História O Segredo Nas Sombras - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo
Personagens Hades, Nico di Angelo, Percy Jackson, Perséfone, Will Solace
Tags Hdo, Lemon, Motilogia, Nico Di Angelo, Percy Jackson, Pernico, Pjo, Romance, Solangelo, Will Solace, Yaoi
Visualizações 344
Palavras 1.778
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ola amores!
como prometido voltei para mai um cap.
vou tentar postar um no meio da semana e um no fim ok?
mas eae esta curtindo a fic?
eu estou amando escrever <3

vamos para mais fofura e Solangelo porque neeeh? kkkkk

boa leitura ;)

Capítulo 6 - Ilusão


Fanfic / Fanfiction O Segredo Nas Sombras - Capítulo 6 - Ilusão

POV NICO

 

Acordei me sentindo em movimento. Pisquei para as árvores que passavam por mim sem entender e gemi sentindo minha cabeça pesada.

- que bom que permanece no mundo dos vivos senhor Di Angelo. - a voz de Quiron soou perto me fazendo olhá-lo e perceber que ele estava me carregando.

Me constrangi e tentei me arrumar, mas minha cabeça pesou ainda mais, o  que me manteve no lugar.

- se pelo menos não-morrer incluísse ficar livre dos efeitos colaterais... - resmunguei.

- o mundo seria mais divertido? - Quiron arriscou humor, mas não conseguiu melhorar o meu.

- o mundo nunca será divertido pra mim Quiron. - me ajeitei em suas costas de cavalo sentando lentamente. Estávamos saindo da floresta e o acampamento parecia quase vazio. - o que aconteceu? Como me achou?

- você sumiu por dois dias. Solace disse que a ultima vez que te viu você estava indo para a floresta e eu sabia que estaria la, sabia também que estaria bem se eu não tivesse ouvido um rugido diferente na noite em que você sumiu. - Quiron me olhou de lado e sorriu terno. - você também é meu protegido.

Fiz uma careta confusa.

- dois dias? Como é possível? Eu acordei com um corte, fui para o rio e uma Náiade me ajudou, eu dormi por apenas algumas horas...

- Nico! - a voz ardente soou de longe.

Olhei por cima de Quiron e o vi correr em nossa direção. Seu cabelo cacheado até a nuca chicoteou fracamente enquanto ele se aproximava.

- você está bem? - perguntou andando ao lado de Quiron.

Seu olhar de preocupação me causou uma sensação boa e ruim ao mesmo tempo.

- estou bem. - respondi simples.

- o que houve? Alguma contusão ou fratura? - eu não sabia se ele perguntava para mim ou para Quiron, mas seus olhos me examinavam de longe.

- ele está bem senhor Solace. Vamos até a enfermaria lhe dar algo para repor as energias perdidas.

Gemi em vão em protesto.

Na enfermaria Will me analisou minimamente e disse que eu estava bem, apenas fraco.

- o que aconteceu?

- eu não me lembro bem. - a pior parte é que não foi uma mentira. - onde está todo mundo?

Quiron observava distante.

- torneio de remo. - respondeu simples.

Algo me disse que aquele torneio foi bem planejado.

- acho que você foi infectado com algum tipo de veneno, mas de alguma forma ele for extraído do seu corpo. - Will franziu a testa para seus papéis e depois pra mim. - como isso é possível?

Olhei dele para Quiron brevemente.

- uma Naiáde me ajudou. Não me lembro de muito.

- mesmo assim, você não deveria ser capaz se levantar agora...

- Senhor Solace, por mais que eu admire seu empenho com a medicina, vamos apenas agradecer aos deuses pelo senhor Di Angelo estar vivo. - Quiron interveio na hora certa. - tem algo sobre o veneno? Algum resido para termos uma noção do que é?

Will pensou por um momento.

- tenho uma amostra do pouco que restou no sangue dele, vou tentar analisar com a ajuda do Austin.

Quiron assentiu pra ele antes de se virar para mim.

- conversamos quando você melhorar Senhor Di Angelo. E - ele hesitou formando um sorriso paterno - talvez não demore tanto.

Quando Quiron saiu eu sabia que ele não estava falando da minha recuperação.

- você está corado. - Will disse me analisando. - está com febre?

Tirei suas mãos de mim com impaciência e corei ainda mais.

- estou bem Solace. Só preciso de vitamina e comida.

Ele me estudou antes de suspirar.

- vou buscar comida pra você. E não se atreva a sair dai até eu voltar.

Com isso ele saiu, deixando o lugar silencioso demais sem sua presença.

Enquanto Will não voltava tentei vasculhar minha memoria e entender o que aconteceu.

Como poderia que eu tivesse me transformado naquela noite e nem sentido? Contra o que exatamente lutei?

Analisei minha perna curada com a calça rasgada por cima onde a Naiáde tirou para me curar. Perguntei-me se ela realmente me curou ou apenas sabia que eu só precisava de um empurrão para fazer isso sozinho.

Enquanto eu tentava desesperadamente vasculhar minha mente, lembrei apenas de flashes de uma luta e rugidos, garras e olhos vermelhos brilhantes. Havia algo familiar naquela luta, naquele oponente. Havia algo coçando no fundo da minha mente que eu não conseguia acessar.

- aqui sobrevivente da selva, coma algo. – Will disse anunciando sua chegada me fazendo voltar a realidade, ele parou e me observou. – Nico?

Voltei a respirar afundando a lembrança em minha mente de novo.

- sim, obrigado. – peguei a bandeja de sua mão e comecei a comer os pães e frutas que ele tinha trazido.

- Sabe... – Will disse me observando comer depois de um momento. – eu fiquei preocupado com você. Na verdade, preocupado com o que te fez sair correndo daquela forma. – o olhei surpreso por sua obvia conclusão. – sinto muito por invadir seu espaço, sei que você não gosta disso...

- tudo bem Will. – o cortei sem querer que ele alimentasse aquela teoria. Era horrível pensar que ele se culpava por algo. – não teve a ver com você. – na verdade tinha, mas não totalmente.

Will me analisou por um longo momento antes de assentir.

- mesmo assim, peço desculpas. Não quis te ofender ou algo do tipo. – ele era sempre tão sincero.

- não ofendeu. – pelo contrario... Guardei essa parte pra mim.

Will me deu um sorriso fraco.

- tive medo de que você não quisesse mais falar comigo. – confessou me fazendo parar de novo e encara-lo com descrença.

- agora é você que está sendo dramático.

Ele quase riu, mas parecia nervoso, estava mordendo o lábio de novo.

- não é drama, é... – ele pensou. – eu gosto de você Nico.

Fiquei parado o olhando como se ele tivesse falado em japonês. Engoli o pão em seco e tentei me recompor sem muito sucesso. Escondi minha mão que tremia a apertando.

- tudo bem... – falei forçando indiferença.

Ele soltou um suspiro incrédulo.

- você não entendeu...

- eu entendi Solace. – o cortei antes que ele repetisse aquelas palavras, ou trocasse por outras, ou explicasse detalhadamente. Eu o cortei em desespero contido. Will me olhava com os olhos grandes e arregalados, não queria ofende-o, mas aquilo era absurdo demais.

- Então você... – ele começou.

- não. – cortei novamente.

Por favor, pare de falar. – pedi silenciosamente.

Will engoliu em seco e abaixou os olhos.

- qual o problema? – perguntou baixo e frágil.

Apertei minhas mãos para reprimir a dor estranha em meu peito.

- não há problema. – respondi seco.

- então por quê?

Suspirei.

- não tem um porque Will. Só... Não.

Ele manteve os olhos baixos nas mãos a minha frente. O encarei logo me arrependendo disso. Seus olhos estavam marejados, sua expressão era de tristeza e humilhação. Eu não queria ofende-lo, os deuses sabem que não queria ferir mais ninguém, mas eu estava convencido de que assim era melhor.

Will estava iludido com minha imagem do dia, enganado por meu rosto juvenil e minha pele macia. Mas ele nunca me aceitaria como passei a ser, durante a noite, durante o resto da minha ilimitada vida sem graça e fria.

- Will eu sinto muito. Não quis te ofender. – falei sincero, mas ele não me olhou.

- claro. Tudo bem. – murmurou se virando para que eu não visse seu rosto.

- Will...

Ele levantou a mão me pedindo para parar.

- já entendi Nico. Agora coma e se recupere. – disse antes de sair e me deixar com minha consciência pesada.

 

Depois de comer e me sentir bem melhor depois de um longo banho, caminhei até a casa grande a procura de Quiron. Ele estava do lado de fora, sentado na varanda em sua cadeira de rodas ilusória conversando com Percy e Annabeth.

Eles pararam de falar e me olharam com analise e julgamentos.

- não gosto desses olhares. – falei em um murmúrio antes de me virar para Quiron. – podemos conversar?

- lembrou de algo senhor Di Angelo? – Quiron me olhava com preocupação.

- sim. – soltei em um suspiro.

- então nos conte o que é. – Percy exigiu.

Franzi o cenho para ele.

- eu não sei o que é. – confessei.

- do que se lembra Nico? – Annabeth perguntou paciente.

Troquei o peso dos pés desconfortável e dei um olhar breve a Quiron.

- pouca coisa. Garras, rugidos e olhos vermelhos. – contei incerto.

- parece um cão infernal. – Percy disse presunçoso.

Lhe dei um olhar irritado.

- eu conheço um cão infernal quando vejo um Jackson. É mais do que isso.

Ele levantou as mãos rendido.

- sem ofensas garoto da morte, mas você não parece em melhor estado para dizer.

Apertei os punhos sentindo meu sangue esquentar.

- não me chame de garoto da morte e eu reconheceria um cão infernal em qualquer estado.

- se você diz. – Percy deu nos ombros.

Annabeth trocou um olhar com Quiron antes de falar.

- há poucas criaturas que podem ser comparadas a um cão infernal, ainda menos que contenham veneno. – concluiu. – vou pesquisar mais sobre isso.

Com isso ela saiu puxando Percy junto o que me fez suspirar.

- dê algum crédito a ele. – Quiron disse. – Percy se preocupa com você também, e ficou tentado a ir atrás de você na floresta.

Fiz uma careta intrigada.

- Percy sente culpa por causa de Bianca, mas não há nada sobre mim envolvido. – sentei no banco a sua frente.

- você subestima seu significado para as pessoas Nico. – Quiron disse serio demais. Desviei os olhos sem responder. – agora me conte, o que você lembrou? Olhos vermelhos?

Dei um sorriso amargo.

- não pareça tão intrigado ou surpreso por não ser eu.

Ele suspirou.

- não foi minha intenção. Sei de varias criaturas perigosas que vivem naquela floresta, mas nada assim. Seja o que for, não sei como entrou.

Concordei pensativo.

- havia algo de familiar nele Quiron, algo que me fez recuar o suficiente para não combate-lo de verdade. – lembrei. – eu não estava lutando a serio, não queria machuca-lo.

Ele franziu a sobrancelha ligeiramente.

- está dizendo que tem algum afeto pela criatura?

Encarei seu olhar sugestivo.

- estou dizendo que talvez ela só esteja perdida.

Quiron respirou fundo e assentiu.

- vamos ficar de olho. Enquanto isso você pode tentar ser discreto? Tenho a sensação de que se você sumir por mais de uma noite há campistas que te procurariam na floresta.

Novamente desviei os olhos.

- tudo bem. – levantei já andando para meu chalé sem olhar para trás.

 


Notas Finais


QUIRON <333

ai Nico meu core não aguenta rejeição!!!
tadinho do nosso Will </3

quem ou o que vocês acham que é a criatura??
espero que estejam gostando <3

bj bj até o proximo ;*


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