História O Segundo Anjo (Crônicas de Antuerpéria) - Capítulo 16


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Categorias Originais
Tags Anjos, Demonios, Fadas, Magos, Romance
Exibições 32
Palavras 1.006
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishounen, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Saudações de Antuerpéria, andarilhos.

Siga o caminho adiante para mais um pedaço dessa jornada.

Capítulo 16 - O amor romântico é um pecado sem perdão


Fanfic / Fanfiction O Segundo Anjo (Crônicas de Antuerpéria) - Capítulo 16 - O amor romântico é um pecado sem perdão

O amor romântico é um pecado sem perdão

 

Etzel não conseguira escutar com nitidez as palavras de Shou.

Deteve com ternura uma mecha daquele cabelo azul entre seus dedos, sendo acometido pelo desejo que o invadira na noite anterior, quando se deparara com Shou completamente desnudo prestes a mergulhar nas águas cálidas da fonte.

__Que foi que disse?

__Eu...__ Shou mordiscou o próprio lábio inferior.__ Eu disse que você é repulsivo, Etzel.

E virou seu corpo de lado, mirando-se no mago tão perto, ainda segurando uma mecha úmida de seu cabelo.

Seus olhares, azul e ametista, colidiram com ímpeto.

__Diz que vai me proteger e me ajudar... Mas, em vez disso... Tenta me afastar dos livros, toda vez que estou tentando arrumar uma solução para votar "para casa"! Além disso, causa-me confusões e desperta em mim desejos proibidos!... Mesmo depois que contei que era o anjo regente da Castidade! Você não tem nenhum respeito pelo o que eu sou, nem pelas ninfas que te procuram... Tão pouco tem respeito por si mesmo!

Nunca tinha presenciado Shou erguer sua voz daquele jeito, pelo tom bravo e desapaixonado de seu falar tinha remoído os fatos por horas e olhando melhor em sua face algo crispada pelo desafeto, Etzel percebeu que ele andara chorando.

__É por isso que acredita que eu seria capaz de enfeitiçá-lo, Shou?__ Etzel disse sem brigar, sem que elevasse sua voz, seu sorriso à mingua.__ Acha mesmo que não guardo nenhum respeito por você?

__Etzel...__ Ao dizer o nome do mago, os olhos azuis de Shou brilhavam com a frieza da lâmina.__ Você adoraria que eu me tornasse um anjo caído! Por isso é que passa seu tempo a confundir meu coração, causando-me até ciúmes... Fazendo-me questionar sobre meus próprios sentimentos.

Por que era sempre assim? Primeiro Shou assustava Etzel, mas depois acabava dizendo algo que lhe causava ganas de rir. Nesse instante, teve que se segurar para não abrir um sorriso zombeteiro a sentir cósegas na própria garganta.

__Shou, como pode dizer que eu lhe causei ciúmes... Se eu mesmo fiz de tudo para que não soubesse sobre as ninfas? Os ciúmes que sentiu partiram totalmente de você... Me pergunto se durante o tempo que ficou sozinho na fenda dessa montanha, chegou a se dar conta do que sente por mim.

__Não posso sentir nada profundo por você, Etzel... Porque nos conhecemos a seis dias e acima de tudo... Porque eu tenho que abandonar este lugar.

Sem se abater diante da afirmação que seria abandonado, Etzel estreitou seu olhar sobre Shou.

__E o que um anjo que tem um corpo físico há seis dias... Pode entender do tempo que se leva para se gostar sinceramente de alguém?__ A pergunta soava como um autêntico desafio e Etzel segurou firme no braço de Shou.__ Quando eu disse que se pode ficar preso a outro ser sem que se usasse magia, não estava me referindo ao sexo... Foi o que você pensou, não?

__E por que não pensaria? Parece que sexo é tudo que importa para você.

__Não é tudo que importa... Algumas pessoas se prendem a outra através do amor.

__Amor...__ Shou repetiu reflexivo a esquadrinhar o rosto de Etzel com o olhar.__ O que um mago que vende poções que causam um psedo-amor pode entender de amor verdadeiro?

E na pergunta de Shou havia também desafio, algum pulsante desdém.

__Por que você não desiste de ir embora e descobre, hein Shou?

__Há muito tempo desisti da ideia de experimentar o amor romântico... Tenho que colocar todo meu amor na minha missão.

__Não, está mentindo para si mesmo... Você é só um anjo perdido, sua missão é uma realidade distante...__ E sua mão que antes prendia o braço de Shou deslizou numa carícia até o ombro, a trocarem olhares dentro de um breve silêncio.__ Sabe o que te torna diferente daquelas duas ninfas? Gosto do momento em que elas oferecem seu sexo para mim, mas não faz qualquer diferença quando elas se vão... Não sinto falta alguma delas, nem lembro seus nomes.

Inquietava Shou quando ouvia Etzel falar de forma tão leviana, por isso Etzel acariciou os lábios do anjo com dois de seus dedos, como se assim pudesse acalmá-lo de suas inquietações.

A entonação do mago tornou-se mais macia, destilava mais afeto do que sedução.

__Quanto a você, Shou... Mesmo que diga que sou repulsivo, não pode dizer que desperto apenas sensações ruins em você.

Embora pudesse sentir o carinho na voz de Etzel, sentia também como a carícia dos dedos dele em seus lábios era sensual.

Sem tentar argumentar Shou afagou o rosto de Etzel, seus dedos entrando pelo cabelo dele iluminado em tom de lilás, estremecendo de leve ao sentir-lhe um pedacinho da orelha.

__Se te incomoda tanto... Não verei mais as ninfas, só tem uma pequena condição.

Condição? O coração de Shou bateu mais forte, tencionava dizer que não podia pedir nada ou ceder a condições se precisava ir embora.

Mas, as palavras se entalaram uma a uma em sua garganta a vislumbrar o semblante de Etzel iluminado pelas chamas que ardiam nas candeias.

__Haja o que houver... Apenas desista dessa ideia tola de partir.

Não houve brecha para replicar, para se negar...

Nem resistir aos lábios de Etzel se encaixando aos seus, ao início do beijo.

Shou sugou-lhe meigo os lábios, seus olhos fechados. Não podia negar esse gesto, ainda que houvesse certa relutância vinda de seu próprio íntimo, não podia se apegar mais e tão pouco pedir para Etzel não fazer mais sexo com as ninfas que volta e meia o procuravam.

O beijo tinha uma conotação tristonha, própria de despedidas.

Se entregou ao beijo deixando que ele durasse um pouco mais do que deveria e Shou abraçou Etzel num aperto desmedido, sentindo a boca do mago deslizar por seu pescoço bem devagar... Os estalidos discretos dos lábios macios na pele, a boca desvairada chupando-lhe a tez.

Guardando bem as impressões que aquelas carícias lhe causavam, como se nunca mais fosse senti-las e por nada desse mundo gostaria de esquecer.

 

 


Notas Finais


Obrigada por não desistirem dessa pequena jornada. :)


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