História O sabor do poder. - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - "A água deve ser mantida dentro"


-Quer que eu acredite nisso?

-Não posso força-lhe a acreditar em nada meu tio, mas bem o senhor é um refugiado, vive em um bordel se escondendo. Bem, Inocência é um nome bem irônico não acha? Em seu lugar eu acreditaria que eu me aliei ao Leste, pois se eu ainda sou o sul, você pode perder a cabeça em alguns dias.

         -É uma ameaça?

         -Não meu tio. É uma proposta. Acredite em mim, leve minha mensagem ao leste.

         -Está pedindo que eu que já sou considerado conspirador e rebelde espalhe sua mensagem, a futura rainha do sul, para o povo do leste? É uma tola se acha que o povo vai acreditar nisso.

         -Vai dizer que é também a mensagem da rainha do leste.

         -Todos no leste sabem que minha irmã não governa nada fora das muralhas da prisão em que o rei a mantem.

         -Então fará que eles acreditem. Eles precisam acreditar.

Ele sacou sua longa espada.

         -Está pedindo que eu engane meu povo?

Me endireitei o máximo que pude, ergui a cabeça como uma verdadeira filha real.

         -Estou pedindo que faça seu papel de súdito leal ao leste, e a sua rainha. Sou a melhor opção que o leste tem. Que você tem, seja leal a sua rainha, a sua irmã e a sua sobrinha, porque eu tenho tanto do leste quanto você. Mas se quer lutar, lutarei! – Puxei uma pequena adaga das pregas do vestido.

Ele se ajoelhou e ergueu a espada para mim. Com um sorriso orgulhoso.

         -Esperei 13 anos para revê-la, e 17 pelo dia em que eu entregaria a minha espada e minha honra a você, sempre soube que você tem a fúria dos mares em seu coração, desde que chorou a primeira vez em meu colo, se retorcendo como uma pequena serpente do mar. Receba minha espada, minha rainha.

Meu olhos nadaram em lagrimas que não derrubei, era o primeiro juramento de espada que eu recebia.

         -Ainda não sou sua rainha, mas leve a mensagem ao povo, o leste se reerguerá em breve, e precisará de seus lordes e servos.

         -Eu levarei.

Toquei em seu ombro, o sinal para se levantar. E ele o fez.

Entreguei a ele uma carta com a minha letra e selo real, o selo do sul com a cor azul do leste.

         -Caso seus contatos precisem de uma prova.

A carta dizia

“O leste reerguer-se-á ao sul e reinará Eddar, como no reinado de Eddard o vigário Leguer.”

-Sou um rebelde, procurado. Como pretende me devolver ao leste?

-Mamãe diz que você conhece o leste como sua mão, irá pelo mar, em dois dias. O porto está cheio devido as festividades. Lá acredito que saiba como fazer o que deve ser feito. Encontrará instruções claras aqui.

Entreguei a ele mais uma carta com instruções.

         -Terá dinheiro se precisar, e há um contato ai, que pode procurar. Agora tenho de ir.

         -Sobrinha. – Ele me olhou com as cartas as mãos. – Será um prazer servi-la.

         -Obrigada Tio Enoah. - Ele sorriu e eu quase corri para abraça-lo. – Senti saudades!

         -Sei que sim. Eu também senti. – Ergueu um dedo e foi até um armário, depois de revira-lo voltou com algo em suas mãos. –Vai precisar disso, quando for rainha. Foi de seu avô. Era para ter ficado com sua mãe, mas ela me deu quando fui embora do palácio do rei, tinha esperanças de devolve-la, mas acho que achei alguém que também pode usa-la.

Enrolado com veludo preto estava a coroa desenhada em muitos dos livros que eu lia escondido, a coroa que foi feita pelo vigário Leguer, a coroa de Eddard, o primeiro rei de Eddar, o rei nascido no leste. Um tesouro a muito perdido, que meu pai alegava ter como espólio de guerra. Mas não tinha. Agora era minha.

Ergui o rosto e as lagrimas caíram.

         -Não chore. A agua deve ser mantida dentro. – Era um velho dizer do leste.

Ele enxugou meu rosto e eu escondi a coroa amarrada por dentro do vestido.

         -Agora vá!

Eu sai sem olhar para meu tio pela ultima vez, pois tinha esperança de encontra-lo, logo. Em pelo menos 5 dias eu seria a rainha e ele seria perdoado e libertado das correntes invisíveis do reinado de meu pai, assim como todos os outros.


Notas Finais


Amo o Leste. Você não?


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