horas se perguntava mentalmente o porquê de está ali: -- Por favor, tenha em mente que hospitais são feitos para serem lugares calmos. -- Diz Chara um pouco fria.

-- Hum... Eu sinto muito sobre isso doutora. -- Frisk realmente estava arrependida por ter gritado, não é de fazer isso, mas tem momentos onde seu irmão realmente a irrita.

-- Ei, espera... Você é a doutora desta manhã. Você fugiu antes mesmo e eu lhe fazer minha pergunta.

-- Sim, sou eu. -- Chara pensava que a garota tinha esquecido disso mas pelos visto ela tem boa memória.

-- Mas... o que houve com o doutor Asriel? O único que me viu pela primeira vez? -- Frisk realmente estava curiosa pela doutora está consigo agora: -- Uhh... Erm... Doutor Asriel está ocupado agora. -- a ruiva inventa qualquer desculpa para desviar dessa pergunta feita pela menor.

-- Não me diga que você está aqui para fazer mais testes? Estou cansaaaaada... Desde que eu cheguei aqui... Fui picada, perfurada e cutucada... Já estou toda machucada. Outro médico... Um outro exame... Eu estou ficando cansada de tudo isso.

-- Bem... Não é nada muito grande. Apenas um exame físico de rotina. -- Chara quase solta um risinho com o drama que Frisk fazia: -- Tudo bem... Vá em frente doutora.

-- Sobre suas explosões mais cedo... Você não está ciente das consequências que terá sobre sua condição? É muito arriscado para você ficar com raiva assim. Deixando suas emoções lhe controlarem, você pode severamente afetar a forma que seu coração vai receber a operação.

-- Eu sei... Não é como se eu quisesse ficar com raiva. Se não fosse meu irmão mais velho estúpido enchendo meu saco. -- A morena fala um pouco irritada com a situação.

-- Não é de se admirar o porquê que ele faz isso. Você é o arquétipo perfeito da menina pobre e doente... O bebê da família, sofrendo de doença cardíaca. Sempre sendo adorada por seu pais... com os mesmos cumprindo todos os seus caprichos... Tudo porque eles tem medo de agravarem sua situação.

-- Um ova! E daí? Eu não sou uma egoísta sem razão! -- Para Frisk foi a gota d'água, mais do que irritada, ficou triste por tudo que a doutora disse para si: -- Eu... Eu... Eu só... se o meu irmão idiota não tivesse chegado em primeiro lugar, eu não estaria em nervos... E além disso... Eu nem sequer tenho um pai... Ou mãe... Para cuidar mais de mim de qualquer maneira... -- Começou a escorrer lágrimas pelo rosto delicado de Frisk, que não lutava para impedi-las.

-- Eu... Desculpa... Eu não queria dizer isso assim. -- Chara ficou sem jeito diante da menor, não sabia o que fazer, tinha feita uma burrada enorme ao dizer aquilo.

-- Você é horrível doutora! -- Diz Frisk com o rosto no travesseiro: -- Por favor, perdoe meu comportamento... -- Chara realmente parecia arrependida.

-- Bem, eu poderia perdoá-la, mas com uma condição. Você tem que tratar de me dar uma refeição ok? -- Frisk voltou a sorrir, mas seu sorriso estava diferente... Era um sorriso descarado.

-- Sim, sim, tudo bem. Vou tratar de lhe trazer algo como pedido de desculpas. Mas pode ter que esperar mais um dia. Já é muito tarde agora. -- A doutora fecha os olhos e suspira.

-- Hehe, você é tão gentil doutora. -- O sorriso de Frisk aumentou: -- "Sinto que caí numa armadilha. Não há realmente mais nada do que essa moleca aparenta".

-- Tudo bem, agora que isso está resolvido... Vou continuar com o check up. -- A ruiva pega o estetoscópio e coloca nos ouvidos: -- Ah, vai ter que tirar sua camisa...

-- Oh... Ok -- Frisk desabotoa os botões de sua camisa e à abre um pouco, a mesma fica vermelha com isso. Chara olhou de relance para o busto da garota, era bem volumoso. A ruiva não deixou de sorrir com isso.

A doutora coloca o aparelho em cima do coração da menor: -- Isso é bom. Eu so vou ouvir aqui por um momento, então isso não vai demorar muito. -- Frisk olhava para o lado, estava realmente vermelha.

-- Hum... Certo. Agora... -- Chara coloca a mão delicadamente nas costas da morena: -- Desta vez, respire profundamente... Lentamente. -- Frisk obedecia tudo que a ruiva dizia: -- Agora expire, devagar, devagar.

Chara escutava as batidas dos coração da menor, estavam ficando mais rápidos. A doutora sorri descaradamente. Olhava diretamente nos olhos da morena, que evitava olhar diretamente para a maior. Seus olhos rubros eram realmente desconcertantes, e Frisk sabia que se olhasse, ficaria bem mais vermelha do que estava.

A doutora engole em seco, e por um momento admirou a bela imagem em sua frente: -- Hum... Doutora. Quanto tempo isso vai demorar? -- Frisk decide quebrar o silêncio desconfortável.

-- Ah... me desculpe. -- Chara retira o estetoscópio dos ouvidos e coloca entre o pescoço: -- Ok, terminamos por agora. A partir dos sons, você ainda está dentro da faixa padrão, então não ha nada para se preocupar. Apenas certifique-se de cuidar de si mesma e de ter muito descanso. -- A ruiva vai em direção a porta.

-- Oh, oh! Eu não vou esquecer da refeição grátis que me prometeu! É na hora do almoço de amanhã certo? Eu estarei esperando por você! -- Frisk realmente estava ansiosa, tinha um sorriso de orelha a orelha, a garota transbordava determinação, Chara não deixou de sorrir diante da menor.

-- Err... Sim, sim. Não vou esquecer, eu prometo. -- A doutora acena para Frisk e sai do quarto da garota. Assim que fecha a porta, a ruiva suspira: -- "O que diabos aconteceu? Só agora... Só por um momento... Eu senti como..." -- O olhar de Chara volta a ser sem expressão como antes, olhava um ponto qualquer no chão: -- "Era quase como se eu pudesse ouvir as batidas do..." -- A mesma coloca a mão no peito, bem em cima do coração: -- "Não... Não tem como. Isso é impossível"...



Notas Finais


Eu esqueci de dizer que o Asriel também é cirurgião cardíaco, por isso q ele tava com o caso da Frisk.
Oq acharam do capítulo? Podem dizer ai nos comentários. Críticas sugestões, tudo Vale hehe 🌚🍫.
Bom, vou ficando por aqui um beijão de chocolate e até a próxima. 🌚🍫


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