História O Segundo Anjo (Crônicas de Antuerpéria) - Capítulo 45


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Categorias Originais
Tags Anjos, Demonios, Fadas, Magos, Romance
Exibições 6
Palavras 777
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishounen, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Etzel vai descobrir que terá que prosseguir sozinho e que deu mais do que a sabedoria de seu olho esquerdo ao amaldiçoado Oni de Pergamon...

Capítulo 45 - Parte 2 Um amanhecer como em brancas nuvens


Fanfic / Fanfiction O Segundo Anjo (Crônicas de Antuerpéria) - Capítulo 45 - Parte 2 Um amanhecer como em brancas nuvens

Parte 2  Um amanhecer como em brancas nuvens

 

Aquele alvorecer era como um pergaminho em branco a ser escrito.

Como se o tempo parasse em algum ponto e tudo que restasse fosse a sensação da borracha sendo esfregada com força, apagando as impressões e palavras.

Apenas ficando uma marca suave a tentar ser decifrada.

 

A primeira sensação, se bem um tanto vaga, foi sentir algo caminhando com várias perninhas em seu rosto e em seguida, a pele úmida da salamandra devorando o besouro que ia distraidamente pelos caminhos de sua tez.

Seu olho abriu apenas vislumbrando o verde por entre a claridade pálida da manhã.

Foi então que se deu conta que estava adormecido numa campina, onde a vegetação alta estava encoberta pela orvalho que se formara durante a antemanhã.

A segunda sensação era de vazio.

Tal como se tivesse tomado tanto absinto que sua mente se desligasse de tudo e tivesse dentro dela algo além de um insonso nada.

Havia algo errado, essa era a terceira e pior sensação.

Sentou-se abrupto em meio a relva alta que se ondulava pela brisa na campina e agitou-se por ver só metade daquela claridade, daquela bucólica e estranha paisagem. Por impulso, tocou seu olho esquerdo e não havia olho esquerdo.

No lugar de seu globo ocular, havia uma espécie de tapa-olho selado com magia negra.

Sim, Etzel podia sentir.

A magia negra e proibida até pelos magos, um lacre praticamente impossível de remover.

Crispou a face empalmando a mão sobre o tapa-olho, sua cabeça baixa enquanto seus lábios se apertavam e seu estômago oco revolvia a raiva pungente que sentia por ter sido enganado.

Ao menos... Estaria no lugar certo? Não sabia ao certo.

Pensou em pegar o mapa contínuo dentro do alforje, mas de repente olhou com seu olho direito para todos os lados a procura de Dawn.

Temeu por ela.

E se Oni tivesse feito a fada mau maior do que fizera com ele?

Etzel debandou da relva, sentiu suas mão arderem ao se apoiar com elas e de pé constatou que havia pequenos cortes em suas palmas e dedos, provavelmente por segurar com tanto afinco nas penas do pássaro durante aquele voo noturno.

Pôs-se a caminhar com Yang em um de seus ombros, o alforje no outro.

A procura de Dawn.

                                                                               *******

A campina se encontrava insuportavelmente vazia.

Não muito distante do local que amanhecera com o besouro caminhando por seu rosto encontrara uma parte da relva ligeiramente amassada, como se alguém tivesse dormitado com o corpo encolhido ali.

Dawn tinha uma constituição miúda e fazia sentido que fossem abandonados próximos um do outro por Oni, ele devia ter partido em sua forma de pássaro antes do amanhecer. Logo depois de colocar a ambos sobre algum encantamento.

Etzel pensou que talvez ela estivesse por perto, prestes a fazer alguma de suas traquinagens, aparecer do nada pendurada em algum galho quando ele menos esperasse.

Mas, seu humor de mago estava mais azedo do que o costume e não tinha a menor intenção de esperar por ela e ser surpreendido.

Que ela se virasse e fosse atrás dele, em todo caso.

Antes de prosseguir, retirou o mapa contínuo do alforje irritado até mesmo com a brisa da manhã que soprava no púrpura de seu cabelo.

Seu coração palpitou pesadamente quando viu que Shou não estava muito longe e que se movia em uma área restrita do mapa traçado no pergaminho, tinha esperado tanto por esse instante e agora sentia-se sufocado pela expectativa.

Shou ficaria feliz em revê-lo?

Afinal, todo esse tempo em que Etzel estivera a sua procura, Shou somente se distanciara mais e mais da aldeia de Hanja.

Desceu um pequeno declive de terra barrenta, as solas da bota deslizando vez ou outra no solo úmido enquanto segurava o mapa entre a palma que ardia em cortes.

No final do declive, em sua parte inferior, ficou mais desconfiado do que na verdade surpreso quando avistou duas silhuetas, uma delas de cabelos platinados montando em um cavalo, sua vestimenta assemelhava-se a uma armadura e no entanto não parecia pesada, ficou sobretudo atento a espada que carregava, envolta numa bainha prateada com desenhos de rosas em alto relevo.

A outra era uma silhueta com trejeito feminino, não sabia contudo se era homem ou mulher, pendia ao andrógino e...

Não.

Desfez-se de toda primeira impressão assim que percebeu as asas parcialmente recolhidas na silhueta andrógina de pé ao lado do cavalo.

Nem homem ou mulher.

Eram os anjos que tinha visto cortarem o céu durante a madrugada.

 

Etzel parou somente aquele momento para avaliar quem vinha adiante e prosseguiu.

Na verdade, eles não iam ou vinham.

Pareciam esperar por ele.

 


Notas Finais


Obrigada por lerem!


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