História O segredo de Suna - Capítulo 58


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Drama, Gaara, Hentai, Matsuri, Naruto, Romance
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Palavras 2.243
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


"Com o fôlego que ela me deu
Ela toca por cima
Ela vem de todo o amor
E isso me salva, me salva

Eu sei, eu sei que você está tão triste
Bem, é tarde demais e é muito assustador
Você sabe, você sabe, você sabe a minha história
Não pode pega-lá de volta, é muito difícil
E agora você está fugindo

Enquanto ela me salva..." (She Saves Me - Adam Gontier)

Capítulo 58 - Fetiche: "A aluna e o professor"


Confesso, cada centímetro de pele do meu corpo se arrepiou quando ela disse “Gaara—Sensei” com toda aquela malícia e todo aquele contexto. Se bem, que acredito que me encantaria por qualquer coisa que ela dissesse, porque simplesmente amava sua voz.

Soltei um rosnado baixo, algo típico, que eu fazia muito quando mais novo, quando a conheci inclusive, mas com o tempo vinha deixando pra trás e ficando mais calado e contido. Duas coisas que já não conseguia continuar fazendo, não ao lado dela. Principalmente a parte do contido.

Ela levantou os braços me ajudando a retirar sua blusa com agilidade. Pisamos nos próprios sapatos tirando-os rapidamente e os deixando para trás, conforme caminhávamos nos beijando.

O calor da areia sob meus pés só fazia eu me sentir mais em casa, totalmente no controle do momento.

A cada relação que tínhamos eu me convencia mais de que seríamos ótimos dançarinos se tentássemos, pois tínhamos uma ótima sintonia para coordenar nossos passos e deixá-los harmônicos. Era quase como se conseguíssemos ler as intenções um do outro e então corresponder à altura. Na verdade, não era quase, realmente fazíamos aquilo através das sensações. Nada me parecia tão mais fácil de ler do que suas expressões, quando o foco era aquele propósito.

Eu caminhava para frente e ela pra trás, entre beijos, carícias e mãos ágeis que despiam um ao outro com a paixão e a devoção de sempre. Atos pequenos, já sacramentados que nunca deixariam de ser especiais, e com o tempo parecia que estávamos criando um estilo próprio de fazer aquilo, como se fosse um estilo de batalha.

E era uma batalha pessoal nossa. Nós despíamos de muitas coisas além das roupas quando nos uníamos daquela forma. Medos, inseguranças… Tudo caia sobre a areia do deserto, sem importância.

Por fim, nossos passos nos levaram aonde eu planejava desde o início e ela sabia. Eu tinha ciência disso pela maneira como ela me sorriu, cúmplice da minha malícia, ao sentir seu corpo ser imprensado contra o tronco de treinamento. O mesmo que ela passou todos esses anos utilizando sob minha tutela.

Uma vez encostada ali, fomos intensificando os beijos e as carícias, e acabei percebendo que gostava um pouco mais que o devido, quando ela era mais agressiva e me arranhava ou mordia com uma força moderada, por mais estranho que possa parecer alguém gostar de quase ser machucado. De uma maneira insana, sentia que ela expurgava meus pecados quando fazia isso.

Mas ainda assim, fiquei surpreso quando ela parou subitamente e meu deu um tapa sem piedade no rosto. Explicando antes que eu pudesse sequer começar a perguntar o que tinha feito de errado.

— Isso é por me espionar e desconfiar de mim. Nem tente se defender, eu sei que você ficou com ciúmes e cogitou a hipótese de eu te trair. Nunca mais faça isso! Não importa a amizade que eu tenha por ele, não é o mesmo que sinto por você. - O momento definitivamente não era aquele, porém, por mais que eu tivesse tentado conter, uma única e teimosa lágrima conseguiu escapar e escorreu pelo meu rosto.

Será que ela fazia alguma noção, do quanto tocava no ponto exato que minha alma precisava ouvir, toda vez que abria a boca?

— Matsuri… — Comecei já ofegante, pela adrenalina. - Eu amo você.— Naquele instante parecia que nada que eu dissesse conseguiria realmente exprimir o quanto eu sentia que isso era verdade. Mas não quis conter a frase, já que veio com tanta força em minha mente.

Voltei a beijá-la e dessa vez, praticamente comandei o ritmo. Mordi e puxei seu lábio antes de me afastar, notando pelo gemido dela, que talvez eu não fosse o único a gostar de um pouco mais de agressividade.

Essa constatação, me deu liberdade para segurar seus pulsos com minha mão esquerda e erguer seus braços acima de sua cabeça, admirando novamente o quando ela ficava extremamente bonita em qualquer posição que eu a colocasse. E não acreditava que fossem apenas os meus olhos que enxergassem isso, pois Aiko parecia realmente inconformado por perdê-la. Outra admissão: Pensar nele naquela hora me fez sentir vitorioso.  

A encarei perguntando com o olhar se ela havia entendido e consentia minhas intenções. Ela verbalizou, me deixando mais confortável.

— Continue, eu te digo se quiser que pare. - Sua voz transpirava de ansiedade.

Então manipulei mais um pouco de areia, prendendo seus braços ao tronco, restringido parte de seus movimentos. O sorriso excitado que ela abriu ao me ver fechando lentamente a mão regulando a pressão da areia, deixou claro que ela provavelmente, também idealizou aquele momento. Eu jamais iria me cansar da maneira como ela admirava tudo em mim, como se fosse uma fã, tudo o que sempre foi tão banal e até mesmo temido.

Então retornei minha atenção ao seu corpo, passando as mãos lentamente por ele, explorando cada pequena parte, com admiração e reverência, dando atenção especial à forma como sua pele se arrepiava em determinados locais, e sua expressão mudava em expectativa, se eu pusesse mais pressão em algum toque específico.

Sabia que a estava torturando e podia ver seu pedido estampado em seu rosto, então resolvi ser misericordioso e deixar uma de minha mãos, enfim tocá-la onde ela queria. Sorri ao morder de leve o lóbulo de sua orelha, sem poder deixar de notar que ele sempre já estava pronta quando eu a alcançava, o que demonstrava que a maneira como nos amávamos, começava muito antes das roupas encontrarem o chão. A simples expectativa de ver o outro em ação, já era excitante o suficiente.

Seus gemidos mostravam um certo alívio, além do óbvio prazer. Era como se ela estivesse esperando por isso há muito tempo, e eu entendia perfeitamente, pois também me sentia assim. Sempre parecia ser a primeira vez que nos víamos, sempre tinha a mesma intensidade, cada toque era sempre único e irradiava uma estática que dançava entre nossas almas.

Cheguei a por acaso, mesmo que fora de hora, me lembrar de um certo oponente, que insistia em me falar sobre arte... Só pude concluir que ele certamente, nunca havia amado ninguém, pelo menos não do jeito certo. Ele não fazia ideia do que realmente era uma obra de arte.

Fui descendo os beijos, e às vezes dava uma mordida ou outra, sem interromper o trabalho que minha mão esquerda desempenhava. Suas respostas eram sempre a melhor parte da visão. A maneira como ela tentava arquear a cabeça pra trás, mesmo sendo impedida pelo tronco e retorcia os braços presos, claramente buscando algo em que se agarrar, como se isso fosse ajudá-la a conter a excitação sua voz, merecia uma reverência.

E eu de fato, pretendia fazer uma.

Gastei longos segundos com os lábios em volta de seus mamilos, o que a fez falhar a voz e entrecortar a respiração algumas vezes, mas eu conscientemente diminuía o ritmo, toda vez que ela se aproximava do ápice. Algo que ela percebeu e protestava ocasionalmente, mudando o tom de algum gemido baixo. Eu só não queria que acabasse muito cedo dessa vez.

Continuei descendo até estar oficialmente de joelhos. Ergui uma de suas pernas colocando-a sobre minha coxa, e retirei de seu calor minha mão esquerda. O suor escorria de sua testa, seu cabelo estava grudando nela, e eu continuava achando que ela só conseguia ficar mais bonita a cada segundo.

Ela tentava se recompor enquanto eu alisava e admirava, esfregando meu rosto em suas pernas. Acho que era a coisa que mais me atraia nela, sempre foi aliás, mesmo quando eu não queria admitir que estava olhando.

A posição que estávamos não era aleatória pra mim. No mundo shinobi se fica de joelhos como uma reverência ou por respeito a alguém importante, maior do que você, ou até mesmo mais velho em alguns casos. Praticamente todos os shinobis e kunoichis do mundo ninja, já se curvaram para alguém. No entanto, meus joelhos excepcionalmente, nunca haviam tocado o chão por reverência a ninguém. Tive uma trajetória obviamente diferente dos demais, meu próprio tio me chamava de “Sama", já quando eu era só uma criança. E o que eu nada tinha feito até então, para merecer o título de “mestre”.

Ficou-me a conclusão de que eu era alguém que havia dado a sorte de poder escolher para quem me curvaria e como. E eu escolhi me curvar para ela, da forma mais íntima e intensa que sabia ser possível. De forma que fosse especial, pois eu jamais repetiria com ninguém.

E o melhor, foi que nossa sintonia, recém afinada pela criança que ela carregava, lhe permitiu sentir a oscilação dos meus sentimentos através da conexão que ela agora tinha com o meu chakra que estava usando para mantê-la imobilizada com a areia. Em termos simples, ela praticamente conseguiu ver meus pensamentos, assim como eu fiz com ela durante sua batalha com o assassino de seus pais.

Eu estava com as mãos em sua meia, tentando tomar coragem para tirá-las pela primeira vez, quando ela abaixou a cabeça para me encarar e sorriu dizendo.

— É uma honra… Ser digna de sua reverência... - A melodia de sua voz é o brilho de seu rosto avermelhado, me fez desistir de tirar suas meias. Decidi deixá-la da forma como achava perfeita.

Voltei a beijá-la, dessa vez de baixo pra cima. Comecei por seu pé, e então fiz uma pausa apenas para rebater:

— Não… A honra é minha… - Já tão ansioso quanto ela, pulei mais da metade do caminho que fazia e me pus logo a beijar sua parte mais sensível, arrancando dela um gemido alto, surpreso e quase rouco.

Ela se arqueou o máximo que conseguiu e notei que por mais que apenas seus braços estivessem imobilizados, essa pequena privação parecia ter intensificado seu prazer. Talvez a adrenalina do momento também tenha ajudado, mas sua reação ao meu estímulo parecia ainda melhor do que da última vez que fiz aquilo.

Seu corpo se torcia cada vez mais belo, ao passo que o prazer aumentava e o ápice se aproximava, uma se suas pernas já estava apoiada em cima do meu ombro, pois havia perdido a força de apoio conforme seus músculos relaxavam.

Novamente, parei antes dela atingir o auge, porém a lancei um olhar tranquilizador no mesmo instante, me levantando e indicando que aquela seria a última vez que a privaria disso.

A abracei, envolvendo-a suavemente enquanto fazia a areia se derramar e soltar seus braços. Uma vez livre, ela os enroscou em volta do meu pescoço, passando as mãos com avidez no meu cabelo, puxando-os para trás, me fazendo rosnar e morder o lábio inferior.

Beijei seu pescoço, me arrepiando de imediato, com seu gemido de resposta ao pé do meu ouvido que terminou com uma mordida. Eu já havia me contido ao máximo chegava a sentir uma certa dor. Sabia que ela também não queria mais esperar, pois enlaçou suas pernas em volta da minha cintura, sabendo que eu a segurava firme em meus braços, e nos deixando numa posição de encaixe perfeito, só faltavam alguns centímetros de aproximação um do outro.

E resolvemos fazer isso juntos, percorrer a distância que faltava, nos movimentando ao mesmo tempo. Não precisamos falar, só nos olhamos e ficou subentendido.

Como resultado, nossas vozes se misturaram ao mesmo tempo. Sua voz doce e meu tom grave, combinaram tão bem que pareciam ter sido feitos unicamente para aquele propósito. Ela me apertou e arranhou com mais força, cheguei a sentir minhas costas arderem, aquilo com certeza deixaria uma bela marca.

Minhas pernas também perderam a sustentação, e nossos corpos foram lentamente escorregando para baixo, até estarmos deitados no chão. A areia quente fazendo quase ferver os arranhões recém-feitos em minhas costas, mas eu não me importava. Ela ficou por cima e resolveu ditar os movimentos, percebi que observá-la de baixo enquanto se movia e torcia a expressão de prazer era mais uma daquelas visões que minha mente manteria eternizada.

Ela entrelaçou nossos dedos e apertou minha mão com força, tremendo em espasmos involuntários ao finalmente, revirar seus olhos chegando aonde queria.

Nesse momento eu inverti nossas posições e assumi um ritmo mais rápido. Ela me acompanhou beijando meu torço e pescoço, arranhando meus braços, aumentando minhas sensações, ao longo do minuto a mais que precisei para atingir o ápice.

Por fim me deitei ao seu lado, segurando sua mão, deixando o silêncio nos recair como uma benção olhando para o lugar onde estávamos satisfeito e grato pela fantasia realizada, ao tempo em que controlávamos nossa respiração.

Viramos nossos rostos para o lado nos encarando. Tínhamos um sorriso amante e cúmplice no olhar que dispensou todas as palavras que podíamos estar pensando em dizer. E talvez, quebrar aquele silêncio fosse ser mesmo um sacrilégio, portanto optamos por nos permitir se render ao cansaço e simplesmente fechamos os olhos, se aconchegando nos braços um do outro, sendo banhados pelo brilho do Sol escaldante e do vento quente de Suna.

E no fim, admito mais uma coisa: Deixei minha mão pousada sobre seu ventre, mentalmente pedindo desculpas ao meu filho… De repente percebi que no fundo estava me sentindo o pior pai do mundo.

Era um pensamento ridículo, eu sabia que era. Mas eu o sentia tão presente conosco que chegava até a me sentir mal pelo que havíamos feito. Porém minha divagação não durou muito. Logo minhas pálpebras foram ficando pesadas demais e minha mente foi deixando tudo para trás e adormecendo, junto com Matsuri.


Notas Finais


Desculpem também pelo tamanho desse capítulo ser menor em relação aos últimos que tenho postado. Mas não achei que conseguiria acrescentar mais nada a esse capítulo depois desse hentai. Por menor que seja, achei que a magia dele, fica em terminar justamente onde está, e deixar vocês e eles descansarem antes de retomar a ação da fic rsrsrs
Então é isso queridos, até a próxima, e os anjinhos abençoados que deixam reviews para a titia, eu preciso muito que vocês me digam o que acharam, eu fiquei uma pilha de nervos e inseguranças escrevendo isso, ainda estou aprendendo a escrever hentai, então, imagina a tremedeira que eu estou! Hahaha
Um beijo cheio de amor pra cada um! ♥


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