História O Segredo Nas Sombras - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Heróis do Olimpo
Personagens Hades, Nico di Angelo, Percy Jackson, Perséfone, Will Solace
Tags Hdo, Lemon, Motilogia, Nico Di Angelo, Percy Jackson, Pernico, Pjo, Romance, Solangelo, Will Solace, Yaoi
Visualizações 155
Palavras 2.450
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OOOIIIN!!!!
GENTEEEEEE!!!! eu juro que NUNCA esperei tanto para postar um cap que nem esse!
mds esse cap é mto <333
a musica tb me tem!!!

espero mesmo que vocês gostem *-*

Capítulo 16 - Explicações


Fanfic / Fanfiction O Segredo Nas Sombras - Capítulo 16 - Explicações

POV WILL

 

Quando o sol nasceu eu não havia dormido.

Durante toda a noite cochilei e acordei varias vezes até desistir de tentar dormir e ficar olhando para o teto fazendo suposições e teorias.

Quando os primeiros raios de sol apareceram pela janela eu pulei da cama e fui para o banho. Enquanto me arrumava Austin me chamou de pouco e me mandou dormir, mas o ignorei e sai.

Os primeiros campistas já saiam dos chalés e rodeavam o acampamento. Percy me encontrou e correu até mim.

- Ei, Will.

- Oi, Percy. – cumprimentei.

- você teve noticias do Nico? Ele deixou o acampamento? – ele revirou os olhos. – gostaria de entender porque ele sempre faz isso.

Fiquei olhando para ele por um instante antes de responder.

- não, mas ele deve estar bem. – menti. – Quiron disse que ele precisa de um tempo.

Ele concordou com a cabeça torcendo o lábio.

- isso não deveria soar estranho quando se trata do Nico, mas estou ficando preocupado. Ele parecia estar melhorando com você e tudo o mais.

- comigo?

Ele sorriu largamente.

- todo mundo percebe Will. – disse como se fosse obvio.

- percebe o que? – indignei apesar de já saber daquilo, era estranho ouvir alguém dizer.

- vocês dois... Você sabe... – Percy abaixou os olhos verdes sem jeito.

Estreitei os olhos o estudando.

- você não esta com ciúmes, está? – provoquei sabendo que Nico havia confessado que gostava dele depois da guerra, mas pelo que entendi, não mais.

Percy ficou vermelho e desviou os olhos.

- claro que não. Quero dizer, não assim. – suspirou. – é só que, passei muito tempo tentando me aproximar dele, faze-lo entender que tinha amigos, e você conseguiu isso em poucas semanas. – ele me encarou com um sorriso leve. – obrigado por isso Will.

Fiquei sem saber o que dizer, eu gostaria que aquilo fosse inteiramente verdade, mas não poderia afirmar. Não agora.

Percy se virou para trás vendo que Annabeth o chamava. Ele me deu tchau e saiu correndo para a namorada.

Depois de um momento atordoado andei até o chalé 13 e bati na porta, três vezes antes de ouvir a trinca se abrir.

Entrei receoso encontrando Nico de banho tomado sentado em sua cama me olhando quase que com medo, escondendo a dor.

- Oi, posso? – perguntei me sentindo deslocado. Ele assentiu e eu entrei fechando a porta e me sentando na cama da frente há alguma distancia. Não parecia o suficiente para te tirar a dor, mas não era nada comparado se eu o tocasse. – desculpe, eu posso ir para o fundo...

- não. – ele soltou rapidamente, depois limpou a garganta. – tudo bem, eu aguento.

Murchei com o coração pesado.

- gostaria que não precisasse. – confessei e ele concordou. – isso já aconteceu antes? – ele negou com a cabeça, falar deveria ser difícil pra ele. – isso aconteceu porque te falei como me sentia? Mesmo, você sabe, sem saber?

Nico baixou os olhos.

- não acho que tenha a ver com você ter me dito e sim com o efeito que me causou. – disse baixo.

- que efeito? – perguntei ansioso.

Nico levantou os olhos negros para os meus.

- aceitação. – respondeu simples.

Mordi o lábio e assenti sem ter o que dizer.

 

If I told you this was only gonna hurt

If I warned you that the fire's gonna burn

Would you walking? Would you let me do it first?

Do it all in the name of love

Se eu te dissesse que isso só iria machucar

Se eu te avisasse que o fogo iria queimar

Você andaria nele? Você deixaria eu ir primeiro?

Fazer tudo em nome do amor

 

- você não tem medo de mim, Não me acha um monstro. – disse me observando.

Mesmo sabendo que não era uma pergunta e sim uma explicação, eu respondi:

- nunca poderia achar isso. – contei. – você está longe de ser um monstro Nico.

O vi apertar o colchão ao seu lado e depois dar uma risada amarga.

- eu não tenho tanta certeza. – disse com sarcasmo rancoroso.

 

Would you let me lead you even when you're blind

In the darkness, in the middle of the night

In the silence, when there's no one by your side

Would you call in the name of love

Você me deixaria te guiar mesmo quando for cego

No escuro, no meio da noite

No silêncio, quando não há ninguém ao seu lado

Você apelaria em nome do amor?

 

Tomei coragem para perguntar:

- quem fez isso com você?

Suas mãos apertaram ainda mais, eu podia sentir seu ódio dali.

- minha encantadora madrasta. – respondeu ríspido.

- Perséfone? Porque ela faria algo tão...

- horrível?

- cruel. – corrigi.

Ele me deu um olhar firme, com teimosia, depois continuou.

- depois da guerra contra Gaia, fui para o mundo inferior e descobri que Bianca tinha escolhido reencarnar. Meu pai me assegurou de que eu não iria vê-la outra vez, ele disse que eu precisava aceitar e parar de choramingar. – seus olhos ficaram em suas mãos agora a frente do corpo. – ele me dispensou como se não fosse nada, e eu sai de lá revoltado, indignado. Eu queria feri-lo, queria que ele sentisse a dor de perder algo que amasse, porque pra mim ele não se importa comigo ou com a Bianca. – ele fez uma pausa longa. Esperei. – sai da sala dele e parei no Jardim de Perséfone. Não era a intenção, eu não queria... – Nico fechou os olhos como se estivesse la de novo. – mas eu acabei tendo um ataque de raiva, meu poder estava incontrolável, fiquei fora de mim e acabei destruindo tudo ao meu redor. – ele deu um sorriso irônico e amargo. – você pode imaginar como Perséfone ficou quando viu que seu precioso jardim estava destruído. Furiosa, essa era a palavra que a descrevia. Seu belo jardim estava destruído e morto.

- ela poderia apenas reconstruí-lo. – indignei baixo.

Ele bufou com humor negro.

- ah, ela poderia. Mas qual seria a graça disso? Ela tinha que se vingar de forma apropriada. – Nico apoiou as mãos para trás no colchão e fechou os olhos de novo. – “você é um animal sem coração, sem sentimentos. Nunca será capaz de encontrar amor ou compaixão.” – ela disse. – “você nunca vai ser capaz de amar e ser amado.” – sua voz falhou e meu coração gelar dolorido. – “Todos os dias quando o sol se por e a noite chegar você vai se lembrar disso.” – engoli em seco. – “Uma fera sem controle, movido ao instinto natural de matar e destruir. É assim como você realmente é, um monstro e vai viver a eternidade sabendo disso.”

Uma lagrima escapou pelo meu olho, eu estava chocado, não podia acreditar que os deuses poderiam ser tão cruéis por coisas fúteis. Eles eram, eu sabia que sim, havia muitas historias que comprovavam isso, mesmo assim...

- não chore Will. – Nico pediu me fazendo perceber que ele me encarava com sofrimento nítido.

- desculpe. – limpei o rosto. – e Hades?

Nico bufou rolando os olhos.

- eu estava certo em pensar que ele não se importa. Sabe, falar é mais fácil do que provar. – seu olhar se tornou frio. – Ele disse que poderia ser pior, que ela poderia ter me transformado em uma rã ou um verme, no melhor das hipóteses me matado. – soltou o ar com tristeza, seu olhar ainda distante. – muitas vezes eu desejei que ela tivesse me matado. – confessou.

Depois de um momento em que ficamos em silencio, seu olhar foi para mim e ele sorriu de leve.

- mas aqui estou eu. Teoricamente imortal, me lembrando toda noite que cometi um deslize e fui punido com uma eternidade de tormento. – balançou a cabeça. – isso soa ainda mais tosco dito em voz alta. Amaldiçoado por matar um jardim de uma deusa.

Não consegui sorrir, não consegui expressar nada. O peso em meu peito era forte demais.

- como é? – minha voz falhou. - se transformar?

Nico apertou os lábios finos.

- doloroso. – pensou. – mas já foi pior. Aprendi a não ficar com roupas antes de me transformar já que iria rasga-las. Aprendi a suportar e esperar pela dor, aprendi com o tempo a me controlar mais e não machucar ninguém. Vim para o acampamento e pedi a ajuda de Quiron, ele é o único que sabe. Bom, agora não mais. Acho que Hazel sabe também, de alguma forma. Enfim, vim pra cá e Quiron me disse que não tinha o que fazer, e eu no fundo já sabia disso. Então ele me ajudou como podia, me pediu para ficar na floresta a noite, longe de todos e do perigo. No caso o perigo sou eu. – sorriu irônico – mas sou grato a ele, por tudo.

Claro que Quiron sabia. – pensei. – agora tudo faz sentido.

Nico ficou olhando pra o nada antes de voltar a falar.

- Antes eu tinha apenas flashes de memoria, e o controle tornava o cansaço quase insuportável. – ele me estudou. – mas depois daquele dia em que você me beijou... – apertou as mãos como se só a lembrança já doesse. – eu pude tomar conta das minhas duas formas, tornar uma personalidade só. Não sei o porquê isso aconteceu, acho que você acabou demonstrando o que ela disse que eu nunca poderia ter. Isso me deu alguma vantagem. Mas então, quando você contou sobre como se sentia, sobre sua boa intenção, eu deixe a chama crescer. Aceitei que talvez pudesse ser digno de você... – seus olhos marejaram o que me surpreendeu como nunca. Nico nunca chorava. – bom, ela garantiu que eu nunca poderei amar e ser amado.

- é por isso que você sente dor quando estou por perto. – conclui chorando de novo.

Eu podia sentir sua dor, em meu coração, em minha alma, e agora eu só havia piorado tudo.

 

If I told you we could bathe in all the lights

Would you rise up, come and meet me in the sky?

Would you trust me when you're jumping from the heights?

Would you fall in the name of love?

Se eu lhe dissesse que poderíamos nos banhar em todas as luzes

Você se levantaria e viria me encontrar no céu?

Você confiaria em mim quando você está pulando das alturas?

Você cairia em nome do amor?

 

- Will, não chore por minha causa tosca. – ele repreendeu, mas parecia comovido.

- sinto muito. – limpei o rosto tentando me recompor.

- pelo que exatamente? – perguntou sentido.

- tudo isso, por te causar mais dor e por chorar.

Ele quase riu.

- não se sinta mal por me dar um pouco e de luz e cor. – disse sincero me fazendo fita-lo admirado. Ele sorriu sem jeito. – não me olhe assim, já é estranho o bastante dizer essas coisas.

Assenti e respirei fundo.

- há como quebrar a maldição? – perguntei por fim.

Sua expressão se tornou triste.

- não que eu saiba.

- tem que haver algo que possamos fazer. – pensei sentindo o desespero crescer dentro de mim.

Eu quero poder ficar perto dele, com ele. Quero faze-lo feliz. Não, quero que ele seja feliz de qualquer forma.

- não há Will. – afirmou com pesar. – Quiron e eu procuramos há anos atrás, ele até falou com Perséfone, mas ela estava decidida demais que eu teria uma eternidade de sofrimento e não vai voltar atrás.

Balancei a cabeça sem acreditar.

- não. – me levantei andando de um lado para o outro. – eu não aceito isso. – indignei.

- você não tem que aceitar. – Nico disse me fazendo parar e encara-lo. – você vai voltar para Nova Roma, terminar a faculdade, ser medico, arranjar alguém e ser feliz...

- não. – o cortei ofendido por saber o que ele estava fazendo.

- sim, Will. Você vai embora e me esquecer. – determinou firme.

O rasgo em meu coração se tornou picado, a lâmpada falhou e diminuiu, tudo pareceu mais frio e lento.

- não posso. – admiti.

- claro que pode. Você mal me conhece. O que você vê é uma ilusão de um menino que eu fui um dia, esse menino não existe mais.

- não, você não entende. – dei um passo em sua direção, mas ele recuou então dei dois para trás. – sinto muito Nico, mas eu não consigo. Como você não consegue ficar perto de mim, só a ideia de nunca mais te ver... – fechei os olhos para dispersar a dor. – não dá. Eu... – engoli em seco o olhando fixamente. – eu te amo Nico.

 

When there's madness, when there's poison in your head

When the sadness leaves you broken in your bed

I will hold you in the depths of your despair

And it's all in the name of love

Quando há loucura, quando há veneno em sua cabeça

Quando a tristeza deixa você quebrado em sua cama

Vou te abraçar nas profundezas do seu desespero

E é tudo em nome do amor

 

Ele ficou estático, seus olhos travados nos meus, o ônix marejando enquanto suas lagrimas caiam silenciosas. Finquei meus pés no chão resistindo com todas as forças a vontade de ir até lá e abraça-lo.

- não diga isso, por favor. – pediu dolorosamente o que só cresceu em determinação dentro de mim.

Ele não tem ideia do quanto é amável.

- eu digo e repito quantas vezes for necessário para você entender que isso não é o que você é, é o que Perséfone te tornou. Você é um ser amável Nico, mesmo como animal. – dei um leve passo para o lado tentando não me aproximar sem muito sucesso. – e eu te amo de todas as formas.

Nico soltou um soluço silencioso, seu corpo estava tremendo levemente e aquilo estava me matando.

- Will, estou te pedindo, te implorando. Volte para Nova Roma, tenha sua vida, siga em frente...

- pare! – pedi sentindo a dor em minha voz. – eu não vou abandonar você. – garanti, ele me olhou incrédulo. – vou resolver isso. – falei decidido indo para a porta.

Ele demorou alguns segundos para entender e quando fez se levantou rapidamente pegando minha mão ao me impedir. Nico gritou e recuou ofegante.

- Nico! – dei um passo para me aproximar, tentar ajudar, mas travei e recuei. – sinto muito, muito mesmo. – falei vendo seu corpo tremer violentamente e seu rosto contorcer com a dor.

- não vá. – ele pediu baixo e ofegante. – até lá. Prometa.

Fitei seu rosto contorcido em angustia.

- me desculpe, não posso prometer isso Nico. – ele soltou um ofego engasgado. – farei qualquer coisa por você. – confessei sincero.

 

wanna testify

Scream in the holy light

You bring me back to life

And it's all in the name of love

Eu quero testemunhar

Gritar na luz santa

Você me traz de volta à vida

E é tudo em nome do amor

 

Abri a porta e sai depressa vendo seu olhar de desespero para me impedir.


Notas Finais


Musica: In The Name Of Love (feat. Bebe Rexha) - Martin Garrix
Link: https://www.letras.mus.br/martin-garrix/name-of-love/traducao.html
ESSA MUSICA ME TEM!!

(sentiram o ar de ciumes pernico ali? cof cof)

"Eu te amo Nico" AAAAAAAAAAAAAAAAAAH WIILLLL <333
SOLANGELO IS OTP SUPREMO!

o que será que o Will vai fazer?
hohohoho adoro isso!!

espero que tenham gostadoooo! <3
até mais ;*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...