História O Segredo da Primavera - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Lu Han, Xiumin
Tags Chansoo De Leve, Fadas, Fluffy, Lumin, Primavera, Xiuhan
Exibições 46
Palavras 2.013
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fantasia, Fluffy, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu respiro XiuHan ~

Uma fluffy bonitinha, fiz com carinho e era pra ter saído em setembro mas enfim... espero que gostem.

Capítulo 1 - Rosas vermelhas, não brancas


Dizem que ao último badalar do relógio no último dia de inverno, pode-se ouvir o sussurro das fadas nos bosques, florestas e jardins. Sempre comentam sobre elas no primeiro dia da primevera, onde elas acordam de seu sono encantado e se preparam para dar vida aos bosques, cores às florestas e às flores das mais diversas nos jardins. Também dizem que se você pegar uma rosa branca no jardim de uma bruxa e a tiver consigo no primeiro minuto de primavera, uma fada irá te visitar e realizará seu maior desejo quando a última flor desabrochar.

Em pleno século XXI, uma história como essa era tratada apenas como um conto para crianças sonhadoras, era muito improvável que isso fosse real, qualquer um riria se você dissesse que acreditava em tal coisa. Mas, mesmo que todos dissessem que aquilo era tremendamente ridículo, Minseok acreditava arduamente que aquilo tudo era real.

Em meio aos prédios altos e toda aquela poluição, todo final de inverno o coreano se apoiava na janela do apartamento que morava com a mãe e escutava o tic-tac dos últimos segundos para a meia-noite. Sempre segurava uma rosa branca entre os dedos pequenos, roubada do jardim de sua avó, uma bruxa dos dias atuais. Então, ele esperava esperançoso para ouvir os sussurros das fadas, querendo que uma delas aparecesse para lhe atender um pedido, ou apenas aparecesse para vê-la com seus próprios olhos.

Faltava dois dias para a primavera, Minseok faria 20 anos em poucos meses e estava ansioso demais para tentar, mais uma vez, ver as fadas que tanto almejava. Para um garoto nessa faixa etária, chegava a ser estranho vê-lo ansioso para algo tão fantasioso. Os amigos já nem ligavam, acostumados com aquela pequena obsessão do rapaz sonhador e até mesmo o acompanhando nessa espera sem sentido. Afinal, quem acreditaria na existência de fadas fora Minseok?

– Minseok, no sábado vamos sair para beber, vai com a gente?

– Sábado é o último dia de inverno, Baekhyun, eu não posso ir.

Baekhyun olhou para o amigo e suspirou, não o julgava por acreditar tanto naquela coisa de criança, mas sentia que já passava da hora do amigo crescer. Viveu tantos anos vendo-o pendurado na janela, olhando para o céu na esperança de ver uma daquelas criaturinhas cintilantes, para depois de bons vinte minutos suspirar e dizer um murcho e entristecido "não foi hoje, talvez ano que vem". Sabia que seu amigo sonhava com aquilo, mas já estava na hora de viver a realidade, e nela não existia fadas.

– Não acha que está na hora de esquecer isso? – indagou. – Você já tem dezenove anos, Minseok, é hora de crescer!

O outro levantou o olhar das três pequenas rosas colocadas no jarro e fitou o castanho. Sabia que uma hora ou outra iriam querer que largasse aquela ideia de que fadas existem, mas simplesmente não conseguia deixar de lado, tinha certeza de que elas existiam. Estalou a língua no céu da boca, impaciente com a reação do único que ainda dizia ter esperanças de que veria aquelas criaturas que habitavam mentes férteis e reprimiu um suspiro por vê-lo perder a esperança.

– Não vou deixar de acreditar porque você quer – disse baixo, voltando a olhar para as rosas miúdas, duas brancas e uma vermelha. – Eu sempre saio com você quando me chama, mas você também sabe o quanto isso é importante para mim.

– Mas...

– Chame o Chanyeol, ou o Kyungsoo. Chame os dois se quiser – sugeriu, dando de ombros. – Eu não vou. – Finalizou.

Irritadiço, Baekhyun se levantou do sofá e puxou o celular do bolso, digitando algo antes de sair do apartamento sem sequer se despedir. Já Minseok não ligou para a birra do amigo mais novo, sabia que ele era realista demais para o entender, logo estariam se falando de novo como se nem tivessem discutido.

Olhou para a janela por onde os últimos raios de sol entravam e sentiu que esse ano seria diferente. Acreditava que veria as fadas mesmo que não tivesse seu desejo realizado. Afinal, seu maior desejo era vê-las.





[...]





Finalmente era sábado, o último dia de inverno.

Minseok tinha acordado cedo, estava animado para mais uma tentativa de ver as fadas que tanto almejava, confiante de que daquela vez tudo daria certo, havia até pegado duas rosas brancas ao invés de somente uma para ver se a sorte finalmente estaria ao seu lado.

Depois de se arrumar e tomar seu café da manhã, saiu de casa sorridente e caminhou calmamente pelas ruas ainda pouco movimentadas. Iria até a casa de Kyungsoo, queria perguntar ao amigo se ele ficaria consigo naquela noite, mesmo que o ele já tivesse dito que aquilo era uma espera sem sentido, o Do era o único que não jogava em sua cara o quanto achava aquilo ridículo. Pelo menos agora, já que dias antes Baekhyun também havia perdido a esperança.

Chegou na casa de seu amigo poucos minutos depois, apenas algumas quadras os separavam, tocou a campainha e esperou até que o pai de Kyungsoo o atendesse.

– Bom dia, Minseok – cumprimentou o mais velho.

– Bom dia, sr. Do – devolveu. – Espero não estar incomodando.

– Imagina, você sempre será bem vindo. – Abriu mais a porta e permitiu que Minseok entrasse. Aquele ambiente lhe era tão familiar quanto sua própria casa.

Conhecia a família de seu amigo desde que se entendia por gente, foram vizinhos por longos anos antes de ambos terem que se mudar para suas casas serem destruídas onde seria um novo prédio comercial. Por sorte, não se distanciaram, continuaram na mesma escola e ainda frequentavam a casa um do outro. Eram bons amigos, confidenciavam segredos e sonhos como irmãos, sempre apoiando um ao outro e se ajudando quando necessário. Quando conheceram Chanyeol numa pista de skate e Baekhyun por ser um novato na escola, se tornaram ainda mais unidos, pois os dois que chegaram conseguiram se enturmar facilmente com a dupla inseparável, tornando a amizade que tinham mais forte do que era possível. O quarteto, desde então, nunca mais se separou.

Minseok não precisou perguntar sobre o amigo para ser informado que este ainda nem tinha saído do quarto. Subiu as escadas quando lhe foi permitido e seguiu direto para a porta que sabia ser do quarto do outro. Entrou em silêncio e viu-o ainda dormindo na cama, se aproximou devagar, sorrindo travesso quando pegou um travesseiro que estava largado no chão.

– Me desculpe, Soo.

Ergueu o travesseiro e começou a acertar o corpo adormecido de Kyungsoo.

Não demorou para que o outro acordasse, resmungando palavrões e tentando segurar o objeto que o acertava repetidas vezes. Já não bastava dormir tarde por causa da maratona de animes que fazia nas sextas, ainda tinha que acordar com algum infeliz o batendo.

– Chega! Já acordei, caramba! Para! – Gritou para o garoto que o atacava, sem ainda saber exatamente quem era.

Minseok cessou as travesseiradas e riu da cara contorcida de seu amigo. Sabia que o outro detestava ser acordado, ainda mais àquela hora da manhã.

Sentou-se na beirada da cama, observando Kyungsoo fazer o mesmo e esfregar os olhos ante de encará-lo com uma expressão raivosa.

– O que diabos você tem na cabeça, Minseok?! Quer que eu te mate em pleno sábado?! – Falou estressado, sendo retribuído pelo riso divertido do outro.

– Bom dia para você também – disse ao bagunçar ainda mais os fios vermelhos do mais novo.

Kyungsoo o olhou irritado e deu um tapa na mão de Minseok, fazendo-o parar de mexer consigo e enfim se levantando.

– Que horas são?

– Quase dez da manhã.

– Você só pode estar de sacanagem. – Disse enquanto fitava Minseok, este que apenas deu ombros e sorriu fraco. – Eu ainda te mato, Minseok.





[...]





Faltava poucos minutos para a meia-noite. Minseok se apoiava na janela aberta com as três rosas na mão: as duas brancas conforme a lenda dizia chamar pelas fadas e uma vermelha apenas porque achou bonita. Os dedos seguravam com delicadeza os caules, os olhos perdidos nas estrelas que brilhavam sobre a cidade.

Havia passado a tarde inteira com Kyungsoo, precisava de alguma distração, pois sentia que o dia estava passando de uma forma tão lenta que concluía que alguma entidade maléfica estava a zombar de sua cara e segurar os ponteiros do relógio. Por sorte, seu amigo teve a ideia genial de colocarem algumas partidas de Mortal Kombat em dia, dizendo que fazia muito tempo desde que jogaram juntos. Graças a isso, o dia se dissipou rapidamente, e Minseok agradeceu internamente.

Kyungsoo se encontrava logo atrás, sentado na cama do Kim enquanto conversava pelo Skype com Chanyeol.

– O Min está na janela, logo começa a primavera, lembra?

Ele ainda espera pelas tais fadas? – Kyungsoo assentiu. – Minseok é o mais sonhador de todos nós, né? Deve ser por isso que gosto tanto dele – riu, sendo imitado pelo Do.

– Então você gosta dele... interessante.

N-não dessa form-...

– Hey, Minseok! Sabia que o Chanyeol tem uma quedinha por você? – Comentou com o amigo aos risos.

Minseok soltou um riso abafado e balançou a cabeça em negação, sabia bem que Chanyeol gostava de si, mas era um gostar de irmão. Sabia disso pois o outro havia segredado algum tempo atrás, que tinha uma quedinha sim, mas era por Kyungsoo. Lembrava-se de como o Park ficara sem jeito ao falar de seus sentimentos pelo amigo mais baixo, dizendo que se sentia um otário por se apaixonar logo por alguém em sua rodinha de amigos. Minseok cogitou a ideia de falar ao outro, até mesmo encorajou Chanyeol para que falasse, mas, infelizmente, foi pedido para que não contasse a ninguém, pois pelo que Chanyeol havia dito, Kyungsoo era hétero, apesar de Minseok ter suas dúvidas sobre isso.

Ouviu de longe o Park gritando que era mentira, que iria esquartejar Kyungsoo e que ficaria sem falar com o ruivo pelo resto de sua vida. Mas ambos sabiam que as duas últimas sentenças não eram para ser levadas a sério.

O relógio no pulso do Kim apitou, informando que faltava apenas um minuto para sua espera acabar.

A brisa ficava mais forte a cada segundo que passava, deixando o coração de Minseok um pouco mais acelerado em expectativa. Estava ansioso. Sentia em seu âmago que naquela primavera tudo seria diferente e poderia finalmente ver as criaturas que tanto esperava.

Foi então que algo inesperado aconteceu.

Um vento forte bateu contra o garoto apoiado na janela que, ao ser pego de surpresa pela ventania, deixou duas das rosas que segurava escaparam de seus dedos e caírem todos os andares até se despedaçarem ao alcançarem o chão lá em baixo. Para desespero de Minseok, apenas a rosa vermelha continuava em sua mão.

Quando pensou em correr e tentar, mesmo que inutilmente, pegar as rosas que caíram, sentiu todo seu corpo congelar no lugar. Conseguia ouvir o apitar do relógio em seu pulso, avisando-lhe que já era primavera. Mas o pânico dominava Minseok naquele instante. Por mais que tentasse se mexer, seus corpo não se movia de forma alguma. Seus olhos encaravam o céu pela janela, desesperado para entender o que estava acontecendo. Tentou gritar, chamar por Kyungsoo, pedir por socorro à qualquer um que estivesse em casa, mas sua voz também parecia não funcionar. Até mesmo piscar era um ato que lhe fora interrompido.

Minseok não fazia noção alguma do que estava acontecendo.

Sua pergunta foi respondida quando ouviu um barulho de sino bem baixo se aproximando aos poucos. Não sabia identificar da onde vinha o som, mas ficava cada vez mais próximo, deixando-o ainda mais apavorado devido a sua situação inexplicável. Mas o desespero se tornou surpresa quando viu com seus próprios olhos um pequeno ser pousando em sua janela.

Se fosse capaz, arregalaria os olhos e a boca tamanha a sensação de espanto que o tomava.

Bem ali, na sua frente, com um sorriso gentil e um olhar curioso, estava uma pequena e adorável fada.


Notas Finais


Ai que eu adorei escrever isso. Vão ser dois capítulos pequenos e o próximo sai em breve, to quase terminando ~ mas né, gostaram? Huh, espero que sim.
Xoxo ~


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