História O segredo das minhas rosas - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais
Tags Amor Doce, Drama, Guerra, Romance
Visualizações 50
Palavras 1.494
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Seinen, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E aí amores!!! Perdão pela demora!!! ><

Mais um capítulo né!! Quero agradecer a voĉes que acompanham a fic, fico muito feliz pelos comentários divulguem para seus amigos!!


Oque aconteceu com Hario? Sua sanidade está no lugar? Oque ela fará?
Confira. :D

Capítulo 12 - O que é real?


Fanfic / Fanfiction O segredo das minhas rosas - Capítulo 12 - O que é real?

Pessoas argumentam que quando se está diante da morte, a sua vida passa diante dos teus olhos em questão de  segundos, mas neste exato momento não enxergo nada, não tenho nada, somente posso sentir-me sendo esmagada pela água congelada. Cristais formados instantaneamente ao meu redor sobe uma grossa camada de gelo branco, o som da morte sussurrando em meus ouvidos me hipnotiza, sinto como se dez mil espadas estivessem atravessando meu corpo, DOR. Quanto mais desço mais frio, escuro e insuportável fica.  Não consigo sentir mais o meu corpo, mal posso sentir minha presença, mas consigo sentir algo rapidamente me puxar para fora da água e o seu calor ao meu lado.
Uma voz familiar chama por meu nome.


- Hario!! Hario!!! Aguenta firme.


   O som dos  passos do cavalo são como se ele estivesse preocupado, FORTE,  FIRME E VELOZ.  Não consigo manter os olhos abertos, pois estou congelando, como pude ter a atitude de sair durante a noite e sozinha em pleno inverno.  Para toda ação há uma reação, e eu arcarei com as consequências de minhas ações, assim como oque acabara de ocorrer.  Penso oque acontecerá daqui á alguns anos depois que essa confusão acabar e eu já estiver adulta, ainda serei a mesma?
 Os passos se acalmam até pararem completamente e sou carregada no colo aonde a temperatura aumenta gradativamente.

- Hario, abra os olhos, por favor!! - Retira os fios de cabelo que estavam em meu rosto.

    Acordo de meu terrível transe, completamente acomodada pelos braços de Lysandre, que desliza gentilmente suas mãos em meu rosto sentindo minha temperatura também subir e minha expressão melhorar.

- Como está? Se sente melhor?

      Só consigo balburdiar.

     Ele percebe minha confusão e me abraça forte, seu calor me envolve me deixo levar e logo pego no sono com ele acariciando minha cabeça.  Depois de um tempo nos braços de Lysandre, acordo e meus sentidos votam ao normal. O fogo da lareira queima calmamente como se a madeira não se importasse por estar sendo queimada, volto para Lysandre que está aliviado por eu estar em seus braços.  Como ele se sentiu quando ao me ver sendo engolida pelo lago?

- Lys!! - Chamo baixinho.

  Ele ouve minha voz e me olha com surpresa, mas seu olhar volta ao doce de sempre quando percebe que estou sorrindo.

- Obrigada!!

    Sua expressão se acalma juntamente com um lindo sorriso estampado.
 
- Não podia deixar meu coração ir embora diante de mim.

     Suas palavras me aquecem.

- Lys!! Obrigada!! - Mergulho meu rosto em seu pescoço.

- Pode descansar, a senhorita já passou por coisas demais neste dia!!

    Ele se levanta e logo estende suas mãos para que eu também me levante, lhe direciono um sorriso e ajuda a levantar-me deito sobre o divã próximo à lareira e Lys se senta no chão apoiado no mesmo, durmo novamente.  Acordo durante a madrugada e a lareira está com suas chamas fracas, não vejo Lysandre, para onde ele foi? Decido ir procurá-lo.  

     Caminho pelos corredores totalmente escuros, de uma forma calma e medonha, somente breves feixes de luz da lua passam através das enormes cortinas nas janelas, mas como as paredes da construção são demasiado escuras, impediam os feixes de se propagarem, o castelo durante a madrugada é completamente desconhecido para alguém como eu, confesso que em momentos como esse o medo toma conta de meus pensamentos.
     Posso ouvir o longo e lamurioso som do vento passando pelas frestas das portas e janelas. Um arrepio gelado corre por minha espinha, mas respiro fundo e tento dominá-lo apesar do medo.
As minhas mãos suavam, ainda que estivesse tão frio quanto era possível, tanto lá fora quanto dentro da antiga construção, continuo a minha caminhada, meus pés descalços sentem o horrível frio do chão, o som do vento cessa instantaneamente e o silencio toma conta do interminável corredor, com passos leves caminho, então, como se o tempo congelasse ao meu redor, atrás de mim uma porta abre ao final do corredor, fico presa entre a vontade de ir averiguar e o instinto de fugir, mas continuo sem movimento algum, meu corpo se enche de adrenalina, estou pronta para fugir, mas decido averiguar, sei que não será nada acolhedor o que irei encontrar, a curiosidade fala mais alto, pode ser Lysandre.  Dou meia volta em direção a porta.

- Lys!! Lysandre!!! - Chamo baixinho dando pequenos passos em direção a porta entreaberta.


    Ouço vozes ou sussurros não sei ao certo vindos de dentro do quarto, mas de repente paro quando sinto uma presença realmente forte atrás de mim, com certeza eu não estava sozinha naquele corredor, me virei quase que petrificada pelo medo e vislumbrei a silhueta realmente pequena parada com sua face em minha direção, ocorreu-me o pensamento de fugir, como se fugir fosse possível. Mas não era...
   O desespero e a tormenta tomam conta de todo o meu corpo e mente, sua aparência em si não era assustadora, mas sua aura demasiado ameaçadora me causava inquietação e medo, sua face sem qualquer reação ou emoção, qual a intenção deste ser diante de mim? Dou um passo para trás e a janela a minha frente se abre com o vento em uma agressiva e irreal velocidade levantando as cortinas da janela nas quais se movimentam entre o ser e eu quase que em câmera lenta, o arrepio volta.  A janela de trás também abre e um enorme estrondo me fazendo liberar um som agudo e me abaixando protegendo meu rosto com os braços ergue-me novamente e o ser está a centímetros de mim.


- NÃÃÃÃO !!! – Grito dando um pulo para trás.


   Agacho-me no canto do corredor, em choque pelo susto, o vento que passa pelas janelas fazem um sonido ensurdecedor que ecoa por todos os corredores.


- PARA!!!   PARA!!!   PARA!!! - Grito apavorada.


   Sinto duas mãos segurando as minhas que estavam sobre meus ouvidos, me debato para me soltar das mãos, quando elas se soltam seguram minha cabeça e a ergue.


- Hario!! Hario!!  - Me chama atenção para ele aproximando seu rosto ao meu.


Quando me acalmo e recobro meus sentidos, vejo Lysandre com uma expressão assustada e  preocupada por minha repentina reação.


- Lys!!!  - Chamo quase sem voz e com os olhos marejados.


  O olho com a expressão ainda assustada envolvendo  meus braços em volta de seu pescoço o abraçando forte.  Lys me leva de volta a sala onde estávamos a principio e põe-me novamente  sobre o divã e se retira, vendo-o sair vou atrás e puxo sua manga.

- Não vá!! - digo em um tom triste.


- Não vou!!! - Ele olha ao redor e acaricia meu rosto. - Oque aconteceu?

- Ahm !!!


Ele desce o primeiro degrau da escada, mas eu o interrompo.

- Lys!!    


  Lysandre suspira enquanto coça os olhos mostrando sua inquietação, olha ao nosso redor e logo a mim fixamente.  


- Hario!! Estou preocupado, oque estavas fazendo sozinha no meio do corredor?


- (...)



- Não entendo!! Porque se deixa passar por tanta coisa sozinha? Vejo que está sofrendo e isso me deixa triste, deixe-me te ajudar!!


  Abaixo a cabeça pela confusão que estava sentindo no momento, não sei oque é real e o que não é não quero incluir Lysandre em algo que eu mesma posso ter criado.
    Lys ergue minha face com sua mão em meu queixo e me olha com ternura.   

- Eu gosto de você!!

   Paraliso com suas palavras e ao mesmo tempo meu interior se enche de alegria, mas não demonstro tal emoção.

- Estou com um desejo de beijar-lhe!!!

  Lysandre está a um degrau abaixo de mim, mas ainda assim passa de minha altura, seu rosto se aproxima do meu como se me convidasse para uma maravilhosa dança, sua mão em meu queixo ainda predomina.
 Então o lindo rapaz que está diante de mim, me rouba um beijo, um beijo calmo, doce e acolhedor, sou envolvida por seus braços aquecedores que me trazem segurança, aceito seu incrível aconchego e assim aproveitamos este momento durante uma boa faixa de tempo.


(...)



   A festa de noivado de Nathaniel e Rosalya ocorreu muito bem, pude aproveitar e fazer parte da comemoração como algo que não me causava inquietação ou frustração.
  Tudo que ocorreu durante os últimos dias tem me deixado demasiado cansada e preocupada, penso se não foi o meu subconsciente me impondo a essas tantas experiências desagradáveis.  Deslizo a mão sobre a água da fonte do jardim que já começou a se levantar novamente já que o inverno está se despedindo e do lado de fora a neve começou a se dissipar nos proporcionando a visão da grama verde crescendo, realmente uma paisagem que nunca me canso de prestigiar.

Aquela noite em que cai no lago e aquele ser.


- Oque é real?

De repente ouço um barulho realmente estrondoso, fazendo com que a água da fonte causasse pequenas ondas, ergo os olhos para o céu, fumaça?

Corro de volta ao castelo.

- O que está acontecendo? 


Notas Finais


Meu Deus que capítulo !! rsrs

Eai? Gostaram? espero que sim, fiz com muito carinho!! Beijos até a próxima!!


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