História O Segundo Anjo (Crônicas de Antuerpéria) - Capítulo 18


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Categorias Originais
Tags Anjos, Demonios, Fadas, Magos, Romance
Exibições 26
Palavras 1.365
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishounen, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Saudações de Antuerpéria, andarilhos.
E aqui termina a primeira parte da nossa jornada, neste pedaço de estória que vos trago.
A próxima parte não tarda.

Desfrutem.

Capítulo 18 - O anjo com asas de mariposa


Fanfic / Fanfiction O Segundo Anjo (Crônicas de Antuerpéria) - Capítulo 18 - O anjo com asas de mariposa

O anjo com asas de mariposa

 

Aquelas grandes asas abertas, resplandecentes deixavam todos os sentidos de Etzel em alerta.

Pois Shou somente não conseguia oculta-las quando estava demasiado cansado ou pretendesse voar em fuga, voar para onde quer que fosse.

Pelo receio galopante que o anjo transpirava, tinha certeza que ele pretendia fugir.

Etzel não hesitou, num movimento repentino tocou com a palma de uma de suas mãos o chão, de instantaneo uma claridade se interpos entre o solo e seus dedos e uma espécie de gaiola de energia cercou Shou.

Com um de seus joelhos no chão, sua mão conectada ao solo frio, ergueu o rosto a encarar Shou e não demonstrou a surpresa que sentiu ao deparar com a expressão resignada, os gestos calmos de quem não parecia nada contrariado por ter sido trancado numa gaiola de energia luminosa.

Sendo que esperava uma reação totalmente contrária!

__Nem pense que vai fugir assim! Aliás, essa gana descabida, esse desejo irracional de fuga... Não seria porque na verdade você já se apegou a mim, Shou?

Shou fechou os olhos cabisbaixo, segurando tão desolado nas barras daquela efêmera prisão a menear com sua cabeça.

__Etzel... Depois de conversar com Svena, me dei conta que estou atraído por você.

Não, não era uma confissão amorosa.

Mas, Etzel se concentrava para manter a gaiola de energia e olhava fixamente para Shou fascinado com aquelas palavras que contudo soavam por demais tristes.

__Atraído...__ Shou pronunciou abrindo seus olhos turvos.__ Tal como a mariposa se encanta pela chama... É um destino destrutivo que me aguarda se eu continuar ao seu lado.

__Como pode ter certeza, Shou?

Etzel ergueu-se e a prisão ainda continuou em torno de Shou até o mago se aproximar e tocar nas grades, somente assim o encanto se desfez.

Mais uma vez estavam bem próximos e as mãos de Etzel pousaram nos ombros de Shou para ter certeza que ele simplesmente não saísse do chão.

Etzel ficou tentado a questionar e maldizer esse tal de deus.

"Quem ele pensa que é para proibir os anjos de amarem alguém além dele? Devem haver dezenas, talvez centenas de anjos como Shou no plano Etéreo! Esse tal "criador" pode ficar com todos, quem se importa? Mas, Shou... Shou nunca vai voltar, não tem como deixá-lo achar o caminho e partir!"

E sem se dar conta, as mãos de Etzel apertavam os ombros de Shou, colocava a gana, a determinação de seu pensar no modo como o segurava, o olhava fixamente dentro do rio azul que reluzia na íris do anjo.

__Etzel...

Ouviu a voz suave de Shou, as mãos dele segurarem afáveis em seus braços como se pedisse silenciosamente que se acalmasse, aquietasse seu espírito enervado pela possibilidade da perda.

__Eu fico com você esta noite... Prometo não ir, não voar como pretendia a pouco.

__"Esta noite!"__Etzel desdenhou ao dizê-lo entre dentes.__ Não pretendo passar qualquer outra noite sem você, Shou.

Dessa vez foi Shou que tocou os lábios de Etzel com a ponta dos dedos.

__Não pense nas outras noites... Nem nos outros dias que estão por vir.__ Shou pediu tendo a voz baixa.__ Viva o agora comigo... Como se fosse um momento sem fim.

Não podia ver o desejo estampado no olhar de Shou, mirar-se no azul daquele olhar era sempre como vislumbrar a parte escura do oceano, impenetrável e insondável.

No entanto, lia o desejo no jeito como Shou tocava sua boca e no modo doce como os lábios róseos dele se entreabriam, ele ainda mantinha aquela inocência convidativa e enlouquecedora em seu trejeito meigo de anjo.

 

De pronto, Etzel segurou e beijou os dedos longos e mornos encostados em sua boca, percebeu Shou estremecer de leve com o pequeno beijo e colou seus lábios nos dele com tamanho ímpeto, de tal modo que fez Shou desequilibrar e ir de encontro aos arbustos leitosos de hibiscos de fogo.

Beijavam-se com tão efervescente desejo a sentirem naquela noite quente o aroma daquelas flores invadirem todos os seus sentidos, junto com o frescor da brisa fugidia e a luz de prata do luar que se descortinava timidamente entre nuvens.

As asas de Shou se prendiam sem querer entre os galhos finos ao passo que abraçava Etzel pelo ombro, sentindo o cabelo púrpura dele se emaranhar aos seus dedos e até esse pequeno gesto o remetia a sensações erógenas.

Não podia mais forjar as próprias vontades, era tão insincero ao tentar em vão vetar os próprios desejos... Ainda sentindo-se enciumado por Etzel ter feito sexo com duas ninfas, era impossível não abraçá-lo com tanta possessividade.

Shou se entregava febrilmente ao beijo afirmando a si mesmo que aquele mago preso em seus braços não podia ser de mais ninguém, que fosse assim ao menos naquela noite.

Sua esperança quimérica mais ardente.

 

Dentro da morada do mago, permitiu que Etzel despisse seu corpo. Estava por baixo dele quando tornaram a se beijar. Shou sentia seu corpo quente como nunca, a tez formigando ansiosa pela réplica do toque, não pode evitar de deixar escapar um pequeno gemido quando os dedos de Etzel acariciaram seus mamilos.

Suas ereções roçando entre seus corpos cada vez mais juntos.

Era uma noite docilmente incomum, fascinava a Etzel que Shou tornasse transparente seu desejo, sem receios. Sendo cúmplice e conivente com cada blandícia, também provocando e seduzindo, encantando propositalmente...

Quando Shou sentiu a mão de Etzel subindo e descendo em seus membros, beijou-lhe com erotismo suave o queixo e suplicou num sussurro que ainda sim soava tímido:

__Mostra-me teu sexo, Etzel... Mostra para mim...

Encabulando-se com a própria voz extremamente macia, o sentido do que pedia e escondendo seu rosto rubro contra o ombro viril do mago.

Quando essa timidez atiçava ainda mais a safadeza, o ímpeto ardente transbordante em Etzel...


 Epílogo 

 

Era muito tarde.

A lua tinha dado quase uma volta inteira no céu.

Shou deixou o aposento, mas antes cobriu sua nudez com um dos mantos e observou com carinho Etzel entregue ao sono, tendo o corpo igualmente desnudo parcialmente coberto por uma roupa fina de cama.

Antes disso, dividia a mesma cama com o mago depois de ter experimentado pela primeira o sexo.

Sentia o frio do assoalho em seus pés e tentava não fazer barulho.

Levou uma muda de roupa consigo e vestiu os trajes sob escuridão que envolvia a sala usada para o preparo de poções.

Envolvido ainda pela mesma escuridão, caminhou cauteloso até a parede onde se encontravam dispostos inúmeros livros. Sabia qual livro queria e tomaria posse, o exato lugar que ocupava dentre aquelas prateleiras.

Deixando a casa, cruzando o quintal a sentir o frescor noturno, a mesma brisa que lhe arrepiava também revoltava levemente seu cabelo.

Parou a cerca de dez passos e suspirou com pesar inevitável a se despedir mentalmente de tudo naquele lugar.

Do aroma dos hibiscos naquele instante não tão evidentes, da relva que ladeava o caminho de pedras, da grande rocha enfincada no solo do quintal, da casa com telhado vivo de pinheiros e sortida vegetação, da montanha Damion que estava bem atrás de si e acima de tudo... Despedindo-se do mago que tinha jurado lhe proteger.

Suas asas antes fechadas sobre suas costas abriram, alumiando o quintal antes tomado pela completa escuridão da noite.

Enfim, Shou deu as costas para a casa a encarar a montanha erguida a sua frente.

Logo perdeu o foco e a montanha virou uma mancha assim que seus olhos se turvaram inevitáveis.

Envolvendo o livro contra o peito com ambos os braços, suas asas se agitaram e seus pés deixaram o chão.

Meneou com força a sua cabeça, porque queria renegar mais do que tudo as lágrimas que teimavam em descer mornas por seu rosto dolorosamente contido.

As asas majestosas tremeluziam descortinando aquela noite e Shou não sabia se alcançaria seu propósito, se seria perdoado por ter chegado ao sexo com outro ser.

Tudo que ele sabia é que tinha que partir e caso se tornasse decaído, não queria que Etzel presenciasse sua ruína ou sofresse por sua condição.

Quando o próprio Shou jamais poderia calar a voz de seu próprio espírito, os anseios de sua alma, sua memória da qual nenhum fato se apagava.

 

*******

Fim da parte 1 


Notas Finais


Obrigada por darem o ar de sua graça mais uma vez poe estas passagens. ^^"


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