História O sangue do quarto 503 - Capítulo 1


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Misticismo, Saga, Sobrenatural, Survival, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esta história é baseada em diferentes universos portanto há muitas referências, leia de mente aberta e procure encontra-las. Se fui capaz de despertar sua curiosidade, prometo em breve conseguir sua atenção, boa leitura.

Capítulo 1 - O Touro vem das páginas


Fanfic / Fanfiction O sangue do quarto 503 - Capítulo 1 - O Touro vem das páginas

Torres altas cobertas pela névoa, relâmpagos fortes rodeando os muros, Trovoadas vibrando as janelas e gotas caindo pelas vidraças, nada de novidade para os alunos do colégio interno de Baltzard Hoenheim, afinal o tempo sempre estava assim nesta época do ano. A escola se localizava a muitos quilômetros da cidade, a única forma de chegar era pegando o trem que chegava meio dia em ponto na última estação antes do lago, que só realizava seu percurso a cada dois meses.

Durante o período das chuvas, a maioria das aulas de campo eram canceladas, então o período de estudo era reduzido, assim deixando grande parte dos jovens estudantes vagando pelo jardim coberto, ou lendo algo na biblioteca ou apenas em seus dormitórios com seus colegas de quarto realizando atividades para passar o tempo. Na torre ao norte, mais especificamente no quarto 503, haviam 4 rapazes, esperando pacientemente pelo fim da chuva.

Dario Redmoon Satierf, ou apenas Red, um rapaz de 16 anos que por acaso odiava o próprio nome, este sou eu, mais uma vez sentado próximo à janela para reclamar da chuva que me impedia de sair.

- AAAAAHHHHH eu não gostei dessa chuva, não termina nunca.

Neste mesmo momento meu colega de quarto e irmão de criação Danilo Moltres estava com os pés na escrivaninha limpando sua coleção de medalhas esportivas e ao me ouvir reclamando, apenas jogou o pano húmido em minha cabeça e comentou:

- Sabe o que é mais chato que a chuva? Você reclamando o dia todo! O que você teria pra fazer lá fora afinal?

- Cara não tem nada pra fazer estando preso aqui com vocês, eu queria ir no laboratório abandonado verificar algumas coisas e passar o tempo ou sei lá...

Mas Matthew interrompeu:

- As mocinhas já terminaram a conversa? Se não olharam pro relógio hoje, já ta quase na hora de irmos pra sala do Carvalho, a gente ta devendo um castigo a uma semana e eu to doido pra saber qual vai ser minha tortura dessa vez.

Brunner, o mais velho, já estava saindo do quarto enquanto os três conversavam.

- Vocês três me envolveram na furada e eu to pagando sem reclamar Matt, a ideia toda foi sua então fica quieto, vamos logo antes que mandem chamar a gente

Os quatro tiveram que descer as escadarias da torre norte até a velha sala do professor Carvalho, onde receberiam seu castigo por mais uma de suas "brincadeiras científicas prejudiciais" por assim dizer. Matt e Dan desciam as escadas discutindo sobre quais poderiam ser seus devidos castigos enquanto eu não estava nem um pouco preocupado com aquilo, afinal era só mais uma chatice do ano letivo. Brun estava pensativo demais neste dia em específico pra se preocupar com algo tão vago.

(...)

Chegando ao final da escada, em frente a sala do professor carvalho, Dan comenta que a sala estava muito silenciosa para o professor estar alí dentro, mas Matt olha pelo buraco da fechadura e vê a luz da escrivaninha.

- Não dou a mínima pra isso - resmunguei - larguem de frescura e vamos entrar logo.

Dito isso a porta foi aberta e entramos, com Brunner empurrando Dan que logo se levantou, olhou para o quarto e gritou:

- MAS QUE RAIO DE VELHO MALUCO É ESSE QUE CHAMA A GENTE SEM NEM ESTAR NA PRÓPRIA SALA QUE FEDE A MOFO?!?!

- Pois é, também não sei o que tem na cabeça desse velho.

- Quem disse isso? - Dan perguntou - Não vi nenhum de vocês mexer a boca.

Apenas olhamos pra trás e o professor Carvalho estava diante de nossos olhos segurando uma caixa coberta com um velho manto. Claro que todos olharam exceto Dan que por um instante congelou com as pernas bambas, apenas voltando ao normal depois de ouvir Matt fazendo piada sobre a situação.

- Vocês tem de aprender a pensar antes de falar - disse Carvalho - Moleques baderneiros, venham até minha mesa, precisamos conversar.

Foi então que nós quatro começamos a nos olhar e nos perguntar o que haveria naquela caixa, só não demos uma devida importância pelo fato de estarmos prestes a ter uma conversa com o velho Carvalho, que sentou-se e começou a falar.

- Pirralhos, vocês provavelmente serão os primeiros alunos a ouvir sobre isso então sugiro que prestem bastante atenção. Ao final desta semana, O prefeito da cidade do lago estará visitando o território escolar e portanto pretendemos deixar tudo na mais perfeita ordem para recebê-lo, é então que vocês entram, graças a sua última "experiência científica" nós tivemos que reformar o jardim inteiro, portanto como castigo vocês nos ajudarão a manter a ordem e...

Porém foi interrompido por Matt.

- OW! Calma aí velhote, deixa eu ver se entendi a situação, a gente fez merda, isso já entendemos não é?

- É - Todos concordamos

- Ok, Sabemos que nós somos os que mais arrumam problemas correto?

- Correto - Confirmamos

- Então...QUEM RAIOS ACHA MESMO QUE ISSO VAI DAR CERTO? Fala a verdade coroa, só tão querendo colocar a culpa em nós de novo pra nos ferrarmos de novo, claro que não damos conta de ajudar a "organizar a escola".

Com uma pancada na cabeça, Carvalho exigiu silêncio, pois não havia chegado na melhor parte, então continuou.

- Como estava dizendo, vocês vão ajudar QUERENDO OU NÃO, e sua missão será passar a noite de sexta-feira ajudando a organizar as prateleiras da biblioteca da Torre Oeste.

- Mas a torre oeste é a área feminina.

- E de que isso me importa sr. Dudle?

- Apenas um comentário.

- Ótimo, agora voltem aos seus dormitórios, nos vemos sábado pela manhã com a biblioteca perfeitamente limpa e organizada.

Voltávamos para o quarto ao final da tarde, todos com caras de raiva reclamando do tédio que seria realizar o castigo.

- Olhando pelo lado bom, há uma pequena chance de haver garotas bonitas nos corredores da biblioteca durante a noite não acham?

- CALA A BOCA MATT! - gritou Dan - Claro que não vai haver, dificilmente tem alguém na biblioteca durante o dia, por que teria depois do toque de recolher? Red você é o cara das ideias, o que vamos fazer?

- Não dou a mínima pra isso Dan, cansei de ter que aturar esses castigos, vamos logo limpar essa porcaria de biblioteca.

- Ttaaaaa - disseram os três juntos.

Naquela noite fomos cedo para as camas, Dan e eu dormíamos no beliche da direita, Brun e Matt dormiam no beliche da esquerda, ficamos até a meia noite relembrando as vezes que fomos chamados por arrumar confusão com a escola, haviam tantas histórias, e por incrível que pareça, mesmo com tudo isso, todos nós tínhamos ótimas notas, mas não me pergunte como.

Na manhã seguinte toda a escola foi acordada ao som de trombetas, Brun até caiu da cama e Dan bateu a cabeça no beliche com o susto.

- Mas que porra é essa? - grito ainda na cama.

- AAAHHH - gritou Dan - Quem foi o corno?

- ELES VIERAM ME LEVAR! - gritou Matt

Todos olhamos Matt e mandamos que calasse a boca pra variar. Brun levantou-se, olhou pelo olho mágico e tentava dizer algo enquanto falávamos besteiras.

- Ei gente

- Matt você aprontou outra...

- Gente!

- Não enche Dan, eu não levan...

- Pessoal calem a boca

- Vocês duas parem com isso e coloquem suas vest...

- CALA A BOCA PORRA! - gritou Brun - vão logo se vestir, ta acontecendo alguma coisa no jardim.

Nos olhamos e colocamos as roupas o mais rápido possível para ir direto até o jardim; saímos do quarto quase sendo empurrados pela multidão, os alunos estavam muito inquietos com uma situação da qual ainda não tínhamos conhecimento, enquanto andávamos no meio de todos, encontrei um velho amigo da aula de física e perguntei o que estava havendo mas tudo que pude entender foi:

- Forma...fogo...marcad...vam...

Achei estranho mas apenas continuamos até finalmente chegar ao jardim, onde então pude entender o que meu colega queria dizer, havia uma marca até então desconhecida no chão do jardim, a grama estava queimada formando um simbolo, algo semelhante aos desenhos encontrados em milharal. Toda a escola rodeava o símbolo tentando descobrir o que era até que enfim o diretor chegou com outros professores.

- Abram espaço - dizia o diretor Cornelho - alunos não devem tocar ou mesmo chegar perto disso até que saibamos o que é e quem fez, e uma coisa é certa : o culpado pagará.

Naquele momento ficaram todos nervosos por alguns instantes, um silêncio, quando de repente Dan pôs o braço em meu ombro dizendo para olhar para frente, e me impressionei ao ver todos aos poucos olhando para nós quatro.

- Ah o que que foi? - pergunta Matt - Tão me culpando só porque sou negro.

- Matt! - interrompeu Dan - Cala a boca

Brun levanta a voz e diz:

- Se fôssemos nós, alguém teria visto a gente saindo dos quartos ou pelo menos ouvido alguma coisa, mas nem sequer sabemos que símbolo é esse.

Então sr. Cornelho concorda dizendo:

- É muito cedo para culpar alguém, voltem para suas atividades, deixem isso por nossa conta.

Todos voltaram a fazer o que deviam fazer, mas durante o dia inteiro só houveram dois assuntos na escola: A marca e quem seria o culpado, obviamente ninguém sabia sobre a marca, mas todos os dedos apontavam para nós, o que deixou Dan, Brun e eu preocupados e curiosos enquanto Matt só estava pensando em como a marca teria sido feita sem ninguém ouvir ou ver nada.

(...)

Ao cair da noite preparamos nossas coisas para o castigo, pois é, depois de tudo aquilo ainda haveria um castigo. Fomos para a biblioteca enquanto todos iam para seus quartos, ainda falando coisas como "se a biblioteca amanhecer queimada já sabemos quem foi" mas nem ligamos, dessa vez não tinhamos feitos nada afinal.

Na biblioteca nos dividimos, Matt limparia as mesas, Dan organizaria os livros da área livre, Brun limparia o chão e eu organizaria os livros da seção reservada. Tudo ia muito bem até que Matt terminou de limpar as mesas e resolveu me ajudar a organizar os livros, acho que não preciso dizer que ele mais falou que ajudou.

- Cara aqui tem muito livro foda, olha Red, tem um verde sem título aqui.

- Matt fica quieto - Disse a ele - não mexe no que não deve,a escola já ta muito chata pra você fazer merda agora.

- Olha tem nosso número nele

E Dan grita do outro corredor:

- Olha se esse imbecil fizer alguma merda não vou pensar duas vezes antes de caguetar.

- Larguem de drama, a única coisa que tem no livro é o mumero do nosso quarto com uma frase, diz assim "503 - Já está escrito" e o resto do livro são páginas em branco.

- Ninguém te perguntou - disse Brun do outro corredor - Guarda isso e vai trabalhar.

- Espera...aahhh...gente...

- O QUE É? - gritamos todos juntos

- Essa merda ta brilhando

Ficamos em silêncio por um momento e ficamos próximos nos olhando pensando no que Matt estaria fazendo no outro corredor, até que...

- AAAAAAHHHHHHH

Prateleiras começaram a desabar e algo brilhou na cor de uma bomba nuclear, não vimos nada, absolutamente nada além de coisas caindo e Matt sendo lançado para nossa direção gritando:

- COOOOOORREEEEE

Então uma enorme criatura dourada em forma de touro com três caudas, garras de gavião e olhos flamejantes ergueu-se dos livros jogados ao chão, fazia sons estrondosos ameaçando correr em nossa direção, saímos correndo como loucos pulando pelo que estivesse em nossa frente.

Matt tinha as pernas mais largas então foi o primeiro a correr, Dan estava logo atrás e Brun ao meu lado, passando pelos corredores da escola e ninguém nos ouvia enquanto aquele enorme touro destruía tudo.

- Matt que porcaria é essa? - gritava Brun - de onde você tirou esse treco?

- Não fui eu, só abri o livro, começou a brilhar e eu fui jogado por um touro gigante dourado, desculpa.

- Desculpa ? Aahhh fala sério

Corremos em direção ao jardim para que já não houvesse tanta destruição, corríamos com a plena certeza de que em algum momento aquela fera pegaria um de nós, mas não pegou, chegamos ao jardim e a grande criatura apenas havia sumido, deixando rastro da destruição. Enquanto nos levantamos ouviu-se uma voz familiar:

- O que vocês fizeram?

Era Dália, minha irmã que já não via a um tempo com suas colegas de quarto, estranho estarem fora da cama naquele horário e mais estranho ainda estarem aparentemente "analisando" as marcas deixadas no jardim, mas o que mais nos interessava no momento era como tudo aquilo havia acontecido sem que elas tivessem ouvido a escola se desmoronando pelos corredores. 

- Dália? - perguntei surpreso - O você ta fazendo aqui a essa hora? não deviam estar na torre sul nas camas?

Então ela me olha e responde:

- Você fala como se fosse o mais velho, perguntaria o mesmo a você mas já sei o que ta fazendo fora da cama, cumprindo castigos dando vergonha pra família outra vez, e nem isso, ta ocupado destruindo a escola pelo visto.

- Cala a boca - Gritei - Você não viu aquilo? a gente tava na biblioteca e do nada uma coisa grande atacou a gente

- Coisa grande? - interrompeu Dan - irmão aquela merda destruiu um corredor gigante de um castelo.

Então Ana que estava ao lado questionou:

- Do que vocês estão falando seus doidos? tudo que vimos foram vocês correndo enquanto as paredes caí...

Um silêncio surgiu do nada enquanto Ana olhava fixamente para mim calada, sem reações, apenas ficou olhando pra mim.

- Caí... - comentou Matt - ei guri? o que tava dizendo?

Foi nesse momento que Helena segurou os braços de Ana e disse :

- Não estamos sozinhos? estamos?

O jardim começa a murchar por completo, o touro ressurge diante de nossos olhos continuando a destruição, agora obrigando os garotos do quarto 503 e as jovens do quarto 086 a correrem juntos por suas vidas.

Em certo ponto do castelo enquanto corríamos, Ana esbarrou em mim então nós dois caímos em uma parede quase sendo atingidos pelas patas da grande fera, ou pelo menos achamos que havíamos escapado, ao tentar levantar, fui arrastado por um cabo que ficara preso em minha calça, apesar dela tentar me segurar, fui puxado rápido demais e quando o cabo soltou minha calça me lançando contra os destroços onde uma barra de ferro perfura minha perna direita.

Não me lembro muito bem do que ocorreu depois pois me mantive acordado por apenas alguns segundos vendo a fera correr em direção a Ana, até que a visão falhou e fiquei desacordado, a última coisa que ouvi foi minha irmã gritando:

- Ana abaixa! Não! Cuidado tem um burac...


Notas Finais


É parece que Red e seus companheiros estão em uma situação meio complicada pra uma mera noite de inverno numa escola tão "segura". Tentarei postar mais ainda essa semana, mas não garanto nada. Um abraço do cabeludo.


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