História O Segundo Anjo (Crônicas de Antuerpéria) - Capítulo 19


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Categorias Originais
Tags Anjos, Demonios, Fadas, Magos, Romance
Exibições 29
Palavras 987
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishounen, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, andarilhos. ^^"
Desculpe sumir... É que à vezes eu preciso dar um tempo desse negócio de internet e tem feito calor na minha cidade (e eu detesto calor -.-").
Essa semana vou ler os capítulos das estórias que eu acompanho no Spirit (Oi, Ally! É contigo mesmo, moça) e vou postar novos.
Tô pensando seriamente em postar o primeiro conto Yaoi que escrevi... O nome é Deviant Tales e foi escrito há quatro anos passados pelo menos (creio que um pouco mais).

Hoje iniciamos a segunda parte da Saga O Segundo Anjo.

Espero que apreciem! \o

Capítulo 19 - Parte 2 A floresta de Tânatos e a fada Dawn


Fanfic / Fanfiction O Segundo Anjo (Crônicas de Antuerpéria) - Capítulo 19 - Parte 2 A floresta de Tânatos e a fada Dawn

Parte 2    A floresta de Tânatos e a fada Dawn

 

Não soube bem o quanto se afastou da Aldeia de Hanja enquanto voou durante o resto da noite.

Subindo o mais alto que conseguia, cortando o interior das nuvens a sentir o vento, a queda de temperatura que a altitude trazia.

Em algum momento durante o alvorecer, teve que parar descendo na clareira de uma floresta.

Encostou-se numa árvore, sentado no chão com os joelhos dobrados diante de seu corpo e acabou adormecendo depois de um tempo abraçado ao livro, deitando-se entre a vegetação gramínea, entre várias flores miúdas lilases.

Sem fazer ideia da sombra que o rondava em meio as luzes difusas do amanhecer.

Desde sua chegada em Antuerpéria, do dia que brotara dos hibiscos-de-fogo, uma sombra espreitava o anjo sem que ele desconfiasse.

Porém, mais uma vez naquela manhã do sétimo dia em Antuerpéria, a sombra se afastou momentaneamente.

Mas, Shou não estava sozinho.

Nunca estava.

Quando uma mão estava prestes a tocá-lo, o anjo abriu os olhos algo sonolento. Primeiro a luz do sol confundiu sua visão, mas ela desanuviou depressa e Shou se deparou com um rosto delicado, demasiado pálido e feminino.

Era uma criatura de cabelos verdes, orelhas pontudas se projetavam suaves pelas mechas daquele cabelo que parecia flutuar em torno da face, os olhos dela também eram pálidos e desbotados como se estivessem prestes a desaparecer.

Olhos extremamente calmos e curiosos.

E Shou ergueu ligeiramente o corpo, segurando determinado o livro contra o peito, percebendo as asas dela tão diferente das suas... Translúcidas como asas de libélula.

__Você... Com certeza não é uma fada.__ Ela disse ainda tentada a tocá-lo, sua mão pequena e branca estava estendida na direção de Shou.__ O que é você?

__Eu... Eu sou um anjo.__ Shou replicou inseguro, certo de que não adiantaria dizê-lo já que não existia ninguém como ele naquele lugar.__ Chamo-me Shou... Você mora nesse lugar?

__Ah... Posso tocar no seu lindo cabelo?

Shou fitava aquela criatura e não compreendia porque ela olhava-o com fascínio, não disse nada e a mão dele se colocou por baixo de uma mecha comprida de seu cabelo azulado que se mostrava ainda mais reluzente à luz do dia.

__Você é uma fada?

__Fada exilada, na verdade...__ Ela retrucou sem dar muito importância ao fato.__ Por que está na Floresta de Tânatos? Senti agora a pouco algo muito sinistro rondando este lugar.

Era muita informação para assimilar, a fada observou Shou se erguer, aquela mecha de cabelo escapando por entre seus dedos e ela também se ergueu a se espreguiçar sob o sol.

__Não fique parado ai...__ A fada retorquiu manhosa.__ Vamos comer algo!

Tinha tanto para perguntar, Shou estava ansioso. Quando deu por si estava no alto de uma árvore, sentado num galho grosso a degustar frutas com a fada, as pernas dela balançavam no ar enquanto mordiscava a polpa macia do fruto com vontade.

Shou não comia tão ávido, observava vagamente toda floresta densa a sua volta, ouvindo o canto de vários pássaros. Teve sua atenção desviada quando a fada tirou uma florzinha lilás que estava presa ao seu cabelo.

__Você não respondeu a minha pergunta...__Shou observou enquanto ela lhe sorria simplesmente arqueando de leve os lábios finos e pequenos.__ Mora nessa floresta?

__Pode-se dizer que sim... Agora eu que pergunto: Por que está triste?

Não queria mentir, mas também não queria falar de suas razões. Shou deixou escapar um pequenino suspiro, depois lambeu os dedos sujos pela polpa da fruta, respondeu sem olhar diretamente para ela:

__Procuro um Tabernáculo... Isso é muito importante.

__Está triste por que procura um Tabernáculo?__ A fada torceu o nariz, melindrosa.

__Em parte sim.__ Shou resumiu tentando oferecer um sorriso frágil.__ Desculpe... Nem perguntei seu nome.

__É Dawn... Mas, pra que quer ir ao Tabernáculo? É território dos magos... E só de olhar para você sei que não é um deles, mesmo que esteja vestido desse jeito.

"Com roupas de Etzel..."__ Shou pensou e abriu o livro que estava em seu colo, a página que queria ler estava marcada com um pedaço de pergaminho.

__Esse livro diz que esse tipo de feitiço não pode ser feito em qualquer lugar... Precisa ser conjurado num Tabernáculo.

__O quê?__ Dawn deu uma espiada no livro, agora entortando um pouquinho a boca.__ Entende mesmo o que está escrito aí?

__Você não?__ A pergunta de Shou era deveras inocente.

A fada deu os ombros, fazendo com os lábios um bico desdenhoso.

__Somente alguém destinado a ser mago consegue decifrar um livro desses, ora... Vai se meter em confusão, anjo. Você não tem a marca, tem?

__Marca?

Shou não demorou a associar a palavra marca com um desenho de um símbolo que Etzel tinha na altura do ombro, era discreto e em vermelho. Nos seis dias que ficou ao lado dele, não parara para pensar nisso, era um detalhe pequeno que não tinha chamado muito sua atenção.

__Em todo caso, não se preocupe comigo.__ Shou pediu fechando o livro.__ Seria de grande ajuda se me dissesse onde fica esse Tabernáculo.

Uma borboleta veio zigue-zagueando no ar e a fada a segurou habilmente pelas asas, antes mesmo de deixá-la pousar.

As pernas da borboleta se debatiam no ar.

__Hum... Se você está triste por procurar o Tabernáculo, não devia procurar outra coisa? Algo que te faça feliz, talvez... Da onde você está vindo?

__Da Aldeia de Hanja.

Dawn riu sagaz, olhando de lado para Shou.

__Você não roubou esse livro de algum mago!... Ou será que roubou?

__Olhe, Dawn...__ Shou retrucou desajeitado.__ Pode me ajudar, ou não? Não devo perder mais tempo... Por favor.

__Se quer tanto... Eu te levo até lá.

Ia abrir a boca para agradecer, mas Shou deteve-se.

Não esperava que Dawn comesse a borboleta bem diante se seus olhos!

As pernas, o tronco da borboleta estavam dentro da boca dela e a fada lhe sorriu com as asas do inseto saindo-lhe pelos lábios...


Notas Finais


Bom, é isso.
Obrigada por acompanharem!
Se eu postar a outra estória que mencionei, aviso por aqui.


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